
Capítulo 419
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Na rua movimentada, as pessoas iam e vinham.
As luzes neon e as placas lá fora emitiam um brilho deslumbrante.
A conversa animada parecia tornar o dia de inverno um pouco mais quente.
Mas quantas pessoas poderiam imaginar que, neste exato momento, em um beco estreito, escuro e discreto para o qual ninguém queria olhar, tal cena estava se desenrolando?
O peito exposto de Mia era como uma pérola luminosa na noite de breu, brilhando intensamente diante dos olhos de Sam.
"Não... olhe para mim desse jeito. É... constrangedor..."
Apesar de fazer algo tão vergonhoso, expondo seu lindo corpo para este garoto, Mia sentia uma mistura de emoções.
Seus seios altos e firmes e seus mamilos, como cerejas, estavam todos expostos para Sam. Ele só precisava dar um passo à frente para beijar seus mamilos.
Essa vergonha queimava o coração de Mia como um fogo voraz. Ela sentia o olhar de Sam e, além da vergonha, outra emoção sem precedentes nasceu.
Mia sentia uma excitação sem precedentes. Então, apesar de suas palavras envergonhadas, suas ações não pararam.
Pelo contrário, ela até sentiu uma vontade de tirar todas as suas roupas. Ela não se importava mais com o frio ao seu redor.
Sam, é claro, notou essa contradição. Ouvindo suas palavras, mas vendo ações que as contradiziam completamente, Sam achou aquilo divertido.
Ele olhou para o rosto corado dela e para aqueles olhos inebriados.
"Mas não foi este o seu próprio pedido? Por que você está envergonhada agora?"
"Por causa do jeito que você está olhando para mim..."
Mia encontrou uma desculpa adequada, mas ela ainda não se cobriu.
Era como se ela fosse forçada a fazer isso.
Mas todos sabiam que Sam não a forçara. Era tudo por sua própria vontade, um impulso repentino em sua mente.
"É mesmo... E se eu fizer mais do que apenas olhar?"
As palavras repentinas de Sam fizeram Mia hesitar, e então ela viu Sam estendendo a mão para os seios dela.
Normalmente, ela teria se esquivado sem hesitação.
Mas agora era Sam, então ela não o impediu. Em vez disso, ela fechou os olhos levemente, como se enganando a si mesma, incapaz de encarar o fato de que ela não o estava impedindo.
Mas, no fundo, ela ansiava pelo toque dele.
Ela ansiava que ele a tocasse.
Quando ela sentiu o calor em seu peito, não o frio que deveria ter sentido neste clima, ela soube que eram as mãos de Sam.
Mia não desgostou do toque de Sam. Pelo contrário, parecia familiar, como uma sensação há muito esperada finalmente sendo desfrutada novamente.
Era como a experiência no sonho, mais como se reunir com um velho amigo depois de muito tempo, abraçando-se com entusiasmo.
Neste beco escuro, Mia, a chefe de Sam, deixou este garoto tocar seu corpo livremente... Era tão vergonhoso.
Mas essa vergonha também era uma espécie de indulgência. Nessa indulgência, ou se resiste fortemente para evitá-la.
Ou se desfruta sem ser capaz de se livrar.
Claramente, Mia era a segunda.
Quando Sam sentiu a elasticidade dos seios dela, a sensação maravilhosa, ele olhou para Mia.
"Fechar os olhos não tem graça. Abra-os."
Ele disse isso enquanto sua mão se movia para baixo ao longo do abdômen dela.
Era como encontrar um caminho particularmente suave, e o efeito era óbvio.
Isso fez o corpo de Mia tremer levemente.
Ela tremeu enquanto falava.
"Não... Isso é muito constrangedor."
"Chefe Mia, não é isso que você queria? Você ainda está se enganando?"
Sam perguntou com um sorriso.
Mas Mia apenas abriu os olhos levemente, vendo Sam olhando para ela com um olhar divertido, sua mão em seu abdômen, a apenas um passo de sua calcinha.
A calcinha de renda preta não conseguia bloquear nada; era apenas uma presença fútil.
Quando a dona tinha desistido de resistir, seu único propósito era a razão pela qual Mia as comprou.
Apenas para ficar bonita.
E agora, esse era o seu melhor propósito.
Mia fechou os olhos novamente.
"Não..."
Sam ficou de pé, inclinando-se para perto do corpo dela, falando suavemente.
"Olhe para mim."
As palavras de Sam eram como veneno.
Elas pareciam ter uma magia única. Apenas algumas palavras simples fizeram Mia incapaz de resistir, abrindo os olhos involuntariamente.
Sua visão inebriada viu seu rosto bonito.
"Eu..."
Mia queria dizer algo, mas a mão de Sam não estava ociosa, já dentro de sua calcinha.
Esta foi uma ação sem a permissão dela.
Mas parecia não importar. Mia não se importou com as ações de Sam; ela até as esperava ansiosamente.
Ela ansiava pelo que esse contato levaria.
Como no sonho?
Como como ela enlouqueceu no sonho?
"Como está sendo a apreciação?"
Mia perguntou, como se para aliviar seu constrangimento e a excitação quase incontrolável.
Sam já tinha alcançado a área íntima de Mia, acariciando suavemente sua vagina, até mesmo inserindo um dedo gentilmente.
Com as ações de Sam, a respiração de Mia acelerou, e seu corpo começou a tremer levemente.
"Muito bom..."
"Você pode... tirar sua mão da minha calcinha?"
A mão de Sam estava dentro de sua calcinha, e ela sentiu que Sam não estava apenas tocando.
Ele estava acariciando gentilmente seu clitóris com os dedos. Embora não fosse um pau grande e grosso, o prazer era inesquecível.
Parecia tão bom, mas por que Sam era tão habilidoso?
Este pensamento se repetia na mente de Mia, mas ela não podia dizer nada na frente dele.
Sam olhou nos olhos dela, observando seu corpo trêmulo, como se ela estivesse prestes a ceder.
"Eu... não tenho mais forças. Estou prestes a chegar ao ápice..."
Mia queria evitar o olhar de Sam, escapar da sensação avassaladora.
Mas ela não conseguia.
Naquele momento, Sam sorriu com satisfação, sua outra mão envolvendo gentilmente a cintura de Mia.
"Chefe Mia, você sabe, você está muito bonita agora, incrivelmente bonita."
O elogio de Sam a fez esquecer seu contato íntimo por um momento.
A mão de Sam ainda estava em sua calcinha, fazendo seu corpo quase colapsar, incapaz de ficar em pé.
O inverno não florescerá com as flores da primavera?
Então, em um pântano lamacento, não pode haver vida próspera?
Nenhuma paisagem bonita?
Nenhuma montanha imponente coberta de neve, nenhum vale cheio de florestas densas. Nenhuma flor de ameixeira desabrochando?
Não.
Tudo é possível.
Mia sabia que, diante deste garoto, tudo era possível.
E não era um milagre.
Era divino.
Era uma sensação que ela achava que nunca teria, agora vividamente real em seu corpo.
Era uma experiência que ela nunca poderia ter imaginado, levando-a a alturas sem precedentes.
Mia não sabia se deveria se maravilhar com a habilidade de Sam.
Ou em quão vulnerável ela estava diante dele.
Emoções facilmente despertadas, repetidamente agitadas, deixando-a impotente, flutuando nas nuvens.
Claro, neste beco, eles não podiam ser tão imprudentes a ponto de ignorar as pessoas ao seu redor.
Especialmente porque o beco dava para uma rua movimentada.
Só porque ninguém tinha entrado ainda não significava que ninguém jamais entraria.
Então eles tiveram que contar com as caixas de papelão, em um espaço muito confinado, para expressar emoções que nem o álcool podia suprimir, de uma maneira muito contida.
O ambiente apertado era de fato desconfortável.
Por exemplo, Mia não podia fazer barulho livremente. Quando ela chegava ao ápice, ela não podia deixar de soltar gemidos suprimidos, mas ela tinha que abafá-los cada vez.
Essa sensação era um pouco enlouquecedora.
A contenção tornava a excitação ainda mais intensa, fazendo-a tremer mais notavelmente, sua vagina completamente molhada.
Mia sentia-se incapaz de liberar o ápice extremo que estava experimentando. A única coisa que ela podia fazer era agarrar o pau de Sam, como um farol no mar, a única luz na tempestade.
E quando Sam viu seu rosto corado, seus olhos inebriados prestes a gritar em êxtase.
Ele reagiu rapidamente, cobrindo sua boca.
Claro... ele não precisou tirar sua mão da calcinha dela, então ele usou sua boca em vez disso.
Quando seus lábios se encontraram, as sensações de Mia atingiram um novo patamar.
Embora ela tivesse bebido muito, embora pudesse atribuir o impulso desta noite ao álcool.
Ela não esqueceria.
Lá fora era uma rua movimentada, ela podia ouvir as pessoas passando.
Elas riam e conversavam, algumas sussurrando suavemente.
E ela, com este garoto, neste beco escuro e estreito, abraçada e beijada.
Suas ações pareciam uma traição ao mundo, como quebrar muitas regras e morais.
Por causa dessa sensação... ela não conseguia se controlar.
Mia não sabia quantas vezes chegara ao ápice, apenas que todas as suas emoções reprimidas foram liberadas.
Foram-se completamente, sua mente vazia.
Ela encarou o céu noturno escuro, sua visão desfocada por um longo tempo.
Ela só conseguia ouvir a respiração ofegante, não sabendo se era a dela... ou do garoto em quem ela estava encostada.
Sam não estava muito melhor.
Esta foi a primeira vez para ele, especialmente em tal lugar... Honestamente, mesmo com sua experiência, ele achou difícil suportar.
Ele olhou para a calcinha encharcada de Mia, seu rosto irradiando uma beleza indescritível. Sam apostava que ela tinha gostado imensamente.
Mia estava um pouco mais sóbria agora, mas a memória do que acabara de acontecer a fazia sentir-se profundamente envergonhada, incapaz de encarar a realidade.
Eles tinham compartilhado momentos tão íntimos no mundo real, sem desculpas para se esconder atrás.
Suas ações foram loucas, e ela tinha iniciado... Foi terrível.
O que fazer?
"Sam deve pensar que sou uma mulher estranha, certo? Como pude fazer isso com ele aqui, em tal beco... em uma rua tão movimentada?"
Tão vergonhoso.
Mia sussurrou.
"Devemos sair daqui rapidamente... Se ficarmos muito tempo, seremos descobertos..."
Ela disse isso.
Mas Sam viu a profunda culpa e arrependimento em seus olhos anteriormente inebriados.
Sam não saiu imediatamente como ela desejava.
Em vez disso, ele se inclinou para mais perto, não se afastando, até mesmo dando um passo à frente, pressionando-a, e levantando suavemente seu queixo.
"O que há de errado? Você parece muito chateada."
Mia olhou nos olhos incrivelmente gentis de Sam.
Ela mordeu o lábio.
"Nada, eu apenas... eu apenas..."
Sam viu sua hesitação, sabendo o que ela estava pensando.
Mas ele não queria expô-la, apenas disse suavemente.
"Não pense demais... Eu entendo, foi apenas um impulso, e o resultado não foi ruim."
Depois que Sam disse isso.
Mia não conseguiu se segurar, agarrando as roupas de Sam com força, quase as rasgando.
"Mas não foi apenas um impulso..."
A voz de Mia tremeu, seus olhos cheios de vulnerabilidade. Sam achou que ela parecia uma criança incompreendida por um pai.
Ele não foi atencioso o suficiente antes?
Mia olhou nos olhos de Sam, apesar de seu constrangimento, sentindo que tinha que falar.
"Eu não estava apenas agindo por capricho, ou enlouquecendo. Eu apenas... eu apenas não pude evitar querer estar mais perto de você, e esta foi a única maneira que consegui pensar. Desculpe-me..."
Ela queria desviar o olhar, mas Sam sorriu.
"Por que pedir desculpas?"
Mia olhou para ele, confusa.
"Porque... tudo o que aconteceu hoje foi constrangedor, não foi? Nós fazendo isso aqui, deve parecer excessivo, certo? Você acha que sou uma mulher vulgar? Eu apenas..."
Ela não sabia como explicar seus sentimentos, sentindo-se ansiosa e insegura.
Sam entendeu seus pensamentos completamente, e ele não pôde evitar rir, então encostou sua testa na dela.
Ele a forçou a olhar em seus olhos, falando com uma voz gentil e calmante.
"Eu não penso assim. Só tenho uma palavra para descrever isso, como eu disse desde o início."
"Qual é?"
Sam sorriu.
"Lindo."
O coração ansioso de Mia encontrou um equilíbrio delicado. Ela não conseguia descrever a sensação de paz que sentia, como se não houvesse lugar mais seguro no mundo, momento mais quente.
As palavras de Sam a tranquilizaram.
"S-sério?"
Mia achou difícil acreditar, pensando que Sam poderia estar enganando-a.
Sam sorriu.
"Claro, eu não estou mentindo."
"Então prove para mim."
Ela disse suavemente.
Sam foi pego de surpresa.
"Como eu provo... Você quer que eu lhe mostre meu coração?"
Mia corou, seus olhos mostrando desamparo.
Ela sentiu-se impotente de fato.
Seu coração estava além de qualquer salvação. Toda vez que ela via este garoto, ela sentia-se afundando mais fundo.
Sem chance de resgate.
Mia não precisava que ele mostrasse seu coração.
Mas ela não conseguia ver através das habilidades deste garoto. Ele era bom demais em mentir, bom demais em agitar suas emoções.
Parecia que suas emoções estavam sempre sob o controle dele.
Então ela precisava de outra maneira.
"Eu preciso que você... me beije."
"...hum?"
Sam pensou que ouviu mal.
Mas vendo o rosto corado de Mia, seus olhos cheios de suavidade e timidez sem precedentes.
Ele percebeu que não tinha ouvido mal.
"Preciso dizer de novo, você..."
Antes que ela pudesse terminar.
Sam a beijou.
Ela congelou por um momento, mas assim que a sensação familiar, o perfume familiar, até mesmo o gosto familiar veio.
Ela derreteu-se no oceano gentil e entrelaçado.
Quão vasto era este oceano?
Ele preencheu o mundo inteiro.
Quão quente era este oceano?
Como viver no equador, sob o sol implacável.
Não importava.
Se era real ou não, não importava.
Ela sentiu que só precisava desta noite, apenas deste momento.
Só precisava dele para preencher sua vida, para preencher o vazio inevitável após beber.
Lá fora, as pessoas continuavam a ir e vir.
Como se estivessem dando as boas-vindas ao Ano Novo que se aproximava com uma antecipação ansiosa.
E neste canto aparentemente esquecido da cidade movimentada, uma flor quente desabrochou, fortemente abraçada.
Florescendo lindamente.
Mia lembrou-se de muitas cenas, incluindo a primeira vez que viu este garoto.
Quando ele veio se candidatar a um emprego de meio período, apesar de sua aparência bonita, ela não prestou muita atenção.
Mas com o passar do tempo, quem teria pensado que este dia chegaria?
Mas quando chegou.
O coração de Mia estava cheio de reverência.
Grata pelo destino.
Grata pelo encontro.