A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 364

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

A mão de Sophie no bolso de Sam parecia colada, incapaz de se afastar.

Na verdade... ela estava apenas aproveitando o calor, não estava? Afinal, era inverno... isso era compreensível, certo?

Com o rosto levemente corado, Sophie divertiu-se com seus próprios pensamentos.

"Pfft..."

Ela não pôde deixar de rir alto.

Sam, caminhando ao lado dela, virou a cabeça curiosamente. "O que é tão engraçado? Tem um buraco no meu bolso?"

Sophie balançou a cabeça rapidamente. "Nada... só me lembrei de algo engraçado."

"Vamos seguir por ali", disse Sam, guiando Sophie em direção à rua bem iluminada.

"Tão poucas pessoas", comentou Sophie.

Ela queria dizer mais, como o fato de as ruas parecerem estranhamente desertas com tão poucas pessoas por perto, mas talvez fosse porque sua mão estava no bolso de Sam, ou talvez porque estivessem tão próximos, que ela só conseguiu dizer essas poucas palavras.

Sam, no entanto, entendeu facilmente o que ela queria dizer e sorriu. "É inverno e faz frio à noite, então imagino que as pessoas não queiram sair."

"Parece tão vazio", disse ela, sem saber se isso a fazia se sentir melhor ou mais solitária.

Mas Sam achou que aquela garota parecia ter nascido para a solidão. Seu comportamento e personalidade pareciam mais adequados para viver sozinha.

Sam lembrou-se de repente de algo. "Faz tempo que não vejo Sophia. Como ela está?"

"Ela está bem, suponho."

"Então por que não a vi?"

"Ela disse que se sentiu envergonhada depois da última vez que apareceu na frente de vocês..."

Sam recordou a última vez que Sophia apareceu. Foi uma situação inesperada, embora tenha ajudado durante a 'grande operação' de Angel. Também fez Sam perceber que algo estava errado com aquela garota.

Ela poderia ser vista como uma segunda alma, ou talvez uma personalidade que Sophie imaginou. Sam não podia ter certeza, já que ele não era Sophie. Ele não conseguia entender completamente a situação.

Então, agora, Sam queria ver Sophia, para esclarecer as coisas e entender melhor. Isso o ajudaria a se preparar para lidar com essas 'duas irmãs' no futuro.

Ele também queria saber se o comportamento de Sophia naquela época era sua verdadeira personalidade ou apenas um capricho.

"Por que ela estaria envergonhada? Eu sou tão assustador assim?" Sam riu.

Sophie percebeu algo a mais no tom dele. "Você quer ver minha irmã?"

Sam olhou para ela. "Faz um tempo. Conversar com ela não deveria ser um problema, certo? De qualquer forma, você pode ouvir."

Sophie franziu a testa, sentindo-se um pouco inquieta. Especialmente com Sam querendo ver sua irmã de repente.

"Você... você não está tentando dar em cima da minha irmã, está?"

Os olhos de Sam se arregalaram. "Você está brincando comigo? Ou seu cérebro está com defeito?"

"Seu cérebro é que está com defeito!" O rosto de Sophie ficou levemente vermelho. "Eu só achei estranho você falar dela de repente. Além disso, você não é exatamente um bom garoto..."

Sam ficou irritado com aquele comentário. Na rua fria e ventosa, ele se virou.

A mão de Sophie escorregou do bolso dele. Ela não tinha percebido o quanto tinha gostado daquele calor que não era dela.

O giro repentino de Sam deixou Sophie, parada na rua, sentindo-se um pouco perdida. Ainda mais quando Sam deu um passo em direção a ela.

Sophie instintivamente deu um passo para trás, apenas para se ver contra a parede, presa e sem ter para onde ir. Sam não parou, chegando ainda mais perto.

Até que seus corpos estivessem quase se sobrepondo, a distância entre eles diminuindo a nada.

Encostada na parede, Sophie olhou para o garoto que estava subitamente tão perto. Ela não sabia o que ele ia fazer, mas sentiu a mudança na atmosfera.

A rua fria pareceu subitamente mais quente, seu batimento cardíaco acelerando.

O que ele ia fazer?

Eu não disse nem fiz nada!

Sam olhou para Sophie, seu rosto inexpressivo, sem sorriso, sem olhar gentil. Isso colocou uma pressão imensa sobre a garota.

Sophie sentiu sua garganta apertar com o nervosismo.

"O que... o que você está fazendo?"

A rua vazia parecia permitir que ele fizesse qualquer coisa. Ela deveria gritar por ajuda?

Mas ele era Sam... o que ele ia fazer? Sophie não sabia, apenas se sentiu tímida.

Sam baixou a cabeça, olhando para ela. Então ele estendeu a mão, e Sophie instintivamente recuou.

Mas, no momento seguinte, Sam agarrou seus pulsos.

Sophie instintivamente tentou resistir.

"Não..."

Ela tentou puxar as mãos de volta, mas não havia como igualar a força de Sam. Em vez disso, sua resistência apenas a fez bater contra o peito dele.

O que ele ia fazer com ela?

Enquanto a mente de Sophie corria com esse pensamento, seu coração batendo forte, ela sentiu suas mãos entrarem em um espaço quente... o bolso de Sam.

Depois de colocar as mãos no bolso dele, Sam soltou. Sophie encostou-se de volta na parede, olhando para Sam que não se afastou.

Ele perguntou calmamente: "Eu não sou um bom garoto?"

Sophie olhou para seu rosto bonito, seu batimento cardíaco trovejando em seus ouvidos.

"Eu... você..."

"Não consegue encontrar as palavras? Querida Sophie, sua capacidade de se expressar é tão fraca assim?"

Sophie instintivamente quis retrucar, mas ao olhar para cima, encontrou seu olhar.

Parecia que ela se perderia naquele vórtice se olhasse por mais tempo, mas não olhar para ele tornava difícil dizer qualquer coisa.

Até suas mãos no bolso dele pareciam que não podiam se afastar.

Era porque ela não tinha forças... ou porque não queria?

Ela não conseguia pensar direito.

Sua mente era uma bagunça.

Ele se inclinou mais perto, e Sophie quis baixar a cabeça e fingir que não sabia de nada, mas Sam pressionou sua testa contra a dela.

Agora ela não estava com frio nenhum.

Apesar de ser inverno, apesar do vento frio na rua, Sophie apenas se sentia quente... queimando.

O que fazer?

O que fazer?

Este perfume familiar, esta posição estranha e embaraçosa.

Os lábios dele estavam bem na frente dos dela. Devo... beijá-lo?

O pensamento atingiu Sophie como um raio.

No momento seguinte, Sophie só tinha uma solução, a única que conseguia pensar.

"..."

"..."

"Sam~ o que você está fazendo com minha irmã?"

A voz inocente, sem vergonha, o tom brincalhão.

Sam levantou a cabeça lentamente.

Ele viu a expressão diferente no rosto dela. Embora ainda houvesse um rubor, os olhos que o olhavam com um sorriso brincalhão lhe disseram que não era mais Sophie.

"Você é o refúgio da sua irmã, Sophia?"

Um carro passou rápido por eles, a luz da rua iluminando suas costas e o rosto da garota.

Sua expressão era calma, até relaxada, encostada na parede com as mãos ainda no bolso de Sam, sorrindo inocentemente. Ela parecia mais uma caçadora do que uma presa.

"Bem... geralmente, minha irmã não mudaria para mim em situações perigosas porque ela sente que precisa me proteger. Mas... esta situação é diferente."

Sam sorriu, não se incomodando em esconder sua diversão.

"É mesmo? O que é diferente nela?"

"Bem, dizer isso é um pouco maldoso, Sam. Você sabe de tudo, não é? Minha irmã nunca experimentou algo assim antes. Se eu tivesse que dizer, ela provavelmente não sabia como enfrentar ou não queria enfrentar honestamente, então ela escolheu escapar."

Sophia inclinou a cabeça, não se importando com o quão perto estava de Sam.

Ela não evitou o contato de forma alguma. Na verdade, Sam sentiu as mãos dela no bolso apertarem com força, como se estivesse preocupada que ele pudesse se afastar.

Interessante.

"Então eu sou tão assustador assim, hein?"

"Pfft... Sam, você é bom em se fazer de bobo. Minha irmã tem medo de você?"

Sam olhou para ela, não deixando que ela tomasse a vantagem facilmente.

Ele se inclinou, recriando a cena de antes.

Mas, ao contrário de Sophie, Sophia não tentou evitar. Ela olhou para ele com expectativa, como se estivesse pronta para aceitar o que quer que Sam fizesse.

Claro, Sam não a beijaria nem faria nada inapropriado.

Ele apenas se inclinou para perto e disse: "Sophia, o que você está fingindo?"

"..."

Os olhos da garota piscaram com uma mistura de vergonha e raiva.

Ela sentiu como se tivesse ouvido errado, mas o olhar de Sam lhe disse que não.

"O que você disse?"

Sam sorriu.

"Exatamente o que eu disse. Você é boa em fingir, não é? Mas não entendo, como irmã dela, o que você está fingindo?"

"Eu não entendo o que você quer dizer com fingir... que estranho... você de repente parece um garoto mau."

"Não sou exatamente um bom garoto, mas não uso fingimento para prejudicar as pessoas ao meu redor. Qual é o seu propósito em fingir?"

Sophia franziu a testa.

"Eu não entendo."

"Deixe-me simplificar. Você, como irmã de Sophie, tem escondido sua verdadeira natureza dela. Você não é inocente nem ingênua. Você sabe exatamente o que está fazendo, até escondendo coisas da sua irmã."

Sophia conseguia facilmente se defender contra Angel, virando o jogo instantaneamente. Sua força mental era formidável.

Inocente? Isso era impossível!

Sophia olhou para Sam.

Ela ficou em silêncio, então sua expressão desmoronou lentamente.

Ela tirou as mãos do bolso dele e cruzou os braços. A transformação em seu comportamento foi como ver um estudante exemplar se tornar um adolescente rebelde.

"Bem, acho que não posso enganar você, Sam. Pensei que você fosse inteligente o suficiente para descobrir isso mais cedo. Eu estava te superestimando, ou você apenas não sabia como lidar comigo?"

Sam colocou as mãos nos bolsos.

"Não preciso pensar sobre isso. Eu só queria ver você. Foi um capricho. Você é quem confessou."

Sophia bufou, não escondendo seu escárnio.

"Você não precisa dizer isso para me machucar. Vá em frente, fale o que pensa. Ela não pode nos ouvir agora."

Sam franziu a testa.

"Por quê?"

Sophia riu.

"É simples. Quando estamos no controle deste corpo, podemos bloquear a percepção da outra. Como quando ela está ao telefone com você ou sozinha com você, ela às vezes me bloqueia."

Sam não achou isso importante. O que importava era...

"Então esta não é a primeira vez que você bloqueia a percepção dela?"

Se ela tivesse essa habilidade, era possível que Sophia tivesse feito coisas pelas costas de Sophie.

Qualquer coisa.

"Se eu dissesse que foi a primeira vez, você acreditaria em mim... Sam?"

Ela deu um passo à frente, pressionando contra Sam, olhando para ele.

Sorrindo como uma caçadora observando sua presa, ela parecia estar no controle.

A respiração de Sam transformou-se em névoa branca, depois dispersou-se.

Ele não queria perder tempo com trivialidades.

Ele precisava chegar ao cerne da questão.

Porque ele percebeu que Sophia poderia ser mais perigosa do que ele pensava, até mesmo uma ameaça para Sophie.

Então ele olhou fixamente em seus olhos e perguntou: "Lá na casa de Angel, quando você usou sua habilidade de cópia, seu objetivo não era apenas ajudar sua irmã ou se vingar, era?"

Sophia não respondeu diretamente.

Em vez disso, ela abriu o zíper da jaqueta de Sam.

Então ela envolveu seus braços em volta da cintura dele, pressionando contra seu peito, como se tentasse se fundir a ele.

Com uma risada, ela disse: "Tão confortável... Sam, você sabe quando bloqueei a percepção da minha irmã pela primeira vez?"

"...Quando?"

"Quando nossa mãe tentou pular do prédio com a gente."

...Sam tentou controlar seu coração acelerado.

Ele teve um mau pressentimento, um pressentimento muito ruim.

"Por que naquela hora?"

Sophia, sem ser vista por Sam, abriu os olhos.

Seu sorriso era algo que Sam não conseguia imaginar, brilhante e até alegre.

"Porque eu não queria que ela soubesse... fui eu quem empurrou nossa mãe do prédio."

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