Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 100

Ator Magnata em Hollywood

O encontro para o elenco e a equipe de "Like Crazy" desenrolou-se de uma maneira bem diferente das expectativas de Lucas. Ao entrar nos limites do modesto apartamento de Drake Doremus, a sobrancelha de Lucas arqueou em leve surpresa, mas ele permaneceu inabalável.

"Este é o nosso ponto de encontro?" inquiriu Lucas, sua voz tingida com uma nota inconfundível de diversão.

Drake, visivelmente desconfortável e evitando o olhar inquisitivo de Lucas, confirmou: "Sim, é aqui." Ele tentou um sorriso acanhado, acrescentando: "Desculpe, é o que posso pagar no momento. É decente, não é?"

Com uma risada suave, Lucas brincou: "Decentemente apertado, eu diria."

A resposta de Drake veio com um sorriso irônico, reconhecendo a leve provocação: "Estou ciente de que é menos que o ideal, mas—"

Interrompendo com um aceno de despreocupação e um semblante relaxado, Lucas assegurou: "O cenário não é preocupação. O que me cativa é a essência do projeto. Ele me lembra 'Blue Valentine', um filme que assisti em Sundance."

A tensão de Drake se dissolveu enquanto eles mergulhavam no roteiro, explorando as profundezas dos personagens, interpretações e sua visão cinematográfica compartilhada.

O fascínio para atores como Lucas se juntarem ao seu projeto residia na experiência crua e imersiva do cinema independente. Tais empreendimentos divergem do convencional, oferecendo narrativas e personagens ricos em complexidade. Este reino promete aos atores uma voz no processo criativo e fomenta colaborações íntimas com o diretor e o elenco, enriquecendo o empreendimento artístico.

Enquanto a noite avançava e as restrições espaciais do apartamento se tornavam mais evidentes, Lucas percebeu que o momento de partir havia chegado.

"Ben, meu colega de quarto, não voltou," Drake mencionou, seu tom carregado de arrependimento. "Estamos um tanto limitados em termos de arranjos para dormir aqui."

Lucas, sempre o tranquilizador, sorriu e disse: "Não se preocupe, eu já garanti acomodações por perto."

A conversa deles tomou um rumo inesperado quando Lucas abordou seu possível envolvimento. "Em vez de apenas contribuir com meus honorários", ele propôs, "e se eu também investisse no projeto? Algumas centenas de milhares poderiam aliviar um pouco a pressão financeira. Resolveremos uma divisão justa da bilheteria — não pretendo invadir a parte da equipe."

Drake ficou momentaneamente surpreso com a oferta, sua fala vacilando. "Preciso pensar nisso," ele conseguiu dizer, cauteloso em aceitar apressadamente uma proposta tão generosa sem consultar Ben e os membros chave da equipe.

Lucas acenou com a cabeça, compreensivamente, oferecendo um tapinha de apoio no ombro de Drake. "Não há urgência. Considere-a apenas uma sugestão."


Na penumbra do amanhecer, Los Angeles começou a despertar, seus primeiros raios esgueirando-se pelas persianas para dançar no quarto de hotel onde Lucas passara a noite. Ele foi despertado, não por um alarme, mas pela força pura da antecipação que o percorria, uma sensação semelhante a um enxame de borboletas no estômago.

Após um rápido café da manhã, onde a excitação parecia preenchê-lo mais do que a comida, Lucas seguiu para o apartamento de Drake. Era um espaço modesto, refletindo os humildes começos que muitos artistas na cidade compartilhavam. Ben, amigo, co-roteirista e colega de quarto de Drake, era o único ocupante naquela hora. Seus olhos se iluminaram com uma mistura de surpresa e calor ao cumprimentar Lucas. "Lucas!" Sua voz carregava uma mistura de entusiasmo e sinceridade. "É maravilhoso finalmente conhecê-lo pessoalmente."

Enquanto Ben observava a aparência de Lucas, um lampejo de reconhecimento brilhou em seus olhos. Ele havia sido comovido pela atuação de Lucas em "127 Horas", um filme que havia se gravado na memória de Ben. "Você parece ainda mais jovem pessoalmente," Ben observou, seu tom carregando um toque de admiração.

Lucas, pego de surpresa pelo elogio, só conseguiu esboçar uma risada e um "Obrigado" acanhado em resposta.

Ben estendeu a mão, seu sorriso se alargando. "Você é o primeiro a chegar. Impressionante, especialmente considerando que você acabou de voar para Los Angeles ontem."

"Parece que o jet lag está trabalhando a meu favor," Lucas respondeu com uma risada leve, reconhecendo a vantagem inesperada de seu horário de sono interrompido.

A luz da manhã, agora mais forte, entrava pela janela, projetando um brilho quente sobre o apartamento desordenado. Lucas e Ben, sentados entre papéis espalhados e adereços, estavam imersos em uma discussão sobre "Like Crazy", um projeto que claramente acendia a paixão deles.

No entanto, o tom mudou quando a expressão de Ben ficou séria. "Ouvi sobre sua oferta para financiar o projeto. É sério isso, Lucas?"

A resposta de Lucas foi imediata e firme, seu sorriso inabalável. "Com certeza. Juntei cerca de 400 mil, e estou pronto para investir em nosso filme. 200 mil, ou tudo, se necessário."

Um silêncio pesado pairou no ar, carregado com a seriedade da proposta de Lucas. Ben finalmente soltou um suspiro, uma mistura de espanto e gratidão evidente em sua voz. "Sua oferta... é incrivelmente generosa. Nosso orçamento tem sido apertado, cerca de $250 mil. Seu apoio poderia mudar drasticamente nosso alcance."

O panorama financeiro de Lucas havia melhorado consideravelmente, muito devido a um alinhamento fortuito com os gigantes da indústria do entretenimento. O cerne desse impulso financeiro era sua música autoral, "Perfect", que havia caído nas graças da ABC Network, renomada por sua série de sucesso Modern Family. A emissora não apenas destacou a criação de Lucas em várias ocasiões, mas também a compartilhou no YouTube, impulsionando a música para quase um milhão de visualizações — 980.000 para ser exato — em apenas uma semana. Essa pegada digital não só amplificou a visibilidade de Lucas, mas também engordou sua conta bancária com um fluxo constante de royalties. Mas as vias que contribuíam para a crescente conta bancária de Lucas não paravam por aí. Sua destreza musical também havia deixado uma marca indelével no mundo cinematográfico, com sua música agraciando os créditos finais do filme "127 Horas". Essa colocação também se tornou uma fonte contínua de renda por royalties, reforçando ainda mais sua situação financeira. Embora Lucas não tivesse acompanhado meticulosamente cada dólar e centavo fluindo para sua conta, sua estimativa aproximada girava em torno de $600.000, mais ou menos. Ele considerava $400.000 uma estimativa conservadora, enfatizando o estado um tanto nebuloso, mas decididamente positivo, de suas finanças.

Antes que pudessem se aprofundar nas implicações do investimento de Lucas, a porta se abriu, revelando Drake com uma sacola do McDonald's na mão. Ele parou, surpreso ao ver Lucas já acomodado. "Lucas? Você está aqui cedo," ele disse com uma risada, colocando a comida rápida na mesa. "Quer um café da manhã?"

Lucas ofereceu um sorriso educado. "Eu já comi, mas obrigado."

Drake acenou com a cabeça, jogando casualmente um hambúrguer para Ben antes de se juntar à dupla. O aroma da comida rápida logo os envolveu, criando um ambiente aconchegante, embora não convencional, enquanto eles retomavam a discussão do roteiro, sua conversa se entrelaçando entre mordidas de hambúrgueres e o farfalhar das páginas.

À medida que a manhã avançava, o apartamento de Drake transformou-se de um santuário tranquilo em uma colmeia de energia criativa. A porta, com seu rangido característico, tornou-se um ponto de entrada giratório para a mistura eclética que compunha a equipe. Um por um, indivíduos encarregados de dar vida ao filme — técnicos de som com seus ouvidos apurados para o áudio, diretores de fotografia com um olhar para a tomada perfeita, e figurantes, cada um com suas próprias histórias silenciosas — entraram no espaço, infundindo-o com um palpável senso de propósito e antecipação.

À medida que os ponteiros do relógio se aproximavam das 9h, a atmosfera no apartamento mudou de uma calma expectante para um vibrante burburinho de atividade. Charley Bewley foi um dos primeiros a chegar, sua entrada marcada por uma atitude de fácil confiança. Conhecido por seu papel em "Crepúsculo", sua presença adicionou uma camada de reconhecimento e excitação, seu aceno casual um reconhecimento silencioso da aventura compartilhada que todos estavam prestes a embarcar.

Não muito depois, a dinâmica da sala mudou mais uma vez com a chegada de Felicity Jones. Sua ascensão no mundo da atuação foi marcada por uma mistura de talento e uma presença encantadora, que ela carregava consigo para dentro do cômodo. Havia uma intensidade distinta nela, uma força silenciosa que sugeria profundidades esperando para serem exploradas na tela.

Lucas, por sua vez, estava particularmente ansioso para conhecer Felicity. Como a atriz designada para interpretar Anna, a contraparte de seu personagem, a interação deles era crucial. A introdução deles foi perfeita, com a discussão sobre o roteiro revelando uma sintonia natural e uma visão compartilhada que prometia uma boa química na tela.

O apartamento, agora fervilhando com a energia do talento e da equipe reunidos, parecia prender a respiração para a chegada do último membro pivotal. Quando Jennifer Lawrence entrou, a energia mudou visivelmente. Seu comportamento acessível, aliado a uma certa qualidade de estrela que seus papéis haviam consolidado, preencheu a sala. Sua interação inicial com Drake foi seguida por um momento de reconhecimento quando ela e Lucas cruzaram os olhares.

O silêncio que se seguiu foi breve, mas carregado, um reconhecimento mútuo acendendo uma mistura de surpresa e intriga. "Lucas?" A voz de Jennifer quebrou o silêncio, sua expressão de genuíno espanto.

"Jennifer?" Lucas respondeu, igualmente surpreso. Este reencontro inesperado sob os auspícios de um novo projeto atraiu a atenção de todos os presentes, despertando curiosidade e especulação.

"Vocês dois se conhecem?" A pergunta de Drake, impulsionada por genuíno interesse, pairou no ar.

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