Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 224

Ator Magnata em Hollywood

Lucas chamou um táxi e instruiu o motorista a ir para o Commerce Casino, onde sabia que Neil estaria. Enquanto o táxi se aproximava do estabelecimento chamativo, Lucas respirou fundo e saiu do veículo. Ele caminhou com confiança através das luzes piscantes e da multidão de pessoas.

Após uma rápida verificação de identidade na entrada, o segurança o liberou, permitindo-lhe entrar no movimentado salão do cassino. Seus olhos vasculharam o mar de rostos, máquinas caça-níqueis e mesas de cartas até encontrarem Neil, sentado em uma mesa de pôquer de apostas altas com outros oito jogadores. A mandíbula de Lucas se apertou ao reconhecer um dos jogadores como ninguém menos que Bruno Mars, a estrela em ascensão da indústria da música.

Lucas se aproximou da mesa, tentando passar despercebido. A maioria dos jogadores estava tão absorta no jogo que não o notou, mas algumas cabeças se viraram, as sobrancelhas se erguendo em reconhecimento. Ele parou atrás de Neil, observando o jogo intensamente, sua carranca se aprofundando a cada mão distribuída.

Enquanto Lucas observava Neil jogar pôquer, notou alguns rostos na multidão que o reconheceram. Um homem de terno elegante se aproximou dele primeiro. "Você é Lucas Knight?"

Lucas assentiu, tentando permanecer discreto.

Uma jovem com estrelas nos olhos logo o seguiu. "O que você está fazendo aqui, Lucas?", ela guinchou.

Outra mulher, esta com um sorriso sedutor, se aproximou dele com gingado. "Quer companhia? Posso te mostrar como se divertir."

"Ah, obrigado, mas não, obrigado", Lucas recusou educadamente. "Estou apenas esperando meu amigo terminar o jogo dele. Não sou muito de apostar, sinto muito."

A loira fez bico. "Ah, que pena."

A ruiva ao lado dela suspirou dramaticamente. "Eu esperava jogar alguns jogos com um galã de Hollywood em ascensão."

Lucas corou e riu nervosamente. "Desculpe desapontar as senhoritas, mas estou aqui a trabalho esta noite. Fica para a próxima?"

As mulheres riram e se afastaram, deixando Lucas continuar a observar o jogo de pôquer.

Enquanto Lucas tentava afastar os fãs admiradores, Neil finalmente o notou e gesticulou com a boca, "Estou quase terminando."

Lucas suspirou. "Se apresse."

"Estou nisso", Neil gesticulou de volta, concentrando-se novamente no jogo.

Enquanto isso, Peter, mais conhecido como Bruno Mars, também notou a comoção.

O reconhecimento surgiu em seu rosto ao perceber que o jovem loiro era ninguém menos que Lucas Knight, uma estrela em ascensão tanto na atuação quanto na música.

Finalmente, a rodada de pôquer terminou, e Neil se levantou, alegando que tinha algo importante para resolver. Os outros jogadores resmungaram, mas quando Peter também afastou sua cadeira, eles ficaram visivelmente desapontados. Afinal, Peter estava em uma maré de azar.

Lucas soltou um suspiro de alívio enquanto o jogo terminava, e se preparou para sair com Neil. No entanto, assim que estavam prestes a sair do cassino, alguém os chamou.

"Ei! Eu te reconheço! Você é Lucas Knight, certo?", disse Peter, estendendo a mão para um aperto de mão.

Lucas parou, surpreso que o único Bruno Mars tivesse feito um esforço para alcançá-lo. "É um prazer conhecê-lo, Bruno. Sou um grande fã do seu trabalho, a propósito."

"Obrigado, cara", disse Peter, sorrindo. "Me chame de Peter, no entanto. Eu queria te dizer, sua performance no Grammy foi insana. Queria te conhecer desde então, mas você sabe como é."

"Eu sei o que você quer dizer", Lucas riu, aceitando o elogio. "Sua música também é muito boa."

Peter sorriu, claramente lisonjeado pelo elogio. "Escute, sei que posso estar sendo atrevido, mas adoraria colaborar com você um dia. Tenho algumas ideias e acho que sua voz seria perfeita para elas." Ele enfiou a mão no bolso e entregou a Lucas um cartão de visitas. "Me ligue se estiver interessado. Sem pressão, no entanto."

Lucas pegou o cartão, seu coração orgulhoso. "Obrigado, Bruno... quero dizer, Mars... quero dizer—"

Peter riu. "Peter está bom, confie em mim. E ei, sem pressa. Apenas me avise se um dia estiver a fim."

"Pode deixar", disse Lucas, guardando o cartão. "Prazer em conhecê-lo, Peter."

"Você também, Lucas. Até mais!" Peter acenou enquanto desaparecia de volta no mar de pessoas.

Enquanto Bruno Mars desaparecia de volta na multidão, Neil deu um tapinha no ombro de Lucas. "Viu? Eu te disse que vir aqui valeria a pena. Meus instintos nunca falham."

Lucas riu. "Quer dizer que você planejou tudo isso?"

Neil sorriu. "Bem, não posso levar todo o crédito, mas eu tinha um pressentimento de que conhecer alguém como Bruno poderia ser bom para sua carreira. E veja, meu pressentimento estava certíssimo."

"Acho que você estava certo desta vez", Lucas admitiu, ainda incrédulo.

"Eu sei, eu sei", disse Neil com uma piscadela. "Mas, falando sério, esta pode ser uma grande oportunidade para sua carreira musical. Você deveria pensar na oferta dele."

Lucas ficou em silêncio. "É, quero dizer, ele é uma superestrela global. Eu sou apenas... eu."

Neil riu e deu um tapinha nas costas dele. "Não se menospreze, garoto. Você já é uma grande figura aqui nos Estados Unidos, e é apenas uma questão de tempo até o resto do mundo perceber. Confie em mim."

"Vamos ver", disse Lucas, ainda incerto. "Falando em trabalho, temos aquela reunião na Lionsgate Studios amanhã, certo? Para discutir as inserções de músicas para 'Jogos Vorazes'?"

"Eu sei, eu sei", disse Neil, revirando os olhos de brincadeira. "Você vai adicionar mais dos seus vocais a outro filme. Mal posso esperar para ouvir o que você inventou desta vez."

Lucas sorriu. "Você terá que esperar para ver, Neil. Nem eu gravei ainda."

"Você é um caso perdido", Neil riu, balançando a cabeça. "Tudo bem, vamos descansar um pouco. Amanhã será um longo dia."


No dia seguinte, Lucas e Neil chegaram bem cedo aos Lionsgate Studios. Foram conduzidos a uma elegante sala de conferências onde se encontraram com o departamento de som e os produtores de 'Jogos Vorazes'. Neil não perdeu tempo discutindo os detalhes do contrato e pressionando por um acordo melhor para as inserções das músicas de Lucas. No entanto, os produtores estavam relutantes em ceder até ouvirem as músicas em primeira mão.

Lucas, sentindo o peso das expectativas sobre os ombros, entrou na cabine de gravação e dedicou-se de coração às faixas. Horas depois, ele saiu, nervoso, mas satisfeito com seu trabalho.

Os produtores se reuniram ao redor da mesa de mixagem, colocando seus fones de ouvido. Assim que a primeira nota tocou, seus olhos se arregalaram em surpresa. Ao final da primeira música, eles já estavam concordando com a cabeça, e quando a segunda terminou, estavam sorrindo de orelha a orelha.

"Essas são... excelentes", disse um dos produtores, apertando a mão de Lucas. "Nós faremos com que nossa equipe redija um novo contrato esta noite. Considere feito."

No dia seguinte, Neil revisou o contrato revisado e, embora não fosse exatamente o que ele esperava, era uma melhoria significativa em relação à oferta inicial.

Após uma rápida negociação, eles concordaram com os termos, e Lucas assinou na linha pontilhada.

Com seus negócios nos Lionsgate Studios encerrados, a dupla retornou ao hotel. Neil mal podia esperar para discutir as outras ofertas que estavam surgindo para Lucas.

"Você tem ótimas oportunidades alinhadas, garoto", disse Neil, jogando-se no sofá. "Tenho ofertas para endossos, participações especiais e até alguns roteiros de filmes."

Lucas desabou na cama, exausto, mas eufórico.

"Que tipo de ofertas?", Lucas perguntou, sua curiosidade aguçada.

O sorriso de Neil se alargou. "Temos acordos de endosso da Gucci, H&M, Calvin Klein, Coca-Cola, Pepsi, Apple e Samsung, só para citar alguns. Todos estão oferecendo uma taxa fixa ou royalties, sua escolha. Claro, você só pode escolher uma marca por setor, então nada de misturar Pepsi e Coca ou Apple e Samsung."

Lucas franziu a testa, ponderando suas opções. "Eu sei como funciona a exclusividade, Neil. Mas obrigado pelas ofertas. E quanto aos projetos de atuação? Algo interessante por aí?"

Lucas ouviu atentamente enquanto Neil listava as ofertas de filmes independentes que havia conseguido para ele, incluindo "O Lado Bom da Vida" e "As Vantagens de Ser Invisível", juntamente com alguns outros títulos com os quais Lucas não estava familiarizado. Ele reconheceu "O Lado Bom da Vida" como o filme que rendeu a Jennifer Lawrence seu primeiro Oscar, e lembrou que "As Vantagens de Ser Invisível" era sobre um jovem introvertido, socialmente desajeitado e deprimido chamado Charlie.

Esses dois filmes, ele pensou, pareciam ser a sua praia, dada a sua atuação em papéis emocionalmente carregados como o de "50/50". Enquanto Adam, o personagem em "50/50", lidava com um câncer que ameaçava a vida e o afetava física, emocional e mentalmente, as novas ofertas pareciam focar mais em lutas pela saúde mental. Embora os personagens desses filmes independentes não tivessem câncer, seus estados mentais deteriorados representavam uma ameaça semelhante ao seu bem-estar.

Os olhos de Lucas adquiriram um tom melancólico enquanto ele pensava nos dois filmes que abordavam questões de saúde mental. Neil notou a mudança no comportamento de seu amigo e decidiu interromper sua contemplação: "Então... O que você acha?"

Lucas saiu de seus pensamentos e disse: "Fale-me sobre as ofertas para os filmes de grande orçamento."

Neil assentiu e começou a listar os projetos com orçamentos maiores. No entanto, a mente de Lucas estava em outro lugar, ainda ponderando sobre os dois filmes que o haviam impactado. Assim que Neil terminou, Lucas suspirou e disse: "Tudo bem. Como os projetos em que estou interessado não começarão tão cedo, vou tirar umas férias."

Neil ficou surpreso, não esperando que Lucas, que geralmente era um workaholic, tirasse um tempo de folga. Mal sabia ele que Lucas havia percebido que, mesmo com a ajuda de sua trapaça "Oficina Mental", que aumentava suas habilidades e talentos de atuação, isso não significava que ele estava imune ao desgaste de se sobrecarregar.

Lucas se levantou, sinalizando o fim da reunião deles: "Eu avisarei quando estiver pronto para voltar ao trabalho. Até então, preciso de um tempo para mim."

Neil concordou relutantemente, entendendo a importância do autocuidado: "Tudo bem, Lucas. Tire todo o tempo que precisar. Seu bem-estar vem em primeiro lugar."

Enquanto Lucas se afastava, Neil não pôde deixar de sentir um senso de orgulho no crescimento de seu cliente. Já era hora de Lucas priorizar sua saúde mental em vez de sua carreira, não importa o quão bem-sucedido ele tivesse se tornado.

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