
Capítulo 502
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
Whoosh
Fiona ouviu um som fraco, como sempre, ela estava em alerta máximo.
Seu corpo saiu rapidamente da banheira, um longo vestido formando-se ao redor dela, as chamas vermelhas intensificando-se conforme a água evaporava.
Fiona deu um passo em direção à porta, não esperava que alguém conseguisse atravessar toda a segurança.
De repente, um intenso desejo de matar começou a fluir de seu corpo, a temperatura do palácio e até da região alguns quilômetros ao redor dela começaram a subir.
Parecia que matar era a única maneira de ela manter a sanidade que ainda lhe restava.
Uma tênue esperança de que Vritra retornasse a motivava a seguir em frente.
TAK
Ela ouviu um barulho vindo de trás. Fiona virou-se, mas não encontrou ninguém, sua expressão completamente indecifrável.
Então, uma sombra apareceu atrás dela, enquanto Fiona sentia um leve toque ao redor do seu pescoço.
BOOOOOOOOOOOOOOM
O teto de seu palácio foi explodido, enquanto ondas de energia intensas saíam de seu corpo.
Mas novamente, ninguém estava lá.
Uma carranca surgiu em seu rosto; não havia medo, mas seu desejo de matar continuava crescendo.
'Será que é alguém da Lua de Ouro ou... um demônio?' ela se perguntava, mas não conseguia pensar em alguém tão forte e rápido assim.
Enquanto ela ponderava, a mesma sombra apareceu de novo atrás dela.
Desta vez, ela sentiu claramente dois braços deslizando pela sua cintura, mas no instante em que tentou atacar, a outra pessoa desapareceu.
Após a grande explosão, as pessoas já estavam em pânico, enquanto os guardas não conseguiam se aproximar do quarto de Fiona por causa das chamas.
"..." Os olhos de Fiona se estreitaram perigosamente, questionando a intenção do agressor, mas ela não conseguiu detectar nenhuma intenção de matar.
"Quem é você?" sua voz soou fria, apesar da temperatura ardente ao seu redor.
Dessa vez, a sombra apareceu diante dela, com a mão estendida em direção ao seu rosto.
Fiona não perdeu tempo; uma camada de chamas surgiu ao redor do seu corpo como uma armadura protetora, isso foi tudo que conseguiu fazer antes que a mão do estranho tocasse nela.
E então, ele brincou levemente, tocando seu nariz, enquanto sua mão abaixo do pulso começava a queimar.
Fiona pulou para trás, finalmente tendo uma visão clara de seu invasor, pronta para reduzir ele a cinzas na sua próxima investida.
Mas então ela congelou, seu olhar fixo no homem à sua frente, sua mente de repente silenciou-se enquanto todos os ruídos desapareciam.
Vritra encarava as chamas ameaçadoras que queimavam em sua palma, que malpodiam machucá-lo.
O halo mitológico era extremamente forte, mas a força de Fiona ainda estava abaixo do suficiente, portanto ela não conseguia exibir todo o seu potencial.
Mesmo assim, Vritra não conseguiu fazer a chama se apagar, mas com seu arsenal de habilidades, não foi difícil controlá-la.
Usando Null e Internal Shuffle, seu braço distorceu-se por um momento antes de voltar ao normal, e a chama vermelha que queimava realmente desapareceu.
Porém, isso estava longe de preocupar a Imperatriz fria. Sua mente, corpo e coração estavam sincronizados, extremamente chocados.
"D..." ela tentou falar, mas não conseguiu. As chamas vermelhas desapareceram. Ainda não sabia se aquilo era realidade, uma ilusão ou apenas um sonho dela.
Arrastando seu corpo para frente, ela parou bem na frente dele. Vritra parecia bem diferente, ainda assim ela podia sentir que era ele.
Respirando com dificuldade, ambas as mãos tremendo ligeiramente, ela suavemente colocou seu rosto na mão dele.
Sentindo sua pele quente em suas mãos, seus lábios tremeram. Ela queria falar, mas não conseguiu.
"Fiona, eu voltei." Vritra se inclinou, pressionando a testa contra a dela.
Ela havia mudado bastante em pouco mais de dois anos. Fiona realmente parecia crescida e madura.
Nada a ver com aquela garota jovem de antes.
'Ela passou por tanta coisa, quantas vidas ela terá tomado para possuir tamanha intenção de matar em tão pouco tempo.' Vritra a puxou mais para perto, apertando seu abraço.
Fiona finalmente pareceu sair do choque, reagindo ao seu modo, com os braços apertados ao redor dele, com uma devoção desesperada.
"Querido?!", sua voz saiu entre engasgos, os olhos encharcados de lágrimas. Tudo aconteceu tão de repente que ela não soube como reagir.
Ela tinha sonhado com ele inúmeras vezes, encontrando-o só para ficar decepcionada ao acordar.
As chamas vermelhas, que lentamente consumiam seu palácio, desapareceram.
Os guardas ainda não tinham coragem de se aproximar; aguardaram do lado de fora do quarto, prontos para seguir qualquer ordem.
Vanessa apareceu ao lado dos dois, sorrindo suavemente e dizendo: "Sim, o querido realmente voltou, isso não é sonho."
Fiona tinha chorado tantas vezes que as lágrimas pararam de sair, mas depois de algum tempo ela não conseguiu impedir as lágrimas de rolarem novamente.
"Estou aqui, tudo vai ficar bem agora." Vritra acariciou sua cabeça, beijando sua testa.
A ruiva grudou-se a ele com firmeza, com medo de que, se o soltasse, ele desaparecesse de novo e ela tivesse que reviver aquele trauma.
Vritra olhou ao redor; seu palácio precisaria ser reconstruído, ela realmente tinha ficado bastante impulsiva.
Segurando sua esposa chorosa, Vritra sentiu de perto todas as emoções que ela estava sentindo, seu corpo tremendo levemente em seus braços.
Vritra usou hipnose natural para fazer os guardas saírem.
Fiona permaneceu em seu abraço, recusando-se a se separar mesmo após dezenas de minutos.
"Senti sua falta demais, sei que passou por muita coisa, peço desculpas por tudo isso." Vritra murmurou, embora fosse algo que ele mesmo achasse difícil de suportar.
Demorou um bom tempo para Fiona finalmente se acalmar, mas ela mal falava agora.
Ver uma mudança tão drástica nela encheu Vritra de ira ilimitada.
"Querido, essa é a última vez. Se você desaparecer de novo, eu vou te seguir, mesmo que seja até a morte." Fiona disse, com o rosto enterrado em seu peito.
"... Vou tentar não desaparecer, mas o próprio destino tem ciúmes de mim, mas eu sempre voltarei." Vritra respondeu, acariciando suavemente sua face.
Ela sorriu fracamente. Apoiada nele, pressionou seus lábios vermelhos contra os dele.
Foi um beijo suave, curto, mas cheio de um amor imenso.
Quando seus lábios se separaram, Fiona olhou em seus olhos, depois o abraçou ainda mais apertado.
Os flashes de seus pesadelos ainda surgiam em sua mente, ela odiaria mais do que tudo perdê-lo novamente.
"Então você virou uma Imperatriz…" Vritra falou numa voz baixa, com os lábios tocando sua orelha.
"Mhmm…" A ruiva se aninhou mais perto do pescoço dele, seus lábios suaves tocando sua pele quente.
"Você também virou uma lorda, hein."
"Mmm." Fiona apenas suspirou, inalando seu aroma.
"Você fez um ótimo trabalho, minha esposa maravilhosa, não precisa mais se punir, tá bom?" ele comentou.
"Humm." Ela assentiu, sentindo-se finalmente em casa, como se sua alma tivesse voltado ao seu corpo de verdade.
"Eu te amo." Ele disse, pressionando seus lábios novamente contra os lábios úmidos dela.
Fiona já parecia um pouco melhor do que antes, mas ainda levava mais um pouco de tempo para se curar corretamente e recuperar sua personalidade alegre e fofa.
Vritra continuou conversando com ela por mais um pouco, embora na maior parte fosse ele falando.
Mesmo enquanto ela se afastava dele, Fiona segurava firme seu braço, como se ficar separada dele tivesse assustado ela.
Agora era hora de encontrar Maeve e Diana, já que ambas estavam juntas na capital agora, e assim ele poderia surpreendê-las de uma vez.