
Capítulo 352
Ator Magnata em Hollywood
Pensando nisso, Lucas viu uma oportunidade de se envolver com as produções da Netflix. Ele se virou para Neil: "Me lembre, em que tipo de projetos eles estão trabalhando?"
Neil ergueu uma sobrancelha, um toque de surpresa em sua voz. "Ah, você está interessado nos projetos da Netflix?"
Lucas assentiu, sua mente já fervilhando com possibilidades. Interiormente, ele se recordava do futuro sucesso de séries como "Stranger Things", "The Crown", "Narcos" e o fenômeno global "Squid Game". Ele se lembrou como essas séries haviam cativado o público em todo o mundo, com "Squid Game" em particular se beneficiando do enorme alcance e das eficazes estratégias de marketing da Netflix, especialmente em plataformas como o TikTok.
Mas ele sabia que não podia revelar seu conhecimento desses futuros sucessos. Em vez disso, ele manteve um tom casual. "Sim, estou curioso. Se eles estão investindo em conteúdo original, pode valer a pena ficar de olho. Pode haver algumas oportunidades interessantes lá."
Neil folheou alguns papéis em sua pasta. "Bem, eles ainda estão nos estágios iniciais. Há conversas sobre um drama político, algo com Kevin Spacey, eu acho. E eles estão pensando em adaptar alguns livros populares para séries. Nada concreto ainda, mas eles parecem ambiciosos."
Lucas assentiu, tentando conter sua empolgação. "Ambição é bom. Eles precisarão ser para competir com as redes tradicionais." Ele fez uma pausa, depois acrescentou: "Sabe, pode valer a pena explorar se há alguma oportunidade para nós lá. Talvez não imediatamente, mas no futuro."
Neil olhou para ele com curiosidade. "Está pensando em entrar na produção?"
Lucas encolheu os ombros, um pequeno sorriso brincando em seus lábios. "Talvez. É sempre bom ter opções, certo? E se a Netflix decolar, estar lá desde o começo pode ser enorme."
Neil ergueu as sobrancelhas, um olhar de compreensão cruzando seu rosto. Ele se lembrou de como os investimentos de Lucas estavam constantemente gerando lucros, especialmente em empresas como Uber, Vine e outras. O garoto parecia ter um talento para identificar o potencial antes dos outros.
Sacudindo seus pensamentos, Neil mudou de assunto. "Enfim, como está o projeto? Você não está se esforçando demais como antes, está?" Sua voz carregava um toque de preocupação, as memórias da intensa preparação de Lucas para o papel do Coringa ainda frescas em sua mente.
Lucas sorriu tranquilizadoramente. "Não se preocupe, Neil. Eu sou dedicado ao papel, claro, mas não é tão intenso quanto o Coringa. Além de algumas cenas de tapa onde levo um golpe no rosto, não há realmente nada com que se preocupar."
Os olhos de Neil se arregalaram ligeiramente. "Espera, você está levando tapa? De verdade?"
Lucas assentiu casualmente. "Sim, para as cenas. Faz parte da jornada do personagem. Fletcher, o professor, tem um... estilo de ensino único."
Neil parecia cético. "E você está bem com isso? Levando tapas no set?"
Lucas riu. "Está tudo bem, de verdade. J.K. é um profissional, e isso adiciona autenticidade à atuação. Confie em mim, comparado a algumas coisas que já fiz para papéis, isso não é nada."
Neil balançou a cabeça, uma mistura de admiração e exasperação em seu rosto. "Vocês atores e seu compromisso. Só... tente não sair dessa com uma concussão, certo?"
Lucas sorriu. "Sem promessas, mas farei o meu melhor. Quem sabe, talvez eu pegue o gosto por isso e meu próximo papel seja como um campeão profissional de luta de tapas."
Neil revirou os olhos, uma mistura de diversão e exasperação em seu rosto. "Muito engraçado, espertinho. Só lembre-se, se você acabar com o rosto como um pêssego machucado, não venha choramingar para mim sobre trabalhos de modelo perdidos."
Lucas sorriu, um pensamento fugaz cruzando sua mente sobre a futura popularidade das competições de luta de tapas, como a "Power Slap League", que surgiriam anos depois. Ele balançou a cabeça ligeiramente, divertido com o pensamento absurdo.
"Certo, Neil", disse Lucas, dando um tapinha no ombro de seu empresário. "Tenho que voltar ao set. Tente não se preocupar muito, ok? Prometo que meu rosto ainda estará reconhecível quando tudo isso acabar."
Neil balançou a cabeça, um sorriso afetuoso surgindo em seus lábios. "É bom que esteja. Apenas lembre-se, nada de método de atuação quando se trata de levar tapas. Não quero ouvir falar de você praticando com estranhos na rua."
Lucas riu enquanto começava a se afastar. "Sem promessas!", ele gritou por cima do ombro, sorrindo para o suspiro exasperado de Neil.
As filmagens progrediam há duas semanas, e a produção estava agora pronta para rodar uma cena crucial em uma cafeteria local. Do lado de fora, uma multidão de fãs havia se reunido, esperando ver Lucas. A equipe de produção rapidamente resolveu o problema montando uma grande tela, bloqueando efetivamente a vista enquanto ainda permitia que a equipe trabalhasse.
Enquanto as câmeras se preparavam para rodar, Lucas e Melissa ocuparam seus lugares um de frente para o outro em uma pequena mesa. A atmosfera estava tensa, espelhando a cena que eles estavam prestes a encenar.
Lucas, incorporando Andrew por completo, começou a cena com um tom frio e objetivo. Sua linguagem corporal era rígida, seus olhos evitando o contato direto com Melissa enquanto ele proferia sua primeira fala. À medida que continuava, suas palavras se tornavam mais rápidas, mais intensas, suas mãos gesticulando para enfatizar seus pontos.
Melissa, como Nicole, inicialmente parecia chocada, seus olhos arregalados e magoados. Conforme o monólogo de Andrew continuava, sua expressão mudou de descrença para raiva, para uma tristeza resignada.
A atuação de Lucas era arrepiante em seu desapego emocional. Enquanto Andrew expunha suas razões para terminar o relacionamento, os olhos de Lucas adquiriram um brilho distante, quase maníaco. Seu foco parecia estar em algo além de Nicole, além da cafeteria – em algum futuro que só ele podia ver.
Quando Andrew declarou seu desejo de ser "um dos grandes", toda a postura de Lucas mudou. Suas costas se endireitaram, seu queixo se ergueu, um fogo ardendo em seus olhos que falava volumes sobre a obsessão de Andrew.
Assim que Nicole começou a falar, o Andrew de Lucas tornou-se defensivo, sua mandíbula cerrada, seus dedos tamborilando inquietos na mesa. Quando ela apontou as falhas em sua lógica, um vislumbre de dúvida cruzou seu rosto, rapidamente substituído por uma teimosa determinação.
Quando Damien chamou "corta", ele notou Lucas ainda imerso na mente de Andrew. Ele se aproximou, dando um tapinha no ombro de Lucas. "Então, Andrew foi realmente afetado pelo término?"
Lucas balançou a cabeça, seus olhos se reorientando enquanto ele voltava à realidade. "Não, não exatamente. É que... de certa forma, estou me identificando com ele."
Damien assentiu, sentindo que havia mais por trás, mas sem pressionar.
O que Lucas não vocalizou foi a reviravolta desconfortável em seu estômago. Ele havia tocado em algo real durante aquela cena, imaginando Nicole como Jennifer. A ideia de terminar, de afastar alguém que ele se importava pelo bem de sua carreira, o deixou com uma sensação de vazio por dentro. Não eram apenas as emoções de Andrew que ele estava retratando; era um medo que ele não havia percebido que estava escondido em seu próprio coração.
Com o passar dos dias, a produção seguiu para filmar as cenas em que Fletcher apresentava Ryan, interpretado por Austin Stowell. Essas cenas eram particularmente intensas, com J.K. Simmons retratando magistralmente as táticas manipuladoras de Fletcher. Lucas, como Andrew, teve que transmitir uma mistura de confusão, frustração e crescente raiva enquanto Fletcher criticava sua bateria, ao mesmo tempo em que elogiava indevidamente o desempenho medíocre de Ryan.
As cenas de Andrew praticando furiosamente, forçando-se ao limite, eram fisicamente exigentes para Lucas. Ele passava horas na bateria, suas mãos com bolhas e em carne viva, capturando perfeitamente a determinação desesperada de Andrew em provar seu valor.
As filmagens progrediram constantemente até que a produção chegou à cena crucial do acidente de carro. Ao lado do set, Neil observava com crescente preocupação enquanto a equipe preparava Lucas para a cena. Embora a cena fosse cuidadosamente coreografada e as medidas de segurança estivessem em vigor, Neil não pôde deixar de se preocupar. O impacto, embora controlado, ainda balançaria fisicamente Lucas.
Lucas sentou-se no banco do motorista, técnicos se ocupando com seu cinto de segurança e posicionamento. Apesar dos riscos potenciais, ele insistiu em fazer a cena ele mesmo, querendo capturar as emoções cruas de Andrew no momento do impacto.
Neil aproximou-se do carro, seu rosto uma máscara de calma forçada. Ele deu um tapinha no ombro de Lucas. "Boa sorte, garoto", disse ele, tentando manter o tom leve.
Lucas riu, reconhecendo a preocupação por trás das palavras casuais de Neil. "Obrigado."
Assim que Neil se afastou, Damien pediu silêncio no set. A tensão era palpável enquanto todos tomavam suas posições. O coordenador de dublês deu um último aceno a Lucas, confirmando que tudo estava pronto.
"Ação!", a voz de Damien ressoou.
O carro, controlado por técnicos experientes, começou a se mover. Lucas apertou o volante, seu rosto uma imagem de determinação enquanto ele incorporava a corrida desesperada de Andrew para chegar à apresentação.
De repente, o equipamento simulou o impacto. O corpo de Lucas sacudiu para frente, o cinto de segurança o segurando enquanto o para-brisa se estilhaçava em uma explosão controlada de vidro de segurança.
Neil fez uma careta, observando a cabeça de Lucas ser jogada para trás pela força. Mas, fiel ao seu estilo, Lucas permaneceu no personagem, seu rosto contorcendo-se com uma mistura de dor e uma resolução frenética.
Assim que Damien chamou "Corta!", uma equipe correu para o carro. Eles rapidamente avaliaram Lucas, garantindo que ele não estava ferido antes de ajudá-lo a sair. Apesar da experiência chocante, Lucas já estava discutindo a próxima tomada com Damien, seu foco inabalável.
Neil aproximou-se de Lucas, preocupação gravada em seu rosto. "Você está bem, garoto?"
Lucas assentiu, girando os ombros para aliviar a tensão. "Estou ótimo. Nada que eu não consiga lidar."
Semanas se passaram, e enquanto as filmagens de "Whiplash" chegavam ao fim, a empolgação começou a crescer para a estreia de "O Artista" em 4 de maio.
Do lado de fora do teatro, Joey e Mike estavam na fila, com os ingressos na mão, envolvidos em uma discussão animada.
"Então, o filme vai ser em preto e branco e completamente mudo? Sem nenhum diálogo?", perguntou Joey, ceticismo evidente em sua voz.
Mike assentiu. "Foi o que o trailer mostrou. Mas acho que veremos por nós mesmos em breve."
Joey franziu a testa, não convencido. "Eu não sei, cara. Quão interessante pode ser um filme sem vozes e apenas em preto e branco?"
Mike deu de ombros, um toque de curiosidade em seus olhos. "Essa é a questão, não é? É diferente. Além disso, Lucas Knight está nele. Ele sempre parece escolher projetos interessantes."
Enquanto a fila começava a andar, Joey murmurou: "Bem, é melhor que seja bom. Eu não fiquei uma hora na fila para assistir a um filme mudo glorificado."