
Capítulo 39
Ator Magnata em Hollywood
Primeiro dia nas garras de Bluejohn.
Apesar de ser elogiado por sua atuação excepcional, Lucas permaneceu humilde. Mesmo um único momento fora de sintonia era suficiente para fazê-lo mergulhar de volta à cena, ansioso para aperfeiçoá-la. Danny, o diretor, testemunhou essa dedicação em primeira mão, impressionado com o talento bruto do jovem ator e sua incansável busca pela excelência. Ele já tinha visto muitos astros, mas Lucas brilhava de forma diferente — uma supernova de talento que ainda estava se ajustando ao brilho dos holofotes.
"Você é um talento natural, Lucas", disse Danny, observando o jovem ator emergir das sombras. "Mas não se force demais. Temos cinco, talvez sete dias para esta sequência, no máximo."
Lucas, ainda recuperando o fôlego, ofereceu um sorriso cansado. "Cinco dias? A equipe acha que podemos fazer mais rápido."
A filmagem no cânion, inicialmente estimada para levar de 5 a 7 dias, já cintilava com a possibilidade de conclusão mais cedo, graças à precisão e ao foco inabalável de Lucas. A equipe, cujo espanto inicial foi temperado pelo respeito, fervilhava com a antecipação compartilhada pelo nascimento do filme.
23 de setembro de 2009. Enquanto Lucas se aproximava da linha de chegada de seu primeiro filme, um tipo diferente de magia preenchia as ondas do rádio.
Nas salas de estar de todo o país, o episódio piloto de Modern Family ganhava vida. Em um canto rural do Kansas, Sarah, uma professora com uma queda por sitcoms, sentava-se hipnotizada.
A peculiar família Pritchett-Dunphy a encantava, mas sua atenção se prendeu em Dylan, o adolescente mal-humorado com um brilho travesso nos olhos. Ele era interpretado por ninguém menos que Lucas.
O Dylan na tela, interpretado por Lucas, era cativante – uma brisa fresca misturada com um nervosismo desajeitado, reminiscentes de Rodrick Heffley, amenizado por um toque de sol. Este Dylan era legal, claro, mas sob a fachada descontraída espreitava uma pitada de adorável bobagem.
A boca de Sarah caiu em uma certa cena, aquela em que Dylan erguia Phil sobre o ombro como um ursinho de pelúcia relutante. "Ah Phil, querido, não é seu melhor ângulo!", ela gargalhou, lágrimas escorrendo pelo rosto. "Embora eu tenha que admitir, você está arrasando com aquela saia rosa."
Após o término do programa de TV "Modern Family", Sarah suspirou, desejando que o programa continuasse, ansiando por mais risadas.
Apesar de se sentir desapontada com o breve episódio, ela antecipava mais episódios. "Espero que o programa continue", suspirou.
No dia seguinte, Sarah acordou com um tipo diferente de nascer do sol. Ela ligou o computador e navegou pelo site do Yahoo!...
Um dia havia passado desde o piloto de "Modern Family", e na Comunidade Yahoo!, "Modern Family" estava em alta como um dos programas de TV que estavam ganhando atenção no site.
Usuários da internet discutiam o piloto de "Modern Family" e suas cenas engraçadas. Apesar de o programa não ter muita trilha sonora, isso só aumentava seu charme e humor.
Tópicos surgiam mais rápido que pipoca: "OMG, os Dunphys são hilários!", "Podemos todos concordar que a Gloria é uma rainha?", "Mas quem é ESSE tal Dylan?"
Um tópico chamou a atenção de Sarah. "Quem é o novo gato que interpreta Dylan?", dizia, seguido por uma enxurrada de respostas. Ela rolou pelos comentários, um sorriso curvando seus lábios.
A pergunta sobre Dylan rapidamente virou tendência. Usuários suspiravam por seu cabelo loiro e olhos azuis cativantes.
Alguém o apelidou de "a mistura perfeita de descolado e bobalhão", e Sarah não pôde deixar de concordar com a cabeça.
"Descolado com uma pitada de desajeito adorável." Comentários repletos de risadas dissecavam cada fala sua, especulando: "Ele está apenas interpretando a si mesmo? Porque eu seria a Haley dele qualquer dia!"
No tópico, já havia dezenas de posts, com títulos como "Alerta de nova sitcom! 'Modern Family' é hilário, e Dylan é meu novo crush!" Um post dizia: "Acabei de assistir ao piloto de Modern Family e estou obcecada! Dylan me faz rir. Adoro esse charme descontraído com uma pitada de bobagem. Quem o interpreta? Preciso saber!"
E já havia dezenas de respostas no post: "Meu Deus, os olhos de Dylan são como o oceano mais azul! E o cabelo dele é como o sol. Ele é totalmente um sonho, mas também meio desajeitado ao mesmo tempo. Mal posso esperar para ver mais dele!"
Usuário 2: "Sério, o cabelo loiro, os olhos azuis, o charme – estou oficialmente apaixonada! Alguma ideia de quem o interpreta?"
Enquanto Sarah rolava o site do Yahoo!, ela notou vários posts dedicados ao personagem de Dylan. Ela zombou quando leu algo como: "Dylan era definitivamente um conquistador!"
"Dylan, o conquistador?" Sarah bufou, segurando a barriga. "Mais como a zona de desastre ambulante!", ela riu, com o coração cheio de calor.
"Espera, ele sequer tem uma página na Wikipédia?" Sarah comentou em um post específico, desencadeando uma mini-investigação.
A falta de presença online apenas alimentou a intriga entre os usuários da internet que tentavam encontrar informações sobre o ator que interpretava Dylan. "Um gato misterioso em uma sitcom hilária? Conte comigo!", declarou outro usuário, resumindo o sentimento coletivo.
"Cabelo loiro, olhos azuis, definitivamente sabe carregar uma princesa", escreveu outro usuário, seguido por uma sequência de emojis de coração. Sarah riu, sentindo um estranho orgulho borbulhar em seu peito. Ela conhecia aquele ator loiro de olhos azuis – não de revistas de celebridades ou tapetes vermelhos, mas de noites de quarta-feira comendo pipoca e rindo com seu charme desajeitado.
Lucas não tinha ideia das ondas que sua estreia em sitcom estava enviando pela internet. No abraço sufocante do cânion, ele encarnava Aron Ralston, um homem à beira da sanidade. Realidade e atuação se confundiam enquanto ele olhava para seu braço mutilado, preso pela rocha implacável.
"Você tem que cortar, Aron", ele murmurou, sua voz um rosnado seco contra o silêncio. As palavras o atingiram como um golpe. Não, cortar era rendição, anátema ao espírito de Aron. Ele balançou a cabeça, uma negação selvagem.
"Não! Não quero cortar meu braço!"
"Mas você tem que!", ele retrucou, sua própria voz um eco acusatório. A multiferramenta parecia frágil em sua mão, uma pálida imitação da faca robusta que ele não havia trazido. Ela dançava zombeteiramente contra sua pele, recusando-se a cravar na carne, muito menos no osso.
A frustração transbordou. O suor escorria em riachos pelo seu rosto, cada gota um grito silencioso. Ele segurou a ferramenta com tanta força que seus nós dos dedos ficaram brancos, uma guerra silenciosa travada dentro dele. Então, um soluço abafado escapou de seus lábios, o cânion espelhando seu desespero com seu vazio ecoante.
A cena não terminou com um grito do diretor, mas com um lamento de derrota. O silêncio que se seguiu foi pesado, a equipe prendendo a respiração enquanto o cânion mantinha o seu. Naquele silêncio, Lucas emergiu da pele de Aron, abalado mas resoluto. Ele sabia que esta era apenas uma batalha, um passo excruciante na dança com a sobrevivência.