
Capítulo 26
Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval
TL/Editor: Raei
Revisor:
Cronograma: 5/semana
p>Ilustrações: Nenhuma.
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Depois de encerrar a conversa proveitosa, Ian saiu da audiência de bom humor, mas foi surpreendido pela aparição repentina de um jovem de rosto fresco.
"E aí, mago! Já terminou?"
"..."
Quem demonstrava familiaridade sem cerimônia não era outro senão Bernard.
Ver seu rosto presunçoso já havia se tornado algo familiar, o que, por si só, era assustador.
"Voltando para a vila? Eu te acompanho!"
"Isso é realmente necessário? Eu poderia simplesmente pedir àquele cavaleiro de ontem..."
"Ah, o Sir Hansen está de folga hoje. Ele saiu para um passeio com a esposa, para variar."
Tsc.
Ian estalou a língua brevemente.
Sir Hansen, era?
Ian queria ver aquele cavaleiro.
Ele era cem vezes mais confiável que Bernard.
"Hoje, eu vou te apresentar pessoalmente a Riverville!"
Ian achou a oferta de Bernard irritante.
O motivo de estar em Riverville era descansar, e seguir Bernard por aí significaria nenhum descanso.
O quê?
Ficar andando por aí durante o descanso?
Isso não é descanso nenhum!
No entanto, Ian não podia dispensar Bernard de forma grosseira.
Ele acabara de receber um presente do Barão Kaltz.
Ele lhe dera um presente tentando causar uma boa impressão, e demonstrar desdém logo em seguida certamente não agradaria ao barão.
Seria educado pelo menos fingir que se misturava.
Fazer um tour pela vila não era uma tarefa difícil, afinal.
"Tudo bem. Vamos."
Ian seguiu Bernard de volta à Pousada Água Nebulosa.
Os dois passearam tranquilamente pelas ruas.
Já era hora do almoço, e o aroma de comida pairava de casa em casa.
As pessoas compravam e vendiam mercadorias com vigor, crianças corriam alegremente pelas ruas, e os pais as observavam com sorrisos...
"Este é um lugar agradável."
Ian falou o que pensava no momento em que a ideia lhe veio.
Sua impressão sincera.
Riverville era uma boa vila.
Ainda que no nível de vila, conforme a população aumentasse e as terras cultivadas se expandissem, alcançaria o status de ser chamada de cidade.
Riverville era uma vila com esse potencial.
"Claro que é um lugar agradável! De quem você acha que é a propriedade!"
O tom de Bernard transbordava orgulho do pai.
A nobreza emergente, especialmente os senhores contratados que recebiam terras de um lorde, não tinham muito amor por seus domínios.
Viam seus aldeões não como pessoas, mas como sacos de dinheiro.
Para serem sacudidos por dinheiro, e quebrados se estivessem com pressa.
No entanto, nobres locais como o Barão Kaltz, que construíram a comunidade, sentiam de forma diferente sobre seus domínios em comparação com a nobreza emergente.
Não eram terras recebidas de outra pessoa, mas o direito de governar uma vila que sempre governaram, reconhecido por outros nobres, daí um forte senso de pertencimento.
Os aldeões tiravam os chapéus e curvavam a cabeça sempre que encontravam Bernard.
Não havia residente que demonstrasse zombaria, desprezo ou medo no processo.
Já haviam reconhecido Bernard no fundo de seus corações como o sucessor do Barão Kaltz.
"Nesse sentido, se você se estabelecer em Riverville, minha prima talvez..."
"Eu disse que não vou me casar."
No meio da conversa casual, os dois chegaram à pousada.
Mas ao se aproximarem, ouviram um certo alvoroço.
"Ian!"
Lucy veio correndo, sem fôlego.
Ian olhou para Lucy com uma expressão irritada.
"O que foi? Você causou outro problema?"
"E, eu não causei nenhum problema?! O que você pensa que eu sou!"
Elder também se aproximou sorrateiramente.
"Pensei que você apareceria por aqui agora."
"Por quê? Eu poderia ter almoçado no castelo, sabia?"
À pergunta de Ian, Elder respondeu descaradamente.
"Você não é um mago? Não perderia uma dessas."
"...?"
Uma dessas?
"Ian! Precisamos da sua opinião!"
Lucy exclamou com os olhos brilhando.
"Então, do que é todo esse alvoroço?"
Elder interrompeu antes que Lucy pudesse responder.
"Caçadores foram passear na floresta hoje de manhã e pegaram um pássaro. Pediram ao dono da pousada para cozinhar, mas adivinha, essa senhora interveio e impediu?"
"???"
A expressão de Ian ficou confusa.
Mesmo depois de ouvir a explicação, ele não conseguia entender a situação.
Lucy gritou de frustração.
"Você não pode simplesmente chamar de pássaro! É um corvo! Um corvo!"
"Um corvo ou um pássaro. É tudo a mesma coisa."
Ian não entendia por que Lucy interferiu no almoço dos caçadores.
O que tem de errado em querer comer carne de pássaro?
Por que impedir?
Será que...!
Lucy, aquela garota, é vegana?
"Cassie. Você acha que comer carne é violência?"
"O quê...? O que quer dizer? E, eu não entendo? Por que comer carne... seria violência?"
"Ah. Era uma piada."
p>Felizmente, Lucy não era vegana.
E, na opinião de Ian, Lucy não era inteligente o suficiente para compreender o conceito de veganismo.
"Comer carne é violência... Mago, você cria expressões bem únicas."
"Elder, o que Ian disse?"
"Bem, para comer carne, precisa de gado. Para criar gado, precisa de pastagens amplas. E pastagens, não são adquiridas através de guerra?"
"Ah..."
"Então, comer carne simboliza violência... Essa parece ser a ideia."
Elder sorriu presunçosamente e olhou para Ian.
Uma expressão arrogante que parecia dizer: 'Viu? Eu também sou bem esperto.'
Ian, sem querer se dar ao trabalho de responder, apenas concordou e seguiu em frente.
"Então, e o corvo?"
"Ah, sim. Lucy acha que esse corvo veio encontrar Ian aqui."
"... O quê?"
Ian olhou para Lucy com incredulidade.
Lucy encarou o olhar de Ian de frente, com uma expressão confiante.
"É! Você é Ian Eredith Raven! E aquilo é um corvo! E os dois acabaram na mesma pousada? Você acha que isso é mera coincidência?"
Uh. Eu acho que é coincidência sim.
Não importa o quanto ele pensasse, era normal.
Corvos são pássaros comuns encontrados em florestas. Não havia problema em caçadores pegarem um por tédio.
Mas Lucy pensava diferente de Ian.
"Você não sente uma espécie de magia nisso? É destino! É isso!"
"Uau..."
"O que você acha, Ian? É magia, né? Né?"
Ian ficou impressionado com a habilidade surpreendente de Lucy de tirar conclusões precipitadas.
Só porque 'Raven' fazia parte do nome dele e um corvo acabou na mesma pousada, é magia?
Se isso for verdade, então Lucy é uma maga do espaço-tempo.
"Você deveria pedir desculpas aos caçadores."
"O quê! Por quê!"
"Eu sou o mago, ou você? Que tipo de bobagem você está falando?"
Elder sorriu com ironia, e o rosto de Lucy ficou vermelho.
Ian os deixou para trás e entrou na pousada.
"Então, você é Raven."
Dois caçadores receberam Ian.
Pobres coitados que não puderam almoçar por causa de Lucy.
"Aquela senhora disse que o corvo que pegamos veio te encontrar..."
"É bobagem, podem ignorar."
p>Quando Ian deu uma resposta firme, os caçadores sorriram.
"Então, para o almoço..."
"Senhor Mago, gostaria de se juntar a nós?"
Os caçadores, que haviam se assustado com a ameaça de Lucy, estavam mantendo o corvo cuidadosamente de lado, preocupados em provocar problemas se o maltratassem.
Mas agora, não havia necessidade de preocupação.
Um caçador tirou o corvo de uma jaula improvisada feita de gravetos.
"Crau! Crau!"
Como se pressentisse seu destino, o corvo chorou tristemente.
Todos ouviram os gritos do corvo, mas.
Pareceu um pouco mais claro para Ian.
[Por favor, me salve! Humano!]
"...?"
Espera aí.
Aquele desgraçado acabou de falar...?
"Esperem."
O caçador, prestes a torcer o pescoço do corvo, parou e olhou confuso quando Ian interveio.
"Sim?"
Ian, por precaução, falou com o corvo na linguagem da magia.
"[O que você é?]"
"Crau!"
[Por favor, me salve!]
No entanto, o corvo não entendia a linguagem de Maronius.
Devido à falta de mistério.
Criaturas como Drake, que possuíam um forte nível de mistério, podiam se comunicar através de feitiços de invocação de nível 3, mas seres menores como corvos não conseguiam entender as palavras de Ian.
Embora Ian pudesse entender a fala do corvo.
"...Senhor Mago?"
De repente, quando Ian pronunciou sons estranhos, os caçadores reagiram com cautela, um pouco assustados.
Ian tentou acalmar os caçadores com uma explicação.
"Ah. Não é nada. O sujeito começou a falar comigo de repente."
"???"
Os caçadores ficaram estupefatos com a resposta de Ian.
O corvo... começou a falar?
'O que é isso? É alguma metáfora que eu não entendo? Ou... o corvo realmente começou a falar?'
O caçador suspeitou que Ian estivesse usando uma metáfora compreensível apenas para magos.
Então, para verificar, perguntou novamente.
"O corvo... falou com você, Senhor Mago?"
Ian assentiu com a cabeça.
"Sim. Está pedindo para ser salvo."
"..."
Os caçadores se entreolharam incrédulos, sem palavras.
Quer dizer, o corvo estava só grasnando, e ele entendeu o que isso significava? Mesmo para um mago...
'... Acho que é possível. Droga.'
Deixando a absurdezes de lado.
Os caçadores aceitaram a explicação de Ian com relutância, engolindo as lágrimas.
Não era algo que fossem capazes de entender.
Como caçadores locais poderiam facilmente compreender as palavras de um mago?
Se o mago diz que sim. Bem...
Talvez seja possível se comunicar com um corvo...
"[Ei. Corvo]"
[Por favor, me salve! Por favor, não me mate!]
"[Eu vou te salvar, então fica quieto por um momento]"
[Por favor, me salve!]
"Ah, pelo amor de Deus! Eu disse que vou te salvar! Fica quieto!"
Ian levantou a voz de frustração quando o corvo não entendeu Maronius, ficando irritado.
Quer dizer, corvos não deveriam ser inteligentes?
Mas não sabe Maronius?
No entanto, isso era um preconceito nascido da experiência de Ian de conversar com monstros poderosos como Drake.
Maronius é uma linguagem de mistério.
Apenas aqueles versados no mistério podem compreendê-la.
O corvo não conhecia Maronius, mas sentiu que Ian estava ficando bravo.
A menos que fosse um idiota, não deixaria passar o fato de que alguém estava levantando a voz para ele.
[...]
Quando o corvo se calou, os espectadores murmuraram em admiração.
"Uau... Aquele mago está realmente falando com um corvo?"
"Isso é realmente incrível..."
O dono da pousada se aproximou cautelosamente e perguntou.
"Senhor Mago... Você vai poupar esse?"
Ian fitou atentamente o grande corvo.
Penas negras.
Olhos grandes e brilhantes.
E a cooperação de ficar quieto quando Ian pediu.
Ele não tinha obrigação de atender ao pedido de um animal, mas Ian decidiu poupar o corvo.
Simplesmente... porque era interessante.
"Sim. Não me parece certo comê-lo."
Quando Ian tomou sua decisão, os caçadores sorriram com amargura.
Lucy comemorou atrás.
"Viu? Eu disse que havia algo incomum naquele corvo!"
"Hehe. Tendo um mago como irmão, a senhora sabe reconhecer mistério, de fato."
"Isso, isso é verdade! Talvez eu não tenha aprendido magia, mas acho que tenho talento para isso!"
Lucy se gabou, e os cavaleiros e Elder balbuciaram algo.
Eram basicamente elogios a Lucy.
Não pôde evitar rir da absurdezes.