
Capítulo 158
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Sam sentou-se no banco de trás.
Ele não sentia nenhum senso de superioridade por ter tido um encontro sexual com Angel durante as férias de verão.
Na verdade, Sam não nutria tais noções. Ele estava bem ciente de que era apenas um garoto de Cedarwood.
A mulher dirigindo à frente não parecia inclinada a dizer uma palavra, concentrando-se na estrada em silêncio.
Sam, no entanto, sentia-se um tanto entediado; ele não tinha medo dessa mulher.
Embora ela parecesse fria e decidida, ela era, em última análise, uma das pessoas de Angel e não podia fazer nada sem as instruções da garota.
Assim, por tédio, Sam perguntou: "Você é motorista ou guarda-costas da Angel?"
Foi uma pergunta casual, sem esperar uma resposta.
No entanto, para sua surpresa, a mulher respondeu rapidamente com uma voz fria: "Posso ser ambos, e também posso não ser nenhum dos dois."
Parecia um absurdo, mas o significado era claro.
Quando Angel precisava dela, ela podia servir a ambos os papéis; quando não era necessária, ela não era nenhum.
Era de fato uma relação hierárquica sólida.
"É mesmo... bastante versátil, então. Você sabe consertar encanamento?"
"...Não."
A mulher considerou uma pergunta boba, mas respondeu friamente mesmo assim.
Sam riu. "Eu sei."
"...Oh."
A testa da mulher franziu levemente antes de ela voltar o olhar para a frente.
Sam, curioso, olhou para ela. "Como devo te chamar?"
Após um momento, a mulher respondeu como um robô sem emoções: "Elowen."
Seu comportamento era de fato robótico.
As provocações leves de Sam não pareceram provocar nenhuma emoção extra nela, como se ela fosse uma IA que só podia responder a perguntas sem mostrar qualquer interesse ou emoção.
Sam não achava Elowen particularmente interessante, considerando tais indivíduos entediantes. Para ele, uma vida desprovida de diversão não valia a pena ser vivida.
Parecia que a conversa terminava ali. Sam não tinha mais perguntas interessantes, e ele não conseguiria muita coisa dela de qualquer maneira.
Então, ele escolheu permanecer em silêncio até que o carro parasse em um local familiar.
O cenário da Cherry Blossom Avenue era, como sempre, tranquilo, mas permeado por uma aura sinistra, como se fosse uma opressão silenciosa, um lugar que poderia fazer pessoas comuns questionarem sua existência.
Sam tocou a campainha.
A porta abriu-se rapidamente.
Lá estava Selena, com seu rosto bonito e juvenil, segurando um gatinho chamado 'Biscuit' em seus braços.
Ele parecia ter ganhado um pouco de peso; claramente, Selena estava cuidando bem do pequeno gato.
"Sam! Quanto tempo!"
Selena parecia genuinamente feliz em ver Sam.
Sam sorriu, olhando para o rosto dela, e não resistiu a apertar suas bochechas, aproveitando a sensação: "Quanto tempo, Selena."
O rosto redondo de Selena ficou levemente vermelho, e ela olhou timidamente para Sam.
"Sam... não é certo tocar no rosto de uma garota assim."
Sam, com um sorriso brincalhão, disse: "Minhas desculpas, então."
O sorriso de Selena retornou rapidamente.
"Está tudo bem~ Eu te perdoo!"
Foi quando Sam notou algo.
"O que está acontecendo? Por que você parece tão feliz hoje, Selena? Algo de bom aconteceu?"
Selena disse rindo: "Porque minha irmã me devolveu meu console de videogame! Haha!"
"Então é por isso... deve ser muito divertido, né?"
Selena riu: "É tão divertido, eu jogo todos os dias. Você deveria jogar comigo da próxima vez!"
"Claro, onde está sua irmã?"
"Ah~ Ela está no estúdio. Você já sabe o caminho, então vá lá. Eu ainda não terminei meu jogo! Biscuit, diga tchau para o Sam~"
A garotinha acenou com a patinha do gatinho adoravelmente para Sam, então rapidamente se virou e saiu correndo.
De fato, Selena ainda era jovem demais.
Diante de um homem tão bonito como Sam, ela estava mais cativada pelo seu console de videogame?
Sam aproximou-se da entrada familiar do estúdio.
Parecia uma besta silenciosa diante dele, a porta sendo sua boca aberta.
Apesar de tais pensamentos, Sam empurrou a porta.
"Clang."
Um leve ruído ecoou quando Sam apareceu na entrada, o brilho do pôr do sol iluminando sua figura, projetando sua sombra alongada na sala.
Lá, ele viu a figura atrás do cavalete.
Nobre e elegante, digna e estonteantemente bela.
Não era que Sam não tivesse autocontrole, mas, naquele momento, Angel superou todas as suas percepções anteriores sobre ela.
Ela parecia nunca ter se vestido assim antes.
Ela usava um vestido preto com os ombros à mostra.
Seu longo cabelo estava levemente enrolado na parte de trás da cabeça, fazendo com que seu cabelo parecesse mais curto, mas sua aura nobre era ainda mais marcante.
Suas orelhas estavam adornadas com brincos de prata brilhantes, reluzindo intensamente.
Refletindo o brilho sedutor em seu pescoço.
Como alguém poderia descrever o traje da garota naquele momento? Estava cheio de uma aura que aumentava o desejo.
Sua pele perfeita, sua aparência esguia, porém agora sensual.
E ainda assim, ela não era do tipo magrela; seus seios eram fartos, criando um decote profundo.
Esta era a nobre e única Angel...
Uma imagem que a maioria dos alunos na escola mal poderia imaginar.
Se fosse um jogo de cartas, esta versão de Angel seria uma skin de nível épico.
Notando o olhar momentaneamente fixo de Sam, Angel olhou para cima com um sorriso.
Ela levantou levemente seus pés descalços.
"Ainda com esse visual simplório de caipira."
Sam voltou à realidade, primeiro virando-se para fechar a porta levemente, depois ajustando sua expressão enquanto se aproximava da mulher que exalava uma aura sexualmente carregada da cabeça aos pés.
"Eu sou do campo, e não há nada de que se envergonhar nisso. Mas você... vestida assim, vai a um baile?"
Sam rapidamente percebeu as pistas.
Sua roupa estava longe de ser caseira, mais parecida com algo que alguém usaria para um evento noturno importante.
Angel sorriu e disse: "Você é bem perspicaz. Sim, há uma festa de aniversário hoje à noite para uma criança de uma família que tem boas relações com a nossa. Como nossas famílias estão no mesmo círculo, preciso comparecer."
Sam ficou momentaneamente surpreso. "Uma festa de aniversário? Você vai comparecer? Então por que me chamar aqui, especialmente quando já é quase noite? Você vai sair logo, não vai?"
Parecia uma provocação para ele.
Mas Angel olhou para Sam com um olhar significativo. "Agora, adivinhe por que eu te chamaria aqui para algo assim? Mesmo... antes da hora?"
Sam rapidamente entendeu. "Você não está pensando em me levar com você, está?"
Angel não respondeu; seu sorriso e o olhar em seus olhos diziam tudo.
Sam recusou imediatamente, sem pensar duas vezes. "Você está brincando? Por que eu iria ao aniversário do seu amigo? Eu nem os conheço. E se eu for com você, o que isso nos torna? Isso não faz sentido."
Angel permaneceu muito calma, falando como se tivesse tudo resolvido. "Não há sentido ou falta de sentido nisso. Se eu digo que você vai, você vai. Quanto ao que somos, ser namorado e namorada é o suficiente, não acha?"
"Namorado e namorada? Não me lembro de ter dito isso," disse Sam, tão descarado como sempre.
Angel estava acostumada com isso e não se importou com a negação dele. "Pense o que quiser, fingir também serve. O que você quer vestir? Farei com que alguém arrume, e estará pronto em trinta minutos."
Sam olhou para ela. "Eu disse... eu não vou. Vá sozinha; eu vou para casa."
Sam estava prestes a se virar e sair quando ela chamou seu nome.
"Sam."
Ele olhou para ela.
Angel inclinou a cabeça. "Venha aqui."
Franzindo a testa, Sam caminhou até ela, mas, ao se aproximar, Angel levantou a perna.
Mesmo sem meias, sua perna era incrivelmente sedutora. Cada dedo do pé brilhava como uma joia, translúcido e reluzente.
"O que você está tentando fazer...?"
Sam não tinha terminado de falar quando ela levantou o pé, até pressionando-o contra o peito de Sam, pisando levemente nele.
Alguém poderia considerar tal ato humilhante, mas dada a garota e a beleza de suas pernas, esta era Angel... de fato tornou-se uma indulgência visual e física, quase como uma 'benção'.
Angel olhou para Sam com um olhar sedutor. "Eu me lembro... você queria me ver de meias brancas, não queria?"
Sam ficou momentaneamente atordoado, tentando impedir que seu sangue corresse para áreas menos apropriadas, enquanto se esforçava para respirar calmamente.
"Eu não me lembro disso."
Mas Angel apenas sorriu, traçando círculos no peito de Sam com os dedos dos pés, um toque leve, mas esmagadoramente intenso.
"Eu tenho um par de meias brancas muito sexy. Você só pode vê-las se estiver comigo esta noite quando voltarmos."
A implicação era clara. Isso era uma barganha, uma tentação.
Uma piada, certo?
Sam era um homem tão fácil de ser seduzido pela mera menção de meias brancas?
O que há de tão bom nelas? Se você não usá-las, muitas outras usarão, e elas também podem ser vistas online, qual é a diferença?!
Apenas um par de meias brancas...
Sam zombou. "Não precisa trocar, vamos apenas como estamos."
Bem, mas será que ver online se compara a vê-las pessoalmente?