A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 430

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

O movimento repentino de Sam atraiu a atenção de todos para o seu rosto.

Sam sabia que aquela não era a melhor solução, mas era a única que ele tinha no momento.

Em um dia tão especial, ele não queria que ninguém se machucasse esta noite, embora parecesse inevitável. Então, ele teve que recorrer a isso.

Ele também sabia que Sophie entenderia sua intenção e que sua atuação não era particularmente convincente.

Mas ele era o único que podia fazer isso agora, e não tinha motivos para ficar de fora.

Enquanto ele pegava o pingente de jade, a testa de Sophie franziu levemente.

"Você não precisa fazer isso. Se ela não quiser, pode devolver para mim."

"Sam."

Angel se manifestou, olhando para ele.

Sam pausou e olhou para ela.

Então ela estendeu a mão: "Este é o meu presente. Por que você está pegando?"

Sam estava um pouco preocupado que ela pudesse pegar o pingente e quebrá-lo na frente de todos.

Ela não parecia se importar com formalidades sociais ou em fazer cerimônia para ninguém.

E ela era capaz de tais ações. Ela não tinha muita boa vontade para com Sophie, quase se tornando sua nêmesis em certo ponto. Que bem ela poderia fazer?

"Eu pensei que você não quisesse."

Sam entregou o pingente a ela, fingindo naturalidade.

Angel sorriu levemente, olhando para o pingente em sua mão.

"Embora pareça bem comum, há um ditado: 'Eu lhe dou tudo o que tenho'. Não esperava que Sophie fosse tão dedicada a mim."

"Eh..."

Isabella também ficou surpresa, não esperando que Angel dissesse aquilo.

Parecia um pouco sarcástico, mas vindo de Angel, foi bem ameno.

Sophie estreitou os olhos para Angel, parecendo confusa.

"Você está fingindo ser generosa e tendo pena de mim?"

Angel sorriu, segurando o pingente.

"Por que pensar assim? Eu não disse que tenho pena de você. E você não estava confiante no seu presente? Embora não pareça muito valioso."

"Se você não gosta, pode devolver."

"Decidi ficar com ele."

Isabella pensou por um momento e interveio.

"Angel, a regra é aceitar o presente genuinamente para que conte. Se for forçado, não significa nada."

Angel colocou o pingente em sua bolsa e olhou para as duas.

"Deixe-me ser clara. Vou ficar com este presente porque acho que tirar a sua única sorte parece muito bom."

Sorte é algo intangível.

Não é algo que você possa emprestar ou pegar emprestado.

Mas para Sophie, parecia real. Isabella entendeu isso.

Para ela, este era um bom resultado. Se Angel não queria envergonhar Sophie ou genuinamente queria sua sorte, isso evitou que o encontro terminasse prematuramente.

Então ela assentiu.

"Certo, nesse caso, Sophie, você deve ter um último presente, certo?"

Sophie olhou para Sam. O que ela daria a ele?

Sam estava curioso, e Angel também, ainda mais do que sobre seu próprio presente.

Desta vez, Sophie tirou rapidamente. Ela olhou de relance para Sam, como se temesse revelar algo.

Então ela tirou uma pequena caixa.

Isabella sorriu: "Veja, nós não tínhamos caixas de presente, mas Sam recebe tratamento especial."

Angel estreitou os olhos, claramente zombando.

"Você realmente tem um lugar especial para o namorado de outra pessoa."

Sophie não explicou. Ela apenas entregou suavemente a caixa para Sam.

"Para você."

Até a voz dela estava mais suave, e suas palavras eram visivelmente mais curtas, como se evitasse algo, fazendo parecer deliberado.

Sam pegou a caixa e a examinou.

Angel riu.

"Você não vai abrir?"

Sam não queria revelar o presente de Sophie na frente de todos, mas se ele hesitasse, pareceria estranho demais e arruinaria as coisas.

Então ele olhou para Sophie.

"Tudo bem?"

Sophie evitou seu olhar, pegando naturalmente sua bebida, como se tivesse terminado tudo, e tomou um gole casualmente, com o rubor ainda presente. Ela assentiu levemente.

"Faça como quiser."

Então Sam abriu a pequena caixa.

Dentro havia uma pétala de flor de cerejeira.

"Isso é uma pétala de flor de cerejeira?"

"Não parece ser."

Enquanto Sam pegava a pétala, ele sentiu uma textura estranha, não da pétala, mas de baixo dela.

A almofada sob a pétala parecia diferente.

Mas ele não demonstrou, em vez disso, pegou a pétala.

Era feita de delicados fios de seda rosa e brancos, um artesanato feito à mão, exigindo um trabalho meticuloso.

Angel notou também, olhando para Sophie, que parecia indiferente.

"Não esperava que você tivesse habilidades tão delicadas."

Isabella olhou curiosa.

"O que esta pétala significa?"

Sophie olhou para a bebida girando e para os cubos de gelo, falando suavemente.

"Minha mãe me disse que a primeira pétala de flor de cerejeira colhida no início da primavera traz felicidade. Como não há flores de cerejeira nesta estação, eu fiz uma que não vai murchar. É só isso."

Apenas desejando felicidade a ele.

Angel não levou a sério. Para ela, foi apenas um gesto sentimental de uma garota artística. Um artesanato tão pequeno não poderia comover ninguém.

Tão ingênua.

Sam sorriu para Sophie.

"Eu gostei muito deste presente. Vou aceitá-lo com gratidão."

Sophie assentiu levemente, lançando um olhar furtivo para ele, imaginando se Sam havia notado seu pequeno segredo.

Se não... então ele estava apenas sendo lento.

Isabella sorriu para todos.

"Certo, por último, mas não menos importante, Sam, é a sua vez."

Sam não começou imediatamente. Ele se levantou levemente.

"Antes de começar, preciso ir ao banheiro. Só um momento."

"Depressa!"

Isabella parecia impaciente.

Angel notou algo, observando-o se levantar.

"Levando o presente dela para o banheiro? Você deve gostar mesmo dele."

Sam parecia não perceber, olhando para a caixa em sua mão. Em vez de colocá-la em sua bolsa, ele a deslizou para o bolso, sorrindo.

"É prático. Já volto."

Com isso, Sam seguiu para o banheiro.

Uma vez lá, ele não se aliviou imediatamente, mas tirou a pequena caixa.

Ele estreitou os olhos, levantando a pequena almofada no fundo.

Por baixo estava uma chave, deitada silenciosamente ali.

"Uma chave?"

Sam ficou confuso, então seu telefone tocou.

Imaginando por que havia uma chave escondida ali, ele pegou seu telefone.

Era uma mensagem de Sophie.

[Essa é a chave da minha casa. Você não precisa mais tocar a campainha. Este é o meu verdadeiro presente para você. Espero que goste.]

Sam encarou a mensagem, segurando a chave, um sorriso se espalhando em seu rosto.

O que dizer?

Você ou é uma tola ou é incrivelmente boa em seduzir os homens.

Uma garota dando a um garoto uma chave.

Especialmente uma garota como Sophie, que sempre parecia irritada quando ele tocava a campainha dela.

Mas esta chave parecia mudar tudo.

Os esforços de Sam valeram a pena. Não apenas ela tinha aceitado tudo, mas também tinha dado um passo em direção a ele.

Um passo crucial.

Uma chave poderia abrir uma porta.

E ela estava deixando-o abrir mais do que apenas a porta dela.

Sam adicionou a chave ao seu chaveiro, tornando-a parte de si, então retornou ao seu assento.

"Sam, por que demorou tanto no banheiro? Você está se sentindo mal?"

Isabella provocou.

Sam sorriu.

"Estou perfeitamente bem. Angel pode atestar isso."

Enquanto se sentava, ele lançou um olhar para Sophie, pegando-a olhando para ele.

Seus olhos se encontraram, e ambos desviaram o olhar rapidamente.

Sam pigarreou, pegando sua bolsa de lona.

"Certo, minha vez. Primeiro, o presente da veterana."

Isabella piscou.

"Estou curiosa, por que todos vocês começam comigo? Eu sou tão especial assim, ou sou apenas o ato de aquecimento?"

Sam riu.

"Você é altamente respeitada."

"Sou apenas um ano mais velha que você!"

"Certo, certo, aqui está."

Sam tirou algo que fez todas as três garotas arregalarem os olhos.

Um momento de choque.

Então...

"Pfft!"

"Hahaha..."

Sophie e Angel não puderam deixar de rir.

Os olhos de Isabella se arregalaram, seu rosto ficando levemente vermelho.

Porque Sam estava segurando uma... peruca preta.

"Sam, você está zombando de mim por eu ser careca? Me dando uma peruca?"

Sam balançou a cabeça, fingindo ser profundo.

"NÃONÃONÃO. Esta não é uma peruca comum."

"É uma peruca especial?"

Isabella disse, irritada.

Sam assentiu.

"Sim, é especial. Ela pode mudar para qualquer cor e estilo que você quiser. Eu a chamo de peruca universal."

"Você está brincando comigo?"

Isabella, com o rosto vermelho, não pôde deixar de xingar.

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