A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 109

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Sam nem teve tempo de dizer uma palavra, muito menos de apreciar a perfeição inimaginável e inimitável do físico da outra.

Ele foi empurrado para debaixo do chuveiro, instantaneamente encharcado pela água morna que caía sobre ele. Então, viu Angel, nua, caminhando na ponta dos pés em sua direção, estendendo os braços para envolver seus ombros e... o beijou.

O que estava acontecendo? Por que tão repentino?

Sam não sabia. Ele não tinha tido a chance de falar desde que entrou, e agora, viu-se sem palavras.

Ele só conseguia sentir os seios macios de Angel contra seu peito nu. O beijo dela, fervoroso com um desejo intenso, era quase claro demais para precisar de palavras; Sam podia sentir tudo.

Ele sentia a água morna encharcá-lo tão completamente quanto a forte chuva do dia.

Ele sentia a língua de Angel invadir selvagemente sua boca. Sentia as mãos úmidas e delicadas dela acariciando continuamente seu corpo...

Ele conseguia sentir tudo, mas não conseguia entender por que Angel faria isso tão abruptamente.

Mesmo nessas circunstâncias...

Sam sentiu-se um pouco sortudo por não estar usando camisa, ou ela teria ficado encharcada também... Mas e quanto às suas calças, agora completamente molhadas pelo chuveiro?

E muito em breve, Sam sentiu suas calças sendo puxadas. Bem, elas já estavam molhadas de qualquer maneira... Mas espere! Por que tirar suas calças?!

Sam finalmente conseguiu se livrar dessa intimidade inesperada, empurrando Angel com um pouco de força. Ambos estavam ofegantes.

Sam tentou o seu melhor para não olhar para o corpo de Angel, sabendo que se o fizesse, não saberia como se controlar.

A perfeição do corpo dela, a pele brilhando com gotículas de água, levemente corada de rosa pela água morna.

Sem mencionar aquelas áreas sensíveis que ninguém além de Sam poderia apreciar...

Juntamente com o cabelo molhado de Angel e seu olhar cheio de desejo travado nele.

Como se poderia descrever essa cena? Era como o enredo climático em um conto pós-chuva, apresentando uma garota encharcada e caída, e um garoto lutando, perplexo, levado pelo desejo.

"Você... está louca?" Sam lutou para acalmar suas emoções, então tentou colocar suas calças de volta o mais calmamente possível.

Embora Sam tentasse parecer calmo, seu pênis ereto denunciava sua turbulência interior, revelando que suas emoções estavam tudo, menos estáveis.

Surpreendentemente, Angel não o impediu de colocar as calças. Em vez disso, ela desligou o chuveiro e pegou um saco preto lacrado das mãos de Sam.

"Não é nada, só queria experimentar o que não conseguimos mais cedo."

"O que você quer dizer com o que não conseguimos mais cedo?"

Sam estava confuso com suas palavras. Angel, secando-se com uma toalha, parecia totalmente calma, como se nada tivesse acontecido. O rápido desaparecimento do desejo em seu comportamento pegou Sam de surpresa. Quando Angel tinha ficado tão composta?

"Eu já disse que não é nada."

"Isso não é um pouco absurdo? Você me puxa para cá, faz tudo aquilo e depois age como se não fosse nada demais?"

Enquanto vestia seu sutiã e calcinha, Angel virou de costas para Sam.

"Me ajude com isso."

"...Você pode explicar primeiro?"

"Faça primeiro."

Sam estendeu a mão, prendendo desajeitadamente o fecho de seu sutiã, de frente para as costas graciosas de Angel.

Angel parecia satisfeita com seu esforço. Virando-se, vestida apenas com suas roupas íntimas, ela irradiava um tipo diferente de beleza — nobre e elegante.

Angel sorriu. "Você parece desapontado. É porque eu não fui mais longe, deixando você insatisfeito?"

Sam não se deu ao trabalho de responder, pegando casualmente a toalha que Angel tinha usado para enxugar seu rosto e cabelo, e depois seu pênis. Angel, observando essa cena, não o impediu, seus lábios se movendo levemente, seus olhos piscando.

"Estou apenas preocupado que você tenha entendido errado, me deixando todo ansioso. Não faça isso de novo", Sam suspirou.

Angel abriu gentilmente a porta do banheiro. "Não se preocupe, se houver uma próxima vez... será inesquecível."

Inesquecível? Em que sentido?

Sam não conseguia imaginar o que ela faria a seguir. Por que parecia que voltar à sua cidade natal tinha de alguma forma dotado ela com poderes mágicos que estavam evoluindo?

Ele estava intrigado, mas a garota à frente virou a cabeça novamente.

"Ah, certo, minhas roupas, incluindo minhas roupas íntimas, você vai lavá-las para mim. Não deixe mais ninguém tocá-las, ok?"

"...Eu não sou sua babá."

"Você não disse que me carregar era sua honra antes?"

Ela realmente não conseguia distinguir sarcasmo. Claramente, ele estava zombando antes!

Sam olhou para ela impotente. "Posso retirar essa declaração?"

Angel riu levemente, um som cheio de desprezo, mas também transbordando de orgulho. "Assim como sua honra, vou levar cada parte do seu corpo em conta."

Com isso, Angel finalmente deixou o banheiro, desta vez sem olhar para trás.

Sam suspirou, tocando seu cabelo úmido.

Droga, ele precisava trocar de roupa de novo!

Seu pai chegou em casa tarde, e o jantar passou sem muito incidente. Sua mãe expressou uma leve preocupação com a tempestade implacável, mencionando que a previsão do tempo previa pelo menos mais dois dias de chuva.

Para Sam, isso era uma boa notícia. Sem necessidade de sair, sem necessidade de se preocupar com mais contratempos.

Angel não mostrou nenhuma reação em particular, permanecendo excepcionalmente calma.

Ava ocasionalmente lançava olhares investigadores tanto para Sam quanto para Angel, mas parecia incapaz de detectar quaisquer pistas ou deslizes.

Finalmente, ele pôde voltar para seu quarto para descansar.

Sam livrou-se do cansaço do dia. Os eventos de hoje não foram particularmente bizarros, apenas pontuados por uma tempestade. Mas por que a imagem de Angel beijando-o no banheiro continuava vindo à sua mente?

A cena era inesquecível, a experiência estranha demais, ou era apenas... bem, Sam era admitidamente bastante lascivo.

Só de pensar naquele momento, seu corpo se aquecia involuntariamente.

Aquele maldito desejo sexual.

Era como uma bala na câmara, destinada a ser disparada.

Ele precisava se acalmar.

Claro, não se masturbando.

O método de Sam para se acalmar envolvia pegar seu telefone, navegar por seus contatos e então enviar uma foto.

Claro, não era nada inapropriado, mas uma simples foto de paisagem que ele tinha tirado naquela tarde.

O destinatário era alguém que certamente poderia trazer seus pensamentos de volta à terra, impedindo quaisquer fantasias selvagens.

Sophie: [O que você está me enviando?]

Sam: [Nada demais, apenas uma foto da minha cidade natal, Cedarwood.]

Sophie: [A paisagem não é ruim... Por que você está me enviando uma foto? Não dissemos que não íamos mais entrar em contato?]

Sam: [Não é nada. Enviei para um grupo, você foi a única que respondeu. Não esperava isso.]

Sophie: [Saia dos meus contatos.]

Sam: [Brincadeira~ Só verificando se você já pegou no sono, por que você ainda está acordada?]

Sophie: [Prestes a ir dormir.]

Sam: [Está chovendo muito aqui, e em Kuhang?]

Sophie, segurando seu telefone e apoiando o queixo em um travesseiro, franziu a testa. Ela olhou para fora, onde as gotas de chuva batiam contra a janela.

Sophie: [Essa chuva é generalizada, afetando vários estados.]

Sam: [Você não sente que estamos experimentando a mesma chuva, fazendo a distância entre nós não parecer tão grande?]

O brilho do telefone iluminou o rosto de Sophie, destacando um leve rubor em suas bochechas.

Sophie: [Por que você soa tão... galanteador de repente?]

Sam: [Você gosta?]

Sophie: [...Estou prestes a vomitar.]

Sophie tocou no telefone agressivamente, como se não estivesse apenas tocando na tela, mas dando um tapa na cara de alguém.

Sam: [Hahaha, não dizem que as pessoas gostam de compartilhar seus sentimentos mais profundos tarde da noite?]

Sophie: [Desculpe, isso é um negativo para mim.]

Sam: [Sério?]

...

Sam: [Ei, ei, ei? Ainda aí?]

...

Sam: [Sophie é uma grande boba.]

Sophie: [Sam, você está morto quando voltar!!!]

...

Sophie: [Onde você está?]

...

Sophie: [Sam!!!]

...

Com um "baque", Sophie, frustrada, jogou seu telefone na cama.

A noite chuvosa, geralmente perfeita para dormir, agora deixava seu peito arfando de raiva, dissipando completamente qualquer vestígio de sonolência.

"Como alguém pode ser assim?!"

"...Irmã, apenas tenha uma conversa agradável com o Sam."

"Por que eu deveria conversar com ele? É ele quem está me importunando!"

"Mas você ainda respondeu às mensagens dele... É, é, é, não vou falar mais nada, não vou falar mais nada."

"Sophia."

"Hmm?"

"De repente, eu não quero mais que você o conheça."

"É, é, é?! Como pode ser isso, irmã? Você prometeu!"

"Por que, eu não posso mudar de ideia? Além disso, ele me deixou irritada."

"Não, irmã~~ por favor, estou te implorando~~ você é a melhor, irmã~"

"Humph."

Sam de fato não respondeu a nenhuma mensagem porque tinha adormecido.

De fato, para se acalmar, ele precisava transferir sua inquietação para outra pessoa.

Quanto a se isso sobrecarregaria Sophie psicologicamente... de jeito nenhum!

Garotas como Sophie existem quase como se estivessem implorando para serem "provocadas" — teimosas e sempre tentando provar a si mesmas.

Esse sono... não, esses últimos dois dias, Sam dormiu muito bem.

A tempestade de fato durou dois dias e, sem nada mais para fazer, Sam ocasionalmente testemunhava Ava provocando Angel, apenas para ser subjugada sem esforço pela Herdeira, o que a frustrava.

Sam tratava isso como se estivesse assistindo a um drama.

E às vezes, Angel pedia a Sam para acompanhá-la para dormir, mas nada mais acontecia. De alguma forma, não ser "mão-leve" deixava Sam um pouco desconfortável.

Sam sentia que a contenção de Angel parecia deliberada, como se ela estivesse planejando algo grande.

Algo estava errado; ele tinha que ser cuidadoso...

Sam levantou-se como de costume, esfregou o cabelo, vestiu suas roupas e desceu as escadas.

Ele ouviu uma conversa animada lá embaixo.

Pensando que era sua família, Sam os cumprimentou enquanto descia.

"Bom dia... Êh?"

Mas ele congelou no segundo seguinte.

Porque, além de sua irmã Ava, havia dois rostos desconhecidos, porém bonitos, virando-se para olhar para ele.

Seus olhos se arregalaram no momento em que viram Sam.

"Uau!!!"

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