
Capítulo 340
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
A jornada estava carregada pelo medo de serem descobertas, misturada com a estranha sensação de testemunhar cenas sexuais tão exageradas. Tudo se misturou naquele momento.
"Bang."
Após uma série de tropeços, Sophie finalmente conseguiu tapar a boca de Ava e a arrastou de volta para o quarto.
Em termos de força, Ava, que nadava e se exercitava regularmente, deveria ser mais forte que Sophie, que não gostava de atividades físicas. No entanto, naquele momento, as pernas de Ava estavam fracas demais e ela parecia bastante confusa, permitindo que Sophie a trouxesse apressadamente de volta.
Sophie também estava nervosa, com as bochechas ardendo. Mas um pensamento mais forte prevaleceu: elas não podiam, de forma alguma, ser descobertas por Sam e Angel.
Se fossem pegas, Angel poderia culpá-la por levar a irmã de Sam para espionar. Tal acusação era terrível demais. Ela não queria cair a esse nível.
Ava olhou para o lado, atordoada. "Você... Sophie, o que você está fazendo?"
Sophie, ofegante de irritação pela corrida e pelo nervosismo, quase não conseguia recuperar o fôlego. "Eu é que deveria te perguntar isso! Você ia gritar agora há pouco?"
Ava fez uma pausa, respondendo instintivamente: "Sim, eu queria impedi-los de continuar!"
"...Você ainda está bêbada? Por que impediria que eles transassem?"
As bochechas de Ava ainda estavam coradas enquanto ela falava indignada: "Como eles podem fazer isso! Coisas tão... exageradas, e eles nem são casados ainda!"
Sophie não pôde evitar revirar os olhos. Embora também estivesse descontente com a cena, não era a primeira vez que testemunhava tal ato, e ela estava mentalmente preparada.
"Não ser casado não os impede de fazer tais coisas... Eles são amantes, o que o fato de serem casados ou não tem a ver com isso?"
Ava sabia disso, mas, sendo mais jovem e ingênua, era mais propensa à teimosia. "Mas... é demais! Como eles podem brincar desse jeito?"
Sophie também achou um absurdo. Ela não podia acreditar que Sam, que parecia tão cavalheiro, e aquela herdeira um tanto pervertida pudessem se envolver em tais artimanhas, usando até algemas... Sophie também estava com raiva, mas não podia demonstrar isso na frente de Ava, para evitar revelar certos sentimentos que ela mesma relutava em admitir.
Então, a situação se tornou Sophie tentando confortar Ava para que aceitasse a realidade. "Não há nada que possamos fazer a respeito; é a liberdade deles. O que eles fazem no quarto deles não é da conta de mais ninguém... Por que você está tão chateada?"
A pergunta casual de Sophie fez Ava parar. "Ah, não. Acho que fui muito óbvia com meus pensamentos."
Ela imediatamente tentou explicar, nervosa. "Eu... é porque ele é meu irmão!"
"Mesmo que ele seja seu irmão..." Sophie viu a expressão de pânico e culpa de Ava e ficou desconfiada.
"Porque eu não gosto da Angel! Não quero que meu irmão termine com ela. Aquela mulher é dominadora demais; ela definitivamente controlará a vida do meu irmão. Eu quero que ele viva livremente!"
Ava finalmente pensou em uma explicação razoável. Mas Sophie ainda tinha suas dúvidas, sentindo que algo estava errado. "Sério... Mas ainda é uma escolha do seu irmão. Não importa o quanto você não goste, contanto que ele esteja disposto..."
"Não! Ele não estaria disposto; ele deve ter sido forçado!"
"Como você sabe? Ele te contou?"
"...Não exatamente."
Embora Sam tivesse dado a entender a Ava que, às vezes, ele tinha que fazer escolhas forçadas, e Ava tivesse demonstrado compreensão, era claro para qualquer observador que, se fosse realmente contra sua vontade, Sam não estaria se dando tão bem com Angel ultimamente.
Além disso, Sam já tinha 'confessado' à irmã que era um mulherengo. Apesar da personalidade desagradável de Angel, ela era muito bonita e tinha um porte nobre...
"Vamos parar de pensar muito nisso, apenas durma."
"Hmph..."
Ava sabia que não havia opções melhores agora, e ela não podia voltar atrás. Agora que se acalmara, ela percebeu o quão embaraçoso teria sido se tivesse realmente falado para impedi-los.
Especialmente depois de ver o pau grande do irmão...
Mas ela estava ficando muito para trás! Sam e Angel tinham progredido até esse estágio, mas ela mesma...
O que fazer...
Ava deitou na cama, perdida em pensamentos, enquanto Sophie a observava, cheia de preocupações, sem saber o que ela estava pensando. Sophie não conseguia ler mentes. Mas achou melhor lembrá-la. "Quando nos virmos amanhã, certifique-se de não mencionar os eventos de hoje à noite. Aja naturalmente, ok?"
Ava assentiu, amuadamente. "Eu sei... Mas, Sophie..."
"Sim?"
"Você sabe por que eles ficaram juntos tão rápido?"
Ava estava curiosa, pois não estava ciente dos eventos em Kuhang. Sophie franziu a testa levemente e depois balançou a cabeça. "Não está muito claro, eu não era tão próxima deles antes."
"É mesmo... Mas parece que você e meu irmão se dão muito bem."
"Não é o que você está pensando! Não fale bobagem."
"Sério? Mas meu irmão frequentemente vai à sua casa para cozinhar, como você poderia fazer isso se não fossem próximos? Meu irmão não gosta de fazer tarefas domésticas... Espere, Sophie, você está mentindo?"
Ava de repente olhou fixamente para Sophie. O coração de Sophie disparou, mas ela tentou manter o rosto calmo. "Sobre o que eu estaria mentindo?"
"Você, na verdade, não desgosta nada do meu irmão, está apenas fingindo na minha frente, não é?"
Ava era como uma detetive, sua mente excepcionalmente clara naquele momento, quase apontando diretamente para o rosto de Sophie. As bochechas de Sophie começaram a arder e ela lutou para permanecer calma.
"Eu realmente não gosto dele, você nunca ouviu falar de um relacionamento chamado 'frenemies'? É quando você reclama um do outro, mas ainda sai como amigo. Eu posso não odiá-lo de verdade, mas desgostar se tornou um hábito. Você entende?"
A mente anteriormente clara de Ava tornou-se confusa novamente. "Eu pensei que você gostasse do meu irmão."
"Como poderia... quem, quem disse isso!"
Sophie quase se atrapalhou... Um suor frio estava prestes a brotar.
"Intuição."
"Às vezes você não pode confiar na intuição."
"Sério? Minha intuição geralmente é bastante precisa, talvez porque eu trabalhe como sacerdotisa..."
"Você é uma sacerdotisa?"
"Sim..."
"Você tem alguma habilidade especial que outros não conhecem, algum tipo de poder mágico?"
Sophie também teve um palpite. Ela se perguntou se sua irmã, e até mesmo Angel e Isabella, tinham habilidades especiais, o que significaria que o mundo não era tão materialista afinal.
Como irmã de Sam, ela tinha algum poder especial? O que poderia ser?
"Sophie, você tem lido romances demais?"
Ao ouvir isso, Sophie retirou o olhar de forma desajeitada. "Não, apenas ouvi falar sobre o papel de sacerdotisa e associei subconscientemente... Esqueça, vamos dormir."
"Sophie, você realmente não gosta nada do meu irmão?"
"Eu disse que não!"
"Mas hoje, quando meu irmão te abraçou..."
"Esqueça! Esqueça que isso aconteceu!!"
"Ah..."
Ava sempre sentia que Sophie dizia uma coisa, mas sentia outra. Mas por quê? Era porque ela sentia que não havia chance?
Mas se fosse esse o caso, tentar não significaria que não havia chance alguma? Não expressar seus sentimentos não deixaria um grande arrependimento?
Ela ouvira dizer que Kuhang era bastante aberto, mas agora parecia... que todos tinham seus motivos para não serem diretos.
Ava não conseguia entender, mas definitivamente não seria assim. Se não fosse pela identidade sensível de 'irmã', Ava sentia que gostaria que o mundo inteiro soubesse que gostava de Sam.
Não apenas gostar. Amar.
Com esses pensamentos caóticos, Ava sentiu gradualmente sua mente ficar pesada e caiu no sono. Seus sonhos eram de um oceano sem fim com gaivotas voando acima.
Mas Sophie ficou acordada por um longo tempo. Sua mente continuava voltando às perguntas diretas e ousadas que Ava lhe fizera.
Ela não conseguia pensar em uma resposta, ou talvez não quisesse dar uma. Ela só podia deixar essas perguntas girarem, destruindo repetidamente sua sonolência.
Esses pensamentos eram desconhecidos para o casal no outro quarto que acabara de terminar de fazer amor.
Sam sentia-se mais cansado do que o habitual, provavelmente devido à atmosfera. Observar a garota sob ele, com as mãos algemadas, levada à loucura por cada movimento seu, às vezes lutando subconscientemente, mas incapaz de se libertar, era absolutamente fascinante.
Sam era como um brinquedo que deu corda, operando incansavelmente. Repetidas vezes, seu pau grande atingia a vagina de Angel, levando-a ao orgasmo repetidamente.
Até que finalmente, como se para drenar a última gota de energia de Angel, com sua voz quase rouca, Sam decidiu acabar com tudo, ejaculando todo o seu sêmen dentro da vagina dela.
Tudo finalmente se acalmou. Sem mais sons de corpos colidindo, sem mais gemidos de Angel sendo fodida, tudo voltou ao silêncio.
É claro que as únicas coisas que não estavam silenciosas eram suas respirações e batimentos cardíacos.
As algemas foram destrancadas; não havia necessidade de manter Angel algemada por mais tempo. Agora, ele segurava essa garota atraente em seus braços, com seus suores se misturando livremente.
Sentindo os intensos batimentos cardíacos um do outro, suas respirações tornaram-se uma nova melodia que se misturava.
"Você está bem?" Sam envolveu seus braços ao redor de seu corpo, agora quente e macio, o que parecia incrivelmente confortável naquele clima.
Angel parecia exausta demais até para revirar os olhos. Ela tentava regular rapidamente sua respiração. "Eu... eu vou te matar..."
Sam achou isso um pouco divertido. "Realmente necessário?"
"Eu vou te algemar por mais de duas horas e ver como você gosta!"
"...Mas você gostou do sexo, não gostou?" disse Sam, um pouco magoado.
Angel beliscou sua cintura sem muita força, mais como uma cócega ou um carinho. "Isso é diferente, babaca... você me paga."
Ela parecia não estar com disposição para lidar com as consequências. Sam rapidamente a abraçou com mais força e, em seguida, aninhou-se em sua bochecha lisa. "Por que dizer palavras duras agora? Não é bom apenas dormir tranquilamente em meus braços?"
"Some daqui... quem você pensa que é?"
"Eu sou seu namorado."
"Eu não tenho um namorado tão idiota quanto você."
"É tarde demais para se arrepender agora, Srta. Angel."
"Eu vou te matar e não será tarde demais."
Sam riu. "Posso levar 'eu vou te matar' como 'eu te amo' agora?"
"...Sem vergonha."
Angel, sem energia, levantou a cabeça, mas, no momento seguinte, o rosto de Sam estava próximo, beijando seus lábios com precisão.
Não precisava de um beijo apaixonado e intenso, apenas um toque suave. Como ondulações se movendo através da grama aquática. Como o vento passando por uma encosta. Gentil e delicado. Parecia ajudar a regular a respiração até que ficasse uniforme.
Enquanto as bochechas da garota coravam novamente, seus olhos cintilavam como estrelas espalhadas pelo céu.
Ela olhou para ele. "Você gosta de usar essas táticas, não é?"
Sam sorriu suavemente, seu olhar terno e afetuoso. "Eu só quero usar métodos doces para evitar que você estrague o clima."
"Heh, eu não entendo de clima."
Sam a abraçou mais forte. "Contanto que você me entenda."
Angel foi forçada a ser mantida apertada por Sam, imaginando quando essa longa noite terminaria. Ela não sabia, apenas envolveu seus braços ao redor das costas largas e confiáveis dele e fechou os olhos lentamente.
"Eu ainda não perdi... Sam."
Insegura de seu objetivo, ela falou de repente, como se estivesse em um sonho. O jovem também fechou os olhos, murmurando em reconhecimento.
"Eu sei."
"Então... a guerra continua."
"Tudo bem, podemos travar essa guerra por toda a vida."
"Uma vida é o que você merece..."
"Mas estou feliz com isso. Sou realmente sortudo."
"Bom que você saiba..."
"Cansada?"
"Um pouco..."
"Então durma."
"Dê tapinhas nas minhas costas, isso me ajuda a adormecer mais rápido."
"Ok."
E assim, Sam deu tapinhas gentis em suas costas, suavemente, como se remasse um barco sozinho em um lago cintilante em uma noite sem fim, até que sua respiração ficasse uniforme e superficial.
Boa noite, mundo.