
Capítulo 205
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Sam não foi direto para casa; em vez disso, pegou o ônibus mais próximo para um lugar que estava se tornando cada vez mais familiar.
O apartamento de Sophie.
O motivo da visita de Sam era simples: Isabella tinha deixado cair um envelope no chão, deliberadamente, no momento exato para que ele o pegasse.
Sam só abriu o envelope quando estava no ônibus. Lá dentro não havia uma carta nem nenhum pedaço estranho de papel, mas dinheiro... uma contagem rápida revelou que eram cerca de 200 dólares americanos.
Além disso, o envelope estava marcado especificamente como sendo para Sophie.
Isso deixou Sam confuso. Ele conseguia adivinhar as intenções de Isabella — talvez ela achasse que aumentar as visitas dele a Sophie pudesse ajudar a amenizar o relacionamento estranho entre eles.
Neste ponto, Sam não estava com paciência para criticar sua intrometida veterana; ela era simplesmente o tipo de pessoa que era, e não adiantava culpá-la.
Mas esses 200 dólares... seriam um empréstimo para Sophie ou um pagamento? Que motivo eles teriam para uma troca financeira?
Não estava claro.
No entanto, agora que o dinheiro estava em suas mãos, Sam não tinha escolha a não ser fazer a viagem.
Ele já conhecia bem o lugar de Sophie. Antes de subir, Sam deu uma olhada especial para a localização do quarto dela — as luzes estavam acesas. Já estava quase anoitecendo e, sem muita luz solar, o quarto iluminado significava que havia alguém dentro.
Então, enquanto subia as escadas, ele mandou uma mensagem para ela.
Sam: [Você está em casa?]
Para a surpresa de Sam, a mensagem foi entregue normalmente; ela não o tinha bloqueado.
Mas ele só recebeu uma resposta quando saiu do elevador.
Sophie: [Não estou.]
Sam respondeu com um sorriso.
[Consigo ver as luzes acesas aí dentro.]
Sophie: [O que você está fazendo lá embaixo?]
Sam: [Preciso falar com você sobre algo. Abra a porta, já estou chegando.]
Sophie: [Apenas diga o que precisa dizer. Não há necessidade de nos encontrarmos pessoalmente se não for preciso. Estou prestes a descansar.]
Através da tela, Sam quase conseguia imaginar o rosto franzido dela, provavelmente tentando adivinhar por que ele estava sendo tão misterioso.
Sam: [Mas este assunto não pode ser tratado adequadamente sem uma conversa pessoal.]
Sophie: [Então podemos conversar sobre isso quando nos virmos na escola.]
Sam: [Ah, que pena... Então entregarei esses 200 dólares para você quando estivermos na escola. Espero me lembrar e espero não perdê-los.]
Sophie: [...Você já subiu? Abri a porta.]
Sam se aproximou da porta, que agora estava entreaberta.
No momento em que abriu a porta, ele quase morreu de susto.
Porque Sophie não estava no quarto; ela estava parada bem atrás da porta.
Suas pernas eram retas, sua pele impecável, e ela usava um par de chinelos felpudos de ursinho rosa.
Sophie usava óculos de armação redonda pousados no nariz, e seu rosto delicado não perdia o charme por causa deles; pelo contrário, eles adicionavam uma fofura única.
Seu rabo de cavalo não estava apertado nem arrumado de propósito, com algumas mechas soltas caindo sobre seus ombros.
Ela notou o olhar de Sam viajando de seus pés para cima e imediatamente franziu a testa.
"Você sempre começa a olhar para as pessoas pelas pernas por educação?"
Sam olhou para cima, respondendo francamente.
"Minha educação é começar olhando pela parte mais atraente de uma pessoa."
Um leve rubor surgiu nas bochechas indiferentes de Sophie.
"Pervertido..."
Depois de dizer isso, ela estendeu a mão para Sam. A palma da mão dela era igualmente bonita, como uma obra de arte feita para tocar piano.
Sam colocou a mão na dela, e Sophie hesitou, sentindo o calor repentino da mão de Sam em sua palma.
Ela olhou para Sam, que também a olhava e até piscou, fazendo com que as bochechas de Sophie ficassem ainda mais vermelhas.
"Tapa!"
Ela rapidamente bateu nas costas da mão de Sam.
Sam retirou a mão imediatamente.
"Você venceu, continue."
E então ele a colocou de volta.
Sophie olhou para Sam irritada.
"Você está doente ou algo assim? O que quer dizer com 'eu venci'? O que você está fazendo exatamente?"
Sam olhou para ela perplexo: "Você não está estendendo a mão para brincar de bater na mão?"
"Não estou com disposição para seus jogos idiotas! Eu quis dizer para você me dar o dinheiro!"
Sophie não era tola; ela sabia que Sam não poderia achar que estavam brincando. Ele estava apenas a provocando deliberadamente.
Sam riu. "Você vai apenas me deixar entregar o dinheiro assim?"
"O que mais?" retrucou Sophie.
"Vim de tão longe para te trazer dinheiro em espécie, e você nem vai me oferecer uma xícara de café?" provocou Sam.
"Sem café!"
"Água serve."
"Sem água também!"
Sam olhou para ela com uma expressão fingida de pena. "Bem, acho que vou esperar até você ter um pouco de água antes de te dar."
"Tudo bem, entre!" disse Sophie com um toque de resignação, virando-se para caminhar até a sala de estar.
Sam fechou a porta e seguiu seus passos para dentro. O quarto de Sophie não mudara desde sua última visita, o ar ainda carregava um perfume fraco que era unicamente dela.
Sophie não tinha o hábito de usar perfume, então Sam não conseguia descrever o aroma com precisão. Era como uma flor solitária florescendo em uma geleira que nunca derretia.
Sam sentou-se no sofá, acomodando-se como se estivesse em casa, sem sinal da autoconsciência típica de um convidado.
Sophie pegou uma garrafa de água na geladeira e colocou na frente de Sam. "Beba."
Enquanto Sam tirava o envelope contendo os 200 dólares de sua mochila e o colocava na mesa, ele pegou a água e abriu para tomar um gole.
Ele observou enquanto Sophie, parecendo um tanto nervosa, pegava o envelope e olhava para ele. "Você conferiu?"
Sam assentiu. "Caso contrário, como eu saberia que é dinheiro?"
Sophie franziu a testa levemente. "Termine sua bebida e vá embora."
Mas Sam não demonstrou intenção de sair ainda; em vez disso, ele a observou com curiosidade. "Então, por que Isabella está te dando dinheiro?"
Sophie sentou-se em um sofá separado, pegando habilmente uma almofada e enfiando suas longas pernas embaixo dela. "Por que você está perguntando sobre isso? É problema meu."
"Ah, então ela te emprestou. Você precisa de dinheiro tão desesperadamente assim?" Sam indagou.
Sophie virou o rosto. "Não é da sua conta."
Familiarizado com seu tom e atitude, Sam não nutria muita esperança. Ele calmamente tirou sua carteira, contou mais 100 dólares e colocou sobre a mesa.
Sophie olhou para ele. "O que você quer dizer com isso?"
Sam falou como se fosse a coisa mais natural do mundo. "Somos colegas de classe, afinal, e você também disse que somos amigos, certo? Não é normal ajudar um amigo em necessidade?"
Sophie hesitou, então virou o rosto como se estivesse emburrada. "Não quero seu dinheiro, e não posso te pagar de volta tão cedo. Não quero te dever nada."
Mas ficou claro pelo seu tom que ela tinha suavizado bastante.
Sam riu, "Sem pressa para me pagar. Não estou exatamente sem dinheiro ultimamente."
Sophie de repente se lembrou de algo e olhou para Sam com um tom um pouco estranho. "Quase esqueci, você está com a Herdeira agora. Como poderia estar sem dinheiro? Mas eu preferiria não pedir emprestado a ela. Humpf."
Sam quase riu alto da expressão estranha dela, mas conseguiu se conter antes de dizer: "Relaxe, não gastei nem um centavo do dinheiro dela até agora. O dinheiro não é dela; eu mesmo ganhei em um trabalho de meio período. Então, seu credor ainda sou eu."
Sophie olhou para Sam curiosa. "Por quê?"
Sam piscou. "Sem motivo. Não estou com ela pelo dinheiro. Se fosse por dinheiro, estaríamos juntos há muito tempo, não apenas agora. Gosto de pensar que tenho alguma dignidade como homem aos seus olhos, certo?"
Sophie realmente queria dizer, se você tivesse alguma dignidade como homem, por que estaria com ela? Mas ela sentiu que seria estranho demais expressar esse pensamento.
Então ela guardou o comentário, abaixou levemente a cabeça e abraçou o travesseiro novamente. "Não precisa, 200 dólares são suficientes. Não preciso de mais dinheiro. Estar em dívida é horrível."
Depois de conhecer um pouco sobre o passado dela, Sam entendeu o significado de suas palavras.
Ela cresceu com um pai viciado em jogos de azar, e a frase que ela deve ter ouvido mais foi sobre pagar dívidas. Então, assumir uma dívida era definitivamente algo que ela escolheria apenas sob extrema relutância.
Sam disse com um toque de arrependimento: "É um pouco decepcionante. Eu estava curioso para saber como é ser seu credor. Então, por que você precisa de dinheiro?"
Sophie respondeu suavemente: "Não é nada, apenas que meu telescópio quebrou."
"O telescópio... ah, aquele do prêmio?"
Quando participaram de um evento organizado pela escola, eles ganharam os prêmios finais juntos; um era um pequeno telescópio astronômico, e o outro era um broche. Agora, o broche comemorativo ainda era tesouro na casa de Sam.
Sophie assentiu com um toque de resignação: "Levantei para beber água naquela noite e não prestei atenção. Trombei nele e não pude acreditar em como era frágil — simplesmente quebrou..."
Sam olhou para a garota, que parecia adoravelmente avarenta, e disse: "Quanto mais preciso o instrumento, mais propenso a problemas ele é... Mas se está quebrado, está quebrado. Deixe como está por enquanto. Por que a pressa em consertá-lo?"
"Por que você se importa..." ela bufou suavemente.
Após um momento de reflexão, Sam olhou para ela incrédulo. "Você não usa o telescópio todas as noites, usa?"
Assim que ele perguntou, a cabeça de Sophie se ergueu, e Sam sentiu como se pudesse ouvir seu batimento cardíaco acelerar.
A emoção de descobrir os pensamentos secretos de alguém era divertida demais, especialmente com essa garota. Era uma sensação de realização completa e bastante divertida.
Pega no flagra, Sophie não queria mentir, então mudou para um leve constrangimento irritado. "É um prêmio, afinal. E qual é o objetivo de ter um telescópio se você não vai usá-lo! O céu noturno em Kuhang é tão embaçado, você não consegue ver nada claramente sem um telescópio..."
Sua voz diminuiu, tornando-se mais baixa, e ela parecia murmurar algumas palavras a mais que Sam não conseguiu captar totalmente.
Seu rosto ficou mais vermelho, e ela agarrou o travesseiro com mais força.
Sam sorriu para Sophie. "Então você ama tanto observar as estrelas, a ponto de precisar fazer isso todas as noites?"
"Não é assim! É só que é irritante vê-lo quebrado ali, especialmente quando penso em como é algo que nós..."
Ela parou abruptamente, seu rosto corando enquanto ela olhava para Sam, então rapidamente virou o rosto.
Sam sentiu que sabia o que ela estava prestes a dizer. O coração dela, que se acalmara, agora parecia um pêndulo quebrado que começara a oscilar novamente.
O som do tique-taque era muito claro em sua mente.
Lá fora, o crepúsculo estava chegando ao fim.
Os vestígios ígneos do sol, as nuvens laranja, pareciam um oceano alaranjado.
Sam não sabia o que dizer, especialmente porque seu status de relacionamento atual tornava qualquer comentário estranho.
E o silêncio que caiu entre eles era como uma contagem regressiva, instando um deles a falar, para que a situação não se tornasse ainda mais peculiar.
Então...
"Você não vai voltar para..."
"É realmente precioso..."
Sam e Sophie falaram ao mesmo tempo.
Então eles olharam para o rosto um do outro.
E ambos viram uma mistura de surpresa e constrangimento refletida nos olhos um do outro.
Sophie virou o rosto corado.
Sam tossiu sem jeito algumas vezes.
Então ele ouviu a voz suave de Sophie dizer: "Você primeiro..."
As bochechas rosadas de Sophie eram mil vezes mais bonitas do que o pôr do sol lá fora da janela.
Todas as palavras insinceras têm suas razões, mas se você espera muito tempo para falar, você esquece por que hesitou em primeiro lugar.
Sam nunca quis deixar qualquer arrependimento para a reflexão de amanhã.
Ele olhou para baixo, para a água em seu copo, ondulando levemente.
"Não é nada, eu só queria dizer que é realmente uma memória rara e preciosa. Mas já que é um prêmio para nós dois, não há necessidade de você carregar isso sozinha."
Sophie enrugou o nariz.
"Do que você está falando... Fui eu quem quebrou, não tem nada a ver com você."
"Se eu tivesse te dado o broche, você não teria quebrado."
"Quem quer o broche? Sério, você!"
Após soltar essa frase, Sophie olhou para Sam, para a expressão estranha em seu rosto.
"Ha ha ha ha..."
Sophie não conseguiu se conter também.
"Aquela piada não teve graça nenhuma, mas seu rosto, sério... pfft... ha ha ha ha."
Sophie não conseguiu conter o riso desencadeado pela expressão estranha de Sam.
Os dois riram um após o outro, aparentemente aquecendo toda a sala.
Observando Sam tentando suprimir seu riso, Sophie não pôde deixar de esticar a perna e dar um chutinho na perna de Sam com os dedos dos pés.
"Por que você tem que me fazer rir?"
Sam parou de rir.
"Não é bom rir? Por que colocar uma cara tão amarga e ressentida? Isso é muito melhor."
Sophie bufou suavemente e retirou rapidamente o pé.
"Quem está sendo amarga e ressentida? É tudo por sua causa."
"Certo, certo, você está certa, a culpa é toda minha."
"Você não precisa ser tão bajulador. Você deveria estar preocupado com a Angel."
Embora as palavras de Sophie ainda carregassem um tom estranho, a atmosfera não estava tão tensa quanto no início.
Sophie achava estranho como Sam sempre tinha essa habilidade.
Mesmo se ela estivesse muito brava antes, assim que Sam aparecia diante dela, dizia algumas palavras, fazia algumas coisas, parecia que ele podia dissolver sua raiva.
Isso até a fazia sentir... como se o motivo original de sua raiva não fosse tão importante, e que ela era quem tinha agido mal.
Sam olhou para Sophie.
"A partir de amanhã, vocês duas serão membros do mesmo clube. Você tem certeza de que pode se dar bem com ela com essa atitude?"
Sophie não pôde evitar sentir um pouco de raiva ao pensar nisso.
"Quem disse que eu quero me dar bem com ela? Me dizer isso é inútil; é melhor você falar com ela."
"Você acha que alguém no mundo pode raciocinar com ela?"
Sophie bufou.
"De qualquer forma, ela é sua namorada. Se você quer evitar que esse tipo de incidente aconteça novamente, você é o único que pode fazer um esforço. Não tem nada a ver comigo."
"Você ainda está envolvida," disse Sam.
Sophie olhou para Sam com uma risada fria.
"Você acha que há alguma chance de paz quando ela e eu estamos juntas? Não suporto o temperamento e a atitude dela, e não gosto de ceder. Você deveria ter notado que ela me provoca toda vez. Qualquer atitude que ela tome comigo, responderei naturalmente na mesma moeda."
Sam olhou para Sophie com um sentimento de admiração.
"Você realmente não tem medo de nada, não é?"
Sophie olhou para Sam.
"O que há para ter medo? Ela pode ter mil maneiras de vir para cima de mim, mas ainda não fez um movimento. Você acha que eu não sei o porquê? Não me diga que você não percebeu. Ela só quer jogar jogos comigo. Ela acredita que, neste jogo, não precisa de táticas especiais, que pode vencer apenas confiando em suas próprias habilidades ou charme."
Sam olhou para ela curioso.
"Que jogo?"
"Claro que é sobre você... hum, fazendo-se de bobo."
Sophie tinha aprendido a lição e não queria ser enganada por esse cara novamente.
"Eu realmente não entendo."
Sam tentou parecer o mais sincero possível.
Mas Sophie não acreditou nem um pouco. Segurando um travesseiro, ela disse:
"De qualquer forma, sou alguém que responde com base em como os outros me tratam. Se ela continuar com essa atitude, continuarei com a minha, independentemente de ser na escola ou no clube."
Sophie parecia resoluta, pronta para lutar até o fim.
Sam sentiu-se um tanto impotente.
Parecia que sua vida escolar futura também não seria pacífica; ele podia imaginar o clube se tornando um dos campos de batalha.
"Tudo bem, simplesmente não há como lidar com vocês duas... Então, depois que a convenção de quadrinhos acabou, por que você ficou tão brava? Você até pensou em sair do clube?"
Sam olhou para ela.
Desta vez, Sophie não se esquivou, mas encontrou o olhar de Sam diretamente. Sua voz era excepcionalmente suave, mas carregava sua força característica.
"Havia algumas coisas que eu queria saber na época, mas agora parece que entendi."
Sam deu uma resposta honesta. "Eu não entendo."
Sophie colocou a almofada de lado, levantou-se, calçou seus chinelos e caminhou até Sam. Mesmo com os óculos, sua presença próxima tinha uma qualidade incrivelmente charmosa.
Sam olhou para cima, para ela, como um devoto buscando orientação do representante de uma divindade.
Sophie estendeu a mão como se fosse tocar o rosto voltado para cima de Sam. Mas, no final, ela apenas tocou levemente seu cabelo.
"Seu corte de cabelo é feio," disse ela, então virou o rosto.
A proximidade era tentadora, como se Sam pudesse simplesmente estender a mão e envolver sua cintura.
Sam não o fez; em vez disso, sorriu inocentemente, como uma criança sem qualquer malícia.
"Não posso evitar, fiz o corte de cabelo mais barato. Não quero desperdiçar dinheiro com coisas triviais quando tenho este rosto, que é bom o suficiente."
"Sem dinheiro, mas você ainda diz que me daria dinheiro..."
"Porque é por você, estou disposto a fazer isso. Estou disposto a dar tudo por você, mesmo que signifique passar fome."
Sophie sabia que Sam estava mentindo; afinal, com Angel como namorada, ele não passaria fome, não importava o quão falido ele estivesse.
Mas como ela deveria colocar isso?
Embora soubesse que era uma mentira, algumas pessoas não podem deixar de se sentir felizes, dispostas a acreditar que é verdade.
Sophie odiava se sentir assim; ela mordeu o lábio inferior com os dentes.
"Você deveria ir para casa."
"Isso é verdade."
Sam levantou-se, sua silhueta pressionando como uma forma diferente de abraço.
Sophie não recuou de medo ou nervosismo, embora seu coração tenha perdido uma batida naquele momento.
Ela olhou para Sam.
Sam, no entanto, suspirou ao olhar em volta do quarto dela.
"A vida nunca sai como se deseja, cheia de surpresas e relacionamentos complexos nos bastidores. Mas ainda sou grato por termos nos conhecido em uma idade em que podemos salvar um ao outro."
Seu coração disparou tão violentamente que ela não conseguia ouvir mais nada, enquanto olhava para Sam, que parecia inexplicavelmente profundo naquele momento.
"Você está falando sobre Angel... ou eu?"
Sam sorriu brilhantemente.
"Tente adivinhar."
"Saia!"
Sophie, irritada, chutou Sam.
Sam desviou e seguiu para a porta, com Sophie o seguindo como se fosse expulsá-lo, terminando o encontro de uma maneira tão estranha que era única deles.
Abrindo a porta, a brisa fria de fora entrou, fazendo Sophie instintivamente tremer.
Sam olhou para ela e disse com um sorriso.
"É isso, não precisa me acompanhar mais."
Sophie bufou.
"Não estou te acompanhando; estou apenas preocupada que você não tranque a porta."
"Sou tão indelicado assim?"
"Você não é apenas indelicado, você não entende nada."
Observando-a ainda um pouco irritada, Sam sorriu.
Se ao menos ele realmente não entendesse nada, mas entender essas coisas é o que permite sobreviver neste mundo.
Sam assentiu.
"Então... nos vemos na escola."
Sophie revirou os olhos para ele, com a mão apoiada na borda da porta. Vendo Sam ainda parado na porta olhando para ela, ela pareceu exasperada e disse irritada.
"Nos vemos na escola!"
"Bang."
A porta se fechou.
Sophie voltou para o sofá, o lugar onde Sam sentara ainda quente.
Ela pegou a almofada, tirou os óculos que só usava em casa e enterrou a cabeça no travesseiro.
Parecia que ela estava murmurando para si mesma.
Ou talvez desabafando com alguém.
"Por que me fazer adivinhar todas essas bobagens, eu não me importo!"
Sam rapidamente chegou ao térreo, enquanto o céu estava quase escuro.
Mas ele não podia ir para casa ainda; ao lado, em casa, um novo desafio o aguardava.
Sam não pôde deixar de pensar que um dia, quando envelhecer, poderá olhar para trás em sua juventude como se fosse uma batalha épica?
Grandiosa e magnífica.