A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 329

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Sam realmente não queria ver um grupo de garotas de dezoito ou dezenove anos, algumas nem sequer com dezoito, ficando tão bêbadas a ponto de não conseguirem ficar de pé.

Era uma visão terrível.

Sem mencionar que, uma vez que Isabella entrava no clima após beber, e com a mesa agora farta de churrascos e petiscos, os olhos dessa garota animada brilhavam com travessura, pronta para causar confusão.

"Você não acha meio entediante beber só assim?", Sophie, aparentemente tonta, esfregou a cabeça.

"O que você está planejando agora?", Sam tinha acabado de conseguir impedir sua irmã de continuar uma disputa sem sentido de quem bebia mais com sua namorada, e agora ele olhava impotente para Isabella. Sua expressão dizia claramente que ele estava sobrecarregado; seu humor estava mais frio que o inverno lá fora, como se tivesse caído em uma caverna de gelo.

Isabella piscou para Sam, com as bochechas coradas, parecendo inocente, porém sedutora. "Sam, você está me olhando desse jeito, deve querer participar, não é? Não se preocupe, tem um lugar para você."

"De onde você tirou isso???", Sam protestou.

"Dos seus olhos!"

"Você não viu um pouco de dificuldade nos meus olhos?"

"Não!"

Sam estava prestes a xingar. Claramente, ela estava fazendo isso de propósito! Com sua perspicácia, não havia como ela não adivinhar os sentimentos dele; isso era claramente criar confusão!

Nesse momento, Angel se inclinou. "O que exatamente você está tentando fazer? Já bebemos tanto, que tipo de jogo poderia ser divertido agora?"

Embora Angel não parecesse bêbada, Sam sentiu que ela poderia estar um pouco interessada, já que sua atitude não estava tão rígida.

Sam teve um pressentimento ruim sobre isso.

Isabella, com as pernas elegantemente cruzadas na mesa, então se virou para o resto do grupo e disse: "Existe um jogo que só é adequado depois que você bebeu um pouco, porque é mais fácil se soltar."

Sophie estreitou os olhos, um tanto desdenhosa: "Se soltar... que tipo de jogo excessivo você quer jogar?"

Isabella anunciou com um sorriso: "Verdade ou Desafio!"

Sam ficou atordoado, soltando imediatamente: "Sério, as pessoas ainda jogam isso hoje em dia?"

Isabella respondeu como se fosse óbvio: "Claro, é um jogo atemporal! Não está vendo que elas querem jogar?"

Sam sentiu-se inquieto ao se virar. Angel estava ponderando. Sophie estava cética.

E os olhos de sua irmã, Ava, praticamente brilhavam de excitação. "Eu sempre quis jogar isso!!"

"Ótimo, temos uma apoiadora. E vocês duas?"

Angel franziu a testa: "Não quero fazer nenhum desafio bizarro. Parece um fardo, e não farei coisas que não quero. Você só vai dizer que eu não aguento o jogo."

Claramente, ela tinha bebido um bocado, mas as considerações de Angel ainda eram abrangentes.

Sophie também assentiu: "Eu também não gosto de desafios..."

Bem quando Sam pensou que essa proposta inquietante morreria em silêncio, Isabella disse com um sorriso: "Que tal isso! Usaremos dados. Todos rolam, e a pessoa com o maior número pode ordenar que a que tirou o menor escolha verdade ou desafio. Mas os desafios são limitados a este quarto, nada muito extremo, e sem gravação.

Se você achar uma pergunta difícil demais ou um desafio impossível, você só bebe meio copo. O que acham? Não deve haver preocupações então, certo?"

Sam olhou para Isabella. Ele não achava que esse jogo de Verdade ou Desafio, tão bem planejado e feito sob medida, fosse algo que ela inventou na hora; parecia premeditado.

E o olhar que Isabella lhe deu parecia até um pouco orgulhoso. Ela não deve estar achando que ele a estava elogiando, certo? Este jogo não era para empurrá-lo para o fogo, era?

Sam estava prestes a objetar, mas Angel disse: "Acho que poderíamos tentar... Ei Sophie, você não está com medo, está?"

Os olhos de Sophie se arregalaram: "Que piada, por que eu estaria com medo? Estou preocupada que algumas pessoas não aguentem."

Angel zombou: "Não se preocupe, contanto que esteja dentro dos limites, eu dou conta. Só não chore quando for demais para você."

"Se eu tiver qualquer dificuldade, vou considerar uma derrota. Vamos começar!"

O jogo foi declarado iniciado antes mesmo que Sam pudesse levantar a mão em protesto. Tudo o que ele pôde fazer foi suspirar: "Não... vocês não podem jogar, e eu ser apenas o juiz?"

Angel imediatamente descartou a ideia: "Para que precisamos de um juiz neste jogo? Todos aqui são juízes. Você não está tentando escapar porque está com medo, está?"

Sophie também zombou da tentativa de Sam de recuar: "Às vezes eu realmente me pergunto se você é um homem, sempre recuando."

Ava também agarrou o braço de Sam: "Por que você não quer jogar, irmão? Parece divertido!"

Sam ficou sem palavras.

Pelo amor de Deus. Será que elas realmente achavam que ele estava evitando o jogo apenas por si mesmo? Ele não estava apenas tentando poupá-las de constrangimento?

Já que elas insistiam em jogar, tudo bem.

Sam decidiu não se esquivar mais, porque agora ele entendia por que Isabella tinha sugerido esse jogo naquele momento. Além do fato de que o jogo era mais fácil de jogar depois de alguns drinques, era difícil para essas garotas recusarem em tal estado.

Ela tinha avaliado perfeitamente o psicológico de todos. Quanto a Sam? Ela não precisava considerá-lo; como o único homem e com uma conexão próxima a todos ali, ele estava destinado a ser o alvo. Sem ele, o jogo perderia a graça, então elas definitivamente o arrastariam para dentro.

Então, Sam olhou para todos: "Tudo bem, tudo bem, só não venham chorar para mim depois, implorando para eu pegar leve com vocês. Vamos todos afundar juntos!"

Angel zombou: "Com licença, garçom, traga os dados!"

Sua postura dizia tudo.

Sophie sentou-se ereta, pronta para a batalha: "Não se preocupe, não há nada que eu não possa lidar!"

Você nunca encontrou um jogo que não pudesse lidar?

É só porque as regras estão definidas; caso contrário, fazer você dançar no saguão seria o suficiente para fazê-la chorar a noite toda.

A irmã de Sam estava ainda mais animada: "Mal posso esperar!"

Sam não achava mais que houvesse uma pessoa normal na sala, exceto por ele mesmo.

A veterana de aparência gentil, mas sempre intrigante.

Sophie, aparentemente desligada, mas na verdade bastante teimosa.

Claro, sua namorada rica que sonha em arrancar todos os seus segredos, mas não consegue lidar com a verdade.

Ah, e uma irmã que é ao mesmo tempo ingênua e adora brincar, alheia às profundezas da sociedade.

Exceto por Sam, onde havia uma pessoa normal?!

Logo, os dados foram trazidos pelo garçom, exatamente cinco.

Então todos tiraram os dados extras.

Isabella pegou os dados entusiasmada: "Prontos? Sem trapaça, abrimos o copo, e o que aparecer é o que é!"

"Vamos lá!"

Sam não precisava de sua inútil visão de raio-x; até agora, ela não tinha tido utilidade alguma. Às vezes ele realmente odiava ser uma pessoa moralmente correta; caso contrário, ele já teria visto a calcinha de todas as garotas.

"Começar!"

Um som complexo de vários dados chacoalhando seguiu-se.

Então, um por um, eles pousaram na mesa.

Começando por Isabella.

Ela abriu para revelar... seis!

"Parece que tenho sorte~ Vou começar a pensar nas perguntas agora~"

A pressão de Isabella era um pouco intensa, fazendo Sophie ficar tensa enquanto abria seu copo.

Era... "Três? Tão baixo!"

Sophie pareceu murchar imediatamente.

Ava explodiu em risadas, aproveitando o jogo contanto que não fosse ela quem estivesse sofrendo.

Então ela abriu seu copo, "Dois?! Ai meu Deus!!"

A garota congelou no lugar como se estivesse petrificada.

Sophie deu um suspiro de alívio: "Parece que não sou a mais azarada. Angel, sua vez!"

Angel bufou: "Eu preciso mesmo rolar os dados? Vai ser um..."

"Cinco? Chato! Sam, sua vez!"

Sophie revirou os olhos para o céu.

Que tipo de sorte era aquela? Seria essa a sorte de um deus? Bem, na mente de Sophie, Angel era sempre definida como uma garota que nasceu um pouco mais sortuda, uma mulher má com uma personalidade terrível.

Sam não pôde deixar de rir: "Não é bem assim, você não acha que eu vou ser mais azarado que vocês duas, acha? De jeito nenhum, de jeito nenhum, deixe-me abrir..."

No momento em que ele abriu, um ponto vermelho brilhante apareceu na visão de Sam e de todos os outros.

Sam se arrependeu de não ter usado sua visão de raio-x; se tivesse usado, ele poderia ter manipulado os dados de antemão!

"Não é possível, quem mexeu nos meus dados!!"

Sam tentou salvar um pouco de dignidade com sua atuação.

Mas os outros já estavam rolando no chão de tanto rir.

"Ha ha ha ha... tão bobo."

"Essa é... essa é a sorte do Sam? Engraçado demais."

"Sam, você está fazendo uma transmissão ao vivo? Que pena, por que eu não sou seis?"

Sam suspirou.

Olhando para Isabella, que tinha o maior número, ele perguntou: "Muito bem, veterana, o que você quer que eu faça?"

Isabella limpou as lágrimas de tanto rir, então disse: "Isso depende do que você escolher, verdade ou desafio, Sam?"

Sam pensou brevemente, então deu sua resposta: "Desafio."

Escolher verdade com Isabella poderia levá-la a fazer uma pergunta explosiva, mas com um desafio, ela tinha que considerar os sentimentos dos outros. Ela não poderia ser extrema demais, nem poderia usar Sophie para atingir Angel, ou ela sabia que o jogo acabaria.

Ela provavelmente era a garota mais racional agora, então consideraria mais.

Este foi o cálculo de Sam!

Manda ver, Isabella.

Estou encarando você agora, vamos ver que truques você consegue tirar!

Mas quando Sam olhou diretamente em seus olhos, ele viu o sorriso de Isabella como se ela tivesse previsto esse resultado.

Algo parecia errado.

O que era isso... essa reviravolta dramática saída de um filme?

Então ele ouviu Isabella dizer com um sorriso, olhando diretamente para Sam: "Feche os olhos, vamos reorganizar os assentos começando pela porta. Então você escolhe um número de um a quatro e abraça essa pessoa por dez segundos."

...Você está brincando comigo?! Tem que ser jogado desse jeito? Isabella!!

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