A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 325

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

O carro estava estacionado a certa distância do local da competição de natação.

Não estava claro se o congestionamento se devia às finais ou apenas ao tráfego intenso habitual na área, mas a entrada estava movimentada com veículos e pedestres, criando um pequeno engarrafamento.

Eram quase três horas, faltava menos de meia hora.

Três garotas bonitas e com estilos únicos e um jovem muito atraente caminhavam pela calçada.

Angel franziu o nariz com insatisfação — era difícil dizer se seu incômodo se devia à situação no carro ou a outra coisa qualquer; ela tinha muitas coisas para ficar chateada, e Sam há muito tinha desistido de tentar entender todas elas.

— Então, por que tivemos que estacionar aqui e todos nós termos que sair para enfrentar o vento frio? — reclamou Angel, fazendo Sam desviar o olhar.

Além dele e de Isabella, que permaneciam relativamente calmos, Sophie já tinha encolhido o pescoço. Angel estava usando Sam como um para-vento, seguindo logo atrás dele, muito parecido com um avestruz enfiando a cabeça na areia.

Sam, resignado, disse: — Você vê como está lotado ali... Vamos apenas caminhar um pouco, não se preocupe, eu bloqueio o vento para você.

— Você poderia bloquear o vento para mim também, Sam? — veio uma voz de trás.

— Ah? — Sam mal tinha reagido quando Angel, soando irritada, falou.

— Isabella! O que você está fazendo se espremendo aí?

— Eu também estou com frio, vamos nos aquecer juntas, Angel~

— Não grude em mim!!

Elas estavam tentando imitar uma centopeia humana?

A única que restou foi a teimosa Sophie, que, embora não tivesse se espremido atrás de Sam, estava visivelmente reduzindo a distância entre eles. Ela gradualmente se aproximou do lado de Sam.

A distância até o local da natação não era grande, e eles logo chegaram. O local estava muito mais quente do que o esperado, não tão frio quanto eles previam.

Como era uma competição aberta, não eram necessários ingressos; eles só precisavam passar por uma verificação de segurança nominal.

No entanto, a combinação de Sam e das três belas garotas ainda atraiu bastante atenção assim que entraram.

Quando todos estavam sentados, com apenas Angel ainda em pé na frente de Sam com uma expressão franzida, Sam tirou da mochila um cobertor que ele havia preparado há muito tempo e estendeu sobre a cadeira.

Angel estreitou os olhos, mas sentou-se assim mesmo.

Isabella inclinou-se de perto de Angel e Sam. — Sam, você não é atencioso?

Sam apenas sorriu e não disse nada. Ele não tinha como mudar os hábitos meticulosos de Angel, nem tinha pensado em tentar. Afinal, Angel tinha o "direito" de ser exigente; seu status financeiro permitia que ela se entregasse a tal comportamento.

A única coisa que ela talvez precisasse mudar era sua personalidade. Sam supôs que só quando sua personalidade mudasse completamente ela poderia ser verdadeiramente conquistada.

Sophie sentou-se do outro lado de Sam. — A competição está prestes a começar? Acabei de ver os árbitros entrando.

O olhar de Sam seguiu o dela, e seu humor relaxado ficou um pouco tenso. Embora ele continuasse dizendo a si mesmo que, contanto que Ava tivesse um desempenho normal, garantir uma posição entre as três primeiras era bastante estável, ele temia que a maneira estranha do mundo de complicar as coisas pudesse desencadear algum enredo bizarro.

Sam não queria vivenciar nenhum daqueles finais terríveis, como uma garota desanimada precisando de seu irmão para salvar seu espírito... muito clichê!

Em sua linha de visão, figuras já estavam aparecendo no túnel dos competidores...

— Ava? O que você está olhando?

Ava, que estava prestes a entrar no túnel vestindo uma touca de natação e traje de banho, olhou para cima. Sua aparência, quase irreconhecível em seu equipamento de natação, exceto por seu físico distinto e estatura notavelmente alta entre seus pares, tornava difícil para qualquer um reconhecê-la à primeira vista.

— Nada, só procurando alguém.

Enquanto Ava caminhava para fora do túnel, ela imediatamente examinou as arquibancadas em busca de rostos familiares. Felizmente, não foi difícil encontrá-los porque, em um local que não estava totalmente lotado, eles eram sem dúvida o grupo mais chamativo.

Mas...

Por que havia tantas pessoas?

Quatro?

Além de seu irmão e daquela mulher irritante, por que... Sophie estava lá? E quem era aquela garota doce e de aparência gentil sentada ao lado de Angel? Poderia ser uma amiga de Angel, sem relação com Sam? De jeito nenhum, alguém como Angel poderia ter amigos?

— Seu irmão veio assistir à sua competição? — perguntou uma companheira de equipe visivelmente nervosa a Ava. — Eu sempre tenho medo de conhecidos assistindo às minhas competições... você parece bem relaxada ao procurar por rostos familiares.

Ava sorriu. — Com o que há para ficar nervosa? Já estamos aqui; se eles virem, viram. Por que alguém participando de uma competição deveria se sentir envergonhada?

Sua companheira de equipe parecia incerta. — Não é vergonhoso ser vista se esforçando para realizar ações que podem não parecer tão graciosas?

Ava virou-se para olhar para a garota, que parecia estar tremendo um pouco. Sendo da mesma idade e participando de uma competição nacional tão significativa pela primeira vez, era natural sentir-se nervosa.

Ava pensou por um momento e então estendeu a mão para segurar a mão da garota. — Não se preocupe, quando você está se esforçando muito, você é a estrela mais brilhante. Não há necessidade de se sentir envergonhada porque isso não é uma apresentação; é o seu esforço para viver sem arrependimentos. Então eu não estou nervosa porque este é um campo de batalha, não um palco, certo?

A garota olhou nos olhos determinados de Ava, aparentemente inspirada pelo inexplicável espírito de luta de Ava. Ela assentiu vigorosamente.

— Eu entendo, obrigada, Ava!

— Vamos, boa sorte.

Ava retirou o olhar e olhou novamente para as arquibancadas. Em um instante, ela travou os olhos nos dele. Em um mar de rostos onde ninguém mais parecia tê-la notado, o olhar daquele jovem a havia localizado imediatamente.

Foi como uma mira de precisão.

Uma conexão estranha.

Por que ele a reconheceu tão rapidamente quando eles nem eram parentes de sangue?

Deve ser por causa do amor, certo?

Ava sabia que soava um pouco louco pensar dessa maneira, mas não importava.

Pelo que se deve viver, e continuar se esforçando?

Ela esperava que não fosse por dinheiro ou poder, mas pelo amor relacionado a Sam.

— Todas as competidoras, preparem-se. A competição está prestes a começar!

Quando a voz do árbitro ecoou, todas se moveram para suas posições designadas.

Olhando para a água levemente ondulada, Ava lembrou-se daquele dia de verão não muito tempo atrás.

A cena era simples, uma que ela havia repetido inúmeras vezes, cada vez sentindo-se satisfeita e feliz.

Foi quando ela teve uma cãibra na água, quase se afogando, mas o jovem a tirou da piscina.

Embora ele não estivesse ao seu lado agora, longe nas arquibancadas, Ava sabia que a partir deste momento, o olhar dele estaria nela, inabalável.

Mesmo que ele não estivesse ao lado dela.

Mas ela ainda podia sentir seus braços fortes e seu batimento cardíaco vigoroso quando ele a segurava, como se aqueles momentos estivessem gravados em seu coração, residindo em sua alma.

Agora, de pé ao lado da piscina, ela se inclinou e se preparou para mergulhar, tudo em um movimento fluido.

Até que a água ondulou em seu rosto.

Ava respirou fundo, agora sentindo um pouco do nervosismo.

Mas a fonte de seu nervosismo não era sobre alcançar nenhum resultado em particular; era sobre provar para aquele jovem que ela não era mais a irmãzinha com quem ele precisava se preocupar o tempo todo.

Ava podia decidir sua própria vida, e ela... podia ser responsável pelo amor em seu coração.

— Começar!

— Bum!

O splash da água pareceu embaçar tudo por um momento.

Ava não hesitou; com movimentos familiares, a água correndo rapidamente parecia impulsioná-la para frente.

Ava lembrou-se.

Ela frequentemente ouvia inveja no clube de natação. Por que alguém tão bonita quanto ela precisava ser tão boa na natação?

E outros diziam: — É enlouquecedor como algumas pessoas não precisam fazer nada para receber dons divinos.

Pensando nessas palavras, Ava apenas quis rir.

Por causa de sua aparência e seu comportamento, muitos ignoraram o esforço que Ava havia dedicado.

Ela nunca se atrasou ou faltou ao treino de natação, sendo muitas vezes a última a sair do local.

Ela sofreu lesões por causa da natação tanto quanto qualquer outra pessoa, mas nunca fez cena disso.

A Ava do futuro talvez não continue na natação, e alguns possam lamentar isso como um desperdício de talento, mas apenas ela sabia que nunca se decepcionou nesse caminho.

Pelo menos, ela estava sem arrependimentos.

Agora.

Seus olhos, enquanto ela emergia da água, olharam para o outro lado.

Agora ela estava determinada a vencer.

Não havia melhor momento para realizar seu potencial. Com talento e esforço, por que ela não poderia vencer?

Ela estava determinada a vencer.

Agora e no futuro!

No momento, Ava não estava com disposição para verificar as pontuações de suas competidoras; ela só podia focar em si mesma, totalmente comprometida.

Mas as quatro pessoas nas arquibancadas assistindo ao seu mergulho tinham expressões estranhas.

Até mesmo Isabella não pôde deixar de se virar para Sam.

— Sam, sua irmã tem talento... com o que você está nervoso?

Sam achava difícil descrever seus sentimentos.

Era como... estar nervoso por outra pessoa apenas para descobrir que era uma preocupação desnecessária.

Porque em sua linha de visão, tudo o que ele podia ver era a piscina agitada.

Uma garota, como uma sereia, parecia não estar apenas nadando.

Mas movida por um motor.

Os respingos sob seus pés, os braços suaves que ocasionalmente surgiam...

Uma virada, uma vantagem significativa.

Era uma vantagem avassaladora!

Natação deve ser seu superpoder, Ava!!

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