
Capítulo 374
Ator Magnata em Hollywood
Fãs da Marvel estavam contando os dias, e finalmente, 30 de abril de 2015 chegou – a noite de pré-estreia de quinta-feira para Era de Ultron. A expectativa era real, com os fãs prontos para serem os primeiros na fila para ver o mais recente confronto de super-heróis.
Mas a Warner Bros. tinha uma surpresa na manga. Do nada, eles anunciaram que Coringa também teria exibições na noite de quinta-feira. Falando em roubar a cena.
A maioria dos aficionados pela Marvel ignorou. Ultron era o evento principal, sem dúvida. Mas todo aquele burburinho em torno de Coringa? Isso fez as pessoas falarem. Até alguns fãs da Marvel estavam dando uma espiada nos horários de exibição de Coringa, curiosos com todo o alvoroço.
A mídia não parava de falar sobre Coringa, e isso funcionou como publicidade gratuita. Pessoas que não tinham dado a mínima de repente se interessaram em conferir.
Ao pôr do sol de 30 de abril, duas multidões muito diferentes se alinharam nos cinemas por todo o país. Uma vestida com produtos de super-heróis, pronta para a ação. A outra uma mistura de curiosos e fãs de Lucas Knight, sem saber o que os esperava.
Em um cinema lotado, um cara com uma camiseta desbotada dos Vingadores se acomodou em seu assento. "Cara, eu estava contando os dias para isso", disse ele para ninguém em particular. Ao seu redor, outros fãs acenaram em concordância, com a excitação palpável.
As luzes diminuíram, e o burburinho cessou. Quando o logotipo da Marvel apareceu na tela, era possível sentir a antecipação no ar.
Da cena de abertura aos momentos finais, Era de Ultron dividiu os fãs da Marvel.
"Cara, eles realmente estragaram o Ultron", resmungou um cara, balançando a cabeça. "Deveriam ter sido mais fiéis aos quadrinhos."
Mas a pessoa ao lado dele discordou. "Do que você está falando? Isso foi sólido. Boa ação, efeitos legais. O que há para não gostar?"
Na exibição de Coringa, a história era diferente. A maioria da audiência veio curiosa com a performance de Lucas Knight e toda a controvérsia da mídia.
À medida que o filme progredia, era possível sentir o clima no cinema mudar. O que começou como ceticismo transformou-se em intenso foco.
"Hã", disse um cara, soando surpreso. "Isso foi realmente muito bom."
Seu amigo assentiu. "Sim, a cena de dança do Knight? Não esperava por isso. Meio assustador, mas de um jeito bom."
"Uhm-hum", o primeiro cara concordou.
Nas primeiras filas do cinema, um fã casual da Marvel virou-se para seu amigo da DC enquanto saíam. "Eu gostei", disse ele, referindo-se a Coringa, "mas não é a minha praia."
O fã da DC riu. "Eu entendo." Ele então acrescentou com um sorriso malicioso: "É como eu não gostar do CGI chamativo da Marvel e de como é tudo Classificação Livre."
"Classificação Livre?" Seu amigo bufou, caindo na armadilha. "É Classificação Indicativa, cara. Tenha seus fatos em ordem."
O sorriso do fã da DC se alargou. "Ah, desculpe. Porque isso faz uma grande diferença, certo? LI, PG... ainda é para crianças."
Seu amigo da Marvel revirou os olhos, percebendo que havia sido provocado. "Muito engraçado. Pelo menos nossos filmes não precisam de um diploma em psicologia para entender."
Eles continuaram sua brincadeira amigável enquanto saíam do cinema, cada um defendendo sua franquia preferida com seriedade zombeteira.
A manhã de sexta-feira chegou, e os números da noite de quinta-feira começaram a aparecer. Era de Ultron arrecadou impressionantes $24 milhões. Nenhuma grande surpresa ali – todo mundo e a avó já esperavam por isso. Os fãs da Marvel estavam se congratulando, e a mídia estava toda "eu te disse".
Mas então os números de Coringa caíram, e de repente todos ficaram surpresos. $18 milhões? É sério?
A diferença entre os ganhos dos dois filmes foi menor do que o previsto, especialmente considerando as diferenças de orçamento. Era de Ultron, com seu orçamento de $250 milhões, era esperado que dominasse. Coringa, feito por significativamente menos, não estava muito atrás.
Os insiders da indústria notaram. Embora Ultron ainda liderasse, a performance de Coringa levantou sobrancelhas. Os resultados inesperados fizeram as pessoas especularem sobre os números do próximo fim de semana.
Nem mesmo os fãs da DC puderam acreditar nos números de quinta-feira, indo às redes sociais para expressar seu choque. Os fãs da Marvel, porém, permaneceram confiantes, achando que o sucesso inicial de Coringa não duraria.
Então, 1º de maio de 2015 chegou – dia de abertura para ambos os filmes. Era como se Marvel e DC estivessem entrando no ringue, prontos para uma luta de bilheteria.
Em um canto, Era de Ultron representava o campeão peso-pesado da Marvel. No outro, Coringa era o inesperado desafiante da DC. O gongo tocou, e a batalha das bilheterias começou.
Quando os números do primeiro dia chegaram, foi como assistir ao primeiro round de uma luta de boxe. Era de Ultron desferiu um golpe sólido com $70 milhões – um desempenho forte, mas não inesperado para um titã da Marvel.
Então veio o contra-ataque de Coringa: $49 milhões. A multidão foi à loucura. Este azarão estava dando uma baita luta.
A Marvel ainda estava à frente nos pontos, mas Coringa havia provado que podia aguentar um golpe e também desferir um. O que começou como uma partida aparentemente unilateral estava se transformando em uma verdadeira disputa.
À medida que a batalha de bilheteria entre Marvel e DC esquentava, Coringa continuava a arrecadar dinheiro. Mas a mídia não estava gostando. Mesmo com os números diante deles, continuavam a criticar o filme.
Manchetes gritavam sobre a "mensagem perigosa" de Coringa, mal mencionando seu sucesso financeiro. Artigos de opinião surgiram por toda parte, alertando sobre o "potencial impacto na sociedade" do filme.
Mas algo engraçado estava acontecendo. Quanto mais a mídia pressionava, mais as pessoas reagiam. O Twitter estava em chamas com usuários criticando a imprensa.
"Alguém mais sente que a mídia tem medo de Coringa por algum motivo?" @SuperSaiyanG200 tuitou.
"Eles agem como se um filme fosse causar histeria em massa ou algo assim. Me poupem", @OmG69_ respondeu.
O burburinho online era que a mídia temia que Coringa pudesse desencadear algum tipo de agitação social. Mas a maioria das pessoas não estava acreditando.
"Talvez eles estejam apenas com raiva porque um filme 'sério' está dando dinheiro para a Marvel", sugeriu uma postagem no Reddit, reunindo centenas de upvotes.
À medida que o fim de semana avançava, ficou claro: quanto mais a mídia tentava pintar Coringa como uma ameaça, mais curiosas as pessoas ficavam. As vendas de ingressos continuavam subindo, e o debate online só aumentava.
Quando os números da primeira semana de "Coringa" saíram, o queixo caiu em Hollywood. $189 milhões? Ninguém esperava por isso.
Os executivos da Warner Bros. provavelmente estavam dando cambalhotas em seus escritórios. Em apenas sete dias, eles recuperaram seu investimento e ainda mais. Falando em um retorno rápido.
A indústria estava agitada com teorias. Alguns figurões atribuíam isso ao efeito Lucas Knight. "O cara tem o toque de Midas", ouviu-se um chefe de estúdio dizer em um almoço em Beverly Hills.
Outros pensaram que era o tom sério do filme que tocou as pessoas. "As pessoas estão famintas por algo diferente", disse um produtor veterano à Variety. "Não é apenas mais um cara de colante salvando o mundo."
Mas a maioria concordou que foi uma tempestade perfeita – o poder estelar de Knight, a história crua e sua performance arrebatadora se unindo no momento certo.
Enquanto isso, a Marvel não estava exatamente sofrendo com Era de Ultron arrecadando $221 milhões. Mas considerando seu orçamento massivo, eles ainda tinham um longo caminho a percorrer antes de estourar o champanhe.
Era Davi contra Golias, e Davi estava dando uma baita luta. O mundo do cinema estava observando, imaginando se isso mudaria o jogo dos super-heróis para sempre.
Enquanto a febre de Coringa varria os EUA, a cidade de Nova York se viu com uma atração turística inesperada. A escadaria onde Coringa dançou no filme de repente se tornou o ponto mais badalado da cidade.
Começou com um gotejar – alguns cinéfilos procurando o local. Mas em pouco tempo, transformou-se em um fenômeno completo. As pessoas estavam aparecendo em massa, maquiadas e vestidas de Coringa, prontas para seu momento de destaque.
O Vine explodiu com vídeos de fãs recriando a icônica cena de dança. "That's Life" se tornou o hino não oficial deste flash mob improvisado. Todos os dias, mais e mais clipes surgiam, cada um tentando dar um toque único aos movimentos de Coringa.
"Escadaria para Gotham #JokerDance" era a legenda de uma postagem popular, acumulando milhares de curtidas.
A tendência ganhou vida própria. O que começou como uma homenagem de fã transformou-se em uma máquina de marketing viral. Pessoas que nem sequer tinham visto o filme ficaram curiosas sobre essa escadaria de que todos falavam.
A Warner Bros. não poderia ter planejado melhor se tivesse tentado. Toda essa publicidade gratuita manteve Coringa na conversa, e os números da bilheteria só continuavam subindo.
A tendência da escadaria de Coringa atingiu seu auge quando estrelas do Vine começaram a aparecer em massa. Todos os dias, outra celebridade da internet aparecia, pronta para filmar sua homenagem de um minuto à icônica cena de dança.
Até Logan e Jake Paul, dois dos maiores nomes do Vine, não resistiram a entrar na ação.
Logan e Jake Paul chegaram à escadaria de Coringa, ambos exibindo cabelo verde e pintura facial.
Logan olhou ao redor, franzindo a testa. "Mano, você tem certeza que este é o lugar certo? Parece meio... normal."
"Sim, bobão", disse Jake. "Eles não vão deixar tudo bagunçado para o filme. É apenas uma escadaria normal agora."
Eles ficaram observando outras pessoas tirarem fotos. Quando houve uma pausa na multidão, Logan enfiou o telefone em Jake.
"Aqui, me filma. Eu vou fazer a dança."
Assim que Logan estava prestes a começar, alguém os avistou.
"Ei! Vocês não são os irmãos Paul?"
Logan congelou no meio da pose. "Uh, sim, somos nós."
Jake interveio: "Na verdade, estamos prestes a gravar um vídeo aqui."
"Ah, ok", disse um fã, parecendo animado. "Querem minha ajuda?"
Logan sorriu educadamente. "Não, não. Vai ficar tudo bem só com a gente. Obrigado, mesmo assim."
Os fãs assentiram compreendendo, afastando-se para lhes dar espaço.
Com o espaço liberado, Logan tomou sua posição na escadaria. Jake segurou o telefone, pronto para capturar o momento.
"Certo, take um", Jake chamou.
Logan iniciou sua dança de Coringa, encenando para a câmera. Uma pequena multidão se reuniu, observando com uma mistura de curiosidade e diversão.
"Vamos fazer de novo", disse Logan após o primeiro take. "Eu posso fazer melhor."
Eles fizeram mais alguns takes, a cada vez Logan adicionando um novo floreio à sua performance. Os espectadores observavam em silêncio, alguns filmando em seus próprios telefones.
Depois que terminaram, algumas pessoas se aproximaram deles.
"Ei, isso foi muito legal", disse um cara. "Se importam se tirarmos uma foto?"
Logan e Jake trocaram olhares, parecendo um pouco surpresos, mas satisfeitos.
"Claro, por que não?", Logan concordou.
Eles posaram para algumas fotos, conversando casualmente com o pequeno grupo de fãs.