
Capítulo 166
Ator Magnata em Hollywood
À medida que os dias de setembro passavam, Lucas se viu envolvido na agitada turnê promocional de "A Origem". Junto com os outros membros do elenco principal, ele foi destaque em entrevistas em diversas plataformas, incluindo "MTV News", "BBC Entertainment", "Los Angeles Times", "Rolling Stone" e "The New York Times".
Enquanto Lucas lidava com uma agenda agitada após o lançamento de "A Origem", a crítica cobriu o filme de elogios.
No Rotten Tomatoes, "A Origem" ostenta uma impressionante taxa de aprovação de 94% com base em 370 críticas, com um consenso que o destaca como "inteligente, inovador e emocionante". O Metacritic corrobora esse entusiasmo, indicando críticas geralmente favoráveis. A resposta do público foi robusta, refletida em um sólido "B+" do CinemaScore.
Em meio ao coro de aclamação da crítica, notáveis críticos ofereceram suas perspectivas. Peter Travers, da Rolling Stone, foi cativado, descrevendo o filme como um "jogo de xadrez selvagemente engenhoso". Justin Chang, da Variety, celebrou-o como "um tour de force conceitual", enquanto Jim Vejvoda, do IGN, saudou o filme como "uma realização singular". David Roark, da Relevant, chegou a chamá-lo de "a maior realização" de Nolan, aplaudindo seu brilho abrangente.
No entanto, nem todas as críticas brilharam com positividade. David Edelstein, da revista New York, e Rex Reed, do The New York Observer, expressaram ceticismo, investigando o intenso burburinho que envolvia o filme. Apesar disso, o debate matizado em torno da conclusão do filme e sua narrativa em camadas apenas alimentou mais conversas e intrigas.
Enquanto Christopher Nolan atraiu grande parte da atenção por sua destreza diretorial e pela visão criativa do filme, o elenco de "A Origem" também recebeu sua parcela de elogios. A atuação principal de Leonardo DiCaprio foi universalmente elogiada, mas foi o surgimento de Lucas — um novo talento na tela grande — que realmente surpreendeu muitos. Sua performance, marcada por uma mistura de sutileza, autenticidade e uma fisicalidade impressionante — especialmente notada na cena do corredor que desafia a gravidade — atraiu aclamação particular da crítica.
Mesmo entre as diversas críticas, a interpretação de Lucas se destacou consistentemente. Os críticos, impressionados com sua abordagem nova e genuína, notaram como sua atuação na icônica sequência do corredor não apenas demonstrou suas habilidades em acrobacias, mas também evidenciou sua capacidade de transmitir profundas correntes emocionais, tornando-o um destaque em um filme repleto de atores experientes.
Essa gama de críticas, que se estendia desde grandes elogios à ambiciosa empreitada de Nolan até debates sobre seus elementos mais divisivos, encontrou um ponto em comum em um aspecto: as performances louváveis do elenco de "A Origem", particularmente do recém-chegado Lucas. Os críticos, de modo geral, foram unânimes em sua aclamação pelo seu papel de destaque, distinguindo-o como um talento proeminente entre um elenco de veteranos experientes.
"A Origem" disparou nas bilheterias em sua primeira semana, arrecadando impressionantes US$ 78,8 milhões domesticamente. Esse forte desempenho ressaltou o apelo do filme e o entusiasmo do público em experimentar a mais recente obra-prima de Nolan.
À medida que a popularidade de "A Origem" crescia, o mesmo acontecia com o reconhecimento de Lucas como Arthur nos Estados Unidos. Sua interpretação do personagem calmo e habilidoso atraiu a atenção de público e crítica, preparando o terreno para um impacto significativo em sua carreira.
Em meio ao burburinho em torno de "A Origem", vários empresários de talentos em Hollywood procuraram se conectar com Lucas, levando a uma série de reuniões em vários cafés de Los Angeles. Lucas não teve pressa, conversando com cada empresário individualmente, encaixando essas importantes discussões em sua agenda lotada. Embora nenhum desses empresários tivesse o mesmo nível de influência que aquele que ele conheceu no Primetime Emmy Awards, Lucas reconheceu a perspicácia e o potencial deles para se alinharem às suas aspirações de carreira.
Após cuidadosa consideração, Lucas escolheu trabalhar com Neil Lamb. Neil parecia ter boas conexões na indústria, juntamente com um histórico comprovado de habilidade e competência, conforme descrito em seu currículo. Mais importante, Lucas notou em Neil uma personalidade que o lembrava de Vincent — um senso de compreensão e respeito pela visão de Lucas, em vez de meros elogios no papel. Esse alinhamento de filosofia e abordagem, em vez das conquistas profissionais de Neil sozinhas, finalmente guiou a decisão de Lucas.
Enquanto setembro se transformava em outubro de 2010, "A Origem" manteve seu domínio como o filme favorito entre os cinéfilos do ano.
A essa altura, Lucas finalmente havia se afastado do turbilhão de turnês promocionais e entrevistas para "A Origem". Sua fama recém-descoberta era agora evidente; poucas pessoas nas ruas de Los Angeles começaram a reconhecê-lo, sinalizando sua ascensão ao status de celebridade.
Apesar de ser reconhecido por seu papel em "A Origem", muitas pessoas conheciam Lucas principalmente como cantor. Ele frequentemente encontrava fãs que expressavam sua admiração por sua música, perguntando ansiosamente: "Eu amo tanto suas músicas! Quando sai seu próximo álbum?" ou comentando: "Você é claramente um cantor, mas sua atuação também é muito boa."
Essa percepção pública parecia rotulá-lo mais como músico do que como ator. Sempre que Lucas compartilhava esses encontros com seu agente e novo empresário, Neil, eles não conseguiam evitar rir da ironia.
De fato, era uma situação divertida. Apesar do crescente portfólio de Lucas na atuação, apenas três de seus projetos — "Modern Family", "127 Horas" e "A Origem" — haviam sido lançados ao público. Em contraste, sua carreira musical parecia mais proeminente, pois ele havia lançado mais músicas e até um álbum. Essa disparidade levou muitos a presumir que sua carreira principal era na música, e não na atuação.
Enquanto isso, Neil assumiu a responsabilidade pelos projetos que despertavam o interesse de Lucas, notadamente a produção de "50/50", um filme de comédia ao qual Lucas estava ansioso para se juntar, entre outros projetos de filmes independentes para os quais ele estava considerando fazer testes. No entanto, enquanto Lucas expressava sua inclinação pelo cinema independente, Neil recebeu uma proposta tentadora de grandes players: Columbia e Marvel Entertainment. Eles estenderam uma oferta para Lucas se juntar a uma série de super-heróis altamente popular: Spider-Man.
A Columbia e a Marvel ficaram impressionadas com o trabalho de dublê de Lucas em "A Origem" e, mais ainda, com sua atuação que deixou uma impressão duradoura no público. Impressionados com seu carisma e habilidade, as mentes criativas por trás do projeto "Spider-Man" viram nele o potencial para dar vida a Peter Parker. Motivados por essa visão, eles decidiram buscar Lucas para o papel, esperando que ele pudesse incorporar o personagem icônico com a mesma sutileza que trouxe para suas performances anteriores.
Neil, apreciando plenamente a dedicação de Lucas à sua arte e sua preferência por papéis ricos em narrativa e profundidade de personagem, compartilhou seus pensamentos sobre a nova oportunidade. "Lucas, seu compromisso com narrativas com substância, tipicamente encontradas em filmes independentes, é claro e admirável. Mas assumir o papel principal em 'Spider-Man', um grande projeto comercial, poderia oferecer uma experiência de atuação única", explicou ele pensativamente. "Você demonstrou sua destreza em blockbusters como 'A Origem', mas assumir o comando como personagem principal neste pode abrir um reino diferente de desafios e aprendizado."
Enquanto Neil expressava isso, ele observava Lucas de perto, avaliando sua reação.
Lucas, por sua vez, permaneceu em silêncio, imerso em pensamentos enquanto considerava o peso das palavras de Neil e as potenciais mudanças que tal papel poderia trazer para sua trajetória profissional.