
Capítulo 382
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Alice se preparou mentalmente para a possibilidade de fazer sexo com Sam.
No entanto, ela imaginava que isso aconteceria em um hotel ou até mesmo na casa de Sam, mas sua própria casa parecia um pouco estranha.
Alice não tinha certeza do que Sam estava pensando. Suas emoções já estavam em turbilhão hoje, mas era algo ruim? De jeito nenhum. Ela sentia que hoje fora um dos dias mais memoráveis desde que chegou a Kuhang.
Nada de importante acontecera, nenhum abalo emocional significativo.
Ela simplesmente jantou com esse rapaz, tomou café, assistiu a um filme e ganhou dois bichos de pelúcia... ainda assim, parecia que ela tinha encontrado uma lembrança genuína de felicidade nesta cidade vasta e movimentada.
Era como plantar uma semente de alegria eterna no fundo de seu coração.
Se o futuro pudesse ser assim, ela talvez até risse em seus sonhos.
Mas agora... ela precisava abrir sua porta com o coração acelerado e um nervosismo inexplicável.
"Entre..."
Ela disse suavemente.
Sam já tinha estado na casa de Alice uma vez antes, com Aurora, para cuidar de uma Alice bêbada. Ele não esperava descobrir seus superpoderes aprimorados naquela noite.
Desta vez, Sam não estava com medo.
Ele sentia que tinham encontrado uma maneira melhor de conviver.
Ele imaginou que Alice também pensaria que, se ela ainda precisasse usar seus poderes naquele momento, significaria que ela não confiava no próprio charme.
Vendo o claro desconforto de Alice, Sam sorriu e disse: "Srta. Alice, não é a minha primeira vez aqui. Por que você parece mais nervosa do que na primeira vez?"
Por que Alice estava nervosa? Porque este rapaz não estava seguindo as regras hoje!
Quando Sam parou de fingir ser fraco e passivo, a dinâmica mudou completamente, tornando Alice a pessoa passiva.
Isso tornou difícil para Alice controlar a situação como costumava fazer. Agora, ela era a presa.
Parecia... estranho.
Mas ela ainda queria resistir um pouco mais.
"Eu não estou nervosa... há chinelos na sapateira."
Sam abriu a sapateira e encontrou um par de chinelos masculinos novinhos em folha.
Fingindo ignorância, ele perguntou: "Então, além de mim, outros homens vêm aqui?"
Alice, irritada, respondeu: "Você não consegue ver que são novos?"
Sam ergueu os chinelos, olhando para ela.
"Só porque são novos, não significa que são para mim. E se não forem?"
"Você..." Alice ficou confusa, querendo explicar. Quase instintivamente, ela não queria que ele pensasse que ela era esse tipo de mulher. Mas ela rapidamente viu a expressão brincalhona de Sam.
Ele não estava falando sério; ele estava provocando-a.
Ele queria que ela explicasse ansiosamente, perdendo ainda mais o controle, provando que se importava com a opinião dele.
Então, ela parou de ficar confusa. Tentando recuperar o controle, ela deu um passo à frente, sorrindo sedutoramente, e olhou para Sam de forma provocante.
"Talvez exista outro homem. E daí? Você está com medo? Começando a se importar com a minha vida?"
Sam se apoiou na sapateira, olhando para baixo, para ela.
Ele não estava com raiva, apenas divertido.
"Srta. Alice, você quer que eu fique com medo?" Sam perguntou com um sorriso.
Alice tentou manter a paciência, continuando o cabo de guerra.
"Na verdade, não. Mas se você quer controlar tudo sobre mim... deveria pertencer inteiramente a mim. Você não deveria ter nenhum relacionamento com outras garotas."
Sam sorriu e deu um passo à frente.
Ele estava quase pressionando contra o peito dela.
A curta distância parecia altamente invasiva, e Alice quase recuou.
Mas ela manteve sua posição, encontrando ousadamente o olhar perigoso e íntimo de Sam.
O sorriso de Sam permanecia charmoso.
Mas tinha um toque brincalhão e desconhecido.
"Sério? Você está negociando comigo?"
"Não posso negociar com você? Você disse que isso é um jogo, então é mútuo, certo?"
Alice mal conseguia controlar a vermelhidão que se espalhava pelo rosto, seu corpo esquentando.
Era inteiramente por causa da proximidade do rapaz, seu perfume familiar, como hormônios se difundindo. Uma vez perto, a sensação familiar era irresistível, uma droga com atração fatal.
Ela tentou manter sua expressão e voz firmes, não deixando que ele visse sua vulnerabilidade.
Ela estava prestes a perder o controle e se inclinar para ele.
Ela estava se segurando, mas Sam não. Ele não precisava.
Ele imediatamente viu através de seu fingimento.
Alice era fácil demais de ler agora.
Por que parecia que quanto mais velha ela ficava, pior ela era em esconder seus sentimentos? Ela estava no mesmo nível de Angel, é claro... Celeste era uma exceção; ela era complexa demais.
Então, com certeza, Sam não precisava se segurar ou fingir.
Ele estendeu a mão, envolvendo a cintura esguia de Alice com o braço, sua outra mão subindo pelo pescoço elegante dela.
Ele podia ver a pele dela corar onde ele tocava, na base do pescoço, conectando-se à sua clavícula delicada.
Ele observou os olhos dela começarem a evitar seu olhar.
"Srta. Alice, quando eu disse que este era um jogo mútuo? E eu não quero negociar com você."
"Garoto mau, solte-me...!"
Alice tentou lutar, mas assim que ele a tocou, ela pareceu instintivamente amolecer. Mesmo que ela se forçasse a ficar calma, ela não conseguia igualar a força dele.
Ele a virou, pressionando-a contra a parede, segurando seu rosto, quase apertando seu pescoço enquanto a beijava.
A pressão forçada e inegável.
Isso até fez Alice sentir uma leve sensação de sufocamento.
Isso deveria ter sido um tratamento bruto enfurecedor e que causaria raiva.
Mas quando o beijo apaixonado cheio de vigor juvenil veio, ela perdeu toda a resistência.
Ela não conseguia pensar em mais nada.
Com raiva de quê? Brava de quê?
Ela não sabia... ela só sabia que não conseguia resistir, só sabia que ele facilmente forçou seus dentes a se abrirem.
O beijo intenso, acompanhado de sons audíveis, deixou sua mente em branco, incapaz de pensar em qualquer outra coisa.
Mesmo quando Sam ajustou sua posição de beijo, inclinando a cabeça para a esquerda e para a direita.
Ela só podia suportar, inclinando a cabeça, até mesmo acompanhando seus movimentos.
Era tudo intenso demais, repentino demais.
Talvez o rapaz 'assertivo' de hoje a tenha pegado de surpresa, proporcionando-lhe uma nova experiência. A passividade inesperada trouxe-lhe um prazer que ela não conseguia desfrutar quando estava no controle.
Os nervos do cérebro dela pareciam estar dançando, e o corpo de Alice começou a esquentar rapidamente. Mesmo entre seus lábios e dentes entrelaçados, ela não pôde deixar de gemer.
Além disso, as mãos desse garoto mau não estavam ociosas. Inicialmente, elas seguravam sua cintura, mas logo, como um incêndio, vagaram entre sua cintura e quadris.
Os sentidos de Alice pareciam estar sob o controle dele. Apesar das luzes brilhantes, a atmosfera parecia ambiguamente nebulosa.
Ela não conseguia ver claramente... ela não queria ver claramente.
Era como se ela não tivesse pensamentos, ou talvez ela tivesse... desistido de pensar.
As mãos quentes de Sam vagavam perto da linha sedutora de seus quadris.
Ele parecia ter controle total sobre o corpo macio dela, sentindo-o ficar mais macio em seu abraço.
Ele não estava satisfeito com o status quo.
Segurando sua cintura, ele guiava seus passos, como começar uma valsa apaixonada em sua casa solitária.
Seus passos moveram-se da entrada para a sala de estar, sem nenhum sinal de parar.
Mesmo quando Sam a levantou para a mesa de jantar na sala de estar, encerrando o beijo.
Seus olhos ainda estavam atordoados e desfocados.
Vendo-a levemente ofegante, Sam sorriu.
"Isso não é mais honesto, Srta. Alice?"
Alice recuperou um pouco da clareza, olhando para ele com uma mistura de vergonha e raiva. Mas agora, seu rosto estava radiante demais. Por que os homens amam mulheres frias? Não porque gostam da frieza, mas porque, depois de ver o degelo, você entende como o contraste pode ser estimulante.
É inigualável.
"Garoto mau... você me forçou. I não disse que queria isso..."
"Sério?"
Sam sorriu, vendo através de sua fachada.
Ele se inclinou novamente, mas desta vez não para os lábios dela, mas para seu belo queixo, deslizando para baixo.
Como um escorregador suave, só se podia seguir a gravidade.
Ele beijou seu pescoço claro e terno, enquanto sua mão deslizava seu casaco para fora de seus ombros, depois seu sutiã.
Ele lambeu e sugou os mamilos de Alice. Suas ações eram medidas, sabendo quando ser gentil e quando ser intenso.
Alice, que acabara de recuperar um pouco da clareza, caiu rapidamente nas habilidades sem precedentes de Sam. Ela se sentia como uma pilha de pólvora, e os lábios úmidos dele eram a faísca.
A língua de Sam provocava constantemente os seios de Alice, tornando seu desejo sexual como um barril de pólvora, pronto para explodir.
Especialmente quando a língua de Sam roçava seus mamilos, a sensação única fez Alice tensionar as pernas, seus dedos dos pés se curvando.
Mas Sam não tinha terminado de brincar.
Ele não deixou Alice deitar, pressionando-a constantemente em seu abraço.
A urgência de se fundirem em um só fez Alice sentir como se estivesse ficando louca.
Ela podia dizer que Sam estava diferente agora, como uma fera abandonando sua máscara civilizada. Sem a civilidade, ele era apenas uma fera.
Mas ela não conseguia controlar esse sentimento. Ela até pensou que era estranha.
Caso contrário, por que ela desfrutaria desse tratamento, cooperando com as ações dele como uma mulher libertina?
As pernas de Alice, envoltas em meias pretas, foram levemente levantadas por Sam. Ele abaixou a cabeça, usando a língua para traçar desde sua panturrilha para cima. Ele estava chegando mais perto de sua calcinha.
Com os olhos semicerrados, Alice, com o olhar completamente atordoado, só podia morder o lábio, espremendo duas palavras.
"Pervertido, esquisito..."
Sam, segurando sua panturrilha, olhou para ela com um sorriso.
"Porque você é a minha Srta. Alice, eu estou disposto a fazer isso."
Ela ofegou levemente, sabendo que não conseguia mais se segurar.
Como uma reação química atingindo um certo ponto, era irreversível.
Ela só podia se agarrar a um último pingo de esperança.
"Não na sala de estar, vamos para o quarto..."
Ela pensou que era um pedido razoável, e ela estava quase no seu limite. Sua calcinha já estava encharcada com seus sucos libidinosos.
Mas a essa altura, por que Sam ouviria obedientemente?
Quando um jogo atinge seu ponto mais emocionante, você pararia?
Mesmo que o mundo lá fora estivesse acabando.
"Rasg!"
Sam usou sua força para rasgar as meias aparentemente resistentes.
As coxas de Alice foram subitamente expostas.
Era como se uma fragrância mortal preenchesse o ar.
Sam puxou a gola de sua camisa.
"Ajude-me a desabotoar."
Alice estava envergonhada, mas não conseguia ficar com raiva. Ela estava em uma posição tão fraca, quase implorando.
"Vamos para o quarto... satisfaça-me...!"
Mas Sam apenas agarrou seus seios, falando com uma voz reprimida e rouca.
"Desabotoe-me."
Alice tremeu... e estendeu a mão...