
Capítulo 98
Ator Magnata em Hollywood
No escritório do CEO do Hospital Bellevue de Nova York, o CEO Gary recebeu notícias que atiçaram sua curiosidade. O diretor de desenvolvimento do hospital o informou, entusiasmado, sobre uma doação surpresa – US$ 200.000 destinados especificamente para os jovens pacientes da ala de câncer.
"LK Charity? Esse nome não me é familiar", Gary comentou com sua secretária, que confirmou nunca ter ouvido falar deles. Intrigado, mas atento aos procedimentos, Gary direcionou os fundos ao departamento apropriado. O dinheiro, claramente designado para jovens pacientes que lutam contra o câncer, ofereceu uma flexibilidade muito necessária.
Embora US$ 200.000 pudessem potencialmente sustentar 2-3 jovens pacientes lutando contra o câncer por um ano, obviamente não seriam suficientes para todo o grupo. No entanto, a natureza caridosa do Hospital Bellevue significava que ele recebia regularmente doações de várias organizações, permitindo-lhes acumular fundos e apoiar de forma abrangente os jovens pacientes com câncer. A contribuição da LK Charity, embora inesperada, foi uma adição bem-vinda aos esforços contínuos.
Gary, como alguém que teve um filho com câncer no passado, ficou profundamente comovido com a generosidade da LK Charity. Ele entendeu o imenso impacto que tal doação poderia ter nessas famílias que lutam contra uma doença difícil.
[Los Angeles]
As rodas do avião de Lucas beijaram o asfalto de Los Angeles, o sol californiano o acolhendo calorosamente. Saindo do aeroporto, ele chamou um táxi, ansioso para chegar ao seu destino. Ao se acomodar no banco de trás, um sobressalto de reconhecimento o percorreu.
"Shawn?", exclamou ele, a surpresa marcada em seu rosto.
O corpulento motorista riu. "Lucas! Pensei que você não me reconheceria, senhor."
Um sorriso caloroso espalhou-se pelo rosto de Lucas. Ele não via Shawn há meses, mas o último encontro, onde Shawn havia generosamente oferecido seu cartão de contato a Lucas, parecia estranhamente recente. A viagem seguinte foi preenchida com conversas amigáveis.
"Como a vida tem te tratado, cara?", Lucas perguntou, entrando no ritmo confortável da conversa.
"Não está ruim", respondeu Shawn, dirigindo o táxi pelas ruas da cidade. "Ainda correndo atrás de corridas, como sempre."
A conversa continuou sem problemas. Conforme se aproximavam do destino de Lucas, a oferta de Shawn ressurgiu.
"Lucas", ele disse, com um toque de seriedade na voz, "minha oferta ainda está de pé. Se precisar de um motorista particular, você sabe a quem ligar."
Lucas considerou a oferta, apreciando a lealdade de Shawn. "Agradeço, cara. Mas, sinceramente, ainda não sou tão importante assim."
Shawn riu alto. "Importante? Você é um ator, não é? Não se subestime!"
Lucas sorriu, suas bochechas corando levemente. "Não sou exatamente um astro ainda, mas talvez um dia."
Eles trocaram mais algumas palavras antes que Lucas chegasse ao seu destino. Ao sair, ele se virou, um sorriso brincando em seus lábios. "Vou ter sua oferta em mente, Shawn. Obrigado pela carona."
Shawn acenou com um sorriso. "A qualquer hora, amigo. A qualquer hora."
O encontro deixou um calor persistente no coração de Lucas enquanto ele caminhava em direção ao local da audição.
O sol de Los Angeles castigava Lucas enquanto ele navegava pelas ruas movimentadas, seu destino: um café pitoresco onde ele deveria encontrar Drake Doremus, o diretor independente.
Ao entrar no café, o aroma de café recém-coado e doces quentes o saudou. O espaço fervilhava com conversas e o tilintar rítmico de xícaras e colheres. Lucas escaneou o ambiente, seus olhos procurando por Drake. E então, lá estava ele, Drake Doremus, aninhado em um canto, Lucas se aproximou.
Antes que Lucas pudesse articular um cumprimento, os olhos de Drake encontraram os dele. "Lucas Knight?", ele bradou, sua voz tingida de surpresa.
Lucas, ligeiramente atordoado por o diretor o ter reconhecido apesar de ser um ator relativamente novato, respondeu: "Sou eu."
Doremus esboçou um leve sorriso. "Prazer em conhecê-lo. Sou Drake Doremus, o diretor deste pequeno projeto."
Lucas riu, apreciando a leveza. "Prazer em conhecê-lo, Sr. Doremus."
"Sem formalidades aqui", Drake acenou com a mão de forma displicente. "Me chame de Drake, e eu te chamarei de Lucas."
Lucas respondeu: "Certo, Drake", ele disse, sua voz ganhando um toque de confiança.
Uma risada calorosa escapou dos lábios de Drake, dissipando momentaneamente a tensão inicial. "Bem, Lucas", ele comentou, sua voz genuína, "você é ainda mais bonito pessoalmente."
Lucas soltou uma risada surpresa. "Sério? Você é a primeira pessoa que já disse isso."
Drake riu novamente, fingindo ofensa. "Qual é, cara, você está praticamente irradiando charme", ele brincou.
Enquanto continuavam a conversa, Drake não pôde deixar de lançar olhares furtivos a Lucas, observando-o discretamente. Ele notou as características juvenis do jovem, o carisma inegável que irradiava dele. Embora o cabelo loiro e os olhos azuis de Lucas contrastassem com o Jacob de cabelo escuro imaginado no roteiro, algo nele ressoou com Drake. A atuação de Lucas em "127 Horas" permaneceu gravada em sua mente, um testemunho da intensidade crua e da profundidade que ele podia trazer a um papel.
Depois de um tempo de brincadeiras leves, Lucas aprofundou-se no roteiro de "Like Crazy". "Não me leve a mal, Drake", ele começou cautelosamente, "mas achei o roteiro um pouco bruto. Parecia que poderia se beneficiar de alguma improvisação."
Drake prontamente acenou em concordância. "Você está absolutamente certo", ele admitiu, com um toque de timidez em sua voz. "Honestamente, eu imagino o elenco tendo muita liberdade para improvisar dentro da estrutura da cena." Ele riu de forma autodepreciativa. "Restrições orçamentárias, sabe? Não dava para contratar uma equipe inteira de roteiristas."
As sobrancelhas de Lucas se ergueram em surpresa. "Você está dizendo que está aberto à improvisação no local durante as filmagens?"
Drake sorriu, um brilho de excitação em seus olhos. "Sim, quero que o filme pareça cru e autêntico, e confio nos meus atores para trazerem suas próprias interpretações únicas aos personagens."
Lucas estava genuinamente interessado. Ele havia se apoiado muito na Oficina da Mente, um método de treinamento que o servira bem em sua carreira, particularmente em "127 Horas". Ali, o foco intenso no confinamento solitário de Aron havia sido perfeitamente espelhado pelas simulações internas da Oficina. Mas "Like Crazy" era diferente. Não era um show de um homem só; exigia um retrato matizado das emoções complexas de Jacob, algo que a Oficina, com seu foco em personagens individuais, lutava para capturar.
Lucas percebeu o cerne da questão. A Oficina se destacava na criação de personagens internamente consistentes, mas faltava-lhe a fluidez das emoções humanas reais. Seu treinamento como Jacob havia produzido um indivíduo crível, mas algo crucial estava faltando – o amor. A Anna da Oficina da Mente, embora fiel ao roteiro, não conseguia replicar o amor genuíno, complicado e em constante evolução que definia o relacionamento de Jacob.
Era claro, Lucas precisava de mais do que construções intrincadas de personagens. Ele precisava compreender a natureza confusa, contraditória e em constante mudança da conexão humana real, particularmente o amor romântico.