
Capítulo 78
Ator Magnata em Hollywood
Dias se passaram desde que Lucas assumira o papel de Arthur, ao lado do lendário Leonardo DiCaprio como Cobb, e um elenco talentoso. A tensão na sala crepitava como eletricidade enquanto Marion Cotillard, incorporando Mal, caminhava em direção a Cobb, um leve sorriso adornando seus lábios.
"A arma, Dom", ela murmurou, com a voz suave, mas carregando o peso de ameaças não ditas.
Cobb permaneceu imóvel, seu olhar fixo no dela. O sorriso de Mal desapareceu, substituído por um brilho gélido em seus olhos. Com um movimento de seu pulso, ela gesticulou em direção à porta. Dois guardas corpulentos surgiram, arrastando um Lucas relutante, como Arthur.
Mal pressionou o metal frio da arma contra a têmpora de Lucas, sua voz desprovida de emoção. "Por favor", ela sussurrou, seus olhos fixos em Cobb.
O peso de suas palavras pairava no ar. Lentamente, Cobb estendeu a mão para sua arma, seus movimentos deliberados, seus olhos nunca deixando os de Mal. Ele a colocou na extremidade oposta da mesa de ébano polido, depois a deslizou por sua superfície lisa, o clique ecoando no silêncio tenso. Parou na metade do caminho, uma ponte precária entre eles.
Saito, observando a cena com um sorriso predador, pronunciou-se. "Agora o envelope, Sr. Cobb."
As mãos de Cobb se ergueram em um gesto de rendição enquanto ele alcançava a cintura, retirando um dos cobiçados envelopes. Ele o deslizou pela mesa, sua voz baixa e rouca. "Ela te contou? Ou você já sabia o tempo todo?"
O sorriso de Saito se alargou, um toque de diversão dançando em seus olhos. "Que você está aqui para roubar de mim? Ou talvez, que estamos todos sonhando?"
Um lampejo de aborrecimento cruzou o rosto de Arthur enquanto ele trocava um olhar silencioso com Cobb, um indício da atitude "eu te avisei" que Lucas havia aperfeiçoado nos últimos dias em seu Mind Workshop e ensaios.
A voz de Saito, uma mistura suave de curiosidade e ameaça, cortou o silêncio tenso. "Diga-me, Cobb. Quem é o seu empregador?"
Seu olhar, afiado como o de um falcão, oscilou entre Cobb e Arthur. Mal, espelhando sua intensidade, engatilhou lentamente a arma, seu metal frio pressionando a têmpora de Arthur.
"Não adianta ameaçá-lo em um sonho", Cobb retrucou, sua voz traindo um toque de desconforto.
Os lábios de Mal se curvaram em um sorriso arrepiante. "Isso depende do que você está ameaçando. Matá-lo apenas o acordaria... mas dor? A dor está na mente..."
Seus olhos, desprovidos de calor, encontraram os de Cobb. O ar crepitava com avisos não ditos, um duelo silencioso de vontades se desenrolando entre eles. Então, com um movimento rápido, Mal abaixou a arma e atirou.
Em um movimento rápido, quase casual, Mal abaixou a arma, mirando na perna de Arthur. Com um estalo agudo que ressoou pela sala, a arma "disparou". Embora nenhum projétil voasse, Lucas, ou melhor, Arthur, contorceu o rosto em agonia, um grito gutural irrompendo de sua garganta. Mesmo em meio às filmagens, sua atuação tinha tanta convicção que enviou arrepios àqueles que observavam, embora alguns pudessem achar engraçado.
"A julgar pela decoração", Mal disse, sua voz fria e calculista, "estamos em sua mente, não estamos, Arthur?"
Em meio à tensão, um lampejo de divertimento brilhou nos rostos de alguns atores, um testemunho da interpretação convincente de Lucas. No entanto, o profissionalismo prevaleceu, e a cena continuou ininterrupta.
Leonardo, incorporando totalmente o desespero de Cobb, lançou-se sobre a mesa polida. Seu movimento foi um borrão, um avanço desesperado por sua arma descartada. Com um estalo agudo, a arma ecoou no espaço opulento, não mirando Saito, mas Arthur. Lucas, imerso no personagem, desabou realisticamente, a cena terminando com Cobb correndo para a porta, deixando para trás um silêncio atordoado, antes que a deixa do diretor, "Corta!", encerrasse oficialmente a cena.
Aplausos ecoaram pelo estúdio enquanto a cena do "sonho dentro do sonho" era concluída. Lucas, ainda vibrando com a intensidade da performance, sentiu um toque no ombro. Era Christopher Nolan, com uma expressão ilegível.
"Lucas", Nolan disse, gesticulando em direção a um canto tranquilo. "Se importa em vir para uma rápida conversa?"
Intrigado, Lucas seguiu o diretor. Depois de se acomodar, Nolan inclinou-se para a frente, sua voz baixa. "Lembra-se de como discutimos algumas cenas que exigiriam treinamento especializado?"
Lucas assentiu, lembrando-se das conversas vagas sobre sequências físicas exigentes.
"Bem", Nolan continuou, um leve sorriso brincando em seus lábios, "essa hora chegou. Depois de filmarmos suas próximas cenas, você estará indo para Londres."
Lucas ergueu uma sobrancelha, surpreso. "Londres? Para quê?"
"Construímos um set único – um ambiente giratório dentro de um hangar de dirigíveis", Nolan explicou. "Você trabalhará com nossa equipe de dublês para se preparar para uma cena particularmente desafiadora."
O silêncio caiu enquanto Lucas processava a informação. Sua surpresa rapidamente se transformou em excitação. Uma cena exigente que demandava treinamento especial? Parecia emocionante, um testemunho da confiança depositada nele.
"Desafiador, você diz?" Sua voz continha uma mistura de nervosismo e antecipação.
Nolan riu. "Digamos que isso vai levar seus limites físicos e mentais ao extremo, da melhor maneira possível. Esteja preparado, Lucas. Esse set giratório está prestes a te levar a uma jornada selvagem."
Com um tapinha no ombro de Lucas, Nolan se desculpou, deixando Lucas efervescendo de curiosidade e uma nova motivação. O sonho dentro de um sonho havia sidoHilario, mas um desafio totalmente novo o esperava do outro lado do oceano.
Lucas mordiscou o lábio, remoendo as palavras de Christopher Nolan em sua mente. A dica enigmática do diretor sobre uma "cena desafiadora" filmada em um set giratório especialmente construído enviou arrepios de excitação por sua espinha. Se a memória não o enganava, ele se lembrava da cena em que Arthur se envolvia em um intenso combate em um corredor – e não apenas uma cena de luta qualquer, mas uma meticulosamente criada sem a ajuda de CGI.
O pensamento encheu Lucas com uma mistura de apreensão e euforia. Ele havia vislumbrado o compromisso de Nolan com efeitos práticos em filmes como "O Cavaleiro das Trevas", onde a icônica explosão do hospital foi alcançada com explosivos reais. Agora, era a sua vez de entrar no planejamento criativo do diretor.