O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 157

O Cavaleiro em Eterna Regressão

157. Um tesouro junto ao pedido

— Você disse que sonhava em se tornar um monstro ou um cavaleiro, não foi? Então devemos ir. Isso é óbvio. Não é o cavaleiro quem caça os monstros?

Kreis achava que derrotar monstros era a verdadeira voca[?25hção de um cavaleiro.

Embora soasse diferente para quem ouvisse.

Não seria essa uma declaração que desvalorizava um item artesanal?

Uma arma capaz de mudar o rumo do campo de batalha estava sendo tratada apenas como uma ferramenta para caçar monstros.

— É uma aldeia construída por civis. Não deveríamos salvá-la? Meu senso de justiça está fervilhando.

O tom de voz, que deveria estar cheio de preocupação, parecia transbordar ganância.

Era como se a cor de seus olhos tivesse se transformado em moedas de ouro.

Todos olharam para Kreis com pensamentos parecidos. Mas ele não se importava com o que os outros pensavam.

Ele se concentrou exclusivamente em Encred.

Quem toma as decisões é quem importa; o que mais importaria?

— O quê?

Encred perguntou de braços cruzados.

— Bastardo de olhos grandes. Ele não para de perguntar para onde devemos ir.

Rem, que observava em silêncio, falou enquanto estava semideitada na cama.

Ela parecia um fantasma.

Kreis pensou a respeito e olhou para o capitão com sua arma secreta: olhos brilhantes.

“É, os meus olhos não são grandes?”

“Você está olhando bem nos meus olhos.”

“Então, você vai querer aceitar essa missão.”

Com olhos tão límpidos e grandes que quase se poderia pensar que tinham um efeito hipnótico, Encred falou enquanto contraía os lábios.

— Quer que eu cuspa em você?

“De onde você tira esses olhos?”

Kreis leu nos olhos de Encred o que ele queria dizer.

“Ah, não deu certo, não funciona.”

Então, qual era o próximo passo? Kreis, como de costume, tentou bolar algo em sua mente, mas logo desistiu.

Ele era inteligente. Sua mente funcionava bem e seus sentidos eram rápidos.

O próprio Kreis achava que isso se devia às dificuldades que enfrentou na infância.

Foi graças a todo esse esforço.

“Esse tipo de tática não funciona com o capitão.”

Ele teve uma intuição. Não podia ser desse jeito.

Então, o que restava?

Um ataque frontal.

Sempre direto e reto.

Como o capitão sempre tratava a si mesmo e aos outros dessa forma, ele deveria fazer o mesmo.

Era uma cena extraordinária. Kreis mudou de postura com uma rapidez surpreendente.

Foi literalmente como um meteoro caindo. Rápido daquele jeito.

— Cerca de cem anos atrás, havia um grande comerciante no continente chamado Dolph.

A história começava no passado. A prioridade era despertar o interesse.

Deveria chamar isso de um passatempo estranho de um homem rico?

Ou talvez de excentricidade?

Um dos hobbies de um comerciante chamado Dolph era esconder parte de sua riqueza e criar mapas do tesouro.

Esse é um pedaço da história que aparece quando se folheiam os livros de história.

— Mas isso acabou sendo apenas um mero acaso? Não. Se fosse, por que[?25leu tocaria no assunto?

No meio de tudo, o tom de Kreis ganhou força. Dava para dizer que ele era um contador de histórias convincente.

[?25h

Era possível sentir o entusiasmo em suas palavras.

Dizem que Dolph já foi o dono de uma famosa guilda de mercadores.

No entanto, logo antes de morrer, ele retirou todos os seus bens e os esneu.

É claro que aqueles que deveriam herdá-los ficaram de mãos vazias.

Todas as suas seis esposas também soltaram fogo pelas ventas.

— Por que isso?!

Dizem que Dolph não respondeu. Ele apenas suportou em silêncio as críticas delas.

Apenas limitando-se a dizer:

— Se querem a minha propriedade, encontrem o mapa.

A história não oficial relata que ele disse isso.

O último registro histórico dizia que o compilador perguntou ao comerciante chamado Dolph antes de sua morte:

— Por que você fez um mapa ou algo do tipo?

A resposta de Dolph a isso foi uma obra-prima:

— Porque é divertido.

Havia mais de vinte mapas cheios de códigos.

Aquele que desenterrou o tesouro do primeiro mapa conseguiu a riqueza.

Foi o homem que servia como cocheiro de Dolph.

O homem que havia sido rejeitado dizem que mais tarde organizou um grupo e abocanhou tudo.

Foi a primeira esposa quem decifrou o segundo mapa.

Ela era gananciosa. Escondeu o fato até mesmo de seu próprio filho, então foi sozinha procurar o local que seu marido

o havia preparado, caiu em uma armadilha e morreu.

Foi bem assim. O cocheiro era a isca. Era a última cartada preparada por Dolph.

Ao contráriodo que dizia a história oficial, Dolph não gostava da ideia de sua propriedade ser entregue a outra pess

soa. Ele odiava especialmente dar qualquer coisa para sua família.

— Na verdade, ele era um fruto sem sementes. Uma abelha que não conseguia colher o mel.

Todos de repente começaram a prestar atenção nas palavras de Kreis. Ele tinha um talento notável para contar história

as, digno de deixar qualquer bardo com inveja.

Sim. Embora Dolph fosse incapaz de ter filhos, ele tinha seis esposas e mais de vinte filhos.

Não fazia o menor sentido.

Então, ele planejou sua vingança.

Foi assim que ele escondeu todos os seus bens em vários locais.

Alguns deles já foram desenterrados.

Por um homem chamado Kirgon, que dizem ser o melhor caçador de tesouros do continente.

O caçador de tesouros Kirgon já havia provado isso.

— O tesouro é real.

Essa é uma história secreta dos bastidores.

Kreis sabia muito sobre esse assunto.

Por que não saberia? Afinal, envolvia Cronas.

[?25l

Havia boatos espalhados de que, se você encontrasse e seguisse esse mapa, um tesouro real estaria escondido lá, [?25h e o c

caçador de tesouros Kirgon provou isso.

Mas agora vinha o golpe de sorte.

Haveria tamanha sorte neste mundo?

Era óbvio que a própria Deusa da Sorte havia lhe deixado um beijo[?25lna bochecha enquanto ele dormia.

Enquanto vasculhava as posições inimigas no campo de batalha anterior, Kreis conseguiu recolher alguns itens.

[?25h

Era um dos itens que ele havia tirado debaixo de uma árvore naquela ocasião.

— Humm...

Era um mapa com um cheiro horrível, como se tivesse sido guardado no meio das virilhas.

Assim que o pegou, teve vontade de jogá-lo fora, mas Kreis soube intuitivamente que não era um item comum, por isso o

o guardou.

Mapas de[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l tesouro eram o tipo de item que vivia circulando por aí.

Havia muitas falsificações.

Havia um sujeito na Guilda Gilpin que avaliava essas coisas.

Para usar um termo polido, um avaliador.

Para usar a gíria dos becos, um receptador.

É preciso ter olhos treinados para reconhecer um tesouro se quiser vendê-lo.

— Isso parece real.

Aquelas palavras foram o suficiente. Como era de cem anos atrás, o idioma havia mudado, e o avaliador não conseguiu d

decifrar a escrita.

Kreis também não reconheceu a escrita antiga. Ele se esforçou para decifrá-la, mas, para sua surpresa, a resposta vei

io de Proc.

Como alguém que se autodenomina de Ruagarne disse:

— Eu sou um estudioso.

Proc?

Ao contrário do que realmente sentia, Kreis não o olhou com desdém. Em vez disso, pediu para ele decifrar algumas let

tras aleatórias e, com base nisso, juntou as peças para obter a resposta.

O sexto mapa de Dolph.

— Vai ter tesouro lá. E dos grandes.

Este era Kreis, discursando apaixonadamente no centro do hotel. Seu rosto estava vermelho de tanto falar sem parar, i

ignorando a falta de ar.

— Já faz tanto tempo que nenhuma armadilha deve estar funcionando direito, então é como recolher pedras preciosas caí

ídas na estrada. O exterior está sujo de terra? É só dar uma sacudida e levar embora.

A história era bastante interessante, mas Encred não se deixou levar pelo entusiasmo de Kreis.

Ele sequer tinha certeza se iria ao local indicado no mapa do tesouro.

Apenas...

“De qualquer forma, já estou de saída.”

Seja contra monstros, feras ou na guerra.

Suas mãos estavam coçando.

Será que o que havia aprendido estava funcionando? O caminho que estava trilhando era o correto? E o que havia conqui

istado por meio de treinos, simulações e ensinamentos com todos ao seu redor seria um passo em direção a um marco importa

ante?

Era do instinto humano querer testar as próprias capacidades.

— Pedido aceito.

Kreis ficou radiante com as palavras de Encred.

— Mas ainda não decidi se vamos passar por lá.

Kreis pareceu extremamente decepcionado com a ressalva de Encred.

Ele arregalou os olhos como se fossem rasgar e sussurrou: — Não, como pode ser isso?

Rem viu aquilo e soltou uma risadinha ao seu lado.

Encred não sabia, mas desde o momento em que descobriu que o mapa era real, Kreis planejava ir atrás do tesouro e fic

car com tudo.

Ir em busca do tesouro sozinho? Isso não seria diferente de convidar os monstros para um banquete usando sua própria

 carne e sangue como pão e vinho.

Então, com os garotos da guilda?

Se fosse assim, o banquete seria feito com a carne e o sangue dele e de seus companheiros de guilda.

Era necessário um grupo com habilidades excepcionais, que não se abalasse com as ameaças de monstros, feras e bandido

os.

Isso significava contratar mercenários? Nesse caso, teria que contratar pelo menos um esquadrão inteiro.

O molho ia acabar saindo mais caro que o peixe.

A primeira pessoa que ele tentou recrutar foi Rem.

— Você gostaria de aceitar uma missão?

— Eu só aceito pedidos de assassinato. E a lista de alvos é limitada a três pessoas: uma gata selvagem sorrateira, um

m preguiçoso de poucas palavras e um brutamontes obcecado por Deus.

Rem não tinha a menor intenção de dar ouvidos.

Seria diferente com Ragna e Saxony?

Ele nem sequer tentou falar com Audin.

Para começar, ele raramente ia ao campo de batalha, então que sentido faria caçar tesouros?

— Se o irmão de olhos grandes jurar que vai oferecer tudo como oferenda a Deus...

Ele provavelmente diria algo assim.

Se perguntasse ao líder do pelotão, ele vinha brandindo sua espada feito um louco pelos últimos três meses.

[?25h

Era difícil até mesmo se aproximar para conversar com ele.

— Eu gostaria que você me desse uma ajuda.

Mesmo sem motivo, ele tentou falar com Esther.

— Grrr!

Esther demonstrou seu descontentamento com o corpo inteiro. À medida que ele se aproximava, ela já estava pronta para

a arranhá-lo com as garras novamente.

Desde o primeiro dia em que a viu, quando a tocou para descobrir seu gênero, Esther o odiava. Não, ela sentia aversão

o por ele.

Embora fosse uma criatura espiritual, era impressionante como conseguia expressar tais emoções sob a forma de um leop

pardo.

Chegou um momento em que ele se perguntou se não deveria simplesmente desistir no meio do caminho.

Não importa o quão boas fossem as Cronas, ele não arriscaria sua vida por elas. Essa era a teoria de Kreis.

[?25h

Por isso, seu sonho não era abrir um salão e viver a vida inteira sem se preocupar com Cronas?

Morar no centro de uma cidade segura, enquanto aproveitava a noite com moderação.

É claro que gerenciar salões tem seus riscos, mas não seria esse o nível ideal de emoção para se desfrutar na vida?###TAG###/p>###TAG###

De qualquer forma, ele havia quase desistido, mas e se o líder do pelotão fosse?

Como andavam as habilidades de Encred ultimamente?

— Esqueça, eu também não conseguiria vencê-lo.

Estas foram as palavras oficiais do comandante da guarda de fronteira.

— Vale a pena tentar se me derem cinco atiradores de elite e dois magos.

Essas foram as palavras do Comandante de Pelotão Torres.

Com cinco atiradores e dois magos, até Kreis conseguiria capturar Encred.

Mesmo que não tivesse total confiança, o restante não seria suficiente?

— É até divertido.

Rem também concordou.

— Eu quero isso.

Essas eram palavras que o comandante da companhia de elfos costumava repetir.

O que tudo isso significava?

Não significava que mesmo um grupo considerável de carniceiros não conseguiria sequer tocar na gola do líder?

[?25h

Na verdade, o líder do nosso pelotão não era um verdadeiro gênio?

Não havia dúvidas. Ele já tinha visto a luta contra Proc bem diante de seus olhos.

Então...

— Ah, por que não? Vamos lá. Vamos.

Kreis ficou insistindo.

Encred o ignorou.

— Eu vou com você também.

Enquanto isso, Proc se juntou a eles.

— Ótimo. Excelente!

Kreis deu um sorriso alegre.

— Quer que eu vá junto?

Finn também ergueu a mão. Ele era um patrulheiro, e dos bons.

Embora não estivesse no nível de um Desbravador, um verdadeiro criador de mapas vivo, ele era excelente em encontrar

 caminhos e lutava muito bem.

— Incrível!

Kreis comemorou de novo.

Encred riu ao ver aquela cena.

Não havia razão para impedi-los.

Ainda mais se o próprio comandante do batalhão havia dito que a missão estava sob sua responsabilidade.

“Um trabalho perigoso.”

Por ser algo assim, seu coração acelerou e ele concordou.

A solução para reduzir os riscos era ter mais pessoas; quanto mais, melhor.

Com os monstros que formavam a colônia, a proteção da aldeia pioneira, a autoridade de comando temporária e companhei

iros que incluíam Proc...

Que tal levar Rem ou outro membro do pelotão junto?

— Vamos juntos?

Encred não pensou muito, mas, para ser sincero, no fundo ele esperava que fossem juntos.

Diante da resposta de Rem, que já havia voltado para a cama e estava preguiçando enrolada em um cobertor, Encred pens

sou mais uma vez que aquilo era a cara dela.

Ela estava ocupada preguiçando por não ter nada para fazer.

Em seguida, ele perguntou se Ragna iria com eles.

— Não estou a fim.

Sem vontade? Desejo de preguiça? Ele andava muito preguiçoso ultimamente?

Ragna também estava enfiado na cama.

A resposta foi dada sem que ele sequer virasse a cabeça.

— O Senhor não me instruiu a isso.

Audin também recusou.

Saxony nem sequer estava por perto.

Ele ouvira dizer que o trabalho dele estava indo bem, mas parecia não haver tempo para passar nos alojamentos.

[?25h

No final, isso significava que ninguém mais poderia ser levado.

Encred decidiu deixar assim. Na verdade, se houvesse uma ameaça enorme, eles enviariam tropas de qualquer forma.



Ele pensava que eles o convocariam de qualquer maneira.

Verificar o grupo de monstros que formou uma colônia perto da aldeia pioneira e derrotá-los quando surgisse a oportun

nidade.

A ordem dizia que ele teria o comando das tropas da aldeia.

“Se houver uma milícia na aldeia...”

O número de combatentes não seria tão baixo.

Então tudo o que ele precisava fazer era se preparar minuciosamente para partir.

Este mundo não era fácil para viajantes, por isso era correto não ousar sair sem nenhuma preparação.

Normalmente, ver apenas quatro pessoas partirem assim tão rápido seria motivo para desaprovação.

Mas tratava-se de um grupo com um Patrulheiro e Proc.

Além disso, de acordo com o sistema de classificação de soldados de Naurilia, um espadachim do nível de um soldado es

special era o comandante.

Não era como se estivessem sob o risco de serem ameaçados facilmente.

Embora fosse um mundo cheio de bandidos e monstros, o poder de combate deles era de sobra para lidar com isso.

[?25h

Portanto, não importava que ninguém mais do pelotão os acompanhasse.

— Partiremos em quinze dias.

Encred falou, e Kreis continuou o observando.

— Não dá mesmo?

— Veremos.

Encred sempre falava sério. Ele não sabia o que aconteceria com a missão, então teria que avaliar a situação no camin

nho.

Quanto a Kreis, ele estava apenas desesperado.

Aquela era a caverna do tesouro que ele descobrira. Ficava a apenas um dia de viagem da aldeia pioneira.

— Ótimo. Ótimo.

Kreis sabia que não adiantaria implorar mais.

Então o grupo começou a se preparar.

Viajar neste mundo era realmente difícil.

Este era um mundo onde a condição mínima para os chamados mascates era ter força militar.

Até mesmo os mercadores que viajavam de cidade em cidade tendiam a se reunir em grupos maiores para garantir proteção

o.

É por isso que os mercenários e o sistema de recrutamento de soldados praticado em Naurilia eram bem-vindos.

[?25h

Em um mundo assim, apenas quatro pessoas estavam partindo.

Não havia necessidade de se preocupar, mas também não podiam se preparar de qualquer jeito.

Encred decidiu ir à cidade pela primeira vez em muito tempo.

Ele foi ao mercado, pois tinha algumas coisas para comprar.

fantasia,

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