
Capítulo 376
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
O vidro estilhaçou, voando pelo ar.
O som do vidro quebrando parecia estourar os tímpanos naquele instante.
Louis estava atordoado. Quando a garrafa estava prestes a descer, ele instintivamente fechou os olhos.
Quando o som do vidro quebrando chegou a ele, ele percebeu o que havia acontecido.
Sam tinha se esforçado tanto por ele; como ele poderia ser fraco e fugir?
Mas quando Louis reuniu coragem para abrir os olhos e correr para frente, ele viu uma cena que o deixou perplexo.
O punho de Sam desceu calmamente pelo ar.
A garrafa de Kevin estava estilhaçada, cacos de vidro espalhados por toda parte.
A cabeça de Sam estava ilesa. Ele simplesmente sacudiu a mão, limpando alguns fragmentos.
Sua pele estava levemente vermelha, de fato cortada, mas sua habilidade de cura era tão forte que cicatrizou rapidamente, não deixando nenhum ferimento visível.
Louis nunca tinha imaginado ver uma cena tão exagerada fora de um filme.
O que estava acontecendo?
Isso era um set de filmagem?
Kevin também estava atordoado.
Ele não era apenas um estudante do ensino médio?
O que era isso? Quebrar uma garrafa... ele achava que era o Bruce Lee?
Sam até sorriu para ele.
"Isso foi fraco. Você não comeu?"
Kevin, enfurecido, decidiu abandonar a encenação.
Esse cara não estava aqui para pagar; ele estava aqui para causar problemas!
Ele imediatamente gritou.
"Peguem eles! Matem esses idiotas!"
Mas antes que alguém pudesse se mover, Sam ergueu o envelope.
"Você não quer o dinheiro?"
Kevin fez uma pausa, então zombou.
"Você acha que cinquenta mil é o suficiente agora? Traga-me vinte mil, ou você não sairá deste bar em pé!"
Sam sorriu.
"E se eu realmente lhe der setenta mil?"
Kevin hesitou. Ele realmente daria?
A origem desse garoto... talvez ele pudesse.
Ele poderia ser impulsivo, mas não poderia recusar dinheiro, certo?
Ele ergueu uma sobrancelha.
"Se você realmente der... eu cancelo. Eu cumpro minha palavra."
Sam assentiu repetidamente.
"Você realmente é um canalha."
"Seu filho da—"
"Pá!!"
Assim que Kevin reagiu, pronto para socar Sam, Sam se moveu mais rápido, dando-lhe um tapa forte.
O rosto de Kevin inchou, e ele caiu no chão, derrubando a mesa e espalhando bebidas por toda parte.
Ele olhou para cima, desgrenhado, para seus comparsas atordoados.
"O que vocês estão esperando?! Peguem ele! Chamem todo mundo, peguem ele!!"
Sob as ordens furiosas de Kevin, os outros despertaram.
Embora os movimentos rápidos de Sam fossem impressionantes, eles ainda o viam apenas como um estudante do ensino médio.
Eles pensaram que poderiam dominá-lo com números.
Mas quando avançaram, perceberam que não era tão simples.
Um homem corpulento tentou derrubar Sam, pretendendo imobilizá-lo.
Mas quando ele investiu, Sam o chutou no estômago.
"Baque!!"
O homem virou de costas, segurando o estômago de dor.
Outro homem girou um punho grande contra Sam. Sam desviou, agarrou o braço do homem e sorriu.
"Heh heh."
Então, com um soco rápido no rosto, o homem gritou, sangue jorrando do nariz e da boca.
O último homem, chutando Sam, arrependeu-se assim que viu o destino de seus amigos.
Este garoto era imparável.
Mas seu chute já estava em movimento, sem volta.
Ele rezou para ser o sortudo a derrubar Sam.
Mas a sorte não tinha lugar contra a força absoluta. Toda esperança era uma ilusão.
Seu chute errou quando Sam desviou, então Sam avançou.
O homem mal teve tempo de gritar, "Não!"
Pelo menos me dê uma chance de implorar!
Eu sei que estava errado! Não bata... pelo menos não no rosto!!
"Baque!!"
Mas Sam não se importava com o que ele pensava. Mesmo se se importasse, não importaria.
Ver escória e não lidar com isso era um perigo social.
O soco de Sam acertou em cheio o rosto do homem, levando-o ao chão.
Para Louis, assistindo, era uma cena exagerada.
Parecia que Sam tinha esmagado o homem com um único soco!
Somente depois que o homem estava no chão, Sam retirou o punho.
Louis estava atordoado.
Ele se perguntou se estava sonhando.
Isso era um filme?
Em filmes, pelo menos haveria algumas rodadas. Mas Sam tinha derrubado quatro homens com apenas alguns movimentos!
Que tipo de poder de combate exagerado era esse?
Era mais satisfatório do que jogar um jogo de RPG!
Sam não se importava com nada disso. Ele caminhou, agarrou Kevin pelo cabelo e o puxou para cima.
"Mais alguma coisa a dizer?"
Kevin tossiu, sangue no canto da boca, uma bochecha inchada.
Seus olhos mostravam medo, mas ele forçou um escárnio.
"E daí se você é bom de briga?"
"Isso não é suficiente? Eu preciso te matar?"
Sam disse, divertido.
Os olhos de Kevin brilharam com vergonha e raiva.
Ele olhou furioso para Sam.
"Você acha que pode sair deste bar? Este lugar é administrado pelo meu chefe! Vou te contar... você não vai apenas perder o que veio buscar. Você pode acabar na cadeia por briga. Vá em frente, me mate!"
"Caso contrário... você enfrentará processos e multas pesadas!"
Ele ousaria me matar? Talvez esse garoto do ensino médio tivesse a habilidade, mas ele não ousaria! Me matar seria um crime! Ele não arriscaria seu futuro.
Embora fosse estranho para um bandido confiar na lei, era a única opção de Kevin.
Sam olhou para o homem desafiador em seu aperto.
"Sério? Talvez eu deva te paralisar. Dessa forma, eu não sairei perdendo."
"Você... Eu não aconselho isso. Você enfrentará acusações mais longas! Me solte, me compense, e eu posso deixar passar..."
Kevin não queria ser paralisado.
Ele planejava acertar as contas mais tarde, conseguir mais dinheiro.
Sam parecia ponderar.
"Por que você não tem medo de ser preso por extorsão?"
Kevin zombou.
"Você ousaria? Eu tenho reforços. Um para três de vocês, vale a pena!"
"Realmente tem reforços?"
"Claro!"
Kevin pensou que Sam estava com medo.
Ele pensou que Sam hesitou, percebendo as consequências da impulsividade.
Mas ele não sabia que Sam tinha ativado a Verdadeira Visão.
E acima da cabeça de Kevin havia um X.
Heh, exatamente como ele pensava. Esta não era a primeira vez de Kevin. Um bandido seria tão meticuloso? Múltiplos reforços por cinquenta mil?
Apenas uma tática de susto para evitar denúncias.
Ouvindo a comoção lá embaixo, Louis percebeu que precisavam sair.
"Vamos embora! Eles têm mais gente!!"
Kevin zombou.
"Tarde demais! Vamos ver o quão durão você é. Você consegue lutar contra dez, vinte?"
Enquanto Sam estava prestes a falar...
"Quem está causando problemas no meu território?! Solte o Kevin!"
Um grupo apareceu nas escadas, liderado por um homem careca com aparência feroz.
Alguns seguravam tacos de beisebol e armas, sua presença intimidando Louis.
Ele empalideceu, sem palavras.
Kevin, vendo Sam tentando ficar calmo, zombou.
"Ainda não soltou? Meu chefe está aqui! Você está morto!"
Sam sorriu para Kevin.
"Então vocês são gângsteres?"
Kevin achou que Sam era um idiota.
O que você achou? Policiais?
"Você acabou de perceber que somos gângsteres? Garoto... você ainda tem uma chance de recuar. Caso contrário... o temperamento do meu chefe..."
"Espere, você acha que é o único com pessoas?"
Sam interrompeu a vanglória de Kevin.
Kevin ficou confuso.
Então Sam murmurou.
"Por que os policiais estão tão lentos?"
"Policiais?"
Espere, policiais?
O que ele estava dizendo...
Enquanto Kevin e Louis se perguntavam por que Sam estava tão calmo, e o grupo nas escadas se aproximava—
"Polícia! Afastem-se! O que está acontecendo?"
"Afastem-se, afastem-se!"
"Larguem as armas! Mãos para o alto, ou vamos atirar!"
As ordens repentinas quebraram a atmosfera tensa.
O grupo nas escadas rapidamente se afastou, revelando uma equipe de policiais.
Liderando-os estava uma bela policial.
Ela olhou para o garoto, então suspirou de alívio.
Ela se virou para a multidão, especialmente para o homem careca com cara feia.
"O que é isso, atividade de gangue?"
O homem careca rapidamente colocou um rosto amigável.
"De jeito nenhum, policial. Apenas alguns encrenqueiros. Estes são da segurança, resolvendo isso. Sem briga, veja..."
O choque de Kevin foi passageiro, mas como um bandido experiente, ele rapidamente se adaptou.
Ele começou a gritar.
"Policial! Socorro, policial!!"
A policial se aproximou calmamente.
"Socorro? Você é a vítima?"
Kevin, vendo uma tábua de salvação, gritou.
"Sim! Eu não sei o que está acontecendo. Esses dois me atacaram! Eles começaram, nós estávamos apenas nos defendendo!!"
"Como você pode provar isso?"
"Tem vigilância! O bar tem câmeras! Verifique-as, você verá!"
Kevin pensou que a filmagem mostraria o outro lado começando o problema. Quanto ao seu movimento com a garrafa... ele poderia explicar.
Sam disse calmamente.
"Policial, ele está extorquindo e atacou primeiro. Eu estava me defendendo."
"Você está mentindo! Onde está sua prova?!"
Kevin não se importava. Ele nunca deixava evidências, sem logs de bate-papo. Eles não tinham provas.
Mas quando Sam soltou e sorriu, Kevin sentiu que algo estava errado.
"Por que você acha que não tenho provas? Quer... ouvir isto?"
Sam sorriu, tirando seu telefone.
Estava gravando...
Vendo isso, Kevin ficou atordoado.
Mas Sam não tinha terminado. Ele olhou para Aurora.
"Policial, esta gravação pode servir como prova, certo?"
Aurora quase riu do garoto esperto. Ela sabia o que aconteceu, impressionada com sua meticulosidade.
"Claro, não é um lugar privado, não é uma casa ou escritório. É admissível... mas precisamos ouvir..."
Ao ouvir isso, Kevin empalideceu.
Ele percebeu que tudo tinha acabado.
Com tal evidência...
Ele já podia ouvir suas próprias palavras... admitindo extorsão, até mesmo dizendo—
"Você acabou de perceber que somos gângsteres?"
Tudo tinha acabado.
Não apenas para ele, mas para todos os envolvidos.
Vendo o sorriso de Sam, Kevin não sentiu desprezo.
Apenas medo.