A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 257

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

"Eu consigo ver pelo seu olhar o que você está pensando... Mas estou acostumada com isso. Uma garota tentando ganhar seu próprio dinheiro enquanto é jovem sempre enfrenta algumas especulações infundadas, hmph."

Isabella lançou um olhar incisivo para Sam.

Era como se ela estivesse explicando automaticamente as dúvidas na mente dele.

Mas Sam ficou intrigado novamente.

Como ela sabia o que ele estava pensando? Será que as expressões dele eram realmente tão óbvias?

Ainda assim, Sam sentiu necessidade de esclarecer.

"Está tudo bem, eu certamente não entenderia mal você. É apenas difícil imaginar você investindo em um jogo; parece incrível para mim."

Isabella sorriu novamente, sua raiva anterior aparentemente desaparecera sem deixar rastros.

"Então, você está começando a me admirar agora? Consideraria trocar o posto de estar sob a asa da Angel para se juntar às minhas fileiras?"

Sam riu enquanto caminhavam.

"O que é tudo isso sobre fileiras e subordinados, vocês fazem parte da máfia ou algo assim?"

"Não importa o que seja, o que importa é o que você pensa~"

"Para com isso, se eu realmente fizesse isso, você provavelmente apontaria para o meu nariz e me chamaria de mulherengo que ama e abandona, e depois me daria um chute. Eu não faria isso."

Sam já estava acostumado com as brincadeiras de Isabella a essa altura. Isso era paquera? Sam não tinha certeza, mas tentava se manter longe desses assuntos.

Através de suas interações ao longo do tempo, ele começara a notar cada vez mais esquisitices sobre essa garota.

Logicamente, ela não deveria possuir a habilidade de ler mentes ou ouvir os pensamentos internos de alguém, certo?

Fora isso, Isabella agia de forma bastante normal e não tinha feito nada para tornar as coisas difíceis para Sam, além dessas brincadeiras. Ela não demonstrava qualquer possessividade ou cobiça em relação a ele.

Suas ações não pareciam as de uma protagonista feminina típica; às vezes, sua presença até parecia um tanto contida.

Será que ela também poderia possuir algum tipo de superpoder de leitura de mentes?

Sam e Isabella chegaram à calçada, onde Isabella chamou um táxi.

Sam olhou para ela com curiosidade. "Para onde vamos agora?"

Isabella levou Sam para dentro do táxi e sentou-se perto dele, sua fragrância suave envolvendo-o. O cheiro dela era peculiar, indescritível, quase imperceptível, mas inconfundível quando notado — um tanto amadeirado, mas tingido com um distanciamento frio.

Isabella disse o destino ao motorista, um lugar que Sam nunca tinha visitado antes. Então ela se virou para Sam. "Eu não prometi levar você para comer?"

Sam riu. "Não é o seu próprio jantar de aniversário? Como isso virou uma promessa para mim? Eu sou tão importante assim?"

Isabella suspirou com uma falsa impotência. "Bem, não há nada que eu possa fazer. Quem faz de Sam uma pessoa tão ocupada, praticamente uma celebridade? Para conseguir que Sam dê uma ajuda, é preciso entrar na fila... se isso não é um convite, o que é?"

Isabella provocou Sam novamente com seu tom sarcástico, mas, felizmente, Sam já estava acostumado com seu jeito de falar a essa altura.

"Já que é um aniversário... você deve ter convidado outras pessoas também, certo?"

Embora já tivesse havido uma discussão como essa antes, Sam ainda achava que aniversários geralmente deveriam ser ocasiões animadas. Além disso, ele e Isabella não eram tão próximos.

No fim das contas, eles eram apenas colegas de classe, amigos na melhor das hipóteses, talvez bons amigos.

Se ela realmente tivesse convidado apenas ele, Sam não se sentiria lisonjeado, mas sim... intrigado e incrédulo.

A resposta de Isabella foi: "Só nós dois, mais ninguém. Como é que você se sente? Honrado?"

Isabella disse isso com um sorriso, não parecendo nem um pouco desapontada.

Sam até sentiu que oferecer consolo neste momento seria uma afronta.

Parecia que ela não precisava de simpatia, nem exigia compreensão dos outros. Essa garota tinha seus motivos para tudo o que fazia.

"É de fato uma honra... Mas celebrar seu aniversário assim não parece um pouco solitário? Ou não é realmente seu aniversário, e você está apenas brincando comigo?"

Isabella olhou para Sam com diversão. "Por que eu mentiria sobre algo assim?"

"Acho que estou um pouco honrado então." Sam virou-se para olhar pela janela.

A luz salpicada e as sombras sob o céu noturno que caía eram vibrantes e coloridas. A cidade inteira tinha uma beleza cyberpunk.

Talvez no futuro, ao refletir sobre a vida, alguém possa se sentir assim também. Dizem que a vida é um longo rio, e as memórias são como seixos coloridos jazendo silenciosamente no leito do rio. Relembrá-las é como pegar essas pedras do rio, ver diferentes cores e formas, e lembrar das alegrias ou tristezas daquela época.

Isabella olhou para o outro lado da janela, sentada ao lado de Sam, mas olhando em direções diferentes sob as luzes da rua alternadas.

Seus rostos capturavam sombras diferentes, cenas fugazes passando, como se estivessem na mesma imagem, mas em filmes diferentes.

"Sam, você já se sentiu um pouco lamentável, até desolado?"

"Por quê?"

"Se só você está comigo no meu aniversário, não parece que eu não tenho amigos? Seja porque não sou agradável ou porque todas as minhas amizades são superficiais, tudo isso parece bastante trágico, não é?"

Sam sorriu. "Você mesma se sente desolada com isso?"

"Não."

"Então isso é algo a ser invejado."

"Invejado? Por quê?"

Isabella olhou para Sam curiosa. Ela gostava de conversar com ele não porque ele fosse excepcionalmente bonito ou porque estar ao lado dele fosse o suficiente para deixar outros com inveja. Era porque ele era genuinamente interessante de conversar, espirituoso sem ser condescendente devido às suas próprias circunstâncias.

Ele era como a luz do sol, aquecendo igualmente todos ao seu redor.

Sam virou-se para Isabella. "Eu te invejo por ter um eu interior tão forte. Muitas pessoas não conseguem superar a solidão, então estabelecem todos os tipos de relacionamentos estranhos ou caóticos. Elas alegam que querem companhia, mas no final, não conseguem manter ninguém que realmente fique.

Eu acho que, em vez disso, é mais admirável ser como você, não se sentindo sozinha em nenhum feriado, mas sim aproveitando silenciosamente sua solidão. Isso não é um tipo de liberdade invejável?"

Os olhos de Isabella brilharam levemente. "Eu não esperava que você dissesse algo assim."

"Por que você não acharia que eu poderia dizer isso? Maduro demais?"

Isabella sorriu e balançou a cabeça. "Não, é só que eu não vejo você como alguém que carece de companhia, especialmente com todas as belezas ao seu redor. Você realmente entende o que a solidão significa?"

Sam olhou para frente enquanto o carro parecia estar diminuindo a velocidade, pronto para parar. Pouco antes de sair, ele disse calmamente: "Eu talvez não entenda completamente, mas passo mais tempo sozinho do que você pode imaginar."

Isabella sorriu e saiu do carro com Sam. O destino deles era um restaurante de churrasco mexicano.

"Quer um churrasco?" Sam lembrou que Isabella frequentemente gostava de churrasco.

Isabella assentiu vigorosamente. "Comer churrasco no meu aniversário é meu maior ritual! Você não acha que comer churrasco é uma felicidade?"

Sam pensou por um momento. "É verdade que comer churrasco pode fazer você ganhar peso. Você ainda se sentiria feliz se ganhasse peso?"

Isabella franziu a testa. "Não me faça te dar um tapa em uma ocasião tão feliz."

"OK, OK." Sam sabiamente fechou a boca.

Os dois entraram juntos no restaurante de churrasco.

Isabella pediu muito, muito mais do que o que parecia ser uma porção para dois. Sam ficou surpreso. "Nós realmente conseguiremos terminar tudo isso?"

Enquanto o garçom trazia os ingredientes um após o outro — costelas bovinas, costelas curtas e muito mais — a variedade era deslumbrante.

Ao contrário de Angel, que preferia pedir os itens mais caros, Isabella optou por uma mistura de carne e vegetais, incluindo pratos como batatas, fazendo a refeição parecer muito mais equilibrada e menos gordurosa.

Claro, Sam ficou encarregado de grelhar a carne, optando por não ter a ajuda do garçom para que pudessem conversar sem a presença estranha de um desconhecido.

Comendo a carne grelhada por Sam, o rosto de Isabella estava cheio de felicidade. A cena era um tanto peculiar, como um namorado levando a namorada para sair, aparentemente o tipo de romance típico de pessoas comuns.

No entanto, o problema era que Sam e Isabella não estavam nesse tipo de relacionamento; eles eram apenas amigos, e suas ações não podiam cruzar para a intimidade. Ainda assim, essa dissonância não era nada estranha; na verdade, não dava a Sam a chance de se sentir desconfortável.

Isabella era ótima em puxar conversa, capaz de falar sobre qualquer coisa, incluindo saborear as pequenas fofocas da escola.

Sam desejava que pudesse ser uma máquina de grelhar sem emoções, mas isso parecia impossível com Isabella por perto.

"Quer beber alguma coisa?" Isabella piscou para Sam.

Sam olhou para ela com curiosidade. "Você realmente gosta tanto de beber?"

Ele só conhecia duas pessoas que gostavam de beber, Alice e Mia.

Isabella pensou por um momento e disse: "Não é que eu goste tanto, mas o ambiente não pede uma bebida? Não seria entediante caso contrário?"

"Melhor não. Eu sou bastante cauteloso com mulheres que bebem demais."

"Só um pouquinho~~" Isabella levantou o dedo mindinho.

Sam riu. "Eu nunca confio no chamado 'só um pouquinho'."

"Mas hoje é meu aniversário~ Beba comigo~" Isabella fez biquinho, fazendo uma cena fofa para persuadir Sam. E, para falar a verdade, ela parecia bem adorável. Afinal, ela era uma garota que amava cosplay, e suas expressões e gestos eram sempre perfeitos.

"Tudo bem, só um pouquinho então. Mas se você beber demais, vou deixar você aqui sozinha."

"Ok, entendi~~~"

"Com licença, poderíamos pedir uma cerveja aqui, por favor? Obrigado."

Logo, o garçom trouxe algumas cervejas, não muitas, o que de certa forma aliviou Sam.

Com um pouco de álcool, Sam e Isabella pareciam se abrir mais na conversa, rindo e batendo papo.

À medida que o calor aumentava e o aroma da carne grelhada enchia o ar, Sam tirou sua jaqueta, revelando uma camiseta de mangas curtas que mostrava seus músculos bem definidos. Não foi intencional, apenas um ato simples devido ao calor.

Isabella já tinha tirado sua jaqueta de mangas compridas, e sua figura era bastante impressionante também. Embora ela não tivesse seios tão grandes quanto os de Zoe, ela era um belo tamanho C.

Enquanto a mente de Sam divagava para assuntos triviais, Isabella pegou seu copo e brindou com o de Sam para mais uma rodada.

Observando-a virar sua bebida de uma vez só, Sam não pôde deixar de dizer: "Embora seja só cerveja, você poderia ir mais devagar?"

Isabella apertou os olhos, suas bochechas ligeiramente coradas. "É divertido, e quando estou feliz, gosto de beber com entusiasmo. Eu realmente não gosto de bebericar devagar."

"Tão feliz assim, é?"

Isabella assentiu. "Claro! Eu realizei o que precisava fazer, e hoje é meu aniversário. Além disso, tenho Sam grelhando carne para mim. Por que eu não estaria feliz?"

"Sua felicidade é bastante simples, não é?"

Sam riu, mas Isabella se aproximou dele, sentou-se ao seu lado e beliscou brincalhona suas bochechas, puxando os cantos da boca dele para um sorriso.

Sam piscou surpreso, olhando para ela com curiosidade, sem saber bem o que pensar de suas ações.

Ela olhou para Sam, sorrindo enquanto falava. "A felicidade é simples, não é? Por que complicar as coisas? Mesmo que haja uma tempestade rugindo lá fora, pelo menos neste momento, podemos ser despreocupados e felizes, certo?"

Seus olhos cintilantes eram lindos, como estrelas falantes.

Naquele momento, Sam achou difícil articular o fascínio dela; não era apenas seu rosto bonito que o cativava. Era também o jeito que ela falava aquelas palavras, permitindo que ele deixasse de lado todas as suas preocupações com o amanhã.

Sam falou com algum esforço, mas um sorriso surgiu nos cantos de seus olhos. "Você poderia soltar meu rosto primeiro..."

"Hehe." Isabella soltou suas mãos.

Sam esfregou o rosto, então disse com um sentimento de admiração: "Sênior, você realmente é uma pessoa notável."

Isabella colocou um pedaço de carne na tigela de Sam e disse com um sorriso: "Eu sou apenas uma pessoa comum, todos nós somos. É só que, por acaso, criamos um pouco de magia neste mundo."

"Conversar assim faz com que eu me sinta como se estivéssemos em um filme."

Isabella piscou. "A vida é um filme longo, e todos nós somos atores."

"Então, quem é o público? Deus?"

Sam olhou para cima, apenas para ver o teto indiferente que não podia falar.

Isabella balançou a cabeça, tomando um gole de sua cerveja. "Nós também somos o público."

"Tanto atores quanto público?"

"Claro, porque ao ver a existência um do outro, já testemunhamos a vida um do outro. Talvez no futuro, seguiremos caminhos diferentes e nunca mais nos veremos, mas sempre guardaremos as memórias um do outro. Esse não é o melhor tipo de público?"

Comovido, Sam levantou seu copo. Esse foi um momento raro dele iniciando um brinde. "Sênior, essa é a vez que você foi mais filosófica. Saúde."

Isabella, animada, levantou seu copo. "Saúde!!"


"Bang."

A porta do restaurante de churrasco se abriu, e duas figuras, um menino e uma menina, ambos com as bochechas levemente coradas, saíram para o ar noturno espesso.

A brisa fresca de outono bagunçou seus cabelos, trazendo uma leve sobriedade. Sam e Isabella não tinham bebido muito, mas os efeitos do álcool os fizeram sentir um pouco ébrios, uma sensação que era bastante agradável.

Isso os fazia sentir livres, genuinamente felizes, sem precisar de nenhum motivo em particular.

"Então... devemos ir para casa?" Sam olhou para Isabella ao lado dele.

A garota se virou para encarar Sam. "Você quer ir para casa?"

Sam pensou por um momento. "O que mais podemos fazer se não formos para casa?"

"Que tal... irmos para um hotel?"

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