Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 450

Ator Magnata em Hollywood

Os olhos de Jon se arregalaram levemente ao ouvir os nomes. Ele não conseguiu encarar Lucas, baixando o olhar para o chão. Tentou se recompor, forçando-se a parecer calmo — mas Lucas percebeu a sutil mudança.

Como ator, ler as expressões e a linguagem corporal das pessoas era algo natural para ele. A hesitação de Jon estava praticamente gritando.

"É um deles, não é?", disse Lucas calmamente, semicerrando os olhos. "Você pode me dizer. Já chegou até aqui."

Jon hesitou novamente, engolindo em seco. Depois de um momento, cedeu com um suspiro. "Eu... eu não posso dizer com certeza que foi a Katherine", admitiu, com a voz baixa. "Mas todos os sinais apontam para ela. Foi ela quem nos colocou no projeto — com o apoio do seu pai, eu presumo. Eu só falei com ela uma vez... mas reconheci a voz dela. E foi ela quem moveu os pauzinhos para que pudéssemos passar aquelas gravações e vazar os materiais."

Lucas recostou-se levemente, absorvendo cada palavra. "Posso ver o seu telefone?"

Jon balançou a cabeça imediatamente. "Eu não o tenho. Quando a polícia me prendeu, eu entrei em pânico. Eu o escondi no meu sofá — enfiei-o fundo nas almofadas."

Lucas olhou para o espelho de mão dupla, sabendo que os oficiais atrás dele estavam ouvindo. Sem uma palavra, ele se levantou.

Do outro lado do vidro, o chefe de polícia já havia entrado em ação. Ele se virou para seus oficiais com urgência. "Vocês o ouviram — vão para a casa dele. Revirem aquela casa se for preciso. Precisamos daquele telefone."

O pulso do chefe acelerou. Ele já podia ver — este caso poderia ser seu bilhete dourado. Se recuperassem aquele telefone, ele não só resolveria um vazamento de alto perfil, mas potencialmente forjaria conexões com a Warner Bros. e o próprio Lucas Knight. Uma promoção não era mais apenas um sonho — era uma possibilidade real.

Mesmo que não fosse, apenas ter Lucas devendo-lhe um favor era mais valioso do que qualquer medalha.


Uma Hora Antes – Beverly Hills

Uma mansão elegante e moderna cintilava sob o sol quente. Avaliada em bem mais de 10 milhões de dólares, era o tipo de lar reservado para a elite. Em uma espaçosa varanda, Katherine relaxava em um biquíni de grife, reclinada em uma luxuosa cadeira de praia, seus óculos de sol capturando a luz do sol.

Ao lado dela, outra jovem deslumbrante — claramente uma assistente — massageava suavemente protetor solar nas costas de Katherine.

"Mmm... isso é o paraíso", Katherine ronronou, espreguiçando-se. "O sol, a vista... e suas mãos também não são nada más."

Ela deu um tapa brincalhão na bunda da assistente, sorrindo maliciosamente. "Agora seja uma boa menina e traga meu suco—"

Um telefone tocou abruptamente, interrompendo o momento.

A assistente se moveu para pegá-lo. "Deixe-me—"

"Não toque nas minhas coisas!", Katherine retrucou.

"D-desculpe, Senhorita Katherine", a garota gaguejou, recuando.

Katherine pegou o telefone, olhou para o identificador de chamadas e atendeu rispidamente. "O quê?"

"Senhorita... temos um problema", disse uma voz grave do outro lado.

O sorriso de Katherine desapareceu. Suas sobrancelhas lentamente se franziram enquanto ela ouvia. Após um minuto tenso, sua expressão escureceu como uma tempestade se formando.

A assistente ficou paralisada, sem saber se ficava ou corria.

Katherine cerrou o maxilar. "Então aquele idiota realmente foi pego?"

"Sim", a voz respondeu. "Não sabemos se ele estava com o telefone."

"Droga!", Katherine praguejou em voz baixa. "Se aquele telefone estiver nas mãos da polícia, estamos ferrados."

"Duvido que ele o tenha mantido consigo", disse a voz cautelosamente. "Ele provavelmente o escondeu em algum lugar."

Os olhos de Katherine se estreitaram com um lampejo de esperança. "Então vá revistar o lugar dele. Vire a casa de cabeça para baixo se for preciso. Encontre aquele telefone antes que eles o façam!"

"Sim, Senhorita. Entendido."

"Não volte de mãos vazias", ela retrucou e encerrou a ligação.

Virando-se para a assistente que ainda estava parada desajeitadamente por perto, Katherine latiu: "O que você está esperando? Vá pegar meu suco!"

A garota se pôs em movimento, apressando-se para longe. Enquanto isso, Katherine recostou-se em sua cadeira, sua mente a mil.

'Se eles conseguirem aquele telefone... tudo vai desmoronar.'


Tempo presente.

O Chefe de Polícia Ali e sua equipe chegaram apressadamente à casa de Jon. Assim que saíram do veículo, Ali notou a porta da frente ligeiramente entreaberta.

Ele estreitou os olhos, dando um passo à frente para inspecionar os danos. "Parece que alguém arrombou", ele murmurou, passando os dedos pela madeira lascada. Seu rosto escureceu. "Alguém já esteve aqui."

Ele se virou bruscamente para seus homens. "Todos, em movimento! Verifiquem o sofá — vejam se o telefone ainda está aqui!"

"Sim, senhor!"

Os oficiais imediatamente invadiram a casa. Lá dentro, a sala de estar estava em caos — almofadas rasgadas, gavetas arrancadas, a TV espatifada em pedaços. A porta da geladeira estava aberta, com comida podre espalhada pelo chão. Baratas corriam da bagunça, e ratos disparavam para cantos escuros.

"Quem estava aqui não apenas roubou o lugar", um oficial murmurou, ajustando sua gola com desconforto. "Eles o reviraram em busca de algo."

"É o telefone", disse outro com seriedade. "Aquele paparazzo disse que continha informações confidenciais. Eles estavam desesperados para encontrá-lo."

A expressão de Ali se endureceu. "Continuem procurando. Foquem naquele sofá — verifiquem cada fresta!"

Seus oficiais mergulharam no sofá desgastado, puxando as almofadas e escavando em cada fresta. Por um momento, não encontraram nada além de recibos antigos e um controle remoto.

Ali cerrou o maxilar, a ansiedade aumentando. Seu estômago revirou. Se o telefone tivesse sumido, o mesmo aconteceria com as evidências — e com sua chance de algo maior.

No momento em que estava prestes a praguejar de frustração, um oficial de repente gritou: "Chefe! Tenho algo!"

Ele ergueu um telefone, ligeiramente empoeirado, mas intacto.

Os olhos de Ali se iluminaram com alívio. "Ainda está aqui...", ele exalou, um sorriso se formando. "Graças a Deus. Quem quer que tenha entrado deve ter perdido."

Segurando o telefone como um artefato valioso, Ali levou sua equipe de volta à delegacia. Lá, eles protegeram o telefone, e Jon foi trazido novamente para desbloqueá-lo usando sua senha.

Ali imediatamente revisou seu conteúdo — mensagens, registros de chamadas, arquivos de áudio e muito mais. Era mais do que suficiente. Agora eles tinham evidências sólidas que apontavam diretamente para a mente por trás de tudo.

"Katherine Knight", Ali disse em voz alta, olhando para a tela. "Isso é o suficiente para solicitar um mandado de prisão para ela."

Enquanto isso, Lucas estava monitorando a situação nos bastidores. Ele discretamente fez com que seu gerente, Neil, notificasse a Warner Bros. sobre o acontecimento.

Ao ouvir a notícia, os executivos do estúdio se apressaram em prestar atenção. Seus sussurros silenciosos se transformaram em discussões sérias. Todos os olhos estavam agora em Lucas... e na testemunha chave — Jon.


Três dias se passaram como quaisquer outros — calmos na superfície, mas por baixo, Katherine estava cada vez mais ansiosa. Em sua casa elegante e moderna, ela continuava a verificar seu telefone obsessivamente, esperando por uma mensagem ou uma ligação de seus subordinados. Nada veio. Apenas silêncio.

Ela cerrou os dentes e roeu as unhas mais vezes do que percebeu. 'Ainda nada...' Se seus homens tivessem conseguido recuperar o telefone de Jon, ela já teria sido informada. Isso significava apenas uma coisa — o telefone de Jon provavelmente estava com a polícia.

Mas se isso fosse verdade, por que ainda estava tão silencioso? Por que nada havia explodido na mídia? Jon conseguiu manter a boca fechada? Ou talvez... a polícia ainda não havia descoberto o conteúdo sensível no telefone?

Ela já havia tentado enviar alguém para visitar Jon na delegacia, mas foi impedida pela restrição: "Apenas visitas familiares."

Seus nervos estavam à flor da pele.

Então — uma batida.

Uma única batida ecoou pela casa — simples, comum.

Mas para Katherine, soou como um tiro. Seu coração saltou, e em um instante, ela foi transportada de volta aos dias de sua infância em Compton. De volta a quando ela, sua mãe e irmãos viviam escondidos — longe da esposa legítima de seu pai, enterrados profundamente em um bairro onde a violência de gangues era a trilha sonora noturna. O som de batidas repentinas, sirenes ou gritos muitas vezes sinalizava perigo, e essas memórias haviam deixado uma cicatriz que ainda permanecia.

Por um momento, ela congelou.

Seu coração batia descontroladamente no peito enquanto ela se movia em direção à porta, o pavor preenchendo cada passo. Ela a abriu lentamente — e seus piores medos se materializaram.

Dois oficiais uniformizados estavam de pé à sua porta.

"Senhorita Katherine Knight", disse um deles com firmeza. "Somos do LAPD. Estamos aqui com um mandado para a sua prisão."

Seus olhos se arregalaram em descrença. "O quê — o quê?! Prisão? Do que vocês estão falando?!"

O oficial não vacilou. "A senhora tem o direito de permanecer em silêncio—"

"Não, esperem!", ela gritou, recuando. "Vocês sabem quem eu sou?! Eu sou a filha de Vince Knight!"

"Estamos cientes, senhora", o oficial respondeu friamente. "Mas isso não a isenta da lei."

Enquanto outro oficial se aproximava, o rosto de Katherine se contorceu de raiva. "Isso é um erro! Vou ligar para o meu advogado!"

"A senhora terá esse direito na delegacia", disse o oficial enquanto algemavam firmemente seus pulsos.

Ela foi empurrada para o carro da polícia, ainda gritando impropérios e ameaças, mas não importava mais. O mandado havia sido executado, e a investigação agora era mais profunda do que ela esperava.

Após sua prisão, os oficiais agiram para apreender seus pertences pessoais — telefones, discos rígidos, arquivos. Tudo o que pudesse ser usado como evidência.

Sem que eles soubessem, dentro de um de seus dispositivos bloqueados havia um rastro de evidências condenatórias — mensagens detalhadas descrevendo seus planos para sabotar a reputação de Lucas, vigilância por drones orquestrada, tentativas de suborno a membros da indústria de Hollywood e seu orgulhoso envolvimento na invasão da casa de Lucas, que inclusive havia sido manchete por semanas consecutivas.

Katherine, em suas mensagens privadas, até riu disso, vangloriando-se de como foi fácil.

O mais condenatório de tudo eram os registros apontando para a cumplicidade silenciosa de seu pai no vazamento do projeto Elvis — prova que, se viesse à tona, poderia causar um choque na indústria.

Se a polícia crackeasse os dados do telefone, eles veriam a extensão de sua obsessão e ódio por seu meio-irmão — muito além de uma simples rivalidade. Era malicioso, perigoso.

Não demorou muito para a notícia estourar.

"URGENTE: Meia-Irmã de Lucas Knight, Katherine Knight, Presa pelo LAPD."

Em questão de horas, todos os principais veículos de notícias publicaram a história. As manchetes dominaram as redes sociais e os sites de entretenimento. Fotos de Katherine sendo levada sob custódia inundaram a internet.

De volta à delegacia, Vince Knight e sua esposa Myla chegaram apressados com seus advogados a reboque. Mas era tarde demais para conter as consequências.

O dano estava feito — e agora, o mundo inteiro estava assistindo.

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