Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 228

Ator Magnata em Hollywood

Train Wreck - James Arthur

---

O nome de Lucas estava por toda parte nas redes sociais nos Estados Unidos, chegando até o segundo lugar nos trending topics do Twitter. Como uma estrela em ascensão, foi um choque para muitos que ele enfrentasse dificuldades como qualquer outra pessoa, especialmente porque seu pai era um diretor conhecido. As entradas do diário revelaram a dura realidade da vida de Lucas por trás do brilho e do glamour, desmistificando a ideia de que ter um pai famoso significava uma vida fácil.

As entradas falavam do relacionamento tenso entre pai e filho, detalhando como Lucas finalmente o havia expulsado de casa. Internautas que se identificaram com sua situação vieram em seu apoio, e sua base de fãs cresceu.

Enquanto isso, sua madrasta, que anteriormente havia acusado Lucas injustamente, recebeu uma enxurrada de comentários de ódio. Ela recorreu às redes sociais, exigindo saber como o TMZ havia obtido o diário. O público compartilhava sua curiosidade, mas o TMZ já havia fornecido uma explicação.

O jornalista Ian se manifestou, revelando que havia encontrado o diário durante um encontro casual com Lucas quando ele estava se mudando de seu antigo apartamento. Como um jornalista responsável, ele havia entrado nas instalações desocupadas para ver se algo importante havia sido deixado para trás. Foi então que ele avistou o diário, colocado em uma prateleira. Intrigado, ele folheou as páginas, e o resto é história.

Se não fosse pela curiosidade de Ian, o mundo jamais teria conhecido as lutas da estrela em ascensão antes de ele fazer sucesso na indústria.

Alguns internautas ficaram indignados, acusando o jornalista Ian de invadir a privacidade da estrela em ascensão. Eles argumentaram que, por mais famoso que alguém fosse, ainda merecia um pouco de privacidade.

No entanto, outros defenderam as ações de Ian, citando sua responsabilidade como jornalista de descobrir a verdade.


Lucas sentou-se em um canto mal iluminado do bar, esperando Paul chegar. Ao fundo, uma voz emotiva preenchia o ambiente enquanto um artista no palco dedilhava os acordes iniciais de "Viva La Vida". A música que Lucas havia trazido a este mundo no recente Grammy Awards.

O artista se entregou à performance, evocando uma gama de emoções na plateia. Clientes enxugavam lágrimas, sem saber que a própria pessoa que trouxe a canção a esta realidade estava sentada entre eles.

O boné e os óculos de sol de Lucas escondiam efetivamente sua identidade, mas foi seu comportamento que realmente o manteve incógnito. Ele parecia perdido na música, transportado para outro tempo e lugar.

Quando a última nota se desfez, a multidão explodiu em aplausos. Alguém na plateia se levantou, confundindo o artista com o compositor original. O modesto performer sorriu e balançou a cabeça: "Não, não, é apenas um cover. O verdadeiro gênio por trás desta obra-prima é Lucas Knight."

Um sussurro se espalhou pelo bar, mas ninguém pensou em olhar na direção de Lucas. Afinal, por que uma estrela famosa estaria ali, misturando-se à multidão?

Em meio à multidão sussurrante, Lucas riu para si mesmo, balançando a cabeça em descrença. Ele era apenas um cara comum, afinal, e ainda assim, as pessoas não conseguiam imaginar que ele pudesse estar entre elas.

Seus devaneios foram interrompidos por uma figura familiar abrindo caminho pela multidão. Era Paul, seu velho amigo, que o avistou instantaneamente. Eles se abraçaram calorosamente, o tipo de abraço que só velhos amigos podiam compartilhar.

"Faz um tempo, não faz?", disse Paul, sentando-se na cabine em frente a Lucas.

Lucas sorriu ironicamente. "Sim..."

Paul serviu uma taça de vinho para os dois antes de ir direto ao ponto. "Então, soube que seu diário vazou?"

Lucas riu, seus olhos brilhando de diversão. "Nem eu esperava por isso."

Paul suspirou, balançando a cabeça. "Você é muito descuidado, sabia? Como pôde deixar seu diário para trás?"

Lucas deu de ombros, bebericando seu vinho. "Acho que parei de usá-lo, então me esqueci."

Lucas não queria mais se deter no drama do diário, então decidiu mudar de assunto. "Chega de falar de mim. Como você está, Paul?"

A súbita mudança na conversa pareceu pegar Paul desprevenido, pois seus olhos se encheram de lágrimas não derramadas. Ele bebeu sua taça de vinho de uma só vez, e Lucas pôde perceber que algo estava errado apenas por aquela ação. Ele deu um tapinha reconfortante no ombro de Paul. "Ei, o que há de errado? Você pode desabafar comigo, sabe que estou aqui para você."

Paul o dispensou, murmurando: "Estou bem...", mas seus olhos contavam uma história diferente.

Lucas suspirou: "Vamos, Paul. Sou eu. Você pode me contar qualquer coisa."

Finalmente, Paul cedeu, suspirando profundamente. "Tem sido muito difícil ultimamente..."

Os olhos de Lucas se nublaram de preocupação ao ver o Paul geralmente alegre naquele estado. "Estou aqui para você, cara. Desabafe o quanto quiser."

Paul serviu-se de outro copo de vinho antes de desabafar. "Minha namorada me deixou... Eu a peguei com outro homem." Ele bebeu o copo de uma só vez, e Lucas pôde ver a dor nos olhos de seu amigo.

Lucas ofereceu um tapinha reconfortante nas costas, sem saber mais o que dizer.

Paul continuou: "Essa nem foi a pior parte. Depois que ela foi embora, meu desempenho na carreira de ator sofreu. Estraguei meu projeto recente, e eles foram em frente e encontraram outra pessoa para me substituir."

Lucas ouviu atentamente, seu coração doendo pelo amigo. "Sinto muito por isso, Paul. Términos nunca são fáceis, e para completar com um revés na carreira... Nem consigo imaginar o que você está passando."

Paul enxugou uma lágrima. "Sim, tem sido umas semanas difíceis. Não sei quanto mais aguento."

Lucas estendeu a mão e apertou o ombro dele. "Ei, ei, você vai superar isso. Você é muito talentoso para ser derrubado por um revés. E quanto à sua ex, ela não vale seu tempo se pôde fazer isso com você."

Paul conseguiu um sorriso fraco. "Obrigado, cara. Precisava ouvir isso." Ele fez uma pausa, a voz embargada. "Mas ainda me sinto tão mal. Sinto que estou morrendo por dentro, sabe?"

Lucas deu um tapinha reconfortante nele, empatizando com sua dor. "Eu passei por algo parecido, e sei como você se sente. É horrível, eu sei."

Em sua vida anterior, Lucas também havia experimentado desgosto e baixas na carreira. Ele conhecia muito bem a sensação esmagadora. A música tinha sido seu consolo então, e ele esperava que isso ajudasse Paul agora.

"Confie em mim, tenho uma ideia para fazer você se sentir melhor. Interessado?", Lucas perguntou, com um brilho nos olhos.

Paul riu tristemente, bebendo mais um copo de vinho antes de acenar com a cabeça. "Tudo bem, estou dentro. Eu confio em você."

Os olhos de Lucas avistaram o anfitrião do bar pedindo sugestões de músicas. Ele levantou a mão, chamando a atenção do anfitrião.

"Posso... cantar uma música?", Lucas perguntou, sua voz ecoando pelo bar.

O anfitrião foi pego de surpresa, mas rapidamente se recuperou. Performances improvisadas não eram incomuns, então ele assentiu. "Bem, parece que temos uma alma corajosa esta noite! Palmas para ele, pessoal!"

Paul observou, com as sobrancelhas arqueadas, enquanto Lucas se dirigia ao palco.

O anfitrião, Louis, entregou-lhe o microfone, mas não sem antes dar-lhe uma segunda olhada. "Qual é o seu nome, senhor?"

"Lucas", ele respondeu, e o reconhecimento surgiu no rosto de Louis. No entanto, para seu crédito, ele não fez alarde e simplesmente entregou o microfone.

Mas Lucas tinha outros planos. "Na verdade, posso usar o piano em vez disso?"

Louis assentiu, visivelmente chocado. "Claro, claro. Fique à vontade."

O pianista residente desocupou seu assento, e Lucas assumiu as teclas. Ele testou o instrumento, tocando alguns acordes antes de se decidir por uma melodia.

Enquanto a melodia desconhecida preenchia o bar, alguns clientes do café não puderam deixar de pegar seus telefones para registrar o momento em vídeo.

A melodia emocionante era boa demais para ser ignorada. Todos os olhos estavam no palco enquanto Lucas se dirigia à multidão: "Esta canção é dedicada ao meu amigo, Paul." Ele gesticulou para seu melhor amigo, que conseguiu um sorriso tímido. A plateia voltou seu olhar para Paul, sentindo a amizade entre os dois.

Lucas começou a cantar, sua voz profunda e emotiva: "Deitado no silêncio, esperando as sirenes, sinais, quaisquer sinais de que ainda estou vivo. Não quero perder isso, mas não estou superando, ei, devo orar? Devo orar? Sim, para mim mesmo? Para um Deus? Para um salvador que pode consertar o que está quebrado, desfazer estas palavras proferidas, encontrar esperança no desesperado, tirar-me do desastre de trem, desqueimar as cinzas, desacorrentar as reações agora, não estou pronto para morrer, ainda não, tirar-me do desastre de trem."

O bar ficou em silêncio, os clientes cativados pelas letras emocionantes. Em algum lugar na multidão, sussurros começaram a se espalhar: "Aquele cara... ele não se parece com aquele ator em ascensão, Lucas Knight?"

"Você está certo, é ele!"

Apesar da crescente percepção, a plateia permaneceu focada na performance, emocionada pela emoção crua que emanava do palco. Paul sentiu uma mistura de emoções brotando dentro de si, o peso de suas recentes dificuldades aparentemente aliviado pela mensagem de esperança da canção.

Os dedos de Lucas dançavam pelas teclas do piano, sua voz subindo com emoção enquanto ele cantava: "Tire-me, tire-me, tire-me, ah, tire-me, tire-me." As letras ressoaram com a plateia, seus olhos marejados de lágrimas não derramadas.

"Debaixo do nosso sangue ruim, ainda temos um santuário, lar, ainda um lar, ainda um lar aqui. Não é tarde demais para reconstruir, porque uma chance em um milhão ainda é uma chance, e eu aceitaria essas chances."

O bar foi envolvido pela melodia, os clientes cativados pela performance sincera. Alguns estavam com seus telefones fora, gravando o momento, embora Lucas usasse boné e óculos de sol, eles o reconheceram. Eles sabiam que estavam testemunhando algo especial.

Lucas continuou: "Desfaça o que está quebrado, desdiga estas palavras proferidas, encontre esperança no desesperado, tire-me do desastre de trem, desqueime as cinzas, desacorrente as reações agora, não estou pronto para morrer, ainda não, tire-me do desastre de trem, tire-me, tire-me, tire-me, ah, tire-me, tire-me."

Conforme a música se aproximava do fim, Lucas derramava seu coração: "Você pode dizer o que quiser, não diga que eu não morreria por você, estou de joelhos, preciso que você seja meu Deus, seja minha ajuda, seja um salvador que possa consertar o que está quebrado, desfazer estas palavras imprudentes, tirar-me do desastre de trem..."

A nota final da canção pairou no ar, o café ainda carregado de emoção. A multidão explodiu em aplausos, alguns enxugando lágrimas, outros trocando olhares de descrença diante do talento puro que acabavam de testemunhar. Quando os aplausos diminuíram, o cantor que havia se apresentado anteriormente com "Viva La Vida" aproximou-se de Lucas, fascinado.

"Sou um grande fã! Posso tirar uma foto?", perguntou ele, a empolgação evidente em sua voz.

Lucas sorriu calorosamente: "Claro."

Enquanto posavam para a câmera, mais pessoas começaram a reconhecê-lo, e logo, uma pequena multidão se reuniu ao redor do palco. Felizmente, os seguranças do bar estavam preparados para tais situações e rapidamente intervieram para manter a ordem.

Lucas tirou fotos com alguns fãs antes de abrir caminho pela multidão até Paul. Os dois amigos saíram apressadamente do bar, parando apenas por um momento para tirar uma foto com os seguranças que o reconheceram ou simplesmente estavam acompanhando o alvoroço.

Uma vez lá fora, Lucas riu: "Bem, eu não esperava por isso."

Paul não pôde deixar de sorrir: "Sua performance foi incrível, Lucas. Realmente me tocou."

Lucas olhou para o amigo, a preocupação estampada em seu rosto: "Como você está realmente, Paul?"

Paul pensou por um momento antes de dar um tapinha no ombro de Lucas: "Obrigado pela sua música. Isso... isso me fez sentir melhor."

Comentários