
Capítulo 427
Ator Magnata em Hollywood
À medida que a contagem de visualizações do videoclipe "Despacito" disparava para os milhões, a seção de comentários tornou-se um enxame de atividade. Cada atualização trazia milhares de novas curtidas e centenas de novos comentários, um tsunami digital de engajamento.
"Existe algo que Lucas Knight não consiga fazer? Primeiro o show, depois o pedido de casamento, agora esta música arrasadora? 🔥🔥🔥" lia-se em um comentário, acumulando curtidas a cada segundo.
"Luis Fonsi acertou na loteria colaborando com Lucas. Esta música vai estar EM TODO LUGAR.", previu outro.
Alguns pareciam confusos sobre o papel de Lucas, com comentários como "Espera, então Lucas escreveu isso? Por que ele não é o artista principal?" aparecendo frequentemente.
Mal sabiam eles que, embora Lucas realmente tivesse ajudado na composição, particularmente nas letras em inglês, a maior parte da criação da música era obra do próprio Luis Fonsi. Mas no turbilhão da crescente popularidade de Lucas, tais detalhes eram facilmente perdidos.
Em apenas 24 horas, a contagem de visualizações de "Despacito" ultrapassara 52 milhões — um novo recorde. O ritmo contagiante da música e suas letras cativantes haviam tocado um acorde global, ressoando através de fronteiras e idiomas.
Nos campi universitários de todo o país, a febre de "Despacito" estava se espalhando. Dormitórios e salas de aula vibravam com o ritmo distinto da música, enquanto os estudantes copiavam os passos de dança do videoclipe.
Na UCLA, um grupo de amigos se amontoou em volta de um telefone, rindo enquanto tentavam imitar a coreografia suave de Lucas e Luis. Uma garota, com o cabelo preso em um coque bagunçado, segurou o telefone para gravar.
"Okay, okay, acho que consegui", ela riu, enquanto os primeiros compassos da música começavam a tocar. "Despacito, take 27!"
Suas amigas a aplaudiram enquanto ela começava a se mover, seus quadris balançando ao ritmo. Em poucos minutos, todo o grupo se juntou, suas risadas e as letras da música se misturando no ar quente da primavera.
Cenas semelhantes se desenrolaram em campi de costa a costa. Vine, Twitter e Facebook foram inundados com vídeos de estudantes, trabalhadores de escritório e até avós entrando na onda de "Despacito".
Mas não era apenas a música que estava fazendo barulho. À medida que o nome de Lucas continuava a dominar as manchetes e as listas de tendências, a curiosidade sobre sua carreira de ator começou a crescer. Pessoas que nunca haviam assistido aos seus filmes antes se viram atraídas por sua filmografia anterior, ansiosas para testemunhar o talento por trás do frenesi.
Em uma casa suburbana, um pai de meia-idade sentou-se ao computador, a testa franzida em aborrecimento. Cada atualização de seus feeds do Facebook e Twitter parecia trazer mais do mesmo: Lucas Knight, Lucas Knight, Lucas Knight.
"Não entendo", ele resmungou, rolando as postagens intermináveis sobre o recente pedido de casamento e videoclipe do ator. "O que há de tão especial nesse cara? Ah, ele vai casar e sabe cantar. Grande coisa."
Da porta, sua filha de 20 anos ouviu seus resmungos. Ela encostou-se à moldura, um sorriso de escárnio conhecedor no rosto.
"Parece que alguém está com ciúmes", ela provocou, fazendo o pai se virar surpreso.
"Ciúmes? Eu?", ele zombou, o rosto avermelhando. "Isso é ridículo. Eu só não entendo todo o burburinho, é só isso."
Sua filha revirou os olhos, afastando-se da moldura da porta e entrando no quarto. "Talvez se você realmente assistisse a um dos filmes dele, você entenderia. Não critique o talento dele antes de vê-lo por si mesmo."
O pai acenou com a mão de forma desdenhosa. "Não tenho tempo para isso. Tenho certeza de que ele é apenas mais um rosto bonito."
Mas sua filha foi persistente. Ela colocou "127 Horas" no serviço de streaming deles, apertando o play antes que seu pai pudesse protestar.
À medida que o filme se desenrolava, o pai se viu relutantemente atraído pela atuação de Lucas. A emoção crua, o comprometimento físico — era diferente de tudo o que ele já havia visto. Mas ele não estava prestes a admitir isso para a filha.
Então veio a cena da amputação. Enquanto o personagem de Lucas se preparava para amputar o próprio braço, o pai sentiu o estômago revirar. Ele levou uma mão à boca, o rosto empalidecendo.
Sua filha olhou, um brilho travesso nos olhos. "O que foi, pai? Está um pouco enjoado?"
O pai balançou a cabeça veementemente, não confiando em si mesmo para falar. Mas sua filha não foi enganada.
"Apenas admita", ela insistiu, pausando o filme em um close particularmente horripilante. "A atuação dele é incrível. Não tem problema ficar impressionado."
O pai resistiu por mais um momento, seu orgulho em guerra com a evidência inegável diante dele. Mas enquanto a expressão agonizada de Lucas preenchia a tela, ele finalmente cedeu.
"Certo!", ele exclamou, jogando as mãos para cima em derrota. "A atuação dele é incrível, tá bom? Ele é talentoso pra caramba. Agora, por favor, você pode desligar isso antes que eu perca meu almoço?"
Sua filha gargalhou em vitória, atendendo com um clique do controle remoto. "Eu te disse. Lucas Knight é o cara."
Pessoas que haviam dispensado Lucas como apenas mais um rosto bonito se viram impressionadas pela profundidade e intensidade de suas atuações.
Enquanto o talento de Lucas para atuar se tornava o assunto da internet, "Despacito" continuava sua ascensão sem precedentes.
Em apenas 48 horas, o videoclipe havia ultrapassado 100 milhões de visualizações — um novo recorde que causou ondas de choque na indústria.
A música estava em todo lugar — no rádio, nas lojas, tocando alto nas janelas dos carros. Tornara-se um fenômeno global, transcendendo barreiras linguísticas e culturais.
Até mesmo figuras importantes não resistiram ao seu apelo. Bill Gates tuitou um vídeo de si mesmo dançando desajeitadamente ao som, para o deleite de seus seguidores. Políticos a referenciaram em discursos, celebridades postaram suas próprias versões cover.
Enquanto "Despacito" solidificava seu lugar na história da música, os downloads do Vine estavam disparando, impulsionados pela crescente base de fãs de Lucas.
E a cada novo usuário, cada compartilhamento, curtida e comentário, a fortuna pessoal de Lucas aumentava.
A mídia estava em polvorosa com especulações sobre a situação financeira de Lucas.
Com a crescente popularidade e receita do Vine, suas participações em startups de sucesso como Uber e Airbnb, e seus supostos investimentos em Bitcoin, muitos veículos sugeriam que ele havia entrado para o clube dos bilionários.
Forbes, Bloomberg e outros veículos de notícias de negócios publicaram artigos detalhados tentando dissecar o vasto império do ator.
"Com o crescimento explosivo do Vine e as projeções de lucros, a participação de Knight na empresa sozinha poderia valer bilhões", disse um analista à CNBC. "Adicione a isso seus primeiros investimentos em Uber e Airbnb, mais seus supostos investimentos em Bitcoin, e poderíamos estar olhando para uma das celebridades mais ricas do mundo."
Outros apontaram para as somas impressionantes supostamente canalizadas através da Fundação LK, a organização de caridade de Lucas. Embora os registros financeiros da fundação não fossem públicos, fontes internas e o rastreamento cuidadoso de suas iniciativas públicas sugeriam um patrimônio de dezenas, senão centenas de milhões.
"A escala das doações da Fundação LK é sem precedentes para uma instituição de caridade administrada por celebridades", disse um especialista em filantropia à Associated Press. "O fato de tudo vir de um único homem, e um jovem ator, é verdadeiramente notável."
Algumas publicações chegaram a se referir a Lucas como o "Ator Magnata" — um aceno tanto à sua perspicácia financeira quanto ao seu impulso de carreira aparentemente imparável.
Era um apelido que pegaria, aparecendo em manchetes e hashtags do Twitter.
"Como Lucas Knight Se Tornou a Estrela Mais Rica de Hollywood", lia-se em uma manchete da Forbes.
"O Ator Magnata Ataca Novamente: 'Despacito' de Lucas Knight Quebra Recordes", anunciava outra da Variety.
Em meio ao frenesi da mídia, Lucas e Jennifer estavam imersos no planejamento do casamento. Videochamadas com os pais de Jennifer haviam se tornado uma ocorrência regular enquanto eles resolviam os detalhes da cerimônia e da celebração.
Mas, apesar da empolgação, o casal estava ansioso para retornar a alguma semelhança de normalidade — para mergulhar novamente em seus projetos de atuação e nos próximos papéis. A atenção constante, mesmo na privacidade de Beverly Park, estava começando a esgotar.
A cena do lado de fora da mansão de Lucas em Beverly Park era diferente de tudo que Hollywood já havia visto. Dezenas de paparazzi estavam acampados logo além da linha da propriedade, uma presença constante e implacável. Mesmo as estrelas mais famosas raramente lidavam com esse nível de escrutínio intenso e ininterrupto.
Jennifer espiou pela janela, a testa franzida de preocupação. "Lucas, isso é loucura. Como vamos voltar ao trabalho com todos esses abutres observando cada movimento nosso?"
Lucas se aproximou por trás dela, apoiando as mãos em seus ombros. "Sei que é difícil. Mas este é o preço da fama. Só temos que lidar com isso da melhor forma possível."
Jennifer recostou-se nele, suspirando pesadamente. "Eu entendo que a fama tem um preço. Mas isso? Isso está além de tudo que já enfrentamos. Não podemos nem sair para correr sem sermos perseguidos. É sufocante."
Lucas assentiu, sua própria frustração borbulhando sob a superfície. A vigilância constante, a total falta de privacidade — estava cobrando seu preço de ambos.
Mas então um brilho malicioso surgiu em seus olhos. "Bem, se vamos ficar presos aqui dentro de qualquer jeito..." Ele a puxou para perto, sua voz caindo para um sussurro sugestivo. "Podemos muito bem aproveitar o tempo a sós, não acha? Talvez trabalhar em fazer um Lucas Júnior ou uma pequena Jennifer?"
Jennifer explodiu em risadas, dando um tapa em seu peito. "Lucas, você é terrível!" Mas ela estava sorrindo enquanto ele a pegava no colo, levando-a em direção às escadas.
Enquanto eles caíam na cama, o mundo exterior desapareceu momentaneamente. Eles se perderam um no outro, encontrando consolo e alegria em seu amor.
Depois, enquanto jaziam entrelaçados, a mente de Jennifer divagou para um tópico sobre o qual ela estava curiosa. "Ei, você não mencionou que estava investindo em uma nova série da Netflix? Algo japonês?"
Lucas assentiu, seus dedos brincando com o cabelo dela. "Sim, 'Alice in Borderland'. É um conceito selvagem. Um grupo de amigos presos em uma Tóquio abandonada, forçados a jogar jogos mortais para sobreviver. Meio que um comentário sobre a sociedade e os papéis que desempenhamos."
Jennifer apoiou-se em um cotovelo, intrigada. "Parece intenso. O que te atraiu nisso?"
Lucas fez uma pausa, considerando. "Acho que sou apenas fascinado por histórias que desafiam o status quo. Que nos fazem questionar o mundo que consideramos garantido."
Enquanto falava, seus pensamentos divagaram para outro criador, a meio mundo de distância. Hwang Dong-hyuk, um cineasta sul-coreano visionário com ideias inovadoras que Lucas sabia que um dia cativariam o público global. Mas, por enquanto, Hwang ainda lutava para dar vida aos seus projetos audaciosos.
Lucas planejava procurar Hwang há anos, e com sua próxima viagem de negócios à Coreia do Sul, o momento parecia perfeito. Ele se virou para Jennifer, sua expressão pensativa.
"Falando em projetos internacionais, tenho uma viagem de negócios para a Coreia do Sul em breve. Reuniões com algumas agências de K-pop e empresas de entretenimento. Eu estava pensando, talvez você gostaria de vir comigo?"
Jennifer apoiou-se em um cotovelo, seus olhos se arregalando ligeiramente com a sugestão inesperada de Lucas. "Coreia do Sul?", ela repetiu, deixando a ideia se assentar por um momento.
Um sorriso lento se espalhou pelo seu rosto enquanto ela considerava a ideia. "Quer saber? Por que não?", ela disse finalmente. "Não é como se minha agenda estivesse lotada no momento, graças aos nossos amigáveis paparazzi da vizinhança."
Ela acrescentou: "E quem sabe? Talvez consigamos respirar um pouco mais aliviados por lá, sem câmeras rastreando cada movimento nosso."