A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 437

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

"Bom dia, madrinha."

Sam olhou para ela.

Celeste moveu-se graciosamente para o lado de Sam, seus passos tão elegantes e tranquilos quanto seu comportamento.

Ela sorriu, olhando na direção para a qual Sam estava observando.

"Esta manhã seria melhor se um certo ladrãozinho não tivesse invadido nossa casa no meio da noite."

Sam ficou momentaneamente sem palavras, então sorriu com ironia.

"Cheguei tarde demais ontem à noite. Não esperava incomodá-la, madrinha. Desculpe-me."

Celeste balançou a cabeça com um sorriso e então se virou para olhar para Sam.

"O que me incomoda não é isso. É o fato de você não ter voltado com a Angel."

Claro, ela tinha que dizer isso.

Sam sentiu que estava começando a entender as táticas daquela mulher.

Primeiro, ela fazia você baixar a guarda, depois atacava exatamente na sua consciência pesada.

Sam assentiu sem hesitação e disse suavemente: "Alguns de nós, colegas, bebemos demais, então levei uma pessoa para casa primeiro e depois vim direto para cá."

Meias-verdades sempre funcionavam melhor com aquela mulher.

Dito e feito, um toque de suspeita brilhou nos olhos de Celeste.

Mas ela rapidamente voltou ao normal.

"Sério? Você não estava fazendo outra coisa com outra mulher?"

Sam sorriu, parecendo inofensivo.

"Eu levei uma pessoa para casa e avisei a Angel de antemão."

O olhar de Celeste finalmente se desviou, não exercendo mais aquele peso invisível sobre ele.

"Você se lembra do que me prometeu?"

Sam, é claro, sabia.

Ele sorriu.

"Claro que me lembro. Só ainda não é o momento certo."

Celeste suspirou suavemente.

"Não me importo de esperar. Apenas não se desvie do caminho certo."

"O caminho certo?"

Sam não entendeu o que ela quis dizer.

Celeste virou-se para olhar para ele, seu olhar direto e sério, mais como um conselho ou um lembrete.

"Não importa o que aconteça, ainda sou a mãe da Angel. Embora eu espere por algumas mudanças nela, não quero que sejam alcançadas através do engano. Quando ela era jovem... eu costumava educá-la de maneiras que pensava serem para o seu próprio bem. Eu a ensinava constantemente sobre as duras realidades do mundo adulto porque acreditava que a situação dela era diferente das outras crianças. Achei que a exposição precoce a beneficiaria."

Seus olhos escureceram.

"Mas agora percebo que, durante o crescimento dela, eu não poderia interpretar a vilã e dizer que a amava ao mesmo tempo."

Sam disse suavemente.

"As pessoas são complicadas e os relacionamentos familiares não são simples."

Celeste balançou a cabeça com um sorriso.

"De fato, não são simples. Mas não posso negar que o estado atual dela é minha responsabilidade. Então, espero... que você seja genuinamente bom para ela e não a engane. Se, no fim das contas, ela não puder me perdoar ou confiar em mim, pelo menos você deve ser a pessoa em quem ela mais confia."

Sam entendeu o que ela quis dizer.

Ele sabia que a natureza humana era inerentemente complexa e hipócrita.

Apesar de sua cautela e preocupações com Celeste, ele não desgostava dela.

Não por causa de sua beleza, elegância ou charme.

Mas simplesmente porque, até agora, todas as suas precauções e medidas eram frutos da proteção de uma mãe por sua filha.

E ela não era a típica mãe com preconceitos profundamente enraizados.

Isso, por si só, era louvável.

"Entendo. Não se preocupe com isso. Eu também quero que a Angel seja feliz."

Celeste sorriu para ele.

"Você pode realmente fazê-la feliz, Sam?"

Parecia uma escolha final antes do fim.

Mas não foram apresentadas opções a Sam. Ele olhou nos olhos dela.

"Não sei como definir a verdadeira felicidade. Só posso acreditar que o futuro que desejo será feliz. Não importa o que aconteça, prometo que me casarei com a Angel e a tornarei minha esposa."

"Espero que sim, Sam. Espero que cumpra sua promessa. O que quer que faça, não esconda da Angel. Deixe-a decidir. Contanto que ela o aceite, não vou impedi-lo."

Sam queria responder.

Mas passos se aproximaram por trás.

"Do que vocês dois estão falando? Não estão com fome?"

A voz ligeiramente fria de Angel apareceu, seu olhar desconfiado alternando entre os dois.

Celeste sorriu sem falar, e Sam se virou com um sorriso.

"Estávamos apenas conversando, esperando você se juntar a nós."

Angel zombou.

"Esperando por mim? Vocês dois pareciam estar se divertindo. Por que não vão à igreja juntos? Eu vou pular."

Celeste balançou a cabeça com um sorriso.

"Que tal comermos primeiro?"

A sugestão de Sam foi aceita e, logo, eles estavam sentados à mesa comendo, com Selena se juntando a eles.

Selena parecia ter jogado muitos jogos na noite anterior, seus olhos ainda inchados pela falta de sono.

Ela resmungou enquanto comia.

"Nós realmente precisamos ir à igreja? Estou tão cansada."

Celeste sorriu.

"Não vai demorar muito. Voltaremos logo."

Angel olhou para Selena.

"Se você jogasse fora seu console de videogame, não estaria tão cansada."

"Hã? Ah... eu só estava brincando, mana, não..."

"Um console de videogame?"

Celeste olhou curiosa.

Angel disse com naturalidade: "Sam comprou para ela de presente de Ano Novo."

"Ah? Ele te deu um presente de Ano Novo também?"

Celeste perguntou, e Sam teve um mau pressentimento.

Angel assentiu prontamente.

"Sim, dois, na verdade."

"Hmm? Então, isso significa que eu, como madrinha, não ganhei um?"

Celeste olhou para Sam com um meio sorriso, mas seu significado era claro.

Se Sam não tivesse preparado nada, seria um passo em falso grave.

Mesmo que não quisesse, ele não tinha escolha agora.

Sam suspirou e tirou um pente de madeira delicado de sua bolsa de lona.

"O que é isso?"

Angel estreitou os olhos.

Celeste disse com um toque de aborrecimento: "Não consegue ver? É um pente. Então, é assim que você me valoriza, Sam?"

Angel riu.

"Os presentes dele não são comuns."

"Não são comuns? Como assim? O material?"

Claramente, Celeste não estava ciente de certos elementos sobrenaturais, e Sam não podia dizer a ela que sua filha tinha superpoderes, e não apenas um!

Ele só pôde sorrir com ironia.

"Não tem nada de particularmente especial nele. Apenas use por alguns dias. Deve manter seu cabelo liso e sem oleosidade o dia todo. Também melhorará seu bem-estar geral."

Ao ouvir isso, Celeste pegou o pente, olhou para ele e depois para Sam.

"Sam, você tem assistido a muitos programas de venda direta?"

Angel interveio.

"Apenas fique com ele. Prometo que o Sam não está mentindo."

Celeste pensou por um momento, sentindo vontade de pentear o cabelo imediatamente.

Mas o tempo e o esforço necessários para pentear o cabelo a fizeram hesitar.

Ela decidiu.

"Vou experimentar amanhã."

"Do que vocês estão falando?"

Selena piscou, não entendendo.

Angel olhou para ela.

"Nada, só discutindo sobre dar o seu console de videogame."

"O quê?! De jeito nenhum! O Sam me deu; você não pode dar!"

A mesa explodiu em risadas.

Diferente do traje de Celeste, Selena vestia um vestido fofo, enquanto Angel usava um casaco sobre um vestido preto.

Quando os quatro entraram no carro, Sam notou Elowen, que estava dirigindo, usando as luvas pretas que ele lhe dera.

Celeste perguntou.

"Por que você está usando luvas hoje?"

Sam pensou que Elowen responderia com sinceridade, dada sua natureza direta.

Mas Elowen respondeu: "Acho que deixa as coisas mais limpas."

Então, ela também sabia mentir, e soou tão natural quanto.

Celeste assentiu.

"Nada mal, elas combinam com você."

Sam olhou para a garota ao seu lado.

Angel estava sentada quieta, como de costume, sem mostrar sinais de se lembrar dos eventos da noite passada.

Sam pensou por um momento e estendeu a mão, segurando gentilmente a de Angel.

Sentindo seu calor, Angel olhou para ele.

Ela não se afastou nem resistiu.

Sam sorriu.

"Sua mão está um pouco fria."

Angel sorriu levemente.

"A mão da Sophie também é tão fria assim?"

"...cof cof."

Sam quase engasgou.

Droga!

Ela se lembrava de tudo, mas não reagiu?

O que ela estava planejando?

Ao ouvir Sam tossir, Celeste se virou.

"O que há de errado, Sam? Você está doente?"

"Ah... não, só engasguei com a saliva."

"Oh? Foi com a saliva da Angel?"

"Do que você está falando?"

Selena se virou curiosa.

"Sam, por que você engasgaria com a saliva da minha irmã?"

Sam quase riu.

Angel, corando levemente, lançou um olhar fulminante para Selena.

"Entregue seu console de videogame quando chegarmos, entendeu?"

"O quê?! Não, não vou mais falar..."

O carro encheu-se de risadas novamente.

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