
Capítulo 137
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
— Ah, seja bem-vinda à minha casa. Nada de cerveja, nada de vinho, em resumo, nada de álcool.
Sam abriu a porta e entrou no seu quarto, com a jovem logo atrás.
Mia, ao ouvir suas palavras, não pôde deixar de se sentir ao mesmo tempo divertida e ligeiramente irritada.
— Por que você diz isso? Eu não sou alcoólatra. Já bebi o suficiente mais cedo. Não tenho tanta vontade assim de álcool.
Sam, enquanto pegava água gelada na geladeira, murmurou baixinho: — Quem sabe? Parece-me que você passa pelo menos cinco dias por semana bebendo.
Mia arregalou os olhos, surpresa.
— Não espalhe boatos. No máximo, são quatro dias. E eu jogo tênis ocasionalmente, sabe?
— Devo te elogiar por isso?
Sam deu de ombros com indiferença e, em seguida, sentou-se casualmente no sofá.
Mia, enquanto examinava o quarto de Sam, disse: — Você ainda é jovem, não entende nada. Ser adulto vem com muita pressão. Como alguém pode aliviar o estresse sem um pouquinho de álcool...
— Parece que você acha que ninguém mais no mundo está sob pressão. E nem todo mundo bebe com tanta frequência quanto você.
— Com medo, hein?
Sam balançou a cabeça.
— Não estou com medo, só não me chame para esse tipo de situação na próxima vez.
Mia riu e disse: — Você não está bêbado... Ah, é verdade, você não me contou, por que fingiu estar bêbado?
Sam respondeu.
— Você estava tão bêbada, e agora está um pouco sóbria. Se tivesse continuado bebendo, como teria ido para casa? Eu não queria lidar com eles sozinho, então fingir estar bêbado para ir embora pareceu a melhor estratégia.
Mia, na verdade, queria perguntar por que ele a afastou naquele momento.
Mas as consequências do que aconteceu no carro ainda pairavam no ar, e ela não queria passar vergonha de novo tão cedo.
Mia assentiu, pensativa.
— Ainda cuidando de mim, hein? Sabe que eu navego pelo mundo das bebidas há anos e nunca fiquei bêbada uma única vez?
Sam quase explodiu em risadas.
Tem uma mulher ao lado que diz a mesma coisa. Por que vocês duas não fazem uma competição?
Claro, com uma mulher em sua casa, Sam não ousaria provocar Zoe, a vizinha do lado.
As facas dela são todas afiadíssimas.
— Ah, por favor, toda pessoa que está bêbada vai alegar que não bebeu muito. Considerando como você estava agindo mais cedo, você tem a audácia de dizer que nunca ficou bêbada.
Sam a zombou impiedosamente, mesmo enquanto notava distintamente a fragrância extra em seu quarto, inequivocamente de Mia.
Ele não sabia dizer que perfume ela usava, mas suas notas de fundo pareciam ainda mais atraentes, não que Sam entendesse muito dessas coisas.
A mulher, segurando a água, voltou para o lado de Sam e se jogou ao lado dele, não mostrando nenhum sinal de se sentir uma estranha.
— Glup, glup...
Mia, bem na frente dele, tomou grandes goles de água.
Sam podia ver claramente a garganta dela se movendo levemente com o fluxo da água.
É preciso dizer, uma bela mulher deve ter um belo pescoço de cisne — alongado e esteticamente agradável, influenciando muito a aura geral da pessoa.
Por exemplo, enquanto Sam a observava beber, não pôde deixar de pensar em como seria se ela estivesse engolindo sêmen... droga, seus desejos sexuais estavam causando problemas novamente.
Mia parecia alheia ao olhar de Sam. Ela olhou ao redor do quarto.
— Nada mal, mais limpo do que eu esperava. Você costuma receber garotas aqui para ajudar a limpar?
Sam olhou para ela de forma estranha.
— Por que você pensaria isso?
Mia disse de forma direta: — Já vi garotas suficientes que, quando gostam de um cara, ficam completamente apaixonadas. Elas se intrometeriam em todos os aspectos da vida dele se pudessem, lavando suas roupas, cuidando de sua casa, cozinhando para ele, apenas para serem descartadas no final.
Sam acenou com a mão, dispensando o assunto.
— Esse não é o caso. Além disso... isso pode ser chamado de namoro? Parece mais conseguir uma empregada de graça.
Mia zombou: — É fácil para as garotas caírem nessa armadilha, pensando que se derem tudo de si, receberão algo em troca. Elas dão tudo de bom grado, pensando que é devoção, mas na verdade é tolice. Uma vez que deram tudo, os homens perdem o interesse, o que é simplesmente estúpido.
Sam olhou para Mia com curiosidade: — Parece que você é bem despreocupada no amor.
Mia, que na verdade não tinha experiência no amor, ficou surpresa por um momento antes de se sentar ereta, tentando parecer madura e mundana.
— Claro. Os homens com quem saí só ficaram com as memórias de terem sido dispensados por mim. Não existe a menor chance de eu fazer as tarefas deles.
— Impressionante.
— Uh-huh... E quanto a você?
— Quanto a mim?
— Seu... estilo no amor?
Mia perguntou curiosa, piscando os olhos.
Ela estava de fato curiosa, porque pensava que um cara bonito como Sam deveria ter tido sua cota de romances, e provavelmente era um pouco conquistador, agindo de forma tão madura e, muitas vezes, até lhe dando sermões. Estava claro que ele não era nenhum virgem inocente.
Sam sorriu.
— Nunca tive um relacionamento.
Isso não era uma piada; ele realmente nunca teve, exceto por aquela coisa com Angel... Bem, aquilo não era amor; era guerra.
Ele podia responder daquela maneira sem vergonha.
As aulas estavam prestes a começar de novo... A vida de Sam previsivelmente se tornaria 'mais perigosa'.
— Qual é, você está mentindo. Como você nunca poderia ter tido um relacionamento?
Mia não acreditou nele nem um pouco.
Sam pareceu indiferente: — É a verdade. Por que eu mentiria sobre algo que nem é lisonjeiro? Mas, de fato, eu nunca tive. Talvez eu apenas tenha me concentrado na vida e nos estudos.
Mia zombou: — Hmph, não acredito em uma palavra do que você diz agora~
— Não acredite então... Já teve o suficiente? Eu preciso descansar.
Sam estava claramente dando uma dica para ela ir embora, mas Mia não queria sair.
Ela sentiu o álcool fermentando dentro dela; ela não sentiu antes, mas agora parecia hora do acerto de contas. Sua cabeça estava tonta e, além disso... conversar com Sam era genuinamente interessante.
Especialmente olhando para seu rosto bonito, ela não estava nem um pouco entediada.
Ela teve uma ideia repentina.
— Estou com fome~
Sam olhou para ela de forma estranha.
— Você acha que é um bebê esperando para ser amamentado? Se está com fome, vá comer alguma coisa.
Mia retrucou, claramente irritada: — Agora eu acredito que você nunca teve um relacionamento. O que eu quis dizer foi: você não pode encontrar algo para eu comer?
Sam abriu bem as mãos.
— Acabei de voltar da minha cidade natal. O que você espera encontrar na minha casa para comer?
Mia olhou ao redor: — Você não tem nem macarrão ou algo assim?
Sam hesitou: — Na verdade, pode ter um pouco de espaguete, mas...
— Quero ele cozido, depois adicione um ovo, por favor.
Sam estava prestes a sugerir que era tarde demais e que ela poderia ir a uma loja de conveniência comprar pão, mas, antes que percebesse, ela já estava esparramada no sofá, abraçando um travesseiro e fazendo seu pedido.
Sam sentiu-se perplexo, percebendo que de alguma forma tinha se tornado um criado.
— Você tem muita audácia.
— Ainda não sou páreo para você~ Além disso, ficar com fome depois de beber é comum~
— Então agora você admite que bebeu demais.
Sem nenhuma opção real a não ser deixar Mia ali, Sam levantou-se relutantemente para cozinhar o espaguete.
Observando Sam acender o fogo e ferver a água com competência, Mia sentiu uma sensação genuína de conforto.
Ser cuidada por Sam quando bêbada... não parecia tão ruim.
Embora ele gostasse de brincadeiras, ele era bonito e até cozinhava para ela... Espere, quando seus padrões caíram tão baixo?
Mas quando Mia provou o delicioso espaguete, todos aqueles pensamentos desapareceram.
— Uau~~~ Isso está muito bom~~~ Você não vai comer?
Mia tinha comido a maior parte da tigela antes de se lembrar de perguntar.
Sam, com a palma da mão apoiando o rosto, disse resignado: — Obrigado por lembrar de mim. Não se preocupe, não estou com fome. Não tenho o hábito de comer tarde da noite.
Mia franziu a testa: — Os jovens realmente não sabem como aproveitar a vida. Você não sabe que ter um lanche tarde da noite é um daqueles momentos que podem realmente te fazer sentir feliz?
Sam revirou os olhos.
— Tudo bem, tudo bem, termine e vá embora. Estou realmente cansado.
— Adora apressar as pessoas.
A mulher murmurou, dando mais algumas garfadas no seu macarrão.
Então, olhando para cima, ela viu Sam brincando ociosamente com seu celular, a luz iluminando seu rosto bonito e aqueles... lábios tentadores.
Ela se lembrou subitamente de algo.
— Sam, posso te perguntar uma coisa?
— Hmmm?
Como é que comer macarrão não mantém a boca desta mulher fechada?
Mia mastigou seu macarrão, seu olhar percorrendo a mesa, aparentemente incapaz de olhá-lo diretamente nos olhos, então ela sussurrou.
— Sobre aquela vez... no bar... jogando aquele jogo... por que você me afastou?
— Ah?
Sam não esperava essa pergunta. Mia desviou o olhar imediatamente, suas bochechas corando enquanto ela dizia,
— Eu não quis dizer nada com isso! Eu definitivamente não tenho nenhum pensamento estranho sobre você, estou apenas curiosa... Normalmente, os homens apenas ignorariam, certo? Por que você me afastou? Só curiosidade!!
Sam respondeu, um tanto irritado: — Porque eu não sou um cara comum. Essa resposta é suficiente para você?
Mia murmurou: — Isso é um desdém.
Sam sorriu, olhando para a noite e disse suavemente,
— Na verdade, não é nada demais. É verdade que beber pode aliviar o estresse e nos permitir nos entregar, mas não significa que todos nós possamos arcar com as consequências. Eu só não queria que você tivesse arrependimentos.
Então era isso...
Mas longe de ter arrependimentos, Mia se viu querendo tentar...
Não.
Por que ela pensaria assim?
Sam, esse cara, sempre fingindo ser maduro, adivinhando seus pensamentos novamente!
Mia bufou.
— Considere-se um cavalheiro desta vez... Terminei. Estou indo embora!
Inesperadamente, Mia foi muito direta após terminar sua declaração, sem qualquer enrolação.
Sam a acompanhou cortesmente até a porta.
Foi aí que Mia se lembrou de algo.
— A propósito, com o que exatamente você me pediu para ajudar?
Sam riu: — Você saberá quando chegar a hora. Não se preocupe, definitivamente não é nada muito difícil ou bizarro, não há necessidade de ficar ansiosa.
— Hmph, é melhor que não seja, ou então tome cuidado, posso recorrer a meios legais e te aniquilar humanamente. — Ela agitou seu pequeno punho, acenou em despedida e então se afastou da presença de Sam.
Quando a porta se fechou, Sam percebeu que ela tinha realmente ido embora.
Simples assim?
Mais fácil do que ele esperava.
Nos dias que se seguiram, tudo pareceu voltar ao normal. Não houve problemas com os quais Sam se preocupasse, nem os eventos daquela noite levaram a qualquer constrangimento em seu relacionamento com Mia.
De forma alguma; eles continuaram a conversar e falar como sempre.
Mia ocasionalmente pedia a Sam para beber com ela, mas Sam fazia questão de ficar nas lojas de conveniência, evitando bares.
A calma foi interrompida na semana antes das aulas começarem, devido a uma ligação inesperada que Sam recebeu enquanto planejava dormir até mais tarde. Não era de mais ninguém além de sua professora, Alice.
Fazia quase um mês desde a última vez que ele a viu.
Sam atendeu a chamada.
— Sam, parabéns, você foi selecionado como membro da Experiência de Acampamento de Verão. Prepare seus itens de necessidade diária e livros, e encontre-nos na entrada da escola às 9h da manhã de amanhã. Você será acompanhado por dezenove colegas da mesma série, e eu serei sua mentora responsável.
— ...
Sem nem olhar, apenas pelo som de sua voz, Sam quase podia visualizar o sorriso sedutor de Alice do outro lado da chamada.
E, de fato, era esse o caso.
Alice estava sorrindo durante toda a chamada, seu telefone aninhado contra seus seios fartos enquanto ela observava a luz fraca da manhã lá fora.
— Ah... como vou lidar com você desta vez, Sam~