
Capítulo 498
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
— Tarde demais.
CRACK
Um som claro de manipulação do pescoço ecoou, e todas as pessoas que estavam rolando pelo chão de dor de repente pararam.
O corpo imóvel de Max caiu no chão enquanto todos encaravam Vritra com horror.
Ele acabou de eliminar um lord sem esforço algum?
Além disso, acabara de matar um parente, um dos mais antigos primos — esse seria o maior crime!!
'Suspiro…' Gunter suspirou, parecendo que seus dias como monarca estavam encurtando.
— Q- Como você pôde matá-lo?? Guardas, prendam-no, S- Monarca, isso é simplesmente absurdo — todos, esquecendo a dor, começaram a gritar descontroladamente.
— Ele não está morto, apenas inconsciente. Não se preocupem, ele vai acordar — interrompeu Vritra com uma voz calma, e então eles perceberam o chiado de Max a cada respiração.
Ele certamente despertaria, mas ficaria sem forças no futuro e nunca mais conseguiria se mover.
— Curandeiros, levem todos eles embora! Precisam de cuidados, garantam que sejam tratados com gentileza — Gunter, finalmente relaxado, deu um passo à frente e falou.
E assim, os curandeiros atônitos arrastaram todos os pacientes, mas com os adolescentes já em atendimento, os pais teriam que esperar.
— Art, você está bem? — finalmente, a multidão foi embora. Gunter se aproximou dele preocupado, olhos cheios de perguntas.
— Sim, estou bem. E mesmo que você pergunte agora, eu não conseguirei responder — respondeu Vritra antes mesmo do homem de meia-idade ter a chance de perguntar qualquer coisa.
…
Algumas horas depois, novamente na mesma sala grande.
De um lado, os assentos estavam preenchidos por jovens envoltos em bandagens, com os membros completamente imobilizados.
Do outro lado, estavam seus pais, alguns ainda faltando uma ou duas extremidades, todos em condição muito pior.
— Agora, algum de vocês ainda tem problema com meu filho sendo o próximo monarca? — perguntou Gunter, com Vritra ao seu lado.
Todos começaram a murmurar ao mesmo tempo, zumbindo como abelhas, reclamando da injustiça do mundo.
— Sejam claros, não consigo ouvir vocês. Posso interpretar isso como um sim e começar outra rodada de batalha — disse Vritra, enquanto todos falavam ruidosamente e com pressa.
— N- Claro que não temos problema algum com vocês me governando no futuro, essas feridas são prova suficiente de que você seria um grande governante — disseram rapidamente, em uníssono.
Max permaneceu totalmente quieto, na pior condição de todos. Nem mesmo conseguia fechar a boca, seus lábios formando um grande O.
'Que diabo de demônio é esse?! Não há como ele ser o verdadeiro Art, afinal… foi eu quem o matou com minhas próprias mãos no labirinto,' pensou Max, olhando assustado para Vritra.
Mas não podia dizer algo assim em voz alta.
Se quisesse expor Vritra, primeiro teria que se expor a si mesmo.
E se tudo isso fosse plano de Gunter desde o começo? Max tremia só de pensar nisso.
— Certo, sabia que todos ficariam radiantes com meu filho sendo o próximo chefe da família, olha quão felizes parecem — disse o monarca, rindo alto.
Vritra resolveu tudo em apenas um dia. De fato, força podia realizar o impossível, sem falar que não mostrou misericórdia alguma.
Gunter jamais conseguiria fazer aquilo.
— Certo, podem voltar a descansar. Mas, se algum de vocês pensa em fazer besteira pelas costas, lembrem-se do tio Max. Vocês poderiam estar em pior estado — avisou Vritra, e a reunião finalmente terminou.
Vritra não queria mais problemas, então até usou a hipnose natural neles para garantir a paz.
Pelo menos, ninguém tentaria alguma tramóia.
Gunter e Vritra seguiram para visitar Ava, que já se recuperava rapidamente.
Logo, ambos caminhavam pelo corredor longo.
— Podemos ir atrás dos Fords agora? — perguntou Vritra, ansioso para encontrar qualquer pista sobre Yennefer.
— Espere só mais um pouco, eles já estão ocupados com os preparativos do julgamento de casamento. Mesmo se formos, não vamos conseguir falar com Sir Gigante — respondeu Gunter.
— Quanto tempo? — com um semblante sério, insisti.
— Provavelmente alguns dias. Na verdade, minha visita à família Ford desta vez tinha a ver com seu casamento. Era algo que meu pai prometeu ao pai da sua noiva quando você era bem jovem.
Tenho preferência por não ter que falar nisso agora, mas não dá mais para adiar — por causa do juramento — explicou Gunter.
Não era uma promessa comum; foi feita diante dos deuses como juízes. Então, se eles não cumprissem, ambos enfrentariam a ira divina.
O semblante de Vritra se franziu ainda mais, questionando-se por que eles estavam tão desesperados por esse casamento, formando um juramento assim.
— E de quem foi a ideia do juramento? — perguntou.
— Da própria dela — respondeu Gunter.
Seria a garota defeituosa ou algo assim, que eles tiveram que obrigar a forçá-la a aceitar? Claramente, era um casamento arranjado.
Então, em sua cabeça, pensou: 'Esposa, esse juramento já foi quebrado, já que o verdadeiro Art está morto, não está?' — e quase conseguiu descobrir quem matou Art ou quem era o verdadeiro culpado.
Só Max olhava para ele, como se estivesse convencido de que Vritra não era o verdadeiro Art.
— Pois bem, como o Divino usou as propriedades e o núcleo do corpo do verdadeiro Art, talvez ele tenha feito algum arranjo antecipado, como fundir uma parte da alma de Art com a sua — disse Yasmine, refletindo. — Talvez o fato de você ainda estar vivo, como consciência, seja por isso.
Se as duas famílias já tinham feito o juramento de casá-lo com aquela garota, então qual seria o sentido de todo o julgamento de casamento e as competições?
Mas Vritra não se importava muito com o casamento ou as famílias envolvidas, ele estava focado em seus objetivos.
Continuaram a caminhar silenciosamente por um tempo.
Por fim, Gunter quebrou o silêncio.
— Suspiro, filho. Sei que isso é uma carga grande para você, está sendo praticamente forçado a esse casamento. E ela é muito mais velha do que você, então se não quiser fazer isso, posso entender—
Vritra ignorou as palavras e preocupações dele, já que não tinha a intenção de seguir com o casamento, e interrompeu:— Está tudo bem, eu entendo. Mas preciso sair por um tempo.
— Sair… será seguro? — Gunter não sabia ao certo qual segredo Vritra escondia, mas com toda aquela força, os inimigos poderiam ser tão perigosos quanto.
— Sim, quando for hora, você pode me contatar por esse glifo — Vritra mostrou um pequeno glifo branco de seu inventário, entregando-o.
— Ok… cuidado, volte assim que puder. Sua mãe não consegue ficar um dia sem te ver — pediu Gunter.
Em poucos momentos, Vritra desapareceu, sumindo no ar.
Gunter sabia bem que Vritra era mais forte que ele, então não ficou surpreso.
Depois de algum tempo, ele foi embora, afinal, ainda tinham muitas preparações para o casamento.
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Obrigado por ler...