
Capítulo 246
Ator Magnata em Hollywood
Enquanto o trem seguia seu curso, o olhar de Lucas desviou-se para o homem sentado ao seu lado. Keanu Reeves. Parecia que ele havia sido transportado de volta no tempo, para uma época em que era apenas um rosto desconhecido tentando fazer sucesso em Hollywood. Keanu virou-se para Lucas, sentindo seu olhar. "Precisa de alguma coisa?"
Lucas forçou um sorriso. "Nada." Ele hesitou por um momento antes de acrescentar: "Na verdade, sou seu fã."
A expressão de Keanu suavizou-se. "Sério?" Ele examinou Lucas de perto, como se tentasse associar um nome ao rosto. "Espere, você não é Lucas Knight?"
Lucas riu, surpreso. "Eu não esperava que Keanu Reeves me reconhecesse."
"Por que eu não reconheceria?" Keanu também riu. "Você é uma sensação e tanto ultimamente por causa do seu videoclipe no YouTube, sabia?"
As bochechas de Lucas coraram de orgulho. "Bem, é por isso que eu e minha segurança pegamos o metrô", explicou ele com um sorriso.
Enquanto Lucas e Keanu continuavam sua conversa, um burburinho agitado preencheu o vagão do trem. Os passageiros pegavam seus telefones discretamente, tentando gravar de forma imperceptível a rara cena do astro em ascensão Lucas Knight e do ator veterano Keanu Reeves sentados juntos, engajados em uma conversa casual. Embora os nova-iorquinos estivessem acostumados a avistar celebridades, este encontro inesperado era bom demais para deixar passar.
Lucas e Keanu notaram as telas dos telefones brilhando e os sussurros, mas decidiram não se importar. Afinal, era parte integrante de estar sob os holofotes.
"Parece que estamos chamando bastante atenção", Lucas comentou, um sorriso brincalhão surgindo em seus lábios.
"Não é de surpreender", Keanu riu modestamente. "Você é uma grande figura ultimamente, sabia?"
Lucas sorriu e dispensou o elogio com um aceno. "Estou apenas começando. Você, por outro lado, é uma lenda de Hollywood."
Keanu sorriu carinhosamente para a humildade. "Não se menospreze, Lucas", disse ele. "Você está a caminho de se tornar um nome conhecido."
Enquanto o trem chacoalhava, os dois astros se perderam na conversa, ignorando os olhares curiosos e os dispositivos de gravação ao redor.
O trem parou na estação, que era a parada de Lucas.
Lucas virou-se para Keanu Reeves e ofereceu um aceno de despedida. "Foi um prazer conhecê-lo, Keanu." Ele se despediu educadamente de Keanu Reeves antes de ser conduzido para fora do trem por seus dois corpulentos seguranças.
"Keanu Reeves é um cara muito legal", Simon não pôde deixar de comentar enquanto se misturavam na multidão de passageiros.
Jack assentiu em concordância. "Ele é uma raridade entre a realeza de Hollywood, com certeza. E humilde também. Diferente da maioria dos atores."
Percebendo seu erro, Jack rapidamente acrescentou: "Sem ofensa, Lucas. Eu não quis dizer—"
Lucas levantou a mão para detê-lo. "Sem problemas, Jack. Eu sei o que você quis dizer. E Keanu está em um patamar próprio, honestamente."
Simon não pôde deixar de concordar. "É verdade. Mas você também é muito legal, Sr. Lucas."
Lucas simplesmente riu enquanto chamavam um táxi e seguiam para seu próximo destino, uma reunião com Todd Phillips.
Em um restaurante elegante, Todd Phillips mexia com sua taça de vinho, verificando nervosamente a hora em seu relógio. O renomado diretor havia voado de Los Angeles para encontrar a sensação da internet, Lucas Knight.
Finalmente, ele avistou o jovem astro caminhando em direção à mesa deles, flanqueado por sua segurança de aparência intimidante.
Todd rapidamente se levantou, estendendo a mão. "Prazer em finalmente conhecê-lo, Sr. Knight."
Lucas apertou sua mão com firmeza. "Prazer em conhecê-lo também, Sr. Phillips."
Todd notou os guarda-costas, Jack e Simon, por perto, mas quando ele estendeu a mão para cumprimentá-los, eles recusaram educadamente com um breve aceno de cabeça.
Depois que se sentaram, Todd entregou um cardápio a Lucas. "Por favor, sinta-se à vontade para pedir o que quiser, Sr. Knight."
Lucas examinou o cardápio e apontou para algo. "Eu vou querer a Salada Wedge Picada, por favor."
O garçom anotou os pedidos e saiu com os cardápios. Enquanto esperavam a comida chegar, Todd inclinou-se para Lucas, com uma expressão séria. "Conversei com seu gerente, Sr. Knight. Ele mencionou que você tem trabalhado em algo... intrigante."
Lucas sorriu levemente. Aquele era o momento que ele esperava. "Pode me chamar de Lucas."
"Certo, Lucas então", Todd respondeu, exibindo um sorriso caloroso. "E você pode me chamar de Todd."
Lucas assentiu, respirando fundo antes de começar. "O roteiro é sobre um vilão chamado Coringa..."
Todd inclinou-se, visivelmente intrigado. "O Coringa, hein? Estou ouvindo."
Lucas continuou: "É ambientado no mesmo universo do atual universo cinematográfico da DC, mas é uma história independente. Exploramos seus relacionamentos, sua carreira fracassada de stand-up e sua descida à loucura."
As sobrancelhas de Todd se ergueram em interesse. "Ambicioso. Mas você sabe que, se quisermos fazer este filme, precisaremos da aprovação da Warner Bros. e de um acordo, certo?"
Lucas inclinou-se, com os olhos brilhando de paixão. "Na verdade, eu apresentei a ideia ao CEO da Warner Bros., Todd. Era sobre um vilão, o Coringa, para ser preciso."
As sobrancelhas de Todd se ergueram em surpresa. "E então? O que ele disse?"
Lucas levantou a mão, um sorriso se formando em seu rosto. "Ele não disse não, exatamente."
"Mas não temos certeza se o seu roteiro um dia será feito", Todd argumentou, o ceticismo rastejando em sua voz.
Lucas sorriu tranquilizadoramente, sinalizando para Jack entregar o roteiro de sua bolsa. "Eu sei que é uma aposta difícil, mas apenas leia, Todd. Veja se você gosta."
Colocando o roteiro grosso e encadernado na mesa, Lucas o deslizou para Todd. "Este é o roteiro, semanas de pesquisa e escrita. Acho que vale a pena tentar."
Todd pegou o roteiro, sua expressão ainda duvidosa. O título dizia "Coringa" em uma fonte simples e ameaçadora. Ele folheou as páginas, o peso do roteiro falando por si.
"Ok, Lucas", disse ele, sua voz tingida de interesse relutante. "Vou dar uma lida. Mas sem promessas, certo?"
Lucas sorriu, estendendo a mão. "Agradeço, Todd. É tudo o que peço."
Os dois homens apertaram as mãos, selando o acordo.
"Esperemos que este seu Coringa seja tão intrigante quanto você o descreve", disse ele, meio brincando, mas com um toque de interesse genuíno.
Enquanto Todd examinava o roteiro, suas sobrancelhas franziram em concentração. Ele continuou a ler, as páginas farfalhando sob seus dedos, e parou em uma cena particularmente angustiante. Ele olhou para Lucas, visivelmente incomodado.
"Isso... isso não é nada como o Coringa que estamos acostumados a ver nos quadrinhos", disse ele, com um toque de admiração em sua voz. "Você o humanizou, o tornou... relacionável."
Lucas sorriu, uma expressão sombria em seus olhos. "O Coringa nem sempre foi um monstro, Todd. Ele já foi como você e eu, lidando com dor e tragédia insuportáveis. Eu queria mostrar isso."
Todd virou mais algumas páginas, seus olhos se arregalando com os relatos detalhados da descida do Coringa à loucura.
"Afeto pseudobulbar? Eu nunca nem ouvi falar dessa condição."
Lucas assentiu, um fogo em seus olhos. "É real. É um distúrbio neurológico que causa risadas ou crises de choro incontroláveis, frequentemente desencadeadas por emoções intensas. Achei que seria um pano de fundo adequado para a risada maníaca do Coringa."
Todd não conseguia desviar os olhos do roteiro, o mundo ao redor deles desaparecendo em segundo plano. Esta versão do Coringa era sombria, corajosa e profundamente perturbadora. Era como se Lucas tivesse conseguido alcançar as profundezas dos cantos mais escuros da humanidade e desenterrado um monstro que todos sabiam que se escondia lá dentro.
Todd inclinou-se, com os olhos brilhando com uma mistura de fascínio e desconforto. "Além do afeto pseudobulbar, parece que o Coringa também tem outros problemas mentais."
Lucas assentiu gravemente. "Ele tem, Todd. Ele é um personagem complexo."
Todd não pôde deixar de ficar impressionado com a quantidade de pesquisa e reflexão que Lucas dedicou ao personagem. "Você realmente se esforçou muito com a história de fundo dele, não é?"
"Eu queria permanecer fiel à essência do personagem, adicionando minha própria visão", Lucas respondeu, um brilho em seus olhos. "A vida, para o Coringa, é uma piada."
Todd não pôde deixar de rir do humor sombrio. "Gostei disso. É distorcido, mas funciona."
Ele folheou mais páginas, visivelmente surpreso com a profundidade e a intensidade do roteiro. "Você conseguiu humanizar o Coringa de uma forma que é ao mesmo tempo aterrorizante e trágica. É... cativante."
Lucas sorriu: "Fico feliz que pense assim. Eu queria mostrar que mesmo os mais notórios vilões já foram apenas pessoas como nós, lidando com seus demônios."
Todd tamborilou os dedos na mesa, pesando suas opções. "Apresentar um roteiro como este para a Warner Bros.? Eles não são conhecidos por assumir riscos."
Os olhos de Lucas brilhavam com determinação. "Eu sei que é uma aposta difícil, mas acredito nesta história. Acho que o mundo precisa ver o lado da história do Coringa."
Enquanto o garçom colocava os pedidos na mesa, ambos os homens ficaram em silêncio, permitindo que os aromas tentadores preenchessem o ar. Eles começaram a comer, a conversa em pausa por um momento.
Quando estavam na metade da refeição, Todd sorriu para Lucas. "Sabe, estive pensando... estou dentro. Quero ajudá-lo a desenvolver este seu roteiro do Coringa."
Os olhos de Lucas se arregalaram com alívio e gratidão. "Obrigado, Todd. Agradeço muito."
Todd dispensou. "Não, obrigado a você. Sua perspectiva única sobre o Coringa é algo que o mundo precisa ver."
Eles continuaram a refeição, discutindo os pontos mais delicados da história e como abordariam a Warner Bros. com o roteiro.
"Tenho um bom pressentimento sobre isso, sabe", disse Todd, limpando a boca com um guardanapo.
Lucas sorriu. "Espero que sim, Todd. Eu realmente espero."
Terminando a refeição, levantaram-se e apertaram as mãos pela última vez.
"Estarei em contato, Lucas. Temos um roteiro para lapidar e um estúdio para convencer", disse Todd, com um brilho nos olhos.
Lucas assentiu: "Começarei a trabalhar nisso assim que voltar. Ah, a propósito, também convidei outro escritor para a equipe. Scott Silver, acho que o estilo dele se encaixará perfeitamente no Coringa."
Todd ergueu as sobrancelhas. "Scott, hein? Escolha interessante. Certo, quanto mais, melhor."
Lucas despediu-se de Todd e saiu do restaurante chique, com um senso de determinação ardendo dentro dele.