
Capítulo 162
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Sam e Angel deixaram a festa rapidamente, entrando no carro.
Era como uma princesa fugindo com um camponês.
Não que ninguém os tivesse notado; é apenas que ninguém conseguia detê-los, nem mesmo Brody tinha poder para isso.
Os dois não se falaram no carro, como se não houvesse nada a dizer, como se não tivessem restado palavras.
Apesar do que acontecera antes, parecia não haver motivo para conversar agora.
A atmosfera não era constrangedora, mas um silêncio estranhamente inquietante.
Foi apenas quando estavam quase de volta à casa de Angel que ela finalmente se manifestou.
— Você não teve medo de que eu realmente te empurrasse agora pouco?
Sam riu.
— Medo, sim, mas senti que aquela altura não me mataria, no máximo me causaria ferimentos graves.
Claro, isso era algo que Sam havia considerado. Encarando o cano de uma arma, ele poderia não evitar perfeitamente um ferimento fatal e depois ter que contar com sua habilidade de Autorrecuperação para se curar.
Mas ser empurrado daquela altura... havia uma chance muito alta de sobreviver.
Embora ele definitivamente não fosse capaz de se mover no local, para ele, cair de uma altura era muito mais seguro do que um tiro. Além disso, e se a garota não achasse satisfatório atirar nele apenas uma vez?
Então, nessa escolha relutante, Sam forçou Angel a tomar uma decisão mais benéfica para ele.
Ao ouvir as palavras de Sam, Angel não pôde evitar revirar os olhos.
— Então você pensou que não morreria e se atreveu a fazer aquilo? Eu realmente te superestimei.
Sam apenas olhou para Angel como se fosse algo natural.
— O que mais? Eu não poderia dizer que realmente te entendo bem demais, sabendo com certeza que você não suportaria me empurrar, poderia? Isso não me tornaria um profeta?
Essa observação, porém, agradou bastante a Angel.
Exatamente.
Como ela poderia realmente suportar machucar Sam?
Finalmente, o carro parou e Angel saiu rapidamente com Sam, entrando no quintal e passando pelo pátio central.
Desta vez, Sam não foi levado ao estúdio dela, mas a uma área em que nunca estivera antes.
O quarto de Angel.
Espaçoso e luxuoso.
Conforto era um termo redundante ali, porque o requisito mais básico para aquele quarto era o conforto.
O quarto tinha de tudo: um computador, estantes de livros, um banheiro, um vestiário e um closet.
Esta deve ser a casa dos sonhos para muitos que vivem nesta cidade.
Quando Sam viu a cama com seus lençóis cor-de-rosa, ele não pôde evitar expressar sua descrença.
— Não me diga que você dorme nesta cama enorme toda sozinha.
Angel olhou para Sam.
— Você quer que eu durma com outra pessoa?
— Não é isso que eu quis dizer... Aonde você vai?
Angel caminhou em direção ao banheiro, parando na porta, ela sorriu.
— Vou tirar minha maquiagem e trocar de roupa... Não se apresse, eu nunca quebro minha palavra. Agora que estamos de volta, farei o que prometi.
Isso significava...
Então, Angel entrou no banheiro.
Sons de troca de roupa ou de remoção de maquiagem vinham de dentro.
Sam não sabia qual era, mas sentia-se cada vez mais inquieto, como um menino visitando a casa da namorada pela primeira vez.
Ele tentou se acalmar.
Lembrou a si mesmo de não fazer julgamentos precipitados sobre o futuro apenas por causa de um momento de fortuna e sorte. Ele precisava permanecer racional e alerta.
O perigo não havia passado, e não era apenas Angel que representava uma ameaça.
Sam até mudou de posição, optando por não sentar na cama, mas em uma cadeira próxima, mantendo uma postura séria.
Até que a porta do banheiro se abriu.
O olhar de Sam foi naturalmente atraído para lá, apesar de se lembrar de manter a calma e o discernimento, não importa o que acontecesse.
Mas quando Angel emergiu, os olhos de Sam ficaram cativados.
Seu traje era simples, nada exagerado.
Apenas um vestido regata branco... e descalça em meias brancas, pisando no chão limpo.
Até uma cena tão simples estava cheia de beleza e encanto infinitos.
Ver Angel com meias brancas tão puras pela primeira vez foi um contraste marcante.
O branco a complementava, fazendo sua pele parecer ainda mais radiante.
Suas clavículas delicadas, seu cabelo longo caindo atrás dela e o comprimento gracioso de seu pescoço acentuavam sua aura nobre ao máximo.
Embora seus seios fossem mais volumosos que os de Sophie, não era algo exagerado.
Ela tinha um corpo saudável e perfeitamente proporcionado.
Especialmente suas pernas...
As meias brancas em suas pernas de alguma forma adicionavam um toque de fofura.
O leve tom de pele espreitando pelos dedos dos pés parecia destacar o encanto ainda mais.
Sem mencionar suas panturrilhas bem proporcionadas e a plenitude de suas coxas.
Meias brancas não são fáceis para qualquer uma usar, sem o efeito visual de emagrecimento das meias pretas. Em contraste, se as pernas da pessoa não forem bem torneadas, meias brancas podem ser impiedosas, fazendo com que as pernas pareçam mais curtas e grossas.
No entanto, em Angel, parecia não haver preocupação com tais problemas.
Sam estava fazendo um esforço concentrado para manter sua compostura.
E Angel não estava com pressa; ela percebeu rapidamente que Sam estava fingindo.
Então, ela foi direto para a cama, calmamente encostando-se na cabeceira.
— Muito bem, você pode ir agora.
— Hã?
Isso o pegou desprevenido.
Encostada na cabeceira, Angel dobrou levemente as pernas, permitindo um vislumbre de suas calcinhas sob a bainha da saia. O material de sua calcinha era incrivelmente fino, quase revelando seus genitais.
Angel fez uma pose tão tentadora, seus dedos dos pés aparecendo com um toque de cor de carne, levemente enrolados.
— Como assim? Já deixei você ver minhas meias brancas e você ainda não foi embora. O que você está esperando?
Isso era algo que Sam não esperava de forma alguma.
Quando ela aprendeu a fazer isso?
— Você está me dizendo para voltar?
Angel curvou levemente os lábios, como se pudesse ver através dos pensamentos de Sam naquele momento.
— É, apenas vá. Estou cansada e preciso descansar.
— Ah. Então vou embora.
Sam levantou-se, caminhou até a porta, olhou para trás e viu a garota na cama encostada na cabeceira, pegando o telefone, aparentemente indiferente a dar-lhe qualquer motivo para ficar.
E então...
— Bum.
O som da porta fechando.
No instante seguinte, Angel levantou a cabeça.
— Clique.
Todas as luzes do quarto se apagaram.
Angel mal teve tempo de reagir quando sentiu uma vibração notável em sua cama.
Imediatamente, ela sentiu um corpo familiar perto do seu, aquele perfume familiar.
Angel não pôde evitar curvar os lábios em um sorriso.
Ela sabia que Sam não desistiria da chance de fazer amor consigo mesma tão facilmente.
Mas logo, Angel percebeu que não havia mais movimento ao seu lado.
Então, no instante seguinte, ela estendeu a mão para o abajur de cabeceira.
— Clique.
A luz voltou e Angel viu Sam deitado ao lado dela.
Ele estava olhando para ela, então sorriu e disse:
— Que coincidência, você está aqui também?
Angel semicerrou os olhos para Sam.
— Por quê? Não suporta ir embora?
Sam imediatamente balançou a cabeça em negação.
— Como poderia ser? Eu só cheguei à porta, então as luzes se apagaram e alguma força misteriosa me trouxe aqui.
— Sério? Minha casa tem esse tipo de poder mágico?
— É possível, digo, apenas possivelmente, que você não suportou me deixar ir embora, então usou a habilidade de parar o tempo e me moveu de volta para a cama?
Observando Sam, que tinha uma pele grossa e estava fazendo suposições malucas, Angel não pôde evitar rir.
— Bem, agora estou te dando uma chance de ir embora, não se preocupe, não vou parar o tempo novamente.
— ...Ah.
Sam levantou-se sem jeito, então rapidamente se deitou novamente, aconchegando-se ao lado de Angel.
Angel estava quase incapaz de conter o riso.
— O que agora? Outra força misteriosa?
Sam balançou a cabeça.
— Não, apenas me sentindo um pouco inseguro, especialmente depois de ter me assustado hoje à noite.
— Então?
— Snap.
Enquanto ele dizia isso, Angel deu um tapa na mão que Sam tinha em sua perna.
Sam piscou para Angel.
— Que tal eu ficar aqui a noite toda? Não parece seguro voltar agora.
Angel assentiu.
— Tudo bem, então vá escolher qualquer quarto de hóspedes. Minha casa tem muitos, você pode ficar em qualquer um que quiser.
Sam hesitou.
— Sinto que este quarto é bastante seguro.
O olhar de Angel permaneceu no rosto sério de Sam, e ela sorriu levemente.
— Tudo bem, você dorme aqui, eu vou dormir com Selena.
Dizendo isso, Angel levantou-se, aparentemente pronta para sair.
Mas no momento seguinte, a mão de Sam pegou a dela, puxando Angel para o seu abraço.
Sem praticamente nenhuma resistência, Angel inevitavelmente caiu no abraço quente de Sam. Ela se levantou rapidamente, aparentemente querendo provocar o menino um pouco mais.
Mas então ela sentiu mãos pousando em sua cintura.
Angel agora estava sentada sobre a cintura de Sam, ela abaixou a cabeça, ela podia ver os olhos de Sam.
Sob a sensação familiar, seu corpo estava esquentando rapidamente, e aquele calor familiar inflamou seu desejo completamente.
— Não consegue resistir, consegue? — Angel sorriu, como se já pudesse sentir o pau ereto de Sam.
Enquanto isso, Sam olhou para cima, fitando o rosto perfeito de Angel sob a luz.
— Não acho que você tenha cumprido sua promessa para esta noite, apenas admirar suas meias brancas não é o suficiente.
Angel disse com diversão: — O que mais então? Você sabe o quanto suas ações loucas me deixaram com raiva hoje?
Sam ponderou por um momento, suas mãos vagando suavemente pelas pernas de Angel, então ele ofereceu um sorriso.
— Que tal eu compensar isso adequadamente agora?
Angel inclinou a cabeça para trás.
— Eu não quero isso...
Mas no momento em que ela proferiu as palavras de recusa, sentiu a mão de Sam alcançar sua calcinha, tocando seus genitais através do tecido.
Ao mesmo tempo, Sam sentou-se, beijando os seios de Angel e provocando seus mamilos com a língua.
Angel inclinou levemente o pescoço para trás, claramente recusando com suas palavras, mas sua expressão parecia estar se entregando ao desejo.
O toque de Sam era suave, mas evocava uma resposta clara de Angel.
Sob as carícias de Sam, Angel rapidamente aqueceu com o toque, suas bochechas corando.
Ela acariciou o rosto de Sam com as duas mãos, depois empurrou o rosto dele para longe.
O rosto impecável de Angel trazia uma emoção complexa.
Ela semicerrou seus belos olhos, examinando o menino diante dela.
Ela sussurrou uma repreensão.
— Você é um cachorro...
Sam olhou para ela com um sorriso.
— Se eu sou um cachorro, então o que isso faz de você?
Angel sabia o que ele estava insinuando, mas ela apenas bufou.
— Obviamente, eu sou sua dona.
— Uma preferência bastante peculiar, Senhorita Angel.
Os dedos de Angel tocaram levemente as bochechas de Sam e os cantos de seus lábios.
— Então, o que você quer fazer agora?
Sam não falou, mas escolheu se expressar através de ações.
Sam usou a mão para levantar sua saia e removeu diretamente sua calcinha. No momento seguinte, ele inseriu seu pênis na vagina dela.
O cabelo longo de Angel se espalhou pela cama, como vinhas desenroladas.
Desta vez Sam estocava rapidamente desde o início, a cabeça de seu pênis pressionando diretamente contra o colo do útero de Angel.
A garota lançou um olhar furioso para Sam, mas não ofereceu resistência, permitindo que ele a manipulasse como bem entendesse.
A cada estocada de Sam, Angel soltava gemidos tentadores, completamente perdida nas sensações.
É difícil imaginar que neste mundo exista algo mais delicioso do que sorvete de creme.
E essa coisa é esta garota.