
Capítulo 369
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
A sugestão de Isabella, Sam teve que admitir, era de fato intrigante.
Ele estava curioso sobre o que Sophie e Angel dariam uma à outra de presente.
Pela sua experiência, Sam percebeu que a força de Isabella não estava em inventar atividades divertidas. Suas atividades eram sempre adaptadas às personalidades envolvidas.
Tomemos Sophie e Angel, por exemplo. Apesar de seus status sociais vastamente diferentes, como o dia e a noite, Isabella sempre conseguia elaborar propostas que nenhuma das duas conseguia resistir.
As duas garotas, sempre em conflito, agora travavam seus olhares novamente, e Sam quase podia ver o resultado.
Angel foi a primeira a virar a cabeça, olhando para Isabella, que as observava.
"Sênior, você realmente acha que cairemos nos seus truques toda vez?"
Parecia que havia uma reviravolta desta vez. Ela finalmente tinha ficado mais esperta?
Isabella, no entanto, permaneceu imperturbável, sorrindo enquanto respondia.
"Por que seria um truque? Esta é apenas uma atividade razoável do clube. Já que ambas são membros do clube, participar das atividades é natural, certo?"
Angel zombou.
"Eu acho que você está usando sua habilidade de ler mentes para espionar nossos verdadeiros pensamentos. Honestamente, não acho essa atividade interessante. Estou cansada desse vai-e-vem interminável com Sophie. Desta vez, talvez você não consiga o que quer."
Isabella balançou a cabeça com um sorriso.
"Angel, você entendeu errado. Eu não quis dizer isso. O motivo de eu ter proposto esta atividade não é para pregar uma peça ou assistir a um show. Eu só quero realizar isso antes de sair desta escola na próxima primavera."
Ao ouvir isso, Sam pareceu se lembrar.
É verdade, no próximo ano Isabella deixaria oficialmente a escola. De acordo com as regras da Kuhang High, ela não precisaria frequentar a escola durante o mês final, quer estivesse se preparando para a faculdade ou escolhendo outro caminho. Este período determinaria seu futuro.
Mas o resultado era o mesmo: sua vida no ensino médio estava chegando ao fim.
Isso fez Angel franzir a testa levemente.
"Não faça soar como o último desejo de uma pessoa moribunda. Se for algo sem sentido e chato, não farei. Você realmente acha que Sophie e eu podemos trocar presentes genuinamente? Eu teria que pensar duas vezes antes de aceitar qualquer coisa dela."
Angel zombou.
Sophie retrucou: "Não se iluda. Eu não te daria um presente."
Isabella sorriu.
"Eu não me importo, mas acho que esta pode ser a última atividade do nosso clube. Depois, relatarei os resultados ao orientador do clube. Se não pudermos concluir isso, o clube pode ser dissolvido."
"Não sei se vocês se importam, talvez não tenham nenhum apego. Talvez pensem que não importa onde ou quando nos reunimos. Mas eu me importo, e sentiria falta disso. Então espero que possamos fazer isso. Mas... não vou forçá-las."
O olhar de Isabella parecia distante e desfocado.
Ela não estava olhando para ninguém em particular, mais como se estivesse olhando para a sala de aula.
Para esta sala de aula familiar, mas que em breve não seria mais.
No que ela estava pensando?
Sam não sabia dizer.
Ela simplesmente disse.
"A situação é simples. Não há necessidade de votação. Se isso não acontecer até o Ano Novo, a atividade do clube falha, e o clube pode ser dissolvido. Isso não é uma ameaça. Vocês podem fazer o que quiserem. É tudo o que tenho a dizer.
Obrigada por virem hoje. Podem ir agora."
Isabella encerrou a conversa decisivamente.
Sem hesitação.
Ela até pegou sua bolsa primeiro e saiu da sala do clube.
Sam olhou para as duas garotas deixadas para trás. Elas estavam em silêncio, sem dizer uma palavra.
Sam também não sabia o que dizer.
Ele sabia que os sentimentos delas eram complicados, mas não eram frágeis ou tolas. Elas conseguiam entender muitas coisas e tinham suas próprias opiniões.
Como Isabella disse: No final, é uma escolha delas.
"Vamos para casa."
Angel pegou sua bolsa e entregou a Sam, com a expressão tão fria como se nada tivesse acontecido.
Mas estava fria demais, fazendo Sam perceber que ela estava sendo afetada.
Sam pegou a bolsa dela e olhou para Sophie.
Sophie olhou de volta para ele.
Desta vez, Sophie não corou nem evitou seu olhar. Ela apenas olhou para Sam profundamente.
De significado incerto.
Como uma história que precisa ser explorada.
"Cansada?"
No carro preto familiar, Elowen estava dirigindo como de costume.
Angel, assim que entrou, escolheu deitar no colo de Sam, aproveitando sua massagem.
Sam esfregou gentilmente suas têmporas, e a garota fechou os olhos com conforto.
"Nem tanto. Eu sou sempre assim, não sou?" Angel respondeu.
Sam sorriu. "Mas você geralmente não duvida de si mesma assim."
"Eu não estou duvidando de mim mesma."
Angel olhou para Sam com um leve aborrecimento, depois fechou os olhos novamente, aproveitando a massagem.
Ela parecia um gato orgulhoso, sempre desobediente, mas precisando do toque de seu dono.
Sam assentiu.
"Tudo bem... você tem razão."
Sam não planejava persuadi-la ou perguntar sobre seus pensamentos.
Não precisava criar problemas para si mesmo.
No carro estranhamente silencioso, Sam só ouviu ela murmurar.
"Isabella é tão irritante..."
Sério?
Sam olhou para o rosto perfeito de Angel, depois voltou-se para a rua iluminada pelo pôr do sol.
O brilho alaranjado cobria inúmeros outdoors e folhas murchas.
A luz laranja suave fluía gentilmente pelo chão, com pedestres apressados ou passeando calmamente.
Sam pensou.
Elas são todas adoráveis, só talvez não tão compatíveis.
Quando chegaram à casa de Angel, Celeste não estava lá, para grande alívio de Sam.
Selena continuava a mesma, cheia de entusiasmo como uma criança, falando sobre sua aula e o quão seriamente estava levando seus estudos.
Mas Angel parecia desinteressada, mal dizendo uma palavra.
"Se você quiser voltar agora, deixe Elowen te levar."
Após o jantar.
Angel disse isso a Sam.
Mas Sam não deu muita importância. Ele sorriu e balançou a cabeça.
"Eu não vou voltar."
Angel franziu a testa levemente, então suspirou suavemente.
"Não se preocupe, não é que eu não esteja mais interessada em você. Só não quero pensar em nada hoje. Quero ficar quieta."
Sam sorriu.
"Não estou preocupado com isso. Só acho que pode ser melhor se eu ficar com você."
"Por quê?"
Angel olhou para ele curiosa.
Sam não respondeu diretamente. Ele olhou para o sol poente e o mundo escurecendo lá fora.
"Já que acabamos de jantar, que tal uma caminhada aqui perto?"
Angel hesitou, mas como ela ainda não tinha trocado de roupa, ela assentiu.
"Ok."
Eles deixaram temporariamente a mansão.
"Com frio?"
Assim que saíram, um vento frio os atingiu. Sam sentiu-se revigorado, mas estava preocupado com a garota ao lado dele.
Com certeza, Angel franziu a testa para Sam.
"Eu devo estar louca por concordar em caminhar com você nesse frio."
Por que isso soava familiar?
Parecia que uma certa garota de peito reto tinha dito algo parecido.
Sam sorriu e estendeu a mão, pegando a mão de Angel e colocando-a no bolso.
Essa ação parecia familiar, mas havia uma diferença.
Sam não puxou a mão para fora. Em vez disso, ele a manteve no bolso, envolvendo a mão macia e delicada dela.
Olhando para ela, Sam sorriu gentilmente.
"Está melhor assim?"
Angel bufou.
"Um pouco."
Então Sam segurou a mão dela, e caminharam lado a lado.
As ruas próximas estavam limpas, quase sem folhas caídas, e gatos e cachorros vadios eram raros.
Não havia muitos prédios nessa área rica, e eles eram espaçados, como um grande resort com belas paisagens, agradáveis aos olhos.
"Você raramente sai para caminhar?"
Sam perguntou casualmente.
A voz de Angel era plana.
"Claro. Por que caminhar sem motivo?"
"Caminhar é bom para a digestão."
"Nunca ouvi falar disso."
Sam riu.
"Pessoas que não digerem depois de comer e apenas sentam ou deitam tendem a ganhar peso."
Angel retrucou: "Pessoas que caminham muito tendem a ter panturrilhas grossas. Por que você não menciona isso? Além disso, eu sou gorda?"
Ela não conseguia ganhar peso.
"Você não é gorda. Estou apenas pensando na sua saúde."
"É bom que esteja."
Angel bufou.
Enquanto caminhavam, Angel de repente lembrou de algo.
Ela parou.
Sam virou a cabeça, intrigado.
"O que há de errado?"
Angel desviou o olhar.
"Tem um lago artificial ali."
"Você quer dar uma olhada?"
Mas Angel disse sem jeito: "Na verdade, não."
"Bem... eu quero ver. Você pode me levar?"
"Tsc... problemático."
Sam estava acostumado com o jeito dela. Mesmo se ela quisesse fazer algo, ela não admitiria. Esse era o 'jeito' de Angel.
E o trabalho de Sam era simples: encontrar uma maneira de deixá-la fazer o que ela queria.
O lago não ficava longe. Após uma curta caminhada, eles viram um lago artificial claro sob a luz dos postes.
Parecia haver carpas e outros peixes, com placas proibindo nadar.
As luzes da rua iluminavam o lago, o vento frio criando ondulações, espalhando-se em ondas cintilantes.
"É lindo."
Sam disse, admirando a vista.
Angel falou suavemente.
"Eu me mudei para cá quando tinha uns oito anos."
"Você vem aqui com frequência?"
"Ocasionalmente, às vezes..."
"Às vezes quando?"
Sam insistiu, e Angel olhou para ele com leve aborrecimento.
Como se ela fosse ficar impaciente se ele continuasse perguntando.
"Me conta. Deixe-me saber mais sobre você. Por favor?"
Sam cutucou-a com o queixo.
Angel resmungou.
"Não me cutuque, irritante..."
Mas ela não puxou a mão da dele.
Como se ela não tivesse escolha, vendo os olhos esperançosos de Sam, ela falou relutantemente.
"Quando estou de mau humor."
"Você fica de mau humor?"
Angel zombou.
"Adivinhe se estou de bom humor agora. Vou te chutar no lago para um mergulho de inverno?"
Sam apenas sorriu e olhou para ela.
"É por causa da madrinha?"
"...De certa forma."
Angel desviou o olhar, seu olhar desfocado no lago.
O vento frio não fez sua voz tremer, mas havia uma pitada de desolação em seu tom calmo.
"Ela era ainda mais detestável do que eu sou agora. Ela me dava inúmeras tarefas, constantemente me lembrando da situação da nossa família. Ela não hesitava em mostrar suas emoções negativas na minha frente."
Sam pensou por um momento.
Então ele falou suavemente.
"Você mencionou algumas coisas daquela época. Mas uma mulher que acabara de assumir uma grande família teria dificuldades. Claro, você também não teve fácil."
Angel zombou.
"Às vezes sei que deveria agradecê-la por me fazer entender a complexidade da natureza humana e a feiura do mundo real desde cedo. Mas meu coração me diz que deveria odiá-la por tirar meus dias despreocupados."
"Não admira que você seja tão contraditória com a Selena."
Sam riu.
Angel franziu a testa e apertou a mão de Sam no bolso.
"Eu sou contraditória?"
Sam assentiu.
"Sim, você parece rígida com ela, mas quando ela está obviamente relaxando, você não a repreende. Talvez você pense que ela não deveria estar sob a mesma pressão que você estava, precisando crescer rapidamente. Ela pode ser inocente e despreocupada por mais tempo, certo?"
Olhando nos olhos de Sam, Angel apertou os olhos com desagrado.
"Não aja como se fosse tão esperto. Não sou. Só estou com preguiça de me importar. Ela não é minha irmã de verdade."
Sam riu.
"Isso não é verdade. Você já a tratou como família. Caso contrário, você não a deixaria ficar com você. Não sou particularmente inteligente, mas não sou burro."
"Alguém já te disse que você é muito irritante quando não está sendo estúpido?"
Angel levantou o pé e pisou em Sam.
Deliberadamente.
Mas não forte de jeito nenhum.
Sam pensou por um momento.
"Na verdade não. Sempre fui elogiado por ser inteligente e bonito."
"Pare de me deixar enjoada."
"Ei? Não foi isso que te atraiu em mim?"
Angel virou-se para Sam, divertida.
"Se for por razões tão superficiais, você deveria se preocupar comigo me cansando de você e te chutando para longe."
Sam balançou a cabeça.
"Não estou preocupado."
"Por quê?"
Essa é a diferença entre Angel e garotas comuns. Garotas comuns perguntariam por que.
Mas ela apenas perguntou por que.
Sam tirou a mão do bolso e virou-se para enfrentar Angel.
Esta garota orgulhosa e nobre, muitas vezes como um ouriço, olhou para ele.
Mesmo agora, não havia timidez ou nervosismo, apenas orgulho e desafio.
Até que o garoto estendeu a mão e gentilmente segurou seu rosto.
Suas mãos quentes fizeram as bochechas dela corarem levemente.
Ele abaixou a cabeça, pressionando sua testa contra a dela.
Então, com essa distância íntima, ele sorriu e disse.
"Porque acredito genuinamente que ter você em minha vida, mesmo que por um momento, a torna perfeita e vale a pena."
Essa parecia ser uma resposta que Angel não queria.
Ela ainda apertou os olhos.
"Então não importa se eu te abandonar no futuro?"
"Isso seria perfeito. Eu poderia encontrar outras garotas para experimentar!"
"Sam, você está pedindo por isso... mmph!!"
Assim que Angel estava prestes a lhe dar um pedaço de sua mente.
Sam rapidamente se abaixou e lhe deu o golpe mais gentil.
Beijando levemente seus lábios gelatinosos.
Saboreando o sabor único desta garota.
Macio.
Doce.
Mesmo que fosse veneno, valeria a pena.
O mundo pareceu ficar em silêncio, apenas o vento criando ondulações, batendo suavemente na margem.
Assim como as ondas em sua mente.
Até que Sam se soltou lentamente, olhando para seus olhos levemente atordoados, suas mãos ainda segurando o rosto dela, ele sorriu e disse.
"No que você está pensando, Angel? Você ainda não descobriu? Agora estou me agarrando a você. Você acha que é tão fácil se livrar de mim? Não... é impossível."
Angel não queria sorrir neste momento.
Mas ela não pôde evitar.
Suas bochechas coraram, seus olhos sonhadores, ela sussurrou.
"Você é como bala de malte, tão grudento."
"Não, eu sou o coração batendo no seu peito."
"..."
"Sam."
"Hmm?"
"Vamos para casa."
"Por quê?"
Sam entendeu o olhar dela, mas ainda perguntou.
Ele sabia que ela não podia mais conter seus impulsos.
E neste momento, Angel não seria tímida. Ela nunca sentiu vergonha de tais impulsos na frente deste garoto.
Ela apenas procederia rapidamente até ficar satisfeita.
Ela baixou a voz.
Estava um pouco rouca, um tipo estranho de sexy, como se seu desejo pudesse ser ouvido de sua garganta.
"Quero sugar você até secar!"