Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 248

Ator Magnata em Hollywood

Anos 60 - Fulton Lee e John Michael Howell


Lucas e Jennifer permaneceram em um abraço apertado, suas silhuetas contra o movimentado terminal do Aeroporto JFK. Finalmente, eles se separaram, Jennifer enxugando os olhos com um lenço. "Você está realmente decolando na sua carreira agora, hein?", disse ela, a voz embargada de orgulho. "Você é praticamente o assunto da cidade."

Lucas sorriu, um brilho presunçoso nos olhos. "O que posso dizer? Eu sou assim, sensacional."

Jennifer riu, dando-lhe um empurrãozinho brincalhão. Juntos, eles passearam pela cidade, maravilhados com as luzes brilhantes da Times Square e abrindo caminho por entre a multidão de pessoas. Para seu alívio, a multidão parecia proporcionar anonimato, pois nem uma única alma parou para observar ou pedir um autógrafo.

Enquanto caminhavam, eles apontaram para o Edifício Chrysler e o Empire State Building, relembrando suas visitas passadas a esses mesmos lugares.

"É bom estar de volta", suspirou Lucas, passando o braço pela cintura de Jennifer. "E é ainda melhor estar aqui com você."

Jennifer sorriu para ele, os olhos brilhando. "Eu sei o que você quer dizer, meu aviador. Eu sei o que você quer dizer."

Lucas e Jennifer passearam tranquilamente pela cidade, parando apenas para provar a culinária local em um restaurante pitoresco e posar para algumas fotos em frente a marcos icônicos. Enquanto serpenteavam pela Times Square, uma melodia flutuou no ar, parando-os em seus passos. Um artista de rua dedilhava seu violão, cantarolando uma canção que tocava seus corações.

"Ora, ora", Jennifer provocou, cutucando Lucas, "parece que sua música causou uma ótima impressão."

Lucas não pôde deixar de sorrir enquanto observava a multidão se aglomerar em torno do artista, celulares erguidos para capturar o concerto improvisado. A voz do homem era rouca, mas sincera, cada nota tocando os corações dos ouvintes.

"Essa música é tão comovente", confidenciou um homem ao seu amigo, "eu a ouvi em loop no YouTube por dias."

A multidão concordou com um murmúrio, perdida nas letras agridoces e na entrega emocionante do artista.

"Acho que você tem um sucesso nas mãos, Sr. Sensacional", Jennifer provocou, apertando o braço dele.

Enquanto o cantor continuava a apresentar a música, Jennifer acompanhou Lucas, seu olhar pensativo. "Essa sua música", ela começou, "é sobre um término, certo? E mágoa?"

Lucas assentiu, uma expressão melancólica nublando seus traços.

"É uma melodia tão emocionante", ela insistiu, "não consigo deixar de me perguntar... quem foi a garota que partiu seu coração tão profundamente a ponto de você conseguir escrever algo assim?"

Lucas riu desconfortavelmente, um sorriso agridoce brincando em seus lábios. A música "Let Her Go" havia sido uma canção popular em sua vida anterior, e ele apenas a trouxe para este mundo. Ele não poderia, de fato, revelar a verdadeira inspiração por trás das letras. "É... complicado", ele tergiversou.

Jennifer o estudou de perto, seus olhos cheios de compreensão.

"Só odeio a estrada quando sinto falta de casa", o artista cantarolou, sua voz rouca de emoção, "só sei que a amo quando a deixo ir."

A última nota pairou no ar, misturando-se com o burburinho da Times Square. Jennifer apertou o braço de Lucas, oferecendo apoio silencioso enquanto eles continuavam seu passeio.

"Estou aqui para você, sabe", ela disse gentilmente, "se você quiser conversar sobre isso algum dia."

Lucas deu-lhe um sorriso grato. "Eu sei, Jen. Agradeço muito."

Lucas enfiou a mão na carteira e deixou a nota nova no chapéu do artista. "Foi uma performance fantástica", disse ele, exibindo um sorriso genuíno.

"Fico feliz que tenha gostado", respondeu o artista, seus olhos cintilando de gratidão.

Enquanto se afastavam, Lucas inclinou-se para o ouvido de Jennifer. "Quer que eu faça uma serenata para você?", perguntou ele maliciosamente.

Os olhos de Jennifer arregalaram-se de surpresa. "Você faria isso mesmo? Com toda essa gente por perto? E você é praticamente famoso agora!"

Lucas riu, imperturbável por suas preocupações. "Só porque sou conhecido não significa que não posso me divertir um pouco, certo?"

Com isso, ele se virou para o artista e perguntou: "Se importa se eu pegar seu violão e microfone para uma música rápida?"

O homem olhou para Lucas, o reconhecimento surgindo em seus traços. "Você é... você é Lucas, certo? O cara de 'Let Her Go'?"

Lucas riu. "Culpado. Se importa se eu pegar seu instrumento e o microfone ali?" Ele apontou para o suporte de microfone não utilizado por perto.

"Bem, esse é o microfone do meu amigo, mas acho que tudo bem para uma música", disse o artista, sorrindo.

Enquanto Lucas pegava o violão e se aproximava do microfone, o artista não conseguia esconder sua empolgação. Ele sacou o celular, ansioso para capturar o momento. Afinal, embora pudesse não ter assistido aos filmes de Lucas, era fã de sua música.

Lucas dedilhou o violão, produzindo uma melodia suave e romântica que despertou o interesse dos transeuntes. Jennifer observava, o coração palpitando, enquanto a multidão começava a se aglomerar.

"Garota, você parece uma modelo dos anos sessenta", Lucas cantarolou, seu olhar fixo em Jennifer, "beleza natural, sem cirurgias. Não se consegue esse tipo de visual de mais nada, a não ser de Deus, e todo mundo sabe disso também."

Enquanto Lucas continuava a cantar, mais espectadores paravam em seus passos, celulares a postos. Eles não reconheciam a melodia, mas havia algo familiar na voz e na melodia que os atraía.

"Você tem essa vibe dos anos sessenta, e é difícil de superar", Lucas cantarolou, dedilhando o violão sem esforço, "Não vai encontrar isso neste século, outras pessoas tentam, mas não conseguem competir. Você tem esse tipo de classe que ninguém ensina."

A multidão cantarolava junto, cativada pela melodia desconhecida, mas contagiante.

"Quero te abraçar agora até a eternidade, olhar para trás nos anos, contar nossas memórias", Lucas cantarolou, seus olhos fixos nos de Jennifer. "Outras pessoas tentam, mas não conseguem competir, você tem esse tipo de classe que ninguém traz."

Enquanto o refrão aumentava, ele harmonizava consigo mesmo, "M-ba-mm-ba, mm-ba-mm-ba", sua voz rica e cheia de emoção.

À medida que a música avançava, sussurros começaram a se espalhar pela multidão. "Não é...? "De jeito nenhum, não pode ser..." Mas mesmo quando o reconhecimento lhes veio, eles não conseguiam desviar os olhos da performance sincera.

"Garota, você parece uma vida passada, uma memória", Lucas cantarolou, "Uma parte muito mais doce da história." O artista e a multidão balançavam ao som da melodia cativante, transportados de volta no tempo.

"Como uma velha melodia dos Beach Boys, apenas nadando na minha cabeça e cantando, 'não se preocupe, amor'", Lucas cantarolou, seu olhar fixo nos de Jennifer. "Certo, certo, eu te tenho ao meu lado. Podemos voltar no tempo, esta década não parece certa. Então, se você pegar minha vibe, apenas cante para a noite."

O refrão aumentou mais uma vez, "Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh."

"Você tem essa vibe dos anos sessenta, e é difícil de superar", Lucas cantarolou, dedilhando o violão sem esforço, "Não vai encontrar isso neste século, outras pessoas tentam, mas não conseguem competir. Você tem esse tipo de classe que ninguém ensina."

Lucas fechou os olhos, perdido na música, alheio à comoção que estava causando. "Quero te abraçar agora até a eternidade, olhar para trás nos anos, contar nossas memórias", ele cantarolou, "Outras pessoas tentam, mas não conseguem competir, você tem esse tipo de classe que ninguém traz."

A multidão se juntou, suas vozes aumentando em um coro de "M-ba-mm-ba, mm-ba-mm-ba", enquanto harmonizavam com a performance improvisada.

Aplausos irromperam pela praça enquanto a última nota desaparecia, abafando o barulho habitual da cidade. Lucas fez uma reverência, sorrindo de orelha a orelha, antes de devolver o violão ao artista.

Outro artista, Claude, ficou boquiaberto com Lucas, o reconhecimento surgindo em seus traços. "Lu-Lucas!", ele gaguejou, maravilhado em sua voz.

Lucas virou-se, as sobrancelhas levantadas. "Isso foi... incrível", Claude exclamou, "Parecia tão da velha guarda, mas tinha aquele charme que podia fazer os corações baterem. E com sua aura de cavalheiro... não há dúvida, é realmente você!"

Lucas sorriu, um pouco tímido sob os elogios. "Obrigado, cara", disse ele modestamente, "Que bom que gostou."

Claude, encorajado, perguntou: "Posso tirar uma foto?"

Lucas riu, "Claro." Ele posou para uma selfie rápida com o artista deslumbrado antes de voltar para Jennifer.

No entanto, eles foram recebidos por uma multidão de pessoas que clamavam por autógrafos e selfies.

"Lucas, aqui!"

"Posso tirar uma foto com você, por favor?"

"Eu sou seu maior fã!"

Lucas sorriu, atendendo graciosamente a cada pedido, dando autógrafos e posando para fotos. Jennifer observava, divertida com a comoção que seu homem estava causando.

Finalmente, depois de vários minutos, eles conseguiram abrir caminho pela multidão, de mãos dadas.

Enquanto Lucas e Jennifer passeavam de mãos dadas pela cidade movimentada, não puderam deixar de ouvir os sussurros ao redor deles.

"Lucas e Jennifer", uma observadora ofegou, "Eles pareciam tão próximos!"

"Eu sei, né?", sua amiga concordou, "Eu podia praticamente sentir o amor entre eles."


Enquanto se afastavam, a melodia da música que Lucas havia cantado para ela ainda ecoava no coração de Jennifer. "Essa foi uma música tão linda, sabe", disse ela, um sorriso caloroso espalhando-se pelo rosto.

Lucas sorriu de volta, "Que bom que gostou. Obrigado." Ele hesitou por um momento antes de acrescentar: "Na verdade, eu também estou trabalhando em outra coisa. Um roteiro, na verdade. Eu estava me perguntando se você se importaria de dar uma olhada, me dizer o que você pensa?"

Jennifer ergueu uma sobrancelha, divertida. "Escrevendo roteiros agora, é?"

Lucas riu, corando levemente. "Não é grande coisa, mas eu apreciaria sua opinião. Eu o salvei neste pendrive. Você pode lê-lo no seu laptop mais tarde."

Intrigada, Jennifer assentiu.

À medida que o dia escurecia, eles seguiram para o quarto de hotel que Jennifer havia reservado. No momento em que a porta se fechou atrás deles, eles não puderam mais conter o desejo.

Eles se abraçaram com força, seus lábios se encontrando em um beijo apaixonado. Suas mãos percorreram os corpos um do outro, reacendendo o fogo que vinha ardendo entre eles durante toda a noite. Tropeçando em direção à cama, eles caíram juntos, suas roupas descartadas em um rastro atrás deles, perdidos em sua fome e desejo mútuos.

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