
Capítulo 13
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Após uma chuva forte durante o fim de semana, o tempo limpou e o ar parecia excepcionalmente fresco.
Carros passavam rapidamente, espirrando a água da beira da estrada, enquanto libélulas dançavam no ar.
Na vitrine de uma cafeteria, um gato branco tomava sol, seus olhos brilhando como joias, e seu rosto redondo e gordinho.
Sam sempre gostava de olhar para a cafeteria quando passava por ali. O gato branco também o notou, então bocejou preguiçosamente e continuou deitado, seu corpo redondo não mostrando nenhum desejo de se virar.
Sam entrou na escola, nunca tendo visto o campus tão silencioso, como se apenas o som das folhas caindo existisse.
Ele chegou a um prédio de ensino e foi até a sala 416, então empurrou a porta para abrir.
A sala de aula iluminada foi instantaneamente preenchida com a luz dourada do sol se espalhando pelo chão.
E lá estava aquela figura deslumbrante.
"Você chegou? Muito pontual."
Angel estava lá, vestida com roupas familiares. As meias brancas acima dos joelhos poderiam parecer estranhas em outras garotas, mas nela caíam perfeitamente.
Sob o contraste das meias brancas, suas pernas longas e delicadas eram irresistivelmente charmosas.
Enquanto falava, o olhar de Angel permanecia fixo em uma escultura e, embora ela não estivesse particularmente próxima, Sam reconheceu à primeira vista que a escultura se parecia com ele.
Mas ainda não estava completa, sendo atualmente apenas um esboço vago.
"Uh, uma pessoa bonita como eu sempre gosta de ser pontual."
Angel franziu os lábios, obviamente não gostando de comentários tão narcisistas, mas, é claro, isso fazia parte do plano de Sam.
Se isso pudesse fazê-la desgostar dele, talvez fosse uma boa estratégia para fazê-la desistir de sua paixão por ele.
Angel não falou. Sam ficou parado não muito atrás dela, observando seu cabelo macio e longo que fluía da parte de trás de sua cabeça até a cintura.
"Esta escultura é minha?" Sam perguntou suavemente.
Angel franziu a testa levemente: "Hmm... mas não parece muito certo, muitos detalhes ainda precisam ser totalmente esculpidos."
Sam entendeu o significado dela, então tomou a iniciativa: "É por isso que você me pediu para vir aqui?"
Em uma mesa próxima, havia uma bolsa requintada e bonita, contendo conteúdos desconhecidos, mas certamente não livros em um fim de semana.
Angel parou de esculpir e, por trás, Sam pôde ver claramente as densas gotas de suor na pele de seu pescoço, não cobertas por seu cabelo longo.
De fato, o tempo estava ficando mais quente.
Ela se virou, olhando diretamente para Sam. Apesar de tê-la conhecido antes, Sam ainda estava atônito com aquela garota extraordinária. Uma beleza divina, inesquecível a um único olhar.
Angel sentou-se de frente para Sam, suas mãos descansando sobre sua saia plissada.
"Isso mesmo, às vezes a inspiração precisa de interação face a face, a mera imaginação não pode resolver tudo." Ela parecia ter uma perspectiva única sobre seus hobbies.
"Então, o que você planeja fazer?" Sam não se entregou a esperanças indevidas ou envolvimentos sem sentido.
Uma vez que a situação foi confirmada, Sam já entendeu sua abordagem. Ele sabia que cada ação sua estava relacionada ao seu destino final, então ele tinha que manter cautela suficiente.
O olhar de Angel não era gentil; pelo contrário, sempre carregava um senso de indiferença e determinação.
Ela apontou para uma cadeira oposta a ela. "Sente-se ali por um tempo. Até que minha escultura esteja completa, você renunciará ao controle do seu corpo para mim."
Sam não concordou imediatamente, mas perguntou calmamente. "Eu posso sentar ali enquanto você trabalha na escultura, e posso até cooperar até certo ponto. Mas você deve prometer não tocar no meu corpo."
Seu pedido soava quase como um voto de castidade, mas Sam sabia por que tinha que fazê-lo.
Ele havia previsto que Angel poderia discordar, mas não esperava que ela recusasse de forma tão direta, sem um momento de hesitação:
"Não."
Sam franziu a testa. "Você quer dizer que vai me tocar, mas eu sou apenas seu modelo, por que você precisaria me tocar?"
A intenção parecia longe de ser pura.
Angel inclinou a cabeça levemente, como se fosse a coisa mais natural e confiante. "Não pense demais. É apenas por causa da arte."
Papo furado de "por causa da arte"!
Sam estava bem ciente de que qualquer contato físico poderia desencadear consequências imprevistas.
Como no mundo normal, o desenvolvimento de sentimentos românticos entre homens e mulheres exigia um processo gradual – desde dar as mãos até beijar e até mesmo relações sexuais – tudo seguindo uma certa progressão.
No entanto, devido ao seu talento especial, muitas coisas se tornaram mais imprevisíveis. Por exemplo, em um relacionamento onde apenas dar as mãos era possível, se ele se envolvesse, poderia escalar diretamente para o sexo, e provavelmente seria a mulher a iniciar.
A chamada conquista significava apenas possuir o corpo da outra pessoa, engajando-se em relações sexuais?
Sam sabia que não era tão simples. Se algumas coisas não fossem tratadas adequadamente, o fim ainda poderia ser a morte.
O vento agitava suavemente as cortinas, lançando suas sombras na parede da sala de aula à luz do sol.
Seus olhares pareciam se chocar no ar parado, como duelistas, onde o momento da ação decidiria a vitória ou a derrota, a vida ou a morte.
Sam foi o primeiro a quebrar o silêncio prolongado. "Eu sou apenas uma pessoa comum, não muito versado em arte. Mas o contato físico me deixa desconfortável, então eu recuso."
Ao vê-lo falar tão calmamente, uma leve surpresa pareceu brilhar nos olhos de Angel.
Talvez a ideia de um garoto recusando 'contato íntimo' com ela fosse algo que ela nunca tinha considerado. Até um tolo não faria isso, certo? Mas não, Sam não era um tolo; ele era, na verdade, bastante inteligente.
"Você realmente não gosta de mim?" Angel perguntou de repente.
Sam balançou a cabeça. "Eu não desgosto de você, eu apenas não sinto nada."
Sam tinha pensado bem antes de falar; afinal, eles não tinham se encontrado muitas vezes. E Angel era particularmente bonita. Dizer abertamente que não gostava dela apenas despertaria suspeitas desnecessárias ou levaria a complicações imprevistas.
"Não sentir nada", isso deveria ser suficiente para ela desistir dele, certo?
Mas Angel apenas sorriu. "Sam, você é o primeiro cara a me ver e não sentir nada."
Sam sentiu uma dor de cabeça chegando; as coisas não estavam indo como ele esperava. Por que ela parecia mais interessada nele agora?
"É normal. Sempre existem exceções, e a estética de cada um é diferente. Admito que você é muito atraente, do tipo que a maioria dos homens gostaria, mas..."
"Mas o quê?"
Angel sorriu para Sam, que olhava pela janela com um olhar pensativo. "Eu valorizo mais a alma..."
Soava como uma declaração clichê e um tanto sem vergonha. Todos os homens não são criaturas visuais? Ele apenas via as coisas de um jeito um pouco diferente.
Angel não ficou surpresa com a resposta de Sam; ela parecia preparada para isso. "Eu entendo. Eu não vou tocar em você."
Isso foi um acordo?
Angel perguntou de repente em um tom tentador: "Mas e se você me tocar?"
Sam balançou a cabeça firmemente. "Não, isso não vai acontecer. Em primeiro lugar, quero deixar claro que não estou dizendo isso para fazer charme ou chamar sua atenção."
Angel não parecia brava, ainda tão orgulhosa e confiante como sempre. "Tudo bem, por favor, sente-se, vou começar."
Sam não trouxe nada com ele, então não precisava se preparar. Ele sentou calmamente na cadeira oposta a ela, observando Angel pegar sua ferramenta de escultura novamente.
"Eu não preciso posar de uma maneira específica, preciso?"
Angel olhou para cima calmamente. "Fique de frente para mim e olhe para mim."
Um pedido muito normal, porém estranho.
Sam não hesitou muito. Ele sentou de frente para ela, olhando nos olhos sem emoção e indiferentes de Angel.
Ela ocasionalmente abaixava a cabeça para esculpir e fazia com que ele ajustasse sua posição conforme necessário.
Como levantar a cabeça, ou olhar para o lado e, é claro, movimentos simples como levantar-se. Sam cooperou com tudo isso, sem recusar.
Vinte minutos depois, Sam falou de repente. "Depois que você terminar esta escultura, você vai apagar a foto como prometido, certo?"
Angel levantou a cabeça calmamente. "Não, eu não vou."
"Por que não?"
"Porque eu nunca fiz esse acordo com você. Eu apenas prometi não chamar a polícia."
"Isso é bem astuto, não é? Não há razão para eu sentar aqui e cooperar com você se esse for o caso."
Sam parecia um tanto irritado, uma reação natural ao ser enganado. Ele parecia pronto para se levantar e ir embora, mas naquele momento, ele se viu incapaz de se mover.
Como uma peça de arte finamente trabalhada, Sam, sentado de costas para a luz do sol na janela, parou de se mover completamente, até mesmo seus globos oculares estavam imóveis, como uma escultura congelada, sem mais piscar.
Até mesmo as cortinas cessaram seu movimento, como se a brisa tivesse desaparecido completamente.
A sala de aula estava estranhamente silenciosa.