A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 392

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

"Hmm hmm, hmm hmm hmm~"

Hoje, Sam estava agindo de forma estranha.

Enquanto Sophie estava sentada na sala, navegando pelo celular, ela ouviu o garoto cantarolando uma melodia desconhecida na cozinha. Ela notou isso imediatamente.

A coisa estranha era bem simples.

Ele estava feliz.

Até feliz demais!

As pessoas sempre dizem que desejam a paz mundial e que todos vivam felizes.

Mas quando você não está se sentindo tão bem e vê alguém na sua frente tão feliz, pode ser difícil se sentir bem você mesmo.

"O jantar está pronto~"

Quando Sam trouxe os pratos habituais bem preparados para a mesa, Sophie, vestida com seu pijama de algodão, parecia um ursinho gordinho com um rosto incrivelmente pequeno, sentada à frente de Sam.

Ao ver a felicidade inconfundível no rosto de Sam, Sophie nem conseguiu provar a comida a qual normalmente não conseguia resistir.

"O que aconteceu para você ficar tão feliz?"

Sam piscou.

"Sério? Eu pareço tão feliz assim?"

Sophie disse irritada.

"É quase como se tivesse 'feliz' escrito na sua testa."

Sam riu casualmente.

"Nada demais, só me sinto inexplicavelmente relaxado hoje."

Sophie pensou por um momento. Enquanto pegava seu garfo, ela olhou para Sam com uma expressão estranha.

"Você está feliz porque não precisa vir cozinhar para mim amanhã?"

Sam foi pego de surpresa.

Hã?

Já faz um mês? Sam não tinha percebido, mas parecia que sim. O tempo desde o último teste realmente voou, e agora as férias de inverno estavam se aproximando.

Sam rapidamente se recompôs e olhou para ela com uma surpresa fingida.

"Sério?"

"Claro. Você não lembra?"

Sophie se perguntou se Sam tinha ficado viciado em cozinhar na casa dela e não queria ir embora, ou se ele tinha esquecido genuinamente.

Mas... Sophie não queria realmente tocar no assunto. Ela não era de se fazer de boba.

Parecia que, enquanto ela não mencionasse certas coisas, poderia deixar essa rotina cada vez mais familiar continuar.

Porque ela sabia que, quanto mais ela cedesse, mais dura seria a reação quando ela não pudesse mais esconder.

Sam sorriu.

"Eu realmente não lembrava. Então hoje é uma celebração dupla?"

Sophie ficou momentaneamente sem fala, quase engasgando.

Sua expressão ficou fria, e ela bateu seu garfo na mesa.

"Ninguém te forçou a cozinhar para mim. Foi ideia sua. Se fosse tão difícil, você poderia ter parado no primeiro dia."

Vendo seu olhar frio e inabalável, Sam riu.

"Eu estava só brincando. Por que tão séria?"

Sophie odiava brincadeiras acima de tudo.

"Então, depois de mexer com as emoções de alguém, você culpa a pessoa por levar a sério, dizendo que foi uma brincadeira? É isso que você gosta de fazer? Eu não gosto. Eu sou sempre séria."

Sam sorriu para a garota cuja expressão não tinha mudado.

"Como eu deveria dizer? Eu realmente gosto de cozinhar na sua casa."

"...Ainda mentindo?"

Sophie parecia não confiar em nada agora.

Não dava para confiar em uma única palavra desse homem mau.

Tudo o que ele parecia fazer era mexer com as emoções dela, como se não soubesse fazer nada de bom.

Sam sorriu.

"Você realmente não acredita em mim?"

Sophie o encarou com raiva.

"Toda vez que começo a acreditar em você, você brinca comigo. É assim que você quer que eu confie em você?"

Sam olhou para ela inocentemente.

"Por que não comemos primeiro? Vai esfriar."

"Não vou comer. Estou de mau humor." Ela disse, fazendo bico.

Sam riu.

"Quer que eu te convença? Quantos anos você tem, precisando de incentivo para comer?"

"Quem precisa que você me convença!!"

"Hahaha... não estou brincando desta vez. Eu realmente gosto de cozinhar na sua casa. Porque, sabe, a maior satisfação de um chef é quando os clientes apreciam seus pratos e limpam o prato. É uma grande alegria."

Sophie pausou.

Ela sempre terminava suas refeições?

Ele estava zombando dela por ter um grande apetite? É embaraçoso para uma garota ter um grande apetite?

Por alguma razão, as bochechas de Sophie ficaram um pouco vermelhas.

Ela ainda estava um pouco irritada. Mesmo que as palavras de Sam parecessem sinceras, ela simplesmente não gostava que ele sempre fizesse piadas que mexiam com as emoções dela.

Isso a fazia sentir que era excessivamente emocional.

"Pare com isso. Quem sabe se você está dizendo a verdade ou mentindo. Você nunca diz nada honesto."

Sam olhou para ela com um sorriso.

"Você não consegue dizer se estou falando a verdade?"

Sophie era uma garota inteligente.

Ela imediatamente sentiu o significado oculto nas palavras de Sam, e seus olhos mostraram um toque de pânico, com suas bochechas ficando vermelhas.

"Não sei do que você está falando. Você é só um garoto mau... Não sei o que você está dizendo."

Ela disse, tentando desviar a atenção ao começar a comer.

Como se isso fosse esconder seu constrangimento e confusão momentânea.

"Você diz que eu gosto de me fazer de bobo, mas acho que você gosta ainda mais de se fazer de boba."

A garota, agora enchendo a boca com comida, não se importava com modos.

Resmungando com a boca cheia, ela disse,

"Coma, coma! Que barulhento!"

Sam riu, observando-a, e disse: "Coma devagar, não se engasgue."

"Hmph..."

Ela cantarolou ambiguamente, provavelmente tentando mostrar que não precisava da preocupação dele.

Mas para Sam, parecia um porquinho fofo: bufando e mastigando.

A refeição passou rápido. Desta vez, Sam, determinado a não desperdiçar comida, não cozinhou demais. Após um mês de experiência, ele tinha uma boa noção do apetite da garota.

"Quer dar uma caminhada?"

Enquanto Sam terminava o 'castigo da cozinha' e levava o que parecia ser o último resto de lixo, ele olhou para Sophie.

Sophie olhou para Sam.

Depois da última caminhada, ela tinha dito a si mesma que não caminharia com ele novamente.

Mas quando ele sorriu e perguntou, sua determinação vacilou.

Sam olhou para a hesitante Sophie.

"Esta é a minha última vez na sua casa. Quer dar uma caminhada comigo?"

"...Vou trocar de roupa."

A frase 'última vez' parecia ter um poder de persuasão difícil de recusar.

Sam sorriu e assentiu.

"Vou te esperar."

Sophie não respondeu, sem saber como. Ela foi rapidamente para seu quarto e se trocou.

Sua figura esguia, sensível ao frio, não vestiria algo como um casaco estilo coreano. Ela optou por uma jaqueta de algodão simples. Mas mesmo assim, ela parecia excepcionalmente bem, como uma garota segurando um bastão luminoso na neve, sorrindo e acenando para você.

Ninguém combinava melhor com o visual de garota jovial do que ela, embora ela raramente sorrisse.

Ela também não gostava de ser chamada de fofa.

"Vamos, a última vez."

Ela disse, franzindo o nariz levemente.

Sam sorriu sem dizer nada.

Quando saíram e o vento frio os atingiu, Sam olhou para ela e disse,

"Quer colocar suas mãos aqui?"

O rosto de Sophie ficou um pouco vermelho.

Ela rapidamente colocou suas mãos em seus próprios bolsos.

"Eu tenho meus próprios bolsos."

Sam fingiu estar desapontado e balançou a cabeça.

"Que pena..."

"Pare com isso. Vamos ou não?"

Sophie ignorou suas palhaçadas, vendo-as apenas como outra maneira de ele provocá-la.

Sam sorriu, andando ao lado dela, ambos enfrentando o vento frio juntos.

Seus narizes ficaram vermelhos por causa do frio.

Sam lembrou-se de algo.

"Depois do Natal, as férias de inverno estão chegando. Você tem algum plano?"

"Você já me perguntou isso antes." Sophie franziu a testa.

Sam pausou. "Sério?"

Sophie deu um sorriso de lado para ele. "Falar com garotas diferentes sobre isso todo dia deve ser cansativo. Tudo bem, só não confunda."

Sam poderia ter esquecido, mas não queria admitir. Então ele disse: "Não, eu só queria perguntar sobre as atividades do clube."

Sophie olhou para as folhas caídas varridas pelo vento frio.

Sua voz era tão fria quanto a escuridão sem fim; mesmo com a iluminação da rua, parecia desolada.

"Você quer dizer as chamadas atividades do clube da Isabella?"

"Sim, a troca de presentes."

"Você espera que eu te dê um presente ou que dê um para a Angel?"

Claramente, ela não tinha intenção de participar.

Sam não insistiu, apenas suspirou.

"Parece que nosso clube é como fogos de artifício no céu noturno, lindos, mas passageiros."

"Não acho que falhar nessa atividade signifique que o clube vá acabar. É ela quem está saindo da escola, não nós."

Sam sorriu para ela.

"Então você não quer dar um presente, mas também não quer que o clube acabe?"

Sophie chutou levemente uma pequena pedra com a ponta do pé; o som dela rolando na rua silenciosa era nítido.

"Não preciso que acabe, mas se acabar, eu não me importo."

"Isso é tão a sua cara. Mas você realmente não vai fazer nenhum esforço?"

Sophie franziu a testa.

"Por que eu deveria? Você acha que a Angel vai sinceramente me dar um presente? Mesmo se ela der, será algo para me deixar irritada, para zombar de mim. É ela quem está tratando o clube como um brinquedo, não eu."

Sam olhou para Sophie e disse,

"Se todos acham que é desnecessário, que a existência do clube é opcional, eu não vou dizer nada nem fazer qualquer esforço. Mas é realmente esse o caso? Não há sentido na existência do clube?"

"Então você veio hoje para me persuadir a dar um presente para a Angel?"

Sophie olhou para Sam.

Sua expressão era naturalmente fria.

Sam sorriu para Sophie.

"Sim, e eu a convenci a te dar um presente."

"Convenceu? Não conspirou?"

"Conspirou para quê?"

"Para zombar de mim, para me dar algum presente estranho, para ver minha reação, para gravar minha raiva e desamparo."

Sam não pôde deixar de rir.

A expressão de Sophie vacilou.

Ela até bateu o pé.

"O que tem de tão engraçado!"

"Eu... hahaha... não, nada..."

"Babaca!"

Sophie virou-se para sair, sentindo que Sam estava zombando dela.

Ela sabia que não era exatamente normal, mas sempre viveu dessa maneira. Ela não esperava que todos a entendessem, mas não aceitaria ser alvo de zombaria.

Assim que ela se virou, Sam segurou sua mão.

Seu aperto era forte, e Sophie não pôde resistir, chegando a girar.

A garota envergonhada viu-se frente a frente com Sam novamente, com sua mão ainda sendo segurada com firmeza.

Sam tinha se recomposto, sorrindo.

"Desculpe, eu não consegui evitar. Eu não estava zombando de você. Eu só acho que você tem um pouco de complexo de perseguição."

"Você ainda está zombando de mim? Me solte, estamos em público..."

Sam não soltou, seus olhos brilhando como a luz fria do luar.

"Então, se não fosse em público, poderíamos andar de mãos dadas?"

"Não foi isso que eu quis dizer!!"

"Eu sei que não foi isso que você quis dizer, mas você não entende o meu significado."

"O que você quer dizer?"

Sophie, corando, franziu a testa ao ver a expressão gentil e séria de Sam.

"Eu prometo que o presente da Angel não vai zombar de você. Eu não vou colaborar com ela para te provocar. Eu só..."

Ele hesitou.

Sophie, curiosa e ansiosa, perguntou,

"O que você está tentando dizer..."

Sam soltou a mão dela.

Então ele ficou de frente para Sophie.

"Eu quero receber um presente seu e te dar um. Só isso."

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