
Capítulo 366
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
Vanessa entrou na fila ao lado do portão do continente Quartz. Demorou algum tempo, mas ela conseguiu passar.
Já estando no terceiro nível da Legião, poucos podiam fazer algo contra sua Hipnose entre os guardas.
Após passar pelo portão, seguiu a intuição no coração, procurando com o olhar a mesma pessoa.
'Aquela pessoa está definitivamente por perto, devem ter me sentido também,' pensou Vanessa, entrando no novo continente.
Ela ficou maravilhada com a qualidade de cada construção e com o quão diferente era a rotina de vida das pessoas dentro das muralhas.
Porém, deu pouca atenção às paisagens turísticas e logo avistou a mesma pessoa de robe preto. Parecia que ela também o procurava.
Mais uma vez seus olhares se cruzaram, mas instantaneamente a pessoa de robe começou a fugir. Vanessa não perdeu tempo e partiu em direção a toda velocidade, movendo-se cuidadosamente pela multidão.
A outra pessoa era forte, mas absolutamente não tão poderosa quanto ela, então não demorou muito até Vanessa alcançá-la e arrastar a pessoa de robe para uma rua bastante isolada.
"L- Deixe-me ir," a capturada lutou, sua voz soando feminina.
Vanessa ignorou suas palavras e, após verificar que não havia ninguém por perto, jogou a aba do capuz para trás, revelando o delicado rosto de uma menina de quinze ou dezesseis anos.
Mas o que surpreendia eram os dois chifres na cabeça e uma cauda nas costas dela.
"Você é uma súcubo?" perguntou Vanessa, surpresa, observando a linda garota, que parecia tão inocente.
"N- Eu não sou, deixa eu ir..." a menina entrou em pânico. Ela se arrependeu de ter fugido de casa; os horrores das histórias que ouvira dos pais ecoaram na sua cabeça.
Seus olhos se encheram de lágrimas instantaneamente, e ela começou a chorar.
Vanessa ficou surpresa; essa menina certamente era do auge do primeiro nível da Legião e ali mesmo chorava como uma criança, embora ela realmente fosse uma criança.
"Não chore, não vou te machucar," disse Vanessa, e então revelou sua verdadeira aparência — cabelos verdes longos e dois pequenos chifres na cabeça.
"Chorando? Você também é uma súcubo chorona?" perguntou a menina, ainda soluçando, mas relaxando aos poucos.
"Sim, então me diga por que você estava andando sozinha? E você vive de forma aberta nesta cidade?" questionou Vanessa; sua voz doce como mel fez a menina se sentir muito melhor.
A maior e mais importante cidade do continente Quartz chamava-se Ghazi.
"N- Não, eu, hum..." a menina ainda parecia hesitante em falar. Afinal, ela sabia que se os outros descobrissem sua casa, todos estariam em perigo.
"Está bem. Me diga onde você mora? Conte um pouco sobre você," perguntou Vanessa, seus olhos brilhando com uma fraca luz rosada, enquanto uma aura calmante surgia automaticamente ao seu redor.
"Oi, eu sou Gia. Moro no reino secreto das súcubos, localizado aqui neste continente," respondeu Gia, se acalmando completamente e sentindo-se como se estivesse encontrando um familiar.
"Ah!" Vanessa ficou surpresa com a notícia, mas também viu ali uma oportunidade; ela tinha certeza de que algo naquele lugar a chamava de alguma forma.
Ela ficou em silêncio por alguns momentos, entrando em contato com Vritra pelo Hellmancer. Depois de contar a ele sobre isso, decidiram o que fazer.
"Gia, você consegue me levar até lá?" perguntou Vanessa. Ela possuía a linhagem e o físico da Rainha das Súcubos, algo extremamente raro.
A rainha das súcubos que se conhecia havia morrido há muito tempo, e desde então a raça das súcubos tinha se escondido.
"Ok." Gia assentiu, sem perceber qualquer perigo vindo de Vanessa, enquanto as duas começavam a caminhar pelas ruas movimentadas de Ghazi.
"Então, qual é o plano?" perguntou Onest, ainda magoado pela traição anterior. Sabia que Vritra não aceitariam uma punição qualquer de forma passiva.
"Não importa o que aconteça, nós não vamos ajoelhar ou implorar por misericórdia, vamos enfrentar o príncipe!" disse Vritra, justo antes de entrarem no hall.
Onest assentiu, mas pensou: 'Hmph, acham que sou um tolo? Claro que farei qualquer coisa pela minha sobrevivência. Eles estão tentando me enganar como da última vez.'
E finalmente entraram.
O príncipe tinha cabelos loiros longos e um físico avantajado, deitado relaxadamente na throne.
Parecia a definição perfeita de narcisismo, arrogância e corrupção.
No grande salão, quase trezentas pessoas estavam presentes: alguns ministros, conselheiros, guardas, servos e muitos outros.
Pararam no centro do salão. Vritra varreu o ambiente com o olhar; Yennefer realmente não estava ali.
'Acho que vou ter que chamá-la.'
"Agora vocês estão na presença do Príncipe Griffith!" anunciou um dos homens após citar seus crimes.
'Griffith!!' repetiu Vritra, lembranças desagradáveis surgindo em sua mente, e ele já odiava esse cara.
"Você admite seus crimes?" perguntou Griffith.
Onest foi o primeiro a agir, caindo de joelhos e falando alto: "Por favor, me perdoe, eu— eu..."
Ele olhou de lado e viu os dois encarando-o com nojo; Vritra e Shitless cuspiu antes de dizer: "Que verme covarde."
"Você é o imperador?" Vritra ignorou Onest e virou o rosto para o imperador. Enquanto falava, liberou sua aura e quebrou as algemas como se quisesse pressionar.
Mas, na realidade, era apenas para chamar atenção.
Griffith franziu a testa; deteve a servente que estava ali só para lhe oferecer frutas. Ninguém ousava falar assim na frente dele.
"Não, não sou, mas—" Griffith começou a responder arrogante, mas Vritra o interrompeu.
"Então rasteje embora, eunuco. Não falo com meia-palha, cachorrinho ou vermes. Chame o imperador se desejar me comunicar."
Tch, que fedência de imundície barata. Suspirou, só se o imperador não tivesse o vício de visitar prostíbulos com tanta frequência." Vritra disse, balançando a cabeça, e então ouviu-se um silêncio absoluto no salão.
Todos sabiam que havia algumas coisas que Griffith detestava de verdade: ser chamado filho de prostituta, eunuco ou cão do irmão. E Vritra parecia ter acertado todos os seus pontos sensíveis.
Nascido de uma trabalhadora sexual, castrado ao nascer para que o sangue real não se misturasse com sua sangue imundo no futuro.
Por causa da mãe, ele sequer tinha chance de se tornar imperador.
Embora tenha conseguido restabelecer seu órgão através de outros meios, nunca conseguiu apagar os insultos.
"V- Você..." Griffith ficou sem fala. Apesar de tudo isso, na frente dele, ninguém ousava pronunciar uma palavra sequer.
O monge Shitless assentiu e, em tom alto, disse: "Seu pestilento, como ousa ser tão arrogante na frente do meu senhor?
Pedindo a morte, ajoelhe-se dezenove mil vezes, paralise sua cultivação, rasteje entre minhas pernas e me chame de pai. Só assim deixaremos você vivo."
Onest ficou horrorizado, encolhendo-se atrás deles. Entendeu que viajar com eles tinha sido um grande erro.
Ele certamente ia morrer agora.
BOOM!
De repente, Griffith se levantou, com os olhos vermelhos e o rosto contorcido de fúria. Nunca tinha ficado tão bravo na vida.
"Seu bando de idiotas, vou rasgar vocês -"
Mas foi justo nesse momento que a porta do salão foi aberta com força descomunal.
BANG