Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 243

Ator Magnata em Hollywood

Lucas observava sua conta no Twitter, suas sobrancelhas se franzindo ao ver a notificação de um aumento de cinco milhões de seguidores. Deveria ser emocionante, mas não pareceu abalá-lo muito. Em vez disso, ele continuou a rolar por suas redes sociais, absorvendo casualmente o burburinho em torno de suas músicas. Ele sabia que era graças a Neil, aquele que havia configurado seu canal no YouTube e enviado suas músicas sem seu conhecimento. Estava viralizando, e isso sem nenhum esforço intenso de promoção da "Big Machine Records", a gravadora com a qual ele havia assinado.

Suas músicas estavam em todo lugar, mas o que mais o intrigava era que apenas as faixas de áudio eram postadas, nem mesmo seus videoclipes finalizados. Ele estava no meio de uma conversa com Lucy e Nina quando uma voz os interrompeu.

"Você é Lucas Knight?"

Lucas olhou para cima, seus dedos parando na tela do celular. Parado à sua frente estava o jovem ator que ele vira antes.

"Sim, sou eu", Lucas respondeu, forçando um sorriso. "Qual é o problema?"

"Sou Ezra Miller", disse o jovem ator, estendendo a mão para um aperto. Lucas apertou, sua expressão neutra. Ezra então se virou para Nina e Lucy, mas ambas o ignoraram.

Lucas não pôde deixar de notar a tensão. "Há algo entre vocês?"

Nina bufou, nem se dando ao trabalho de esconder seu desdém. "Nada. Eu só acho essa pessoa um pouco... nojenta", disse ela, virando a cabeça na direção de Ezra.

Ezra rapidamente levantou as mãos em sinal de rendição. "Ei, ei, me desculpe pelo lance do chiclete, ok?"

Lucy revirou os olhos, "Argh, nem me lembre."

Lucas estava confuso, mas Nina rapidamente o atualizou sobre o incidente anterior. "Bem, enquanto você não fizer isso de novo, Ezra, ficaremos bem", disse Lucas, tentando amenizar a tensão.

Ezra riu sem jeito, "É, tudo bem."

"Gente, preparem-se! Vamos começar a filmar!" Um membro da equipe gritou, instigando todos a se apressarem e irem para seus lugares.

O diretor, Stephen, aproximou-se de Lucas e sussurrou em seu ouvido: "Lucas, você parece que acabou de sair da cama. Por favor, vá lavar o rosto."

As bochechas de Lucas coraram, "Ah, certo. Eu vou." Ele murmurou, e rapidamente foi ao banheiro para jogar um pouco de água fria no rosto.

Ao retornar, a equipe de maquiagem e figurino se aproximou dele, transformando-o em seu personagem.

Enquanto isso, Nina e Lucy conversavam por perto.

"Parece que Lucas está interpretando o Charlie aqui." Nina disse, observando a transformação.

Lucy assentiu, "E adivinhe? Eu estou interpretando a irmã mais velha dele neste projeto. Quer dizer, nós temos mais ou menos a mesma idade."

Nina riu, "É, mas não se preocupe, os maquiadores farão sua mágica."

A filmagem começou com Lucas interpretando Charlie, em um quarto adornado com pôsteres e livros. Ele se sentou na mesa e, enquanto a câmera rolava, começou a escrever.

Após filmar o monólogo emocionante, a equipe de produção começou a se preparar para a próxima cena.

A cena mudou para um ambiente de colégio, onde Charlie, interpretado por Lucas, se juntou a seus colegas de classe. Sua postura gritava desajeitamento social, enquanto ele se sentava curvado em sua cadeira no fundo da sala, observando seus colegas. No entanto, toda vez que era pego olhando, ele rapidamente desviava o olhar.

"Ei, o que você está olhando, fortão?" Um calouro corpulento aproximou-se de Charlie, rindo com seus amigos.

Charlie murmurou, "N-nada."

"Ele parece tão tímido!" A garota bonita do grupo deles riu.

O fortão estufou o peito. "É, ele está nos encarando como um esquisitão." Ele cutucou Charlie, sua voz pingando sarcasmo. "Se você tem um problema, diga, ok?"

A turma explodiu em risadas enquanto o calouro continuava a humilhar Charlie, que permaneceu em silêncio, seus olhos marejados de lágrimas não derramadas.

"Ah, você vai chorar?" O valentão empurrou a cadeira de Charlie, fazendo-o cair no chão, e a turma explodiu em gargalhadas, exceto por um aluno — Patrick, interpretado por Ezra.

Em uma tentativa de acalmar a tensão, Ezra, como Patrick, decidiu desviar a atenção de Charlie, imitando o próximo professor. A turma explodiu em risadas, sem saber que o professor de verdade havia acabado de se aproximar sorrateiramente por trás dele. O professor brincou, "Bela imitação, 'Nada'."

Mais risadas se seguiram, embora mais contidas desta vez, enquanto o professor assumia o controle da aula.

Mais tarde, durante a aula de inglês, Charlie pegou seu estojo para pegar um lápis. Um calouro atrevido não resistiu. "Bela mochila de marica, bicha." A turma explodiu em risadas, que só diminuíram quando o Sr. Bill Anderson, seu professor, entrou na sala. Ele começou a fazer perguntas e andou pelos corredores, enquanto quase todos os alunos levantavam a mão, exceto Charlie.

A curiosidade do Sr. Anderson foi aguçada. Ele caminhou até a carteira de Charlie, olhou para seu papel e viu que ele havia escrito a resposta.

O Sr. Anderson observou Charlie atentamente enquanto chamava outro aluno, que deu a resposta errada. Ele então leu a resposta correta, que era exatamente o que Charlie havia escrito. A mesma coisa aconteceu com a próxima pergunta e a próxima, com as respostas de Charlie sendo precisas.

A aula terminou, e apenas Charlie e o Sr. Anderson permaneceram na sala.

"Por que você não levantou a mão?" O Sr. Anderson perguntou gentilmente.

Charlie encolheu os ombros, sem se comprometer.

"Eles te chamam de queridinho do professor? Ou de aberração?"

Charlie assentiu hesitantemente.

"Costumavam me chamar de 'maluco'. Quer dizer, sério? 'Maluco'?" O Sr. Anderson riu. "Mas dizem que se você fizer um amigo no seu primeiro dia, você está bem." Ele sorriu de forma tranquilizadora.

Charlie sorriu de volta, "Obrigado, Sr. Anderson."


O filme continuou a mostrar Charlie navegando pela vida no ensino médio, escondendo sua saúde mental de sua família. Ele eventualmente fez amizade com Patrick, interpretado por Ezra, que então o apresentou a Sam, interpretada por Nina Dobrev.

Como Sam, Nina exalava confiança e um espírito rebelde, cada movimento dela transpirando amor-próprio.

Nos bastidores, no entanto, Ezra pregava peças que irritavam alguns membros do elenco. Lucas, entendendo que Ezra poderia ter problemas mentais, levou isso na esportiva e até pregou uma peça nele de volta. Era um cabo de guerra de emoções para Ezra, que não conseguia decidir se gostava ou não de Lucas.

No entanto, assim que as câmeras rolavam, ele se transformava em um ator profissional.

O filme progrediu com Charlie, Sam e Patrick tornando-se melhores amigos. Eles dividiram um baseado e riram das piadas um do outro em uma festa.

Então, em uma cena emocionante, Charlie inesperadamente revelou a Sam que seu amigo havia cometido suicídio.

Sam e Patrick sentiram pena de Charlie depois de conhecerem seu passado, e começaram a vê-lo de forma diferente. Eles o acolheram em seu grupo e, por um tempo, pareceu que sua vida estava melhorando.

No entanto, durante as férias, Charlie lutou contra sua depressão e flashbacks da morte da Tia Helen. Ele confidenciou ao Sr. Anderson, que o encorajou a compartilhar seus fardos.

À medida que a história avançava, Charlie revelou que sua irmã, Candace, interpretada por Lucy Hale, estava em um relacionamento abusivo.

O Sr. Anderson denunciou, e Candace ficou furiosa com Charlie.

Foi somente quando ela engravidou e decidiu fazer um aborto que ela confiou nele para levá-la à clínica.

Enquanto isso, depois que Charlie participou do Rocky Horror Picture Show, uma garota chamada Mary Elizabeth se interessou por ele. Eles começaram a namorar logo depois.

O filme continuou com o relacionamento de Charlie com Elizabeth terminando quando um jogo de "Verdade ou Consequência" o levou a beijar a pessoa mais bonita da sala—Sam. Um erro de bêbado, mas que não poderia ser desfeito. Uma Elizabeth magoada saiu furiosa da sala.

Enquanto isso, Nina, que foi beijada por Lucas, corou apesar de fazer parte do roteiro. O charme de Lucas era difícil de resistir.

À medida que a cena rolava, Brad, interpretado por um dos atores coadjuvantes, era visto fazendo comentários sarcásticos sobre a sexualidade de Patrick na cafeteria da escola.

Na cafeteria, a cena se desenrola quando um dos companheiros de time de futebol de Brad "acidentalmente" derruba Patrick, causando uma comoção enquanto seus livros voam para todo lado. Patrick se cansou e avança sobre os jovens rindo, desferindo socos.

A briga aumenta, e Sam avista seu meio-irmão na confusão. "Parem!" ela grita, mas seus amigos a seguram.

Charlie, que estava observando de longe, já havia visto o suficiente. Ele corre, dando socos, derrubando os valentões um por um.

A cafeteria está em silêncio, todos os olhos na cena. Charlie ajuda um Patrick atordoado, que está com o lábio sangrando.

De volta à mesa deles, o grupo, incluindo Sam, repreende Patrick por ter começado a briga.

No entanto, Charlie o defende. O grupo relutantemente concorda, e a tensão se dissipa.

Mais tarde, durante uma festa de bêbados, a situação se inverteu. Um Patrick bêbado e encorajado puxou Charlie para um beijo.

Charlie, pego de surpresa, empurrou Patrick para longe. "Uau, cara, estamos chapados", disse ele, esperando que a natureza turva do álcool apagasse o incidente de suas memórias.

Patrick, sóbrio rapidamente, pediu desculpas profusamente. "Sinto muito, cara, eu não quis... eu estava bêbado, juro!"

À medida que a história avançava, Patrick testemunhou Brad beijando outro homem. Foi um ponto de virada para ele, e ele percebeu que as pessoas muitas vezes projetam suas próprias inseguranças nos outros. Embora magoado, ele escolheu focar em coisas melhores em sua vida.

Enquanto isso, a ansiedade de Charlie aumentava à medida que seus amigos, especialmente Sam, se aproximavam do fim de sua jornada no ensino médio. Ele sempre a admirou, mas ela estava em um relacionamento.

No entanto, à medida que a formatura se aproximava, seus caminhos continuavam a se cruzar, e eles compartilharam um momento de intimidade.

No entanto, durante o momento íntimo, Charlie não pôde deixar de ser lembrado de sua Tia Helen, a única pessoa que ele pensava que realmente o entendia. Tragicamente, ele percebeu a verdade sombria – ela o estava manipulando e abusando quando criança.


"Lucas, sua próxima cena é agora. É aquela em que Charlie tenta acabar com tudo", disse Stephen, batendo gentilmente em suas costas.

Lucas saiu de seus pensamentos e assentiu. "Sim, entendi." Enquanto se preparava para a cena, ele não pôde deixar de sentir uma pontada de tristeza. Assim como Charlie, ele também estava prestes a se despedir do elenco e da equipe unidos, um grupo que havia se tornado como uma segunda família para ele durante as filmagens.

Durante as filmagens, embora Ezra tivesse seus momentos de ser um idiota, ele finalmente entendeu seu personagem. Nina, por outro lado, permaneceu mais uma conhecida amigável do que qualquer outra coisa.

Perdido em seus pensamentos, Lucas não pôde deixar de lembrar as palavras de Patrick para Charlie: "Você vê as coisas. Você as mantém em silêncio. E você entende."

Stephen, percebendo a melancolia de Lucas, colocou uma mão reconfortante em seu ombro. "Você fez um trabalho fantástico interpretando o personagem de Charlie, mas não precisa se esforçar demais para o papel. Acho que você já nos deu o suficiente."

Lucas saiu de seu devaneio e balançou a cabeça. "Não, Stephen, estou bem. É que... eu me apeguei ao personagem e às pessoas daqui. Vou ficar bem, prometo."

Após assegurar o diretor, Lucas se preparou mental e emocionalmente para a próxima cena – o ponto mais baixo de Charlie.

Enquanto Lucas conversava com Stephen, a filmagem foi retomada. Lucas se transformou novamente em Charlie, vestindo a turbulência emocional do personagem como se fosse sua própria.

Charlie, visivelmente perturbado, entrou na casa, sua expressão uma mistura de desespero e desapego. O olhar assombrado em seus olhos falava volumes sobre a dor insuportável e os flashbacks implacáveis que o atormentavam.

A atuação de Lucas foi tão excepcional que era difícil dizer onde sua performance começava e a realidade terminava. Ele tropeçou escada acima, lágrimas escorrendo pelo rosto, e se dobrou em seu quarto, como se o peso do mundo fosse demais para suportar. A câmera capturou cada nuance de sua linguagem corporal – desde a maneira como ele se encolheu em posição fetal até a maneira como cobriu os ouvidos, tentando abafar a cacofonia em sua mente.

A cena mudou para a cozinha, onde Charlie estava em frente à pia, uma faca em sua mão trêmula. Ele olhou para a superfície refletora, assombrado pela imagem que o encarava de volta. A câmera focalizou sua expressão atormentada, uma mistura de angústia e resignação.

À medida que a cena continuava, foi revelado que a irmã de Charlie havia alertado as autoridades bem a tempo. Uma equipe policial invadiu a porta da frente à força, subjugando Charlie com perícia.

No hospital, um Charlie com aparência exausta encontrou-se com um psiquiatra que o ajudou a lidar com seus traumas. Lenta mas seguramente, os pedaços de sua psique despedaçada começaram a se curar.

Então veio a cena emocionante em que Charlie, agora em recuperação, recebeu um pacote de cuidados de ninguém menos que Sam. As cartas que ela lhe havia escrito durante os dias se espalharam pelo chão, cada uma transbordando de calor, apoio e encorajamento.

Nas cenas finais, um Charlie visivelmente mais saudável se reuniu com Sam. Eles se abraçaram, ambos com os olhos marejados, enquanto o pai de Charlie os observava com um sorriso orgulhoso.

As câmeras rolaram pela última vez, e quando o diretor gritou "Corta!", todo o set explodiu em aplausos. Abraços, "high-fives" e parabéns foram compartilhados por todos.

Lucas, ainda no personagem de Charlie, abraçou Nina e o resto do elenco e da equipe, seus olhos brilhando com lágrimas não derramadas.

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