
Capítulo 265
Ator Magnata em Hollywood
Lucas acenou em despedida enquanto as crianças e seus responsáveis retornavam ao Hospital Bellevue, com seus amigos Sam, Liza e Leo sorrindo ao seu lado. A alegria nos rostos das crianças era contagiante.
"Parece que seu filme '50/50' realmente os tocou", disse Liza, cutucando as costelas de Lucas.
O sorriso de Lucas se alargou. "Espero que sim. O filme é sobre espalhar esperança para aqueles que estão passando por algo semelhante, sabe?"
Sam deu um tapinha nas costas de Lucas, um sorriso rasgando seu rosto. "Dá para perceber que eles se conectaram com a história de Adam. Eu diria que você causou um grande impacto."
Lucas apenas sorriu e se virou para Leo, seu tom firme, mas brincalhão. "Ei, certifique-se de apagar tudo o que você gravou lá no teatro, ok?"
Leo fingiu estar ofendido, com as mãos levantadas em um gesto de rendição. "O quê? Você não quer que o mundo veja o grande Lucas Knight proferindo frases tão clichês?" Ele piscou.
"Faça o que quiser", Lucas riu, balançando a cabeça com uma exasperação bem-humorada.
A plateia saiu do cinema, com os rostos exibindo uma mistura de emoções. Eles acabavam de assistir "50/50", e isso era visível. Alguns enxugavam lágrimas teimosas, outros riam baixinho para si mesmos, revivendo os momentos mais engraçados. Foi uma montanha-russa de filme, provocando risos e mágoas em igual medida.
O filme cumpriu seu gênero de "comédia-drama", sem dúvida. Uma cena, em particular, se destacou na mente de muitos: aquela em que o personagem de Lucas, Adam, raspou a cabeça com seu amigo Kyle, interpretado por Seth Rogen. As brincadeiras entre os dois enquanto Adam dava adeus aos seus cabelos fizeram a plateia gargalhar. Mas mesmo nesses momentos hilários, uma corrente subterrânea de tristeza percorria o cinema.
"50/50" permaneceu fiel à sua etiqueta de "comédia-drama", provocando tanto risos quanto lágrimas da plateia. As cenas mais engraçadas frequentemente mostravam Adam tentando escapar de sua realidade através do humor.
Mas os momentos mais tristes foram igualmente impactantes, mesmo que não se centrassem em um evento específico.
A depressão de Adam foi gradual, uma queima lenta que o consumia por dentro. A plateia observou enquanto ele era engolido por suas próprias emoções e doenças, corroído pelo desespero enquanto mostrava uma fachada corajosa para aqueles ao seu redor.
A atuação de Lucas brilhou nesses momentos silenciosos e desesperados, transmitindo o tormento interior de Adam sem recorrer a explosões ou colapsos explícitos. Em vez disso, foi a sutileza de sua performance que tornou a descida do personagem à desesperança ainda mais dolorosamente real.
A demonstração exterior de humor e bravura de Adam, mesmo com sua saúde se deteriorando, fazia parecer que ele havia se resignado ao seu destino, embora, no fundo, estivesse longe de estar pronto para desistir. Não foi até o final do filme que ele finalmente permitiu que suas verdadeiras emoções viessem à tona, revelando o poço de tristeza e desespero que ele vinha carregando.
A mudança em seu comportamento foi palpável quando ele milagrosamente sobreviveu ao câncer através de uma série de operações.
Críticos e espectadores aclamaram o filme, muitos elogiando a atuação de Lucas. Embora alguns não conseguissem superar sua aversão pessoal ao ator, nem mesmo eles podiam negar que seu talento brilhava neste papel. No geral, "50/50" foi aclamado como uma exploração pungente da vida, da morte e do espírito humano, com a interpretação matizada de Lucas da jornada de Adam sendo o coração e a alma do filme.
As redes sociais fervilharam com reações a "50/50". Fãs e cinéfilos casuais usaram suas plataformas para compartilhar suas opiniões.
"Inicialmente comprei um ingresso porque achei que Lucas teria uma música nova no filme, mas não, nenhuma música dele desta vez", escreveu um usuário, seguido por um emoji de choro. "Mas quer saber? Eu nem me importo! Ainda foi um filme incrível. Me fez rir, me fez chorar e me deixou inspirado. Definitivamente vale a pena assistir!"
Outro usuário elogiou a dedicação de Lucas à sua arte: "Não consigo acreditar o quão convincente ele parecia como um paciente com câncer! Sua transformação é insana. Méritos para sua dieta e regime de treinamento durante as filmagens. Parabéns, Lucas! Outra ótima atuação!"
E, claro, havia os fãs mais fervorosos que não resistiram a se derreter: "Ver Lucas tão doente na tela já me deixou em lágrimas!", acompanhado de um emoji de coração partido.
"Acabei de assistir '50/50' e não consigo evitar me identificar com o personagem de Adam", compartilhou um usuário. "Não tenho câncer, mas sei o que é sentir depressão e fingir coragem para os outros. A interpretação de Lucas desse tormento interior foi perfeita."
Outro usuário opinou: "Eu costumava pensar que a atuação de Lucas ficaria cansativa depois de um tempo, mas, caramba, eu estava errado. Ele só melhora a cada filme que faz. '50/50' não é exceção."
Enquanto a internet fervilhava de elogios ao filme, os números da bilheteria chegavam: impressionantes US$ 845.000 no dia de sua estreia. Embora modesto para os padrões de um blockbuster, isso foi um sucesso retumbante para um filme independente como "50/50", um testemunho do poder do boca a boca e da crescente base de fãs de Lucas.
"50/50" causou impacto nas bilheterias, arrecadando US$ 845.000 no dia de sua estreia, apesar de ser exibido em apenas 912 cinemas nos EUA.
A Lionsgate, uma das distribuidoras, já havia arriscado ao lançar o filme em tantos cinemas, apostando no poder estelar de Lucas para atrair as multidões.
Mas logo ficou claro que eles haviam subestimado sua influência. Após três dias consecutivos de fortes números de bilheteria, os distribuidores decidiram expandir o alcance do filme, quase dobrando o número de telas para 1.845 cinemas em todo o país.
Foi uma jogada arriscada para um filme independente, mas com o nome de Lucas anexado, eles estavam confiantes de que valeria a pena.
A sequência de sucessos de bilheteria de Lucas no circuito independente continuou, com cada filme tendo um desempenho melhor que o anterior. Sua crescente popularidade como músico certamente não atrapalhou, mas foram suas habilidades de atuação que selaram o acordo. "50/50" foi apenas o mais recente em uma série de filmes independentes aclamados pela crítica e comercialmente bem-sucedidos em que ele estrelou.
Com o aumento de seu valor de mercado como ator, grandes estúdios notaram. A Universal Pictures e a Walt Disney Pictures bateram à sua porta, oferecendo-lhe papéis em seus próximos projetos comerciais. Lucas, acompanhado por seu empresário, Neil, até se encontrou com o diretor de elenco de um dos próximos projetos da Disney para um jantar em um restaurante sofisticado de Nova York.
Assim que o diretor de elenco terminou de apresentar o projeto do filme, Lucas recusou educadamente. O diretor de elenco tentou melhorar a oferta, mas a decisão de Lucas estava tomada. Depois de sair do restaurante, Neil, visivelmente frustrado, não pôde deixar de desabafar no carro a caminho de casa.
"Lucas, por que você recusou? Era uma ótima oferta! Eles estavam dispostos a pagar 5 milhões, e eu poderia ter negociado por 8 ou até 10! Isso teria sido sua grande chance!"
Lucas riu, dando um tapinha no ombro de seu empresário. "Calma, Neil. Eu simplesmente não me conectei com o roteiro. Eu não conseguiria dar o meu melhor desempenho, e isso não é justo com a plateia. Prefiro esperar pelo papel certo do que aceitar qualquer coisa que apareça."
"Eu sei, mas ainda era uma ótima oferta", Neil suspirou, visivelmente desapontado.
O filme em questão era "John Carter", e embora pudesse ter sido um papel que definiria sua carreira, Lucas simplesmente não se sentia atraído por ele.
"Não se preocupe, Neil. Tenho certeza de que esta não será minha última grande oportunidade", Lucas o tranquilizou com um sorriso.
Neil não pôde deixar de sorrir. Ele sabia que Lucas estava certo. A oferta da Disney poderia ter sido tentadora, mas haveria outros projetos, outras chances para seu cliente brilhar. E quando o certo aparecesse, eles estariam prontos.
"E o acordo da Warner Bros.?", Lucas perguntou enquanto paravam em seu apartamento.
"Consegui negociar até 3 milhões, mas estou mirando em 4", disse Neil, determinado. "Temos que aproveitar o momento."
Lucas assentiu, agradecido pelos esforços de seu empresário.
Dois dias depois, eles se encontraram com um representante da Universal Pictures, que tinha uma oferta tentadora na mesa: um papel em "Branca de Neve e o Caçador".
A oferta inicial era semelhante à da Disney, mas Lucas, após ler o roteiro, recusou educadamente.
Neil estava ficando frustrado, mas entendia as reservas de seu cliente. A história simplesmente não era do agrado de Lucas, e ele não conseguia se dedicar totalmente a ela.
Após dias agitados de reuniões, Lucas se encontrou com seu agente, Vincent, para discutir sua carreira e vários empreendimentos comerciais. Lucas tinha algumas ideias em mente, e confiava em Vincent para ajudá-lo a concretizá-las.
Vincent, recém-saído do sucesso do Uber, estava mais do que pronto para o desafio. O aplicativo de transporte compartilhado que eles fundaram juntos havia decolado, graças em grande parte ao endosso de Lucas nas redes sociais.
Com 15 milhões de usuários e contando, parecia que eles haviam encontrado algo especial. As pessoas adoravam a conveniência de pedir uma corrida com apenas alguns toques em seus telefones, e motoristas independentes estavam aderindo à plataforma pela renda flexível.
O aplicativo Uber era um salva-vidas, literalmente. Longe iam os dias de chamar táxis interminavelmente nas primeiras horas da manhã ou em ruas escuras. Agora, com apenas alguns toques em seus smartphones, os passageiros podiam chamar uma corrida até sua porta.
Por isso Vincent estava disposto a fazer de tudo para ajudar Lucas com sua nova ideia de negócio. Ele sonhava em se aposentar como agente, morar em uma mansão em Beverly Hills e começar uma família – seu maior sonho.
Lucas, por outro lado, tinha planos diferentes para o sucesso futuro deles. Seu sonho era estabelecer instituições de caridade, financiar pesquisas para várias doenças e até se preparar para possíveis epidemias, tirando lições que havia aprendido em sua vida anterior.