A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 130

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Depois de uma longa viagem de trem, o humor de Sam estava bem diferente de quando ele tinha partido.

A excitação e o nervosismo iniciais se foram, deixando apenas uma fadiga acumulada.

Esse cansaço não vinha do físico, mas sim de tensões mentais e psicológicas, particularmente devido à presença de uma garota que estava inexplicavelmente irritada ao lado dele.

Durante toda a viagem, Angel quase não lançou a Sam olhares agradáveis.

— O que você está olhando? Olhe para outro lugar, não para mim — Angel lançou um olhar a Sam, que abriu as mãos em resignação.

— O que tem de errado em olhar? Não é como se eu já não tivesse visto antes.

A imagem do rosto dela, dos seus seios, do seu clitóris, estava profundamente gravada na mente de Sam, especialmente sua aura única quando ela se sentou no colo de Sam, puxando a saia até a cintura.

Só de pensar naquela cena já era o suficiente para excitá-lo instantaneamente.

Sam rapidamente baniu esses pensamentos, consciente de seu ambiente atual no trem. Uma ereção agora seria extremamente embaraçoso.

Angel estreitou os olhos: — Então não vá para casa depois que você sair do trem.

— Para onde eu deveria ir se não para casa?

— Venha para minha casa, deixarei você dar uma boa olhada.

Embora suas palavras fossem ambíguas e tentadoras, Sam recusou diretamente.

— Esqueça, acabei de lembrar que tenho algumas coisas para resolver em casa, nem guardei minhas roupas ainda.

— Quanto tempo faz desde que você deixou Kuhang? E choveu por alguns dias, não é um pouco tarde para pensar em guardar roupas agora?

— Está tudo bem, vestir roupas com um pouco do perfume da natureza tem seu charme.

— Tolice.

Angel não tinha dúvidas sobre a habilidade de Sam de brincar e se fazer de bobo.

Ele era praticamente um especialista em fingir ignorância.

Durante a longa viagem, Sam colocou seus fones de ouvido e fechou os olhos suavemente.

Desde que se mantenha uma mentalidade positiva, qualquer lugar pode ser agradável. A vida não passa de uma longa batalha, um esforço interminável para encontrar alegria em meio ao sofrimento.

Após um tempo indeterminado, sentindo-se um tanto sonolento, Sam sentiu subitamente um peso leve em seu ombro.

Abrindo os olhos, ele viu Angel apoiada em seu ombro com os olhos fechados.

Seus cílios longos brilhavam sob a luz do sol que entrava pela janela, lançando um brilho único.

Seu rosto impecável lembrava a peça de arte mais requintada.

Seus lábios, fechados, pareciam ainda mais adoráveis agora, como uma boneca Barbie com tema sombrio.

Por que adicionar o "tema sombrio"?

Sam não sabia. Ele apenas pensou nisso e se sentou um pouco mais ereto para tornar mais confortável para ela se apoiar.

Logo, sob a força da gravidade ou talvez porque a garota estivesse genuinamente cansada, sua cabeça deslizou gradualmente em direção ao braço de Sam.

Sam levantou gentilmente seu braço, apoiando a cabeça dela e cuidando também do pescoço dela.

Dessa forma, ela não acordaria com o pescoço dolorido, como se tivesse dormido em uma posição desajeitada.

À medida que a viagem chegava ao fim, Angel pareceu despertar apenas devido às perturbações barulhentas ao seu redor. Ela franziu a testa, sua primeira ação sendo estender a mão cautelosamente e tocar o canto da boca...

— Não se preocupe, eu limpei a baba para você, ninguém viu — Sam a garantiu.

As bochechas de Angel coraram enquanto ela olhava para Sam.

— Quem babou? Não invente coisas.

Sam riu, — Parece que você mudou muito, quem diria que você conseguiria dormir em meio ao barulho do trem?

— Se você não fosse tão chato, eu não teria pegado no sono — Angel rebateu.

Sam deu de ombros, — Então você deveria levar seu comediante de stand-up favorito com você na sua próxima viagem para evitar o tédio.

Angel realmente considerou isso.

— Essa é uma boa ideia, você deveria aprender stand-up comedy.

— Monólogos também não são ruins.

— Eu não entendo do que você está falando. Você quer ou não quer sair do trem? — Angel lançou um olhar furioso para Sam.

Sam não teve escolha a não ser se levantar, pegar a bagagem dela e seguir a multidão para fora do trem.

Ao sair da estação, eles rapidamente avistaram a pessoa que vinha buscar Angel.

Um carro preto familiar estava estacionado no meio-fio, aparentemente dirigido pela mesma mulher de terno preto que eles conheciam.

Usando óculos escuros e o cabelo preso em um rabo de cavalo alto e elegante.

Embora seu rosto não estivesse totalmente visível, seu comportamento imponente era inconfundível, desencorajando qualquer pessoa de se aproximar descuidadamente.

Angel abriu a porta traseira do carro, mas não entrou imediatamente; em vez disso, ela se virou para olhar para Sam.

Sam balançou a cabeça.

— Não precisa me deixar, vou voltar por conta própria.

Angel franziu levemente a testa.

— Você não está planejando usar esse tempo para encontrar outras mulheres, está?

Que natureza desconfiada...

Sam suspirou.

— Eu também sou humano, preciso descansar. Como eu poderia ser tão exagerado como você pensa?

Angel lançou um olhar a Sam, depois bufou friamente, virou-se e entrou no carro, optando por não dizer adeus a Sam.

Parecia que o fato de ela não ter tido a chance de levar Sam a deixou chateada.

Ela teria se tornado mais sensível?

Observando o carro preto se afastar, Sam suspirou genuinamente de alívio.

O ar parecia mais livre, e ele se sentiu muito mais relaxado.

Ele entrou em um táxi e foi direto para casa, um sorriso sincero aparecendo em seu rosto enquanto a paisagem familiar gradualmente aparecia. Justo quando Sam olhava pela janela, uma figura familiar entrou subitamente em seu campo de visão.

— Por favor, pare aqui!!


A luz do sol estava vibrante

— Você quer mesmo beber Coca neste calor?

— Irmã~ eu quero beber Coca, quero muito~

— O que tem de bom nessa coisa... e nem é saudável...

— E daí que não é saudável? Tudo o que a irmã fez até agora foi saudável? Mesmo assim, você consegue viver até cem anos? E mesmo se viver até cem anos, você está vivendo verdadeiramente feliz?

— ...Tudo bem, tudo bem, pare de resmungar, vou comprar agora.

Sophie, usando um chapéu, quis correr de volta para casa no momento em que saiu.

O verão em Kuhang era excepcionalmente quente, e a luz do sol era intensa, quase como se o vapor estivesse saindo do chão.

— Não é confortável ficar em casa? Por que insistir em sair para comprar Coca...

Apesar de sua relutância, Sophie concordou com o pedido de Sophia. Ela empurrou a porta e caminhou sob a luz do sol que parecia derreter tudo em seu caminho.

Ao chegar à familiar loja de conveniência, ela pensou momentaneamente em alguém.

Mas ela rapidamente descartou o pensamento.

— Ele já voltou para sua cidade natal... Ele não está aqui.

De fato, a caixa era uma senhora gentil e amigável. Embora ela fosse cordial, isso não inspirou Sophie, que tinha acabado de comprar uma garrafa de Coca, a engajar em muita conversa.

Na ausência de Sam, a cidade parecia perder parte de seu charme.

Será que era apenas sua imaginação? Deve ser.

Ela correu para casa, sentindo que suas pernas poderiam ter se queimado de sol.

Sophie apressou o passo até virar a esquina.

E então...

— Ah...! Você não está olhando para onde vai... Eh?

Sophie quase colidiu com alguém vindo da direção oposta, mas quando ela se acalmou e viu quem era, seus olhos se arregalaram em descrença.

Ela nunca poderia ter imaginado...

Neste calor sufocante de verão, perto das paredes cobertas de hera, nas ruas limpas onde lascas de luz solar filtrava pelas folhas, Sam estava lá...

Ele estava parado silenciosamente, com uma bolsa de lona pendurada no ombro.

Seu cabelo parecia ter crescido um pouco.

Seu sorriso era tão irritante... e tão bonito como sempre.

— Tanta pressa, você estava correndo de volta para me encontrar? — Sam disse com um sorriso.

Então ele viu Sophie, com as bochechas coradas, caminhando rapidamente em sua direção.

Essa postura... ela não estava planejando dar um abraço nele, estava? Isso seria tão embaraçoso; eles ainda não eram tão próximos, eram?

Será que ela sentiu tanto a falta dele?

O que fazer? Ele deveria abrir os braços?

No momento seguinte.

— Pá!

— Ai... Isso dói!

Sam imediatamente se agachou, esfregando a canela, nunca tendo esperado que Sophie chegasse e lhe desse um chute!

Sophie olhou um tanto irritada para Sam, que estava careteando de dor.

— O que você está fazendo escondido aqui, você sabe que quase me matou de susto?!

Sam se levantou, — Por que você estava andando tão rápido? Não é como se eu tivesse te assustado de propósito, eu apenas por acaso estava aqui, o que eu posso fazer?

Sophie revirou os olhos para Sam, ao ver sua expressão um tanto dolorida, ela não pôde deixar de querer rir um pouco.

Ela virou levemente a cabeça, — Como você voltou? E como você está aqui exatamente na hora certa?

— Eu apenas por acaso voltei. De qualquer forma, não havia muito me prendendo... Eu vi você na estrada agora pouco, então eu desci.

— Descendo porque você me viu, que coisa estranha você estava planejando fazer?

Sophie ficou instantaneamente alerta, como se suspeitasse que a outra pessoa fosse um pervertido.

Sam riu com desdém.

— Um homem tão notável como eu precisaria fazer coisas estranhas com você? Você já viu um pervertido tão bonito quanto eu?

Sophie bufou.

— Ouvi uma história de que pervertidos geralmente são bonitos...

— Embora isso seja um fato, esta é a primeira vez que você me chama de bonito.

— ...Chato.

Sophie se afastou, pegando um caminho diferente.

Sam também se virou, rindo, e eles quase caminharam lado a lado, exceto que Sam estava sob o sol escaldante enquanto Sophie estava na sombra das árvores.

— Você não estava dizendo que me apresentaria a um amigo quando eu voltasse? — Sam lembrou-se de algo.

Sophie bufou friamente. — Eu não disse que seria hoje.

— Já que nos encontramos hoje, por que não hoje?

— Porque eu não estou de bom humor hoje.

— Por que você está de mau humor?

— Sair para comprar uma Coca e dar de cara com um pervertido, você poderia estar de bom humor?

— Oh? Coca?

Quando Sophie ouviu isso, ela sentiu de repente a outra mão ficar vazia.

Ao se virar, ela descobriu que Sam tinha pegado a Coca que ela tinha comprado, aberto e começado a beber.

Depois de terminar, ele até arrotou e depois sorriu para ela.

— Com esse tempo tão quente, deve-se beber Coca; admito que você tem bom gosto.

Sophie olhou para suas mãos vazias, depois para o sorriso triunfante de Sam, sentindo sua pressão arterial subir.

Ela suou tanto, enfrentou o sol escaldante para comprar uma garrafa de Coca. Foi tão fácil para ele simplesmente beber?!

Tão irritante!

— Você me deve uma Coca!!

Sam estava preparado, então ele imediatamente começou a correr.

Sophie não pensou duas vezes antes de persegui-lo.

Ela estava determinada a ensinar uma lição a este Sam, que a provocava com frequência!

Na verdade, nem tudo precisa ser significativo. Afinal, se a vida está constantemente em busca de significado, ela perde a graça.

Divertir-se é mais significativo do que ter um propósito.

Então, apenas pela diversão, Sam desceu do ônibus mais cedo, querendo provocar essa garota que sempre parecia fria e como se tivesse um rancor contra ele.

Apenas rindo e correndo, parando ocasionalmente para esperar por Sophie, Sam parou de repente porque não esperava encontrar uma jovem com um uniforme profissional neste momento.

— Hmm? Sam...

— Zoe...?

— Deixa eu te pegar, seu idiota, você me deve uma Coca... Hmm?

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