A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 186

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Um bando de gansos voava pelo céu.

Corvos empoleiravam-se nos galhos.

"Você precisa se concentrar quando lê, e não ficar olhando para todo lado."

Selena, que vinha observando tudo ao seu redor, fitando o céu e examinando as copas das árvores — qualquer coisa, menos o seu livro.

De repente, virou a cabeça.

Fez um bico, um retrato da inocência ofendida, enquanto olhava para a garota sentada serenamente à sua frente.

"Ler é tão chato, eu não consigo me concentrar de jeito nenhum, mana."

Angel lançou um olhar para sua prima mais nova.

"A culpa é sua por não estudar a sério. Você nem passou nas provas desta vez; teve o que mereceu."

Angel era tão dura com a prima quanto consigo mesma.

Ela não se considerava uma mulher gentil e tinha plena consciência de sua própria natureza. Não era que não entendesse as convenções sociais; ela simplesmente não se dava ao trabalho.

O olhar de Angel permanecia fixo no celular.

Ela deu uma olhada na mensagem que havia enviado e que não tivera resposta.

Desde que Sam entrara em sua vida, Angel começara a usar aquele aplicativo de mensagens com mais frequência.

Mas a pessoa em questão não parecia dar-lhe valor, nunca respondendo às suas mensagens instantaneamente, o que a irritava inexplicavelmente.

De repente, enquanto Angel ponderava como contatar Sam, ouviu uma voz ao seu lado.

"Mana~"

"O que foi?"

Ao ver a expressão bajuladora no rosto de Selena, Angel soube que a garota estava tramando algo.

Ela só usava aquele olhar quando queria pedir alguma coisa.

As emoções das crianças eram fáceis demais de ler.

Selena hesitou, olhando para sua formidável irmã.

"Bem... o tempo está muito bom hoje."

"E daí?" Angel permanecia fria como gelo.

Selena parecia não querer desistir.

"Bem... não está quente."

"De fato, não está quente."

"Então..."

"Então?"

Selena estava à beira das lágrimas. Embora a outra não tivesse dito muito, nem mudado sua expressão ou tom, Selena podia sentir a pressão aumentar sobre ela.

Era quase demais para Selena suportar.

Justo então, uma voz veio subitamente da porta.

"Selena, você quer dizer que quer sair para brincar, não é?"

Ambas viraram a cabeça para ver uma figura elegante e digna, com seu habitual sorriso gentil, aparecendo amavelmente diante delas.

Angel franziu levemente a testa e disse com uma certa dose de respeito:

"Mãe, o que a traz aqui?"

Selena, por outro lado, viu uma salvadora e levantou-se empolgada, abrindo os braços enquanto corria em direção à mulher.

"Tia~~~"

Celeste, abraçando Selena, sorriu para Angel.

"Ela ainda é tão jovem, não a trate com os seus métodos; você vai assustá-la."

Angel virou o rosto, resmungando baixinho: "Eu passei pela mesma coisa, o que há para se assustar?"

Celeste não respondeu a esse comentário, mas olhou para Selena.

"Não está com vontade de estudar hoje?"

Selena olhou para Celeste, depois para Angel, cuja expressão não era das melhores, e disse suavemente:

"Não é que eu não queira estudar... é só que não consigo me concentrar agora..."

"Então, o que você quer fazer?"

Celeste parecia coaxar gentilmente, mas a garotinha olhou para a expressão de Angel, hesitou por um momento e depois abaixou a cabeça ligeiramente.

"Talvez eu devesse apenas ficar em casa e estudar..."

Celeste sorriu.

"Ainda é cedo e hoje é fim de semana. Você não pode ficar focada nos estudos o tempo todo. Não é ruim equilibrar trabalho e diversão. Apenas diga, sua tia está aqui."

Ao ouvir isso e ver que Angel não parecia irritada, Selena disse timidamente em voz baixa:

"Ouvi dizer que tem uma convenção de quadrinhos no acampamento hoje... Com um tempo tão bom, pensei que talvez pudéssemos sair... Vamos juntos, considere como um passeio para aproveitar o ar livre." Ela propôs baixinho.

Celeste disse com um sorriso: "O tempo está realmente adorável, não é? Tenho ficado presa em casa ultimamente e está ficando sufocante. Sair um pouco parece uma boa ideia. Que tal irmos todos dar uma olhada?"

"Sério?!" Os olhos de Selena se arregalaram de empolgação.

"Vocês que vão se quiserem, não estou com vontade", respondeu Angel, pronta para pegar seu celular e sair para seu quarto.

Celeste franziu levemente a testa. "Faz muito tempo que não saímos juntos. Você não quer se juntar a nós?"

Angel balançou a cabeça. "Não me interessa. É apenas uma atividade chata com um bando de gente chata."

"Angel!" Celeste parecia estar prestes a repreender a filha.

Mas, naquele momento, Selena falou com uma voz fraca e impotente: "Talvez... não devêssemos ir?"

Celeste parou e olhou para Selena: "Por quê?"

Selena ergueu a cabeça, seus olhos cheios de relutância, mas disse: "Porque se nós formos... então a irmã ficará sozinha em casa. Eu não quero que ela fique entediada sozinha..."

"Entendo..." Celeste olhou para Angel, seus olhos aparentemente transmitindo uma mensagem, acreditando que sua filha entenderia o significado por trás de seu olhar.

Angel franziu a testa, claramente descontente ao olhar para sua prima.

Selena abaixou a cabeça imediatamente, incapaz de encontrar seu olhar, e disse em um tom lamentável: "Vou apenas fazer meu dever de casa e não sair... irmã."

"Tudo bem. Vamos então", suspirou Angel.

Instantaneamente, Selena sentiu a pressão sair de seus ombros e seu rosto se iluminou de empolgação. "Sério?!"

Angel virou o rosto, ainda com uma atitude fria. "Você sabe onde é a convenção de quadrinhos? Prepare-se, vou trocar de roupa."

"Eu sei, eu sei! É naquele acampamento popular que está na moda agora! Oba, Angel, você é a melhor~~~"

Angel balançou a cabeça e caminhou em direção ao seu quarto.

Celeste, enquanto isso, observava a figura da filha se afastar com os olhos levemente semicerrados, então um sorriso de alívio espalhou-se por seu rosto.

Embora a atitude da filha ainda fosse fria, o fato de ter aceitado o pedido de Selena era uma mudança significativa!

"Sam, você fez um bom trabalho", pensou Celeste consigo mesma, com um elogio silencioso.


"Uau! Que cheiro delicioso!"

Isabella vinha importunando Sophie para que tirasse fotos dela.

Mas, de repente, um aroma tentador flutuou pelo ar, invadindo suas narinas e capturando instantaneamente sua atenção.

Sophie, segurando seu celular, perguntou um tanto irritada: "Você ainda vai tirar fotos ou não?"

Isabella rapidamente encurtou a distância até Sophie. "Vamos tirar depois. Você não está sentindo esse cheiro? Tem um aroma muito bom. O que é?"

Sophie olhou na direção de Sam. "É aquele idiota ali assando carne. O que mais poderia ser?"

"Ah! É verdade, o cheiro de churrasco!" Isabella imediatamente se aproximou de Sam, o aroma rico ficando mais forte.

Ela olhou para os espetos de carne que estavam quase prontos e perguntou curiosa: "Isso é tão estranho, por que cheira tão bem?"

Sam estava ali calmamente grelhando. "Obviamente, se churrasco não cheirasse bem, qual seria a graça?"

Isabella fungou vigorosamente. "Mas eu já senti cheiro de churrasco antes e nunca cheirou tão bem quanto o seu... Como você fez isso? Você adicionou algum ingrediente especial para nos deixar inconscientes, a mim e à Sophie, e depois fazer algo ruim conosco?"

Sam achou exasperante e divertido o quão longe a imaginação dela ia, pensando que ela tinha um talento para a fantasia, quase um desperdício não ser diretora de filmes picantes.

"Os ingredientes estão todos ali, dê uma olhada você mesma."

Isabella olhou e não viu nada fora do comum, apenas os temperos usuais.

Naquele momento, aparentemente atraída também pelo aroma, Sophie juntou-se a elas ao lado de Sam.

Ela sabia que Sam cozinhava bem, mas não esperava que o churrasco tivesse uma fragrância tão extraordinária.

Sam disse a Sophie: "Pare de fungar, você parece um cachorrinho. Traga o prato, está quase pronto."

"Você é que é o cachorro! Por que eu deveria trazer? Eu não sou garçonete."

"Se você não trouxer, tudo vai queimar e ninguém vai comer."

"Humpf!"

Apesar de expressar sua insatisfação, Sophie ainda trouxe o prato.

Sam transferiu os espetos perfeitamente grelhados para o prato e depois pegou novos para começar a grelhar novamente. Enquanto isso, Sophie e Isabella não aguentavam mais esperar para começar a provar.

Isabella pegou um espeto de asa de frango grelhada. Bastou apenas uma mordida.

"Está um pouco quente... hu... hu... hum! Delicioso!!"

Os olhos de Isabella se arregalaram, incapaz de descrever o sabor que estava experimentando, sentindo que era diferente de qualquer asa de frango grelhada que ela já tinha provado. Seus olhos pareciam brilhar enquanto ela terminava rapidamente o espeto e ansiosamente pegava outro.

"É bom demais! Nunca comi um churrasco tão delicioso antes, não... isso transcende o reino do churrasco!"

"Olha só você, agindo como se nunca tivesse visto o mundo. É mesmo tão exagerado?" Sophie olhou para ela com desdém, pensando que Isabella apenas gostava de fazer expressões e declarações exageradas para animar o ambiente.

Isabella disse com um sorriso: "Você só não experimentou ainda. Se experimentasse, reagiria da mesma forma que eu."

"Duvido." Sophie não acreditou em uma palavra do que Isabella disse. Quão bom esse churrasco poderia ser?

Depois de falar, Sophie mordeu friamente uma asa de frango grelhada. No momento em que seus dentes afundaram na carne e os sucos misturados com o tempero explodiram, os cantos de seus olhos tremeram incontrolavelmente.

Isabella notou a sutil mudança de expressão e inclinou-se com um sorriso. "Como está? Saboroso, né?"

Sophie não queria responder; ela estava convencida de que havia algo errado com suas papilas gustativas. Então ela deu outra mordida.

"Hum...!!" Ela quase soltou uma exclamação de deleite semelhante à de Isabella.

Isabella provocou: "O que houve, é tão difícil admitir que o churrasco do Sam é delicioso?"

"Não é, não é tão bom quanto você está fazendo parecer, apenas mediano..." Sophie continuou comendo enquanto falava, sem perder o ritmo.

Isabella fez sinal de positivo. "É tão difícil para você admitir alguma coisa? Sam~~ já está pronto? Quero mais, quero mais~~~"

Sam olhou e viu que o prato de asas de frango grelhadas tinha sido devorado em um instante. Ele ficou visivelmente surpreso. "Vocês terminaram tudo?"

Isabella assentiu vigorosamente. "Claro! Temos que honrar seus esforços comendo tudo, né, Sophie?"

Sophie também se aproximou, mas suas palavras foram relutantes. "É só porque eu pulei o café da manhã e estava com um pouco de fome, só isso..."

Sam apontou com o dedo: "Então por que está segurando um prato vazio assim?"

Enquanto Sophie dava suas desculpas insinceras, ela estendia seu prato vazio em direção a Sam, quase chegando na grelha. "Corta o papo! Estou farta de carne, é errado querer alguns vegetais para cortar a gordura?"

"Tudo bem, você venceu", Sam cedeu.

Ele entregou os itens recém-grelhados para elas novamente, deixando-as aproveitar ao fundo. Esse processo continuou duas ou três vezes.

Finalmente, Isabella estava satisfeita. Ela esfregou a barriga.

"Ugh... não consigo comer mais, Sam, realmente não consigo. Pare de grelhar."

Sam olhou para a pilha de espetos ao lado dele. "E todos estes então?"

Sophie olhou para Sam e disse: "Você come."

Ela sentiu um toque de arrependimento por dentro. Ela realmente queria mais churrasco, mas já tinha comido demais e seu estômago não aguentava mais.

Além disso, por mais delicioso que o churrasco possa ser, é fácil enjoar dele. Pensando em toda a comida gordurosa em seu estômago, Sophie sentiu como se tivesse sido manchada.

Depois de comer tanta carne, ela tinha certeza de que tinha engordado, mas era tão saboroso... Por que tudo o que Sam cozinha tem que ser tão delicioso?

Sam suspirou. "Eu também não consigo terminar tudo isso. A culpa é de vocês por terem comprado tanta comida em primeiro lugar."

Isabella disse impotente: "Isso foi um erro nosso, de fato, mas é uma pena desperdiçar toda essa comida deliciosa..."

Justo quando Isabella estava se sentindo arrependida, duas garotas desconhecidas apareceram de repente na frente de Sam. "Hum... olá."

Sam foi pego de surpresa por um momento, então sorriu para as duas. "Posso ajudá-las com alguma coisa?"

Sam inicialmente pensou que as duas garotas poderiam querer suas informações de contato ou pedir uma selfie, mas, para sua surpresa, o olhar delas estava fixo na grelha.

"Hum... poderíamos comprar um pouco do seu churrasco?" perguntou uma das garotas.

"Churrasco?" Sam olhou para o prato ao lado, momentaneamente confuso.

As duas garotas assentiram ansiosamente. "Nosso próprio churrasco ficou horrível! Podíamos sentir o cheiro do seu de longe, e parece tão delicioso. Se você estiver cheio, poderia nos vender um pouco? Por favor~~~"

Antes que Sam pudesse responder, Isabella entrou em ação, levantando o prato.

"Claro, podemos vender. Talvez vocês não saibam disso, mas este cara bonito é o chef estrela da nossa equipe. Sua carne grelhada geralmente requer reserva, e sem este encontro casual, vocês estariam esperando na fila por quatro ou cinco horas! Só podemos vender uma quantidade limitada, no entanto, um máximo de quatro espetos por pessoa."

"É realmente tão bom assim?!" exclamou uma das garotas.

"Absolutamente! Mas como estamos todos aqui pelo destino, daremos um desconto de 20% nesses espetos frescos e saborosos!"

...

"É um pouco caro... mas tão delicioso! Muito bom!"

"Será que compramos pouco? Só poder conseguir quatro espetos cada é uma pena... Oito espetos no total simplesmente não é o suficiente..."

"Não se preocupe, vamos ver se ele grelha mais. Mais tarde, podemos trazer mais pessoas! Vamos comprar tudo o que ele tem assim que chegarmos!"

"Ótimo!"

Observando as duas garotas partirem com seus espetos, Sam virou-se para Isabella com um olhar de aborrecimento. "Sênior, você é uma mulher de negócios bem astuta, não é? Esse preço é três vezes o que uma churrascaria cobraria."

Isabella, com os olhos praticamente brilhando enquanto olhava para o dinheiro que acabara de fazer, respondeu: "Sam, você simplesmente não entende. Não estamos forçando ninguém a comprar. Se elas não querem gastar o dinheiro, não precisam. É escolha delas comprar. E se elas trouxerem mais clientes, esse é o verdadeiro lucro da nossa viagem de acampamento!"

"Olha, mais pessoas chegando!"

Mais algumas pessoas se aproximaram de Sam, observando-o timidamente. "Ouvimos... que dá para comprar espetos aqui? Você tem algum sobrando? Gostaríamos de comprar alguns também."

Sam estava prestes a dizer que tinham acabado quando Isabella rapidamente interveio. "Claro, temos mais! Nosso chef estrela está se preparando enquanto falamos. Só espere um momento, há um limite de quatro espetos por pessoa, por ordem de chegada!"

Sam olhou para Isabella impotente e sussurrou em seu ouvido: "Isso é mesmo permitido? Estamos aqui para acampar ou para fazer negócios?"

Isabella sentiu um cócegas no ouvido e suas orelhas coraram levemente.

No entanto, ela parecia estar tão imersa na alegria de seus 'ganhos' inesperados que não se afastou imediatamente de Sam, mas disse: "Por que deixar passar a chance de ganhar dinheiro? Além disso, compramos comida demais. Não seria um desperdício não vender? Não se preocupe, vou comprar mais depois. Vamos lucrar muito hoje."

Sam respondeu com resignação: "Só tome cuidado para que os funcionários daqui não chamem a polícia. Afinal, estamos ganhando dinheiro no terreno deles sem licença, e não somos vendedores que eles contrataram. Você quer ser pega?"

"O que devemos fazer então? Parar de grelhar?" Isabella parecia recuperar um pouco o juízo ao mencionar a polícia.

Sam olhou ao redor e depois sorriu. "Vamos terminar de grelhar o que temos e depois decidir."

Os olhos de Isabella se arregalaram. "Haha, eu sabia que você concordaria!"

De fato, a multidão estava crescendo e, para evitar problemas, Sam rapidamente terminou de grelhar a comida restante.

Ele abandonou o limite de quatro espetos, vendeu tudo para os clientes ansiosos e, rapidamente, junto com Isabella e Sophie, pegou suas coisas e partiu.

Os três correram para a margem oposta do rio e encontraram um local relativamente tranquilo.

"Então é isso que você chama de acampamento? Parece mais uma promoção de churrasco para mim", disse Sophie com desdém.

Enquanto contava a "enorme" fortuna que acabaram de fazer, Isabella disse: "Já que você está tão desdenhosa, Sam e eu vamos dividir esse dinheiro igualmente, e você não deve ficar com um centavo sequer."

"Por que não?" rebateu Sophie.

"Eu recebi os clientes, Sam grelhou a carne, o que você fez?" desafiou Isabella.

Sophie parou: "Eu... eu carreguei os pratos! E levei os ingredientes para ele!"

"Humpf... Hã? Olhem ali, o que está acontecendo?" A atenção de Isabella foi desviada de repente.

"O que está acontecendo?" O olhar de Sophie seguiu o dedo apontado de Isabella.

Eles viram uma multidão reunida em torno do que parecia ser um enorme estúdio fotográfico ao ar livre, com muitos equipamentos que acabaram de ser movidos e vários pequenos palcos separados montados.

Nesse momento, Sam interveio "na hora certa": "O que eles estão vestindo? Todas essas coisas estranhas e coloridas."

Isabella imediatamente entrou no jogo: "Ei... não é cosplay? Será que tem uma convenção de quadrinhos de cosplay aqui hoje?"

Sophie parecia intrigada enquanto observava a cena. De fato, ela viu muitos jovens com cabelos coloridos, usando maquiagem estranha, porém familiar, que parecia conhecida, como se ela tivesse visto em algum lugar antes.

Mais importante, eles estavam vestidos com várias roupas que certamente ninguém usaria no dia a dia.

"Realmente é cosplay..." Mas algo parecia errado para ela.

A troca entre os dois à sua frente... algo estava errado.

Sam parecia genuinamente curioso: "Parece bem interessante."

Isabella virou-se para Sam: "Você gosta de COS?"

Sam assentiu: "Tenho um pouco de interesse em cosplay e gosto muito de assistir anime."

Isabella fingiu ponderar por um momento, então seus olhos brilharam e ela declarou no local: "Nesse caso! Vamos começar o evento especial do Departamento Humano Supremo. Vamos participar do cosplay e criar memórias preciosas desta viagem de acampamento!"

Sophie, que já tinha sentido algo, olhou para os dois com um sorriso frio: "A atuação de vocês está cheia de furos. Então vocês ficaram esperando todo esse tempo só para se preparar para este momento, né?"

Sam olhou para ela com uma expressão de fingida perplexidade: "Do que você está falando? Não entendo."

Isabella assentiu em concordância. "É apenas algo de improviso. Somos jovens, né? Deveríamos focar em viagens improvisadas e empreitadas ousadas. Ou será que Sophie está amarelando de novo, com medo demais de seguir em frente?"

Sophie olhou para ela com desprezo. "Ainda tentando me provocar, né? Você não acha mesmo que esse truque funciona sempre, acha? Além disso, mesmo que eu concordasse, não importaria."

"O que você quer dizer?" indagou Isabella.

"Como você planeja participar? Apenas caminhar até lá e participar? Ou começar a preparar fantasias de cosplay agora? Isso é uma convenção de quadrinhos, não um desfile de moda. Sem os adereços e fantasias certos, como você pode participar?"

Sophie olhou para eles com confiança, seus olhos quase dizendo que estava lidando com dois idiotas.

Isabella olhou para Sam. "Ela tem um bom ponto."

Sam assentiu. "De fato, sem o equipamento, realmente não podemos participar."

Isabella virou-se de volta para Sophie. "Então, você está dizendo que se tivéssemos os adereços, você participaria, né?"

"Claro que... não, não foi isso que eu quis dizer!" Sophie rapidamente percebeu que tinha sido levada a uma armadilha.

Mas Isabella tinha um sorriso astuto e Sam não conseguiu evitar rir.

A sênior exteriormente gentil, mas interiormente astuta, envolveu Sophie com um braço. "Tarde demais para desistir agora! Sam, mostre a ela o que temos!"

"Certo!" disse Sam, e é claro que ele não estava prestes a baixar as calças e revelar nada inapropriado.

Na frente de Sophie, Sam trouxe duas mochilas grandes e abriu os zíperes.

À medida que várias perucas coloridas e até mesmo algumas fantasias chamativas apareciam lá de dentro, os olhos de Sophie se arregalaram em descrença, misturados com irritação intensa e um toque de medo.

"Vocês são loucos? Quem traz esse tipo de coisa em uma viagem de acampamento?! Vocês fizeram isso de propósito... Acabei de lembrar, tenho algo urgente para resolver, a torneira em casa ainda está aberta, preciso voltar..."

"Pensamento positivo, né? Vocês realmente acharam que deixaríamos você ir embora? Aceite este desafio emocionante! Vamos lá, Sam, me dê uma mão!"

"Não me arrastem para isso! Sam! Seu trapaceiro, seu grande mentiroso!!"

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