A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 327

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

"Click~~!" acompanhado de um clarão de luz.

Mas, é claro, não era Angel quem tirava a foto; a única coisa chamativa nas mãos dela só poderia ser uma granada.

Embora conseguir tal coisa na cidade pudesse parecer exagerado, se aparecesse nas mãos dela, Sam acharia perfeitamente razoável.

Isabella, guardando o telefone, riu: "Tudo bem, entendi! Podemos ir comemorar agora? Está tentando me matar de fome?"

Num momento em que Sam não tinha certeza do que fazer, foi Isabella quem inesperadamente interveio. Se isso era uma surpresa agradável ou não, Sam não tinha certeza, mas pelo menos ele agora podia razoavelmente se afastar da irmã.

Ser abraçado por Ava continuamente não era muito apropriado, especialmente porque todas as garotas estavam presentes, e como o único homem, cada ação dele era amplificada.

Parecia que os momentos mais cheios eram, na verdade, os mais perigosos para ele.

Angel olhou para Isabella, aparentemente tentando descobrir por que ela faria tal coisa, considerando isso uma interferência injustificada, mas Isabella não estava disposta a lhe dar essa satisfação. Ela apenas piscou inocentemente.

"Qual é? Por que ninguém está falando? Já decidimos onde comemorar?"

Angel revirou os olhos e então olhou para Sam: "Que tal o Bar Starlight no centro? Alguma objeção?"

Sam pensou por um momento: "Nenhuma objeção à sua sugestão, mas Ava ainda não tem 18 anos, ela não pode beber..."

Antes que ele pudesse terminar, Ava interrompeu: "Quem disse que não posso beber? Eu posso tomar um drink!"

"Beber sendo menor de idade não é permitido", Sam disse firmemente.

Ava bufou: "Por que não! Você bebia quando era menor de idade!"

"Quando foi isso?"

"Naquela época!"

"...Eu sou homem."

"Ah! Você está sendo sexista!"

"...Eu não ousaria dizer isso."

Sam rapidamente cobriu a boca da irmã, olhando para seus grandes olhos piscando para ele, a determinação e o espírito de luta neles impossíveis de ignorar.

Ele suspirou: "Você só pode tomar um pouco."

Então ele soltou a boca dela.

Ava sorriu: "Não se preocupe! Com certeza não vou beber demais!"

Sam apertou os olhos para ela, altamente cético: "Normalmente eu acreditaria em você, mas as pessoas que dizem isso geralmente acabam bêbadas."

Naquele momento, Isabella fez uma pergunta profunda: "Agora o problema é que somos cinco pessoas. Será que todas nós cabemos em um carro? Devemos nos espremer no banco de trás?"

Sam pensou sobre isso com base em sua experiência: "Não existe uma regra de que só podem sentar tantas pessoas quanto houver cintos de segurança, e que exceder isso é punível?"

Esse comentário arrancou risadas impiedosas de Angel: "Você acha que eu só tenho esse carro?"

Sua declaração foi um pouco arrogante, mas era verdade.

Então, os quatro observaram enquanto Elowen, em algum momento desconhecido, dirigia um carro espaçoso lentamente até eles.

Angel, vendo o olhar de surpresa no rosto deles, sorriu satisfeita: "Entrem."

Ela então abriu a porta e sentou-se.

O carro era realmente espaçoso, com três fileiras de assentos da frente para trás, o suficiente para acomodar todos confortavelmente, sem mencionar o amplo espaço interno, que incluía até um cooler para bebidas e uma TV suspensa para reproduzir vídeos... Sam quase pensou que eles iam sair de férias por um longo período.

"Você pediu para a Elowen trocar de carro com antecedência?"

Isso explicava Angel chegando tão rapidamente; se não tivesse sido preparado com antecedência, não teria sido possível.

A família de Angel podia ser influente em Kuhang, mas eles não controlavam a cidade inteira. Mas se Angel tinha preparado isso com antecedência, significava que ela tinha considerado incluir Isabella e Sophie na comemoração, o que não parecia ser o seu estilo habitual.

Angel respondeu calmamente: "É claro, você acha que todo mundo é tão tolo quanto você?"

Sam riu: "Você poderia apenas dizer que é atenciosa, não precisa ser tão dura, isso fere meus sentimentos."

"Eca... irmão, você é tão nojento", Ava não pôde deixar de ficar arrepiada.

Por que parece tão desconfortável quando os dramas de TV fazem os protagonistas masculinos e femininos dizerem frases românticas simples, mas quando esse garoto e essa garota as dizem, simplesmente parece errado?

Sam retrucou: "Crianças não devem ouvir."

"Você é a criança! Irmão mau~"

Angel parecia satisfeita com a resposta de Sam, especialmente ao ver a expressão irritada de Ava. Sua felicidade sempre vinha da insatisfação dos outros.

Ela se lembrou de algo: "Você nadou mais rápido aqui do que lá em Cedarwood."

Ava bufou: "Precisava dizer isso? Aposto que você não é páreo para mim agora~"

Isabella, curiosa, olhou lá da frente: "Eh, a Angel foi para Cedarwood? Não é a cidade natal do Sam?"

Angel cruzou uma perna sobre a outra casualmente, seus movimentos graciosos e arrogantes e, é claro, era o carro dela, ninguém tinha o direito de criticar seu comportamento: "Eu fui lá durante o verão, e daí?"

Ela também deu uma olhada na expressão de Sophie, que parecia completamente desinteressada em sua conversa, apenas encarando o telefone.

Isabella ponderou: "Mas vocês não eram namorados naquela época, certo? Então você foi à casa do Sam? Foi a Angel quem perseguiu o Sam?"

Isabella sabia como agitar um assunto. Mesmo na estrada, ela ousou confrontar Angel diretamente com perguntas tão provocativas.

Sam estava um pouco nervoso.

Angel, como esperado, franziu a testa: "Eu persegui-lo? Ele merece isso?"

Ava entrou na brincadeira: "Não é você quem perseguiu meu irmão? Indo até a minha casa... ou ele estava implorando para você ir?"

Isso realmente deixou Angel irritada: "Estou dando uma comemoração para você, e você está ficando do lado de estranhos?"

"Eh, eh, eh, como nós viramos estranhas?"

Ava também fez uma pausa e então corou: "Você nem é casada!"

Angel sorriu, de braços cruzados, com um inegável ar de autoridade: "É só uma questão de idade. Eu vou me casar com seu irmão eventualmente, e você deveria me chamar de cunhada então."

"Nos seus sonhos!"

"É melhor você nunca me chamar de cunhada~"

"Absolutamente não!!"

Depois de dizer isso, Ava ainda olhou incerta para Sam, que estava tentando evitar o fogo cruzado: "Certo, irmão?"

Ava olhou para Sam com uma cara de piedade, suplicante.

Sam estava suando: "Como eu deveria responder a isso?"

Angel também olhou, sorrindo para o jovem. "Estou perguntando a você, me responda."

O olhar travesso de Isabella também estava fixo nele, e até mesmo Sophie, que estava absorta no telefone e parecia não se importar com esses assuntos, estava com a tela desligada agora, refletindo seu olhar atento na superfície espelhada.

Sam só podia olhar para Angel e responder com um sorriso. "Crianças dizem as coisas mais engraçadas..."

"Estou perguntando o que você diz, não o que você pensa", Angel pressionou, claramente não disposta a deixá-lo sair fácil em um assunto tão sensível.

Era como um campo de batalha onde generais se encontram, cada um visando tirar a cabeça do outro com seu primeiro golpe.

Sam não tinha mais tempo para limpar o suor; era como se ele estivesse transbordando de seu coração. "Bem, o futuro é promissor, o futuro é promissor."

"Sam, você está apenas me enrolando? Eu vou te matar, você acredita em mim?!" Angel estava claramente insatisfeita com uma resposta tão vaga.

Sam só podia suportar a raiva dela. Sozinho com ela, ele geralmente conseguia fazê-la dar voltas com uma série de movimentos suaves, mas com tantas pessoas por perto, qualquer palavra descuidada poderia se transformar em um bumerangue. Ele não queria ser sinalizado por todos os motivos errados.

Parecer um pouco covarde e sem vergonha era inevitável agora; todos têm que fazer escolhas. Se você não pode ser um verdadeiro cavalheiro, então seja um hipócrita visível.

Sam rapidamente pegou a mão de Angel. "Vamos conversar sobre isso em casa, vamos conversar em casa."

"Some daqui!!"

Isabella não pôde deixar de rir. "O Sam é sempre tão esquivo. Com uma namorada como a Angel, por que parece que ele ainda não está satisfeito?"

Isabella parecia genuinamente fazer essa pergunta.

Angel revirou os olhos. "Ele é apenas esse tipo de idiota. Estou surpresa que vocês até o aceitem no seu clube."

Isabella disse pensativa: "Bem, eu acho que mesmo que o Sam não seja um cara bom para as garotas, ele tem mais virtudes do que defeitos."

"Onde você vê isso? Eu acho que ele é só defeitos."

Angel bufou e então beliscou levemente o braço de Sam. É claro, ela não usou muita força; foi mais como uma provocação.

"Senhorita, chegamos."

Assim que Isabella estava prestes a responder, Elowen já havia estacionado o carro. O pôr do sol de inverno chega cedo, e o lado de fora estava fracamente iluminado, com as luzes de neon já brilhantes.

Quando Ava olhou para fora, ela pôde ver a rua movimentada cheia de jovens vestidos na moda, movendo-se para lá e para cá.

"Isto é Kuhang, hein..." ela observou um tanto nostálgica, seus olhos pretos e brancos refletindo as luzes coloridas.

Angel, em vez de zombar dela, inclinou-se e sussurrou: "Se seu irmão se casar com alguém da minha família, você poderia ver essa cena todos os dias."

Ava virou-se, seu rosto corando enquanto ela retrucava: "Eu não estou vendendo meu irmão!"

"Sugiro que seja mais legal comigo. Se a relação entre cunhada e irmã não for boa, o futuro não será muito feliz. Claro, estou falando de você. Alguns fatos não podem ser mudados; é melhor se preparar cedo."

Com isso, Angel foi a primeira a sair do carro e seguiu direto para o Bar Starlight, que parecia sofisticado.

Ava bateu o pé em frustração.

Naquele momento, Sam voltou e tocou gentilmente a cabeça da jovem.

Ava olhou para cima para ver o olhar calmo, mas impotente do jovem.

"Não se preocupe muito comigo; discutir com ela só vai te deixar chateada. Relaxe, hoje é sua comemoração."

"É só que ela é tão irritante..."

"Claro, você é a mais fofa."

Sam abaixou a voz para que Angel, à frente, não ouvisse.

"Sério?"

"Claro. Vamos, aproveite hoje e não pense em mais nada."

"Tudo bem, vou te dar esse voto de confiança então, hmph!"

Ava jogou o cabelo, liberando uma onda de fragrância.

Sam riu.

Isabella e Sophie seguiram logo atrás, passando por Sam sem dizer uma palavra.

Isabella pausou ao lado de Sam, olhando para a placa do Bar Starlight com um sorriso.

"Sam, é difícil, não é?"

Sam olhou para seu rosto bonito e gentil.

"Está tudo bem, estou acostumado."

"Sempre dançando na beira de um precipício, você não tem medo de cair um dia e se despedaçar?"

Sam respirou fundo, o ar frio aguçando sua mente.

Ele frequentemente se fazia de bobo, sempre sorrindo, não parecendo confiável.

Mas quando sua expressão ficava séria, um carisma inexplicável surgia, fazendo até as mentiras mais ultrajantes parecerem críveis.

Como agora, ele falou com Isabella com uma voz calma: "Mesmo que esteja por um fio, eu não vou desistir da única chance de sucesso."

"O que então é o sucesso, qual é o seu objetivo final, Sam?"

Isabella fez a pergunta final de reflexão profunda.

Sam sentiu que a conversa era muito melodramática, muito parecida com anime.

Mas talvez a vida precise de momentos como este, precise de um pouco de romance, um pouco de melodrama, um pouco de ingenuidade risível.

Então, antes de entrar no Bar Starlight, ele disse a Isabella: "Mesmo que seja forçado, eu quero alcançar a felicidade sem nenhum arrependimento."

"Nem um pouco de arrependimento?"

"Nem um pouco."

Observando Sam entrar no Bar Starlight de cabeça erguida, Isabella sentiu que o vento norte não estava mais tão cortante. Talvez... ela sempre se lembraria deste momento, o tempo mais impetuoso deste jovem.

Muitas pessoas, talvez em suas vidas passageiras e incertas, nunca chegam onde querem, nunca obtêm o que desejam.

E será que ele se lembraria do espírito com que disse essas palavras agora há pouco?

Isabella ansiava por isso porque sabia que, pelo menos por um momento, suas palavras foram genuínas.

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