
Capítulo 432
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
— Então você cancelou aquele pacto, hein? Por quê agora, justo na hora? — questionou Vritra ao chamar Maeve do livro dimensional, fazendo-a aterrissar em uma área vazia.
— … — Maeve inicialmente olhou ao redor do reino.
O céu ainda estava repleto daqueles desenhos, e Raelion corria pelo céu como um louco.
Depois, ela olhou de volta para Vritra, e só então percebeu que o que havia feito podia ser facilmente mal interpretado, mostrando que ela tinha armado uma armadilha para ele ou queria estar segura caso ele morresse.
— Eu- Eu... hum… — Enquanto pensava em explicar, a demônio raposa sentiu que tudo soava como desculpas de encobrimento.
Naque momento, ela estava preocupada demais com Vritra, então não pensou direito.
Esqueceu de manter a precaução, já que o humor do Vritra tinha acabado de melhorar; ele recém começara a se recuperar.
— … — Vritra olhou para ela com expressão preocupada. Colocando suavemente a palma da mão sobre a bochecha dela, perguntou: “Você pensou em fazer algo perigoso?”
— Haa… — Suspirando aliviada, Maeve deixou-se envolver em seu abraço.
A demônio quase chorou como sua última defesa.
'Finalmente! Ele confia em mim, meu plano maligno funcionou. Hehehe.'
Maeve ficou realmente feliz. Agora ela podia se encaixar completamente e vilanesca na vida dele, sendo uma esposa adorável para seu amado mestre.
Depois de ficar nos braços dele por um minuto, ela olhou para o vídeo repetido e murmurou: “A- A rainha morreu? R- Raelion tinha esse tipo de relação com ela?”
— Sim, ela realmente morreu — confirmou Vritra, assentindo. Depois, pegou a pérola de chama vital de Maeve e entregou a ela.
— Obrigada, mestre~ — Maeve sorriu. Com um leve aperto, a pérola desapareceu. Então ela perguntou: “Quais são seus planos com ele?”
— Ainda temos algum tempo, vamos deixar que ele brinque sozinho por agora — respondeu Vritra.
— Hmm, que tal eu te mostrar este reino? Aqui não tem muitas coisas, mas há algo que eu gostaria de ver — disse Maeve, dando um passo para trás.
— Claro, vamos lá. — Com Maeve como guia, ela o conduziu para fora.
Primeiro, ela o levou até sua casa, ou melhor, ao lugar improvisado onde costumava morar.
— Este é o lar que eu chamava de casa, esta casa assombrada. Sigh, mestre, aconteceu uma coisa engraçada quando nos mudamos pra cá pela primeira vez — contou Maeve, continuando a narrar várias incidentes ligados a diferentes coisas.
— Minha mãe morreu às mãos de um dos imperadores fênix, e aquele bastardo a matou quando ela estava mais vulnerável. Sigh, se ao menos eu fosse mais forte naquela época — lamentou.
Maeve sentiu vontade de chorar ao lembrar de sua mãe. Ela olhava para o túmulo enquanto estava nos braços de Vritra.
— Não se culpe. Você não conseguiu salvá-la, mas juntos podemos vingá-la, se você quiser. Os imperadores fênix estão contra mim de qualquer jeito — explicou Vritra, tentando consolá-la.
— Mhmm, por favor, espere aqui um momento — pediu Maeve.
Depois de dizer isso, ela avançou, ajoelhou-se diante do túmulo da mãe, falou algo para ela e fez uma oração.
Observando Maeve agora, ela parecia tão fraca. Um forte sentimento de proteção cresceu no coração de Vritra; ele queria proteger a adorável raposa de todos e de tudo.
Embora ela possa parecer durona, ela estava completamente só neste mundo, sem ninguém em quem pudesse confiar totalmente.
'Deveria trazê-la de volta para que ela conheça outros também, mas quando minha mãe vai sair?' suspirou Vritra.
Sabia que aquilo era uma herança muito grande e importante, mas ela já tinha ficado tanto tempo lá dentro.
Ele se sentia feliz só de saber que ela estava bem.
— Mestre, vamos lá. Quero conhecer alguns demônios que eu costumava frequentar — disse Maeve, enxugando as lágrimas enquanto segurava a mão dele.
Ele olhou para o céu e, com um pensamento, adicionou algo novo.
Agora, Raelion, que corria loucamente atrás de Vritra e o atacava, estava cercado por demônios.
E todos os demônios olhavam para ele com olhares críticos.
Ele havia assassinado a rainha após ter relações sexuais com ela e absorvido sua força vital; a ilusão começou a culpá-lo, empurrando ainda mais o senhor demônio à loucura.
Vritra usou Null para desacelerar Raelion, já que ainda não podiam sair.
Depois, Maeve levou Vritra para conhecer vários demônios; os três generais também faziam parte disso.
Os três ainda acreditavam que Vritra, na verdade Voromir Zuke, tinha algum relacionamento com sua filha, e suas reações eram tão engraçadas que não corrigiram nada.
— Mestre, vamos voltar ou ficar aqui mais um pouco? — perguntou Maeve após a caminhada.
— Hmm, vamos ficar um pouco mais; podemos descansar um pouco — disse Vritra. Eles seguiram rumo à casa dela e decidiram descansar lá.
Maeve sentou na cama, e Vritra sentou numa cadeira, começando a engolir uma poção de alma após a outra.
Ainda não tinha consumido sequer as que tinha pegado do templo.
Seu estoque de poções tinha aumentado bastante; isso ajudaria muito na recuperação de Yasmine e Nihil Anima.
Ele passou quase trinta minutos apenas bebendo todas as poções.
A energia foi dividida em três partes, e dessa vez Vritra pegou uma porção ainda menor, já que sua alma já equivalia a de um senhor; não faria muita diferença para ele mesmo assim.
Porém, para Yasmine e Nihil Anima, isso foi extremamente eficaz.
Nihil Anima recuperou cerca de trinta por cento, e a força de Yasmine voltou ao pico da 7ª Legião. Mais um roubo, e ela pode até ultrapassar o nível de general.
— Hoo, finalmente terminei. Foxie, quanto você acha que leva para amanhecer de novo no continente? — perguntou Vritra enquanto se levantava, alongando-se antes de se sentar ao lado dela.
— Hmm, acho que ainda faltam umas sete horas. Estamos esperando o início do jogo? — ela percebeu — ele planejava usar Raelion para atrair ainda mais atenção.
— Sim, que inteligente, Foxie. — Vritra riu, dando uma palmada na cabeça dela. Maeve adorava ser acariciada e suspirou de contentamento.
Vritra se deitou na cama, pensando em um plano para invadir o reino dos dragões após conseguir pontos de pecado.
Se Yasmine pudesse recuperar toda sua força, as chances de vitória contra tantos inimigos poderosos certamente aumentariam.
Sem falar que ele também ansiava por reencontrar sua verdadeira primeira esposa; ele também sentia saudades dela.
Maeve se ajeitou em seus braços.
Depois de um tempo, ela pensou em algo e perguntou: “Mestre, já que melhorei bastante em beijar, por que você não me ensina algo novo hoje?”
— Hmm, algo novo… — ponderou Vritra. Dar treinos assim era bem empolgante.
Depois de um instante, ele falou: “Tá bom, deixa eu te ensinar a marcar seu território do jeito certo.”
— Hmm? Marcar meu território? Isso parece ótimo, mestre. Você pode me mostrar? — perguntou Maeve, piscando rapidamente e com um olhar sedutor.
— Sim, como seu professor, é meu dever te ensinar — assentiu Vritra, com grande sabedoria visível nos olhos.
Ele se virou, seu corpo pressionando o dela.
Segurou sua mão, entrelaçando os dedos, enquanto seus olhares se encontravam e a atmosfera na sala mudava completamente.
Maeve sentiu seu corpo queimar com Vritra por cima dela. Apesar das roupas entre eles, ela ainda podia sentir o calor dele.
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Obrigado por ler...