
Capítulo 439
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Sam não conseguiu encontrar a melhor resposta; talvez não houvesse uma solução ideal para tal pergunta.
Então ele só podia responder a ela com seus pensamentos mais genuínos.
Ele olhou para baixo, para ela.
Seu olhar não vacilou; seus olhos não continham súplica ou seriedade, apenas um fluxo calmo e constante como a água.
Angel olhou para cima, encontrando os olhos de Sam.
Era quase um desafio, seus olhos cheios de desafio.
Era familiar, e era verdadeiramente ela.
Ela disse: "Eu não quero... mmph!!"
Angel não conseguiu terminar sua frase quando Sam pressionou seus lábios contra os dela.
Na manhã brilhante, do lado de fora da igreja sagrada, ele a beijou profundamente.
Mesmo quando ela percebeu o que estava acontecendo e começou a bater no peito dele com os punhos, não importava o quão forte ela batesse.
Sam não a soltou, independentemente de alguém estar passando ou testemunhando a cena. Ele a segurou com força, derretendo persistentemente sua resistência.
Até que seus socos ficassem mais fracos, até que seus movimentos se tornassem mais sutis.
Até que ela parasse de bater no peito dele e, em vez disso, se agarrasse firmemente aos seus braços, o beijo de Sam suavizou.
Angel, com o rosto corado pelo beijo forçado, respirava pesadamente, olhando para ele.
"Por que você não me deixou terminar?"
Sam sorriu.
"Mesmo que houvesse a menor chance de você dizer isso, eu não deixaria."
Angel olhou para ele.
"O que eu queria dizer não era apenas algo para ser dito com um beijo."
Sam assentiu.
"É por isso que eu sabia que você não queria dizer. Não é essa a maneira mais digna de lidar com isso?"
Angel ficou momentaneamente atordoada, suas bochechas avermelhando ainda mais.
"Seu bastardo...!"
Sam assentiu.
"Você sabe que eu sou um bastardo há muito tempo. Você não disse que também não era uma boa pessoa? Isso não nos torna um par perfeito?"
"Bang!"
Incapaz de ganhar a discussão, Angel chutou sua canela.
Sam não se esquivou. Desta vez, ficou claro que ela não se conteve, e doeu... Ele quase se abaixou para esfregar o local.
"Sentindo-se melhor agora?"
Sam perguntou com um sorriso atrevido, como se tudo tivesse voltado ao início.
Angel olhou para ele.
"Melhor? Com sua pele grossa, como eu poderia desabafar minha raiva?"
Sam pensou por um momento.
"Existem outras maneiras de desabafar."
Angel entendeu o que ele quis dizer apenas com um olhar.
Suas bochechas, que tinham acabado de esfriar, avermelharam novamente.
Ela sussurrou: "Não, é só nisso que você pensa?"
Sam olhou para ela inocentemente.
"Não foi você quem começou com isso?"
"Eu...?"
"Não se faça de boba. Lembra quem usou seus poderes quando eu não obedeci, quem beijou meu pau na sala de aula e não me ajudou a vestir minha roupa de baixo, quase fazendo com que eu fosse pego por todos..."
"Repita isso! Eu te desafio!"
Sam se virou e correu, com Angel o perseguindo.
Eles correram de volta para a entrada da igreja, bem quando Celeste e Selena estavam saindo.
"Ah... Madrinha, você saiu?"
Sam e Angel pararam sem jeito, um atrás do outro.
Parecia animado demais na frente de uma mais velha, o que tornava a situação um pouco embaraçosa.
Celeste sorriu para eles.
"Parece que vocês estão se divertindo. Será que saí cedo demais?"
Angel ajeitou o cabelo, que estava bagunçado por causa da perseguição, e disse com desdém.
"Não, ele é apenas irritante."
Sam sorriu, "Está frio lá fora. Que tal conversarmos no carro?"
"Boa ideia."
Celeste assentiu, e todos saíram da igreja e voltaram para o carro.
Elowen perguntou da frente.
"Voltando, senhora?"
Celeste assentiu.
"Vamos voltar. É o primeiro dia do Ano Novo, e você trabalhou muito. Você pode descansar quando chegarmos em casa."
Elowen pensou por um momento, depois assentiu.
No caminho de volta, Angel parecia perdida em pensamentos, não dizendo muito, apenas olhando pela janela.
Selena, por outro lado, continuava falando, com Sam e Celeste respondendo às suas perguntas.
Costuma-se dizer que as crianças são o que há de mais importante. Quando há apenas uma criança, todos atendem às suas emoções.
Não é uma coisa ruim, mas Sam pensou, muitas pessoas mostram seu lado mais gentil e amável para as crianças.
Mas por que eles se tornam frios e duros no mundo adulto?
É difícil dizer qual é a verdadeira natureza das pessoas.
Mas pensar nisso não ajudava, então Sam apenas deixou sua mente vagar.
Até que chegaram em casa e estacionaram o carro.
Quando Celeste saiu, ela lembrou Elowen.
"Você está de folga agora. Vá aproveitar o Ano Novo."
Elowen olhou para ela.
"O que é aproveitar?"
Era uma pergunta estranha, quase inacreditável.
Que tipo de vida faz alguém não entender o significado de aproveitar?
A resposta de Celeste foi ainda mais interessante.
Ela sorriu e tirou um maço grosso de dinheiro de sua bolsa, entregando-o a Elowen.
"Encontre uma maneira de gastar todo esse dinheiro em quatro dias. Sem apostas, sem drogas. Fora isso, coma, beba, brinque, o que você quiser. Essa é sua tarefa."
Elowen hesitou, mas pegou o grosso maço de dólares e assentiu.
"Eu entendo."
"Ah, e compre algumas roupas novas. É Ano Novo. Vista-se festivamente. Usar sempre preto pode trazer má sorte."
De volta à mansão.
"Vou tirar um cochilo."
Angel se levantou.
Sam olhou para ela.
"E quanto a mim?"
"Faça o que quiser, mas se você ousar sair, tente."
Ela lançou as palavras simplesmente e caminhou para seu quarto.
Sam, deixado na sala de estar, sorriu ironicamente.
Celeste olhou para Sam, um pouco alegre.
"Oh querido, o que você vai fazer agora? Ninguém para lhe fazer companhia."
Sam olhou para Celeste.
"A Madrinha ainda não está aqui?"
Celeste também se levantou com um sorriso.
Então ela bocejou preguiçosamente.
"Desculpe, estou um pouco cansada também. Acho que vou precisar de um cochilo."
"O quê? Então..."
"Bem, você terá que se virar sozinho, Sam. Não vou dizer nada como 'se você ousar sair', mas... faça o que quiser. Eu não saberei."
Com um sorriso travesso, Celeste também deixou Sam.
Selena já tinha corrido para seu quarto para jogar. Sam, sem interesse em entreter uma criança, sentou-se na sala de estar e pensou.
Ele fez um telefonema.
Claro, foi para Cedarwood.
Ouvindo as vozes de seus pais, conversando alegremente sobre a vida diária mundana em Cedarwood, Sam sentiu paz.
De repente, sua mãe disse.
"Oh, Ava está aqui. Ela quer falar com você."
Sam foi pego de surpresa, sentindo-se um pouco sobrecarregado.
Não era que ele não gostasse da garota, mas ele estava genuinamente preocupado que ela pudesse revelar seus sentimentos por ele na frente de seus pais.
Na verdade, Sam tinha começado a aceitar os sentimentos de Ava por ele, mas o único obstáculo era como convencer seus pais.
"Irmão."
A voz levemente baixa da garota surgiu.
Sam reuniu seus pensamentos.
"Feliz Ano Novo, Ava."
A garota imediatamente bufou.
"Surpresa que você se lembre de mim. Por que você não me ligou? Eu tive que atender esta chamada."
Sam sentiu uma dor de cabeça chegando.
"Eu te mandei uma mensagem ontem à noite..."
"Apenas uma mensagem de 'Feliz Ano Novo'. Qualquer um pensaria que foi uma mensagem em massa. Quem você está enganando? Eu nem queria responder."
Como sempre, ela era tsundere [1]. Sam não sabia se seus pais estavam ouvindo, então ele só pôde sorrir ironicamente.
"Da próxima vez, enviarei mais mensagens para mostrar minha sinceridade, ok?"
"Você tem que me ligar à meia-noite, exatamente no horário."
"Não é um pouco demais?"
"Eu sabia que você não se importava comigo. Pai! Mãe! O irmão está me intimidando!"
[1] - Termo japonês usado para personagens que aparentam ser frias, agressivas ou distantes inicialmente, mas que possuem um lado carinhoso e amoroso.