A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 335

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Este mundo está cheio de implicações, repleto de palavras que não podem ser ditas diretamente, mas isso não significa que o senso de vergonha das pessoas se torne mais evidente; ele apenas se manifesta de outra forma — sorrateiramente.

E enquanto Sam observava a expressão da garota, seu sorriso, seu olhar direto, ficou claro... que aquele sorriso conhecia o peso de suas palavras.

Ela definitivamente compreendia o significado subjacente.

Portanto, a escolha de Sam foi simples.

— Ainda não está na hora daquele café — disse Sam com um sorriso, recusando educadamente sem hesitar.

Mesmo que houvesse uma enorme tentação, como usar álcool para dar um charme extra, para saborear a atmosfera persistente, o que Angel faria se ele não voltasse para casa esta noite por causa de tal incidente?

Embora lhe fosse dada verbalmente tal liberdade, levá-la a sério seria tolice.

O motivo principal, é claro, era que ele sentia que não era apropriado se entregar a tal ambiguidade nestas circunstâncias. Nunca decida tudo com base em um momento de excitação.

É como não dizer tudo o que você quer dizer a alguém de quem gosta em uma única noite. Deixe-os querendo mais.

Essa é a estratégia para manter as coisas frescas... espere, isso soa um pouco como mulherengo demais?

Com certeza, Isabella fez um leve bico.

— Sam, você não sabe que algumas oportunidades, uma vez perdidas, nunca mais voltam?

Sam sorriu para ela. — Está tudo bem. O que tem que estar aqui, sempre estará aqui. Afinal... o destino não é tão frágil, certo?

— Tudo bem, eu entendo. Então, boa noite, Sam.

— Boa noite.

Sam já tinha aprendido a essa altura que resistir a algumas coisas era inútil; o mundo gostava de complicar as questões. E Sam tinha deixado claro para todas as protagonistas femininas ao seu redor: ele era um mulherengo.

Então, o que havia para fingir mais? Agir o dia todo como se fosse um mulherengo relutante apenas para sobreviver era desnecessário.

Melhor admitir abertamente.

Ok, eu sou lascivo, eu gosto daquelas garotas lindas, eu quero fazer amor com elas, eu quero conquistá-las com meu pau!

Esse era o pensamento mais honesto de Sam.

Quando Isabella fechou a porta e acendeu a luz, o corredor familiar parecia tão vazio. O calor que estivera ali há pouco parecia ter desaparecido completamente.

Claro, tinha desaparecido... porque Sam tinha ido embora. Era simplesmente assim.

Assim como sua vida vazia... como se nada restasse além de mentiras.

Então... Sam, você realmente entende por que foi convidado a se juntar ao Departamento Humano Supremo?


Sam pretendia ir direto para casa, mas pensando em algo, ele enviou uma mensagem para Angel primeiro, informando-a de que seus negócios haviam terminado.

Como esperado, Angel ainda não tinha ido dormir. Como ela poderia descansar tranquila sabendo que um cara tão bonito quanto Sam estava fora e ainda não tinha voltado para casa?

Mas quando ele viu a resposta dela...

[Foi rápido. Você não está se sentindo bem hoje?]

Que tipo de absurdo era aquele?

O que significa "não está se sentindo bem"? Ela está se referindo a sexo?

Em outras áreas, Sam poderia não ter muito a dizer, mas quando se trata de fazer amor, mesmo em seus piores dias, ele está muito acima da média! Espere... ele não tinha realmente dormido com Isabella, tinha?

Sam pensou irritado.

Ele então enviou uma mensagem para Angel dizendo que estaria em casa em breve. Sam queria ir para sua casa dormir, mas ele não podia realmente, não com Angel mantendo 'reféns'.

Ele não teve escolha a não ser retornar obedientemente, para que sua decisão não a levasse a tirar vantagem e causar problemas usando Ava.

Embora Angel não fosse tão desagradável como era no começo há algum tempo, parecendo baixar a guarda e o controle sobre Sam, ele ainda não podia ser descuidado demais. Isso indicava apenas progresso, não sucesso total.

...

Elowen abriu a porta para Sam.

— É tarde, senhorita Elowen, a senhora ainda não foi dormir?

— Senhorita?

Elowen olhou para Sam com uma expressão ligeiramente confusa, aparentemente perplexa, já que ninguém a chamara assim antes. Especialmente porque Sam parecia muito próximo da Herdeira e da dama, tais pessoas normalmente não notariam sua existência.

Eles frequentemente a viam apenas como uma ferramenta.

Mas Elowen não se ofendeu; desde que se lembrava, ela tinha sido uma ferramenta, pertencente à família de Angel.

Sem emoções desnecessárias, sem desejos desnecessários.

Apenas sobreviver bem e fazer o que precisava ser feito parecia ser a totalidade de sua vida.

Sam assentiu, olhando para esta jovem realmente bonita, mas sempre sem vida, robótica.

— De que outra forma eu deveria chamá-la? Senhorita Elowen?

Elowen balançou a cabeça rapidamente, sua expressão em branco. — Assim como Angel, apenas Elowen está bem.

Sam balançou a cabeça. — Isso não parece certo; acho que essa forma de tratamento carece de respeito.

Ele não esperava que Elowen se afastasse, deixando-o entrar enquanto dizia: — Você é o namorado da herdeira, o afilhado da dama; você não precisa me respeitar.

— Por que, você também não é um membro da família de Angel?

Sam perguntou curiosamente, suas palavras não parecendo autodepreciativas ou ressentidas, apenas declarando um fato.

O olhar de Elowen tornou-se confuso novamente. — Um membro? Não, eu sou apenas uma subordinada.

Que tipo de pensamento feudal é esse?

Sam disse com alguma compaixão. — Você não precisa pensar dessa maneira; você é uma pessoa, naturalmente com todo o direito de viver neste mundo. Então você tem dignidade. De agora em diante, vou chamá-la de Senhorita Elowen.

— ...Como desejar.

Ela parecia não entender o significado de suas palavras, sua expressão inalterada.

Sam não tinha certeza se ela tinha levado suas palavras a sério, mas essas eram coisas que ele não podia controlar por enquanto, nem tinha o direito de fazê-lo.

Ao chegar à porta familiar, Sam bateu levemente. Não havia luzes acesas lá dentro.

Em vez do esperado "entre", a porta se abriu rangendo na frente dele.

Quando Angel apareceu, não de pijama, mas totalmente vestida, Sam ficou perplexo.

O que está acontecendo? Por que tudo parece errado assim que eu retorno?

— Ainda não foi dormir?

Angel não parecia convidar Sam para entrar, apenas sorrindo na porta para o jovem. — Estou surpresa, Isabella deixou você voltar assim?

— O que mais? Ela deveria ter me comido?

— Se ela te comeu ou não... o que vocês fizeram?

— Nada demais, apenas falamos sobre as coisas que você queria saber.

Angel não se apressou para que ele revelasse os detalhes de sua conversa, mas olhou curiosamente para Sam. — Nada mesmo? Isso não é do seu feitio. Você não dormiu com ela?

Sam disse irritado: — O que você pensa de mim... Além disso, você não deveria estar descansando mais cedo?

Angel bocejou levemente. — Sem pressa, você quer ir ver sua irmã?

Sam parou. Angel sugerindo isso? Embora ela fosse de fato muito atenciosa, sua personalidade não era exatamente gentil.

Então, preocupar-se com alguém parecia um ato desnecessário para ela; ela não perderia tempo com tais coisas, mas agora ela estava sugerindo ativamente isso para Sam?

Isso deixou Sam inquieto. — Algo está errado com ela?

— Por que você não vai ver por si mesmo?

Sam quase imediatamente se virou e correu para o quarto de hóspedes designado para sua irmã. Ele não parou por um momento, abrindo a porta sem nem acender a luz. Sua visão aprimorada permitiu que ele visse claramente tudo lá dentro.

Deitadas na cama estavam duas pessoas. Uma era sua irmã Ava, e a outra... Sophie?

Ambas pareciam estar dormindo, deitadas na cama, respirando superficialmente em posições diferentes. Elas pareciam estáveis, seus rostos corados pelo álcool, parecendo que nada estava errado.

O coração de Sam, que estava agitado de preocupação, acalmou-se, mas então passos se aproximaram por trás; era Angel entrando lentamente.

— Qual a pressa? Qualquer um pensaria que algo aconteceu. Aos seus olhos, sou esse tipo de vilã que atacaria a qualquer momento?

Sam percebeu, após um suspiro de alívio, que ele tinha ficado tenso demais. Esse era um hábito que ele precisava mudar. Caso contrário, era fácil demais ser manipulado.

Então, ajustando sua atitude, Sam imediatamente se virou para Angel e sorriu. — Como poderia? Eu estava apenas preocupado que elas pudessem ter bebido demais... poderia algo acontecer...

— Temos um médico particular na casa, você não sabe? O que poderia acontecer que não pudéssemos lidar, esperando por você para vir recolher um corpo?

Sua expressão não era boa, um tanto fria, claramente descontente.

Sam imediatamente deu um passo à frente e tomou sua mão macia e delicada. — Claro, não foi isso que eu quis dizer. Eu sou apenas um pouco desajeitado... quando se trata da minha irmã, você sabe o quão responsável eu me sinto. Então, quando ouço que você pode ter algo semelhante, eu reajo dessa maneira também. Vou mudar, desculpe.

Angel, com a mão sendo segurada, inclinou a cabeça levemente, mas sua expressão não mudou muito. — Embora você diga isso... não estou muito inclinada a perdoá-lo sem alguma compensação.

Sam pausou, então corajosamente estendeu a mão para acariciar o rosto da garota. — Vamos para o quarto, e eu vou compensar você com meu... pau.

Era isso que ela queria dizer? Com base em seu entendimento sobre ela, ele não deveria ter julgado mal.

Mas ele tinha julgado mal uma coisa.

— Isso não é um quarto? Está bom bem aqui.

Sam pausou. — Que brincadeira é essa... minha irmã e Sophie estão aqui, não é apropriado.

Espere... ela não poderia estar querendo dizer...

E Angel já tinha agarrado as roupas de Sam, finalmente exibindo um sorriso triunfante. — Porque elas estão aqui, é o momento perfeito. Você não acha... que é emocionante?

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