
Capítulo 402
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Aurora não sabia quando havia adormecido.
Ela só sabia que, ao acordar com a suave luz da manhã, não estava com dor de cabeça e se sentia incrivelmente relaxada.
Não parecia que ela tinha estado de ressaca a noite toda; era mais como se tivesse aproveitado uma massagem de primeira classe e depois acordado.
Não apenas não havia desconforto, como ela se sentia excessivamente confortável...
Ela se lembrou dos acontecimentos da noite anterior. Aquilo era considerado uma massagem?
Ela não sabia, mas Sam já tinha ido embora.
Aurora franziu a testa levemente, sentindo o calor persistente do garoto ao seu lado.
Ela instintivamente pegou o celular para verificar a hora.
Para sua surpresa, a primeira coisa que viu foi uma mensagem de meia hora atrás.
Do garoto que já tinha desaparecido de seu lado.
[Dormiu bem? Isso significa que meu serviço ontem à noite foi certeiro. Quando acordar, vá se lavar, e tem café da manhã esperando por você na mesa.]
Aurora ficou momentaneamente atordoada.
Ela rapidamente pegou o celular, levantou-se e então—
"Toc, toc, toc!"
Ela abriu apressadamente a porta do quarto, entrou na sala de estar e viu o café da manhã na mesa, carinhosamente coberto.
Instantaneamente, Aurora sentiu um calor indescritível.
Ninguém rejeitaria ser cuidado e tratado com atenção.
Ela se lembrou do gesto de Sam de bagunçar seu cabelo na banheira na noite anterior.
Ele... realmente parecia um pai.
Apenas tão jovem...
Aurora rapidamente pegou seu celular, sentou-se à mesa de jantar e discou o número de Sam.
Seus dedos traçavam círculos inconscientemente na mesa, um hábito que ela tinha quando estava levemente nervosa.
"Olá, tudo bem? Está muito frio lá fora."
A voz familiar do garoto veio pelo telefone, junto com o som do vento frio, um pouco barulhento.
Aurora puxou as pernas para cima da cadeira, segurando o telefone e falando suavemente.
"Quando você foi embora?"
"Cerca de uma hora atrás. Acabou de acordar, né? O café da manhã deve estar frio agora. Vá esquentá-lo."
"Vou esquentar mais tarde..."
"Então por que você ligou?"
"Por que você foi embora tão cedo?", ela perguntou suavemente.
A risada de Sam veio pelo telefone.
"Obviamente, eu tenho que ir para a aula. Tive que voltar e trocar de roupa. Você achou que eu poderia dormir até tarde como você?"
"Ah."
"É só isso?"
"Obrigada."
Ela disse suavemente.
"Sem problemas. Considere como meu serviço extra para você. Você é a única que aproveitou. Mais alguma coisa?"
"Sim."
"O que mais?"
Aurora falou ao telefone.
"Eu gosto um pouco mais de você do que ontem."
"Hã?"
Aurora desligou o telefone rapidamente.
Ela colocou o telefone sobre a mesa e então, um pouco perturbada, bagunçou seu cabelo bagunçado, porém espesso.
"Ai meu Deus, eu tenho quase trinta anos, por que estou agindo de forma tão infantil..."
"Bip~"
A tela do telefone acendeu novamente.
Ela olhou e desbloqueou.
Era uma mensagem do garoto com quem ela tinha acabado de falar.
[Não chore mais sozinha. Se se sentir solitária, sempre pode me procurar.]
"Pfft..."
Aurora não conseguiu evitar rir.
Ela respirou fundo, ainda sorrindo.
Olhando pela janela com um sorriso.
"Agora entendo por que você acha que eu posso me envolver cada vez mais..."
"O teste final deste semestre é amanhã. Prestem atenção na disciplina do exame e certifiquem-se de descansar bem. O cronograma para o próximo recesso de inverno também foi anunciado."
No pódio estava Alice, usando seus familiares e estilosos óculos de aro dourado.
Seu comportamento frio e levemente autoritário agora era algo que Sam apreciava profundamente.
"Ei, Sam."
Louis, sentado ao lado dele, inclinou-se sorrateiramente, sussurrando.
"O quê?"
Sam olhou.
Louis olhou para Sam com suspeita.
"Qual é a sua relação com a Srta. Alice?"
Sam achou divertido.
"Por quê? Já mirou na Srta. Alice?"
Louis explicou rapidamente.
"Claro que não! Embora a Srta. Alice seja de fato muito bonita, e muitos caras na escola gostem dela e falem sobre ela, eu conheço meus limites."
"Então por que perguntar?"
"Você já teve a sensação..."
"Sensação?"
"De que a Srta. Alice presta atenção especial em você..."
Sam olhou para os olhos desconfiados de Louis. É claro que ele tinha essa sensação.
Mas Sam permaneceu sem expressão.
"Isso é normal. Eu sou o melhor aluno desta turma."
"Faz sentido, mas... não acho que a Srta. Alice seja do tipo que só olha para coisas superficiais."
Ele disse.
Sam sorriu e disse: "Se você acha isso, talvez esteja certo. Mas por que está tão preocupado?"
"Nada, é só que a Srta. Alice olhou para você algumas vezes agora há pouco, então..."
Ouvindo isso, Sam já sentiu que algo estava errado.
Com certeza, no momento seguinte.
"Sam, Louis, o que vocês dois estão fazendo?"
A voz severa da mulher soou.
Louis imediatamente sentou-se ereto, gaguejando.
"Eu, ele, eu..."
"O que você está resmungando? Vá ficar lá fora. Você estava se comportando bem há alguns dias, e agora voltou aos seus velhos hábitos, perturbando os outros. Saiam."
"Só eu?"
Louis olhou para Sam.
O garoto virou a cabeça com indiferença, indicando que não tinha nada a ver com ele.
"Quem mais?"
"...Tudo bem."
Louis saiu da sala de aula desanimado.
Sam olhou para Alice no pódio. Ela estava examinando casualmente a sala, aparentemente sem prestar atenção em Sam.
Sam só pôde pedir desculpas silenciosamente a Louis. Desculpe, Louis, haverá muitos outros momentos injustos como este na vida.
Depois da escola, Sam não foi a nenhum outro lugar.
Ele também não foi ao clube porque esta noite já tinha sido reservada por uma certa herdeira.
Quando Sam apareceu no portão da escola na hora certa.
Muitos alunos que passavam viram Sam em pé, chamando a atenção na beira da estrada.
"Uau... tão bonito, aquele é o Sam?"
"Quem mais em nossa escola é tão bonito assim?"
"Por que ele está ali sozinho? Está ventando e fazendo tanto frio. Quem me dera poder dar a ele meu cachecol."
"Claro, contanto que você não tenha medo da reação de certa pessoa, vá em frente."
"Chiiii—"
Acompanhado pelo som claro de pneus derrapando no chão, um carro preto familiar apareceu na frente de Sam.
Sem hesitação, Sam abriu a porta do carro e desapareceu de vista, seguido pelo carro que sumiu de vista.
"Você está bem pontual hoje."
Angel estava vestindo um casaco preto grosso sobre os ombros, com um vestido preto justo por baixo, como algo para um banquete.
Ela usava delicados brincos em forma de lua crescente.
Toda a sua aura era a de uma nobre refinada, parecendo ainda mais elegante.
Sam piscou.
"Você acabou de vir de um banquete?"
"Eu só acompanhei minha mãe para encontrar alguns membros do conselho."
Ela não tinha comparecido às aulas hoje, tendo tirado o dia de folga, o que Sam sabia desde de manhã.
Sam sorriu.
"Você já está envolvida nessas coisas?"
"Claro, mesmo que eu não faça mais nada, familiarizar-me com rostos é algo que a única filha desta família deveria fazer."
Seu tom estava um pouco descontente, claramente não gostando disso.
Sam não ofereceu nenhum conforto, mas disse:
"Quer uma massagem?"
Angel olhou para Sam com suspeita.
"O que você fez de errado? Tentando me agradar?"
Sam respondeu inocentemente.
"Como você pode chamar isso de agradar? É cuidar de você. Quando você está cansada e irritada, eu deveria ajudar a aliviar ou resolver isso."
"E se minha irritação for toda por sua causa?"
Angel disse isso, mas deitou-se primeiro, bem no colo de Sam.
As mãos de Sam cobriram suavemente as têmporas de Angel, usando a Mão do Desejo.
Ele massageou suavemente, olhando para o rosto lindo dela do qual ele nunca se cansava.
"Qualquer coisa, menos desaparecer."
"E se eu quiser que todas as mulheres ao seu redor desapareçam?", ela estreitou os olhos para ele.
Sam piscou. "Que tal falarmos sobre eu desaparecer?"
"Humph."
As técnicas de massagem cada vez mais habilidosas de Sam, embora Angel não tenha dito, sua aparência mais revigorada foi o suficiente para mostrar sua satisfação.
Na mansão familiar, Selena apareceu segurando Biscuit.
"Boa noite, Sam!"
Ela sorriu alegremente.
Sam retribuiu o sorriso.
"Boa noite, Selena."
Selena piscou.
"Sam, o Ano Novo está quase chegando!"
"Agora que você mencionou, é verdade."
"Então, você preparou meu presente de Ano Novo?"
Ela olhou para Sam com expectativa.
Sam entendeu imediatamente seu entusiasmo hoje e virou-se para Angel.
"Selena não está quase no nono ano?"
"Sim."
"Que tal eu dar a ela alguns testes práticos para ajudá-la a estudar?"
Angel riu.
"Acho uma ótima ideia."
Os olhos de Selena se arregalaram.
"Não, não, Sam, eu estava só brincando. Você não precisa me dar um presente de Ano Novo..."
Sam sorriu, fazendo Selena estremecer.
"Como assim? A irmã da minha namorada quer um presente. Claro que vou dar um. Não se preocupe, eu pessoalmente entregarei para você."
"...Não, por favor, não!!"
Selena cobriu o rosto e saiu correndo.
Observando as costas da garotinha, Angel não pôde deixar de rir.
"Você realmente gosta de assustar crianças?"
Sam olhou para Angel curiosamente.
"Quando eu disse que estava assustando ela? Eu realmente vou dar os testes para ela."
"Tudo bem, você é incrível."
Durante o jantar, Celeste finalmente apareceu à mesa.
Ela chegou com seu charme familiar e presença cativante.
Ah, Sam não estava falando do porco assado na mesa.
"Sua escola não tem exames amanhã?"
Celeste perguntou com um sorriso.
Sam assentiu.
"Sim, começando amanhã."
"Oh céus, isso significa que eu tenho tomado o tempo de estudo de Angel, fazendo-a me acompanhar ao trabalho nestes últimos dias..."
Sem hesitação, Sam olhou para cima e sorriu.
"Está tudo bem. Angel é muito inteligente. Perder um dia ou dois não a afetará. As notas dela estão excelentes agora. Além disso, é cansativo para a Madrinha lidar com tudo sozinha."
Dessa forma, ele não ofendeu nenhum dos lados.
Angel apenas se concentrou em comer, desinteressada no assunto.
Ela parecia acostumada com sua mãe testando seu namorado com várias perguntas estranhas.
Ela não estava com vontade de parar, sabendo que não conseguiria de qualquer maneira.
Além disso, ela sentia cada vez mais que não precisava se preocupar com Sam.
O sorriso de Celeste ficou mais brilhante.
"Sam, você está ficando melhor em conversar, tão articulado em todos os sentidos."
"Como poderia ser diferente? Nosso vínculo está se aprofundando, e estas palavras vêm do coração."
"Se você se importa tanto com a Madrinha, gostaria de ajudá-la com o trabalho dela? Para compartilhar um pouco do peso dela?"
Outra armadilha óbvia.
Sam não foi tentado de jeito nenhum.
"Não sou bom nessas coisas. Eu só causaria problemas. É melhor deixar para Angel. Ela é mais adequada."
"Mas como você saberá se não tentar? Você está na melhor idade para aprender."
Celeste parecia não querer desistir, quase empurrando o ramo de oliveira na cara de Sam.
Nada como a Celeste que tinha ligado para 'ameaçá-lo' algumas noites atrás.
Sam continuou sorrindo.
"Algumas coisas exigem talento. Sempre fui ruim em matemática, não nasci para negócios. Não quero me envergonhar. Além disso, a Madrinha já está ocupada o suficiente. Me ensinar seria demais."
"Que garoto tão bom~"
Ouvindo isso, Selena sentiu que a atmosfera era harmoniosa, mas por que parecia estranha? Ela era jovem demais para entender o desconforto.
Mas Angel, direta como sempre, disse o que pensava.
"Chega, vocês dois. Estou comendo. Não me façam enjoar."
A atmosfera ficou desconfortável.
Sam lentamente guardou seu sorriso.
Ele inclinou-se e sussurrou.
"Vamos lá, me dê um tempo."
Angel não respondeu, apenas continuou comendo.
Celeste de repente lembrou-se de algo. Ela tirou dois ingressos.
"A propósito, alguém me deu isso hoje. Ingressos para uma sala de concertos. Estou um pouco cansada e provavelmente não irei. Por que vocês dois não vão?"
Sam pegou os ingressos.
A embalagem parecia de alto nível, claramente valiosa.
"Interessada em um concerto?"
Ele olhou para Angel.
A garota franziu a testa.
"Por que você iria? Você tem algum senso artístico?"
Sam imediatamente ficou na defensiva.
"Eu não estava tão interessado, mas agora tenho que provar minha veia artística."
"Sam, não é gene?"
Selena perguntou inocentemente.
Sam sorriu para a garotinha.
"Que tal eu dar a Selena alguns testes práticos como uma prévia?"
"Por quê! Não, eu não quero... Mana, olha para ele. Ele está tentando me matar!"