Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

Capítulo 608

Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

Algum lugar muito, muito distante,

uma pessoa estava sentada em um espaço completamente branco, rodeada de nada. Um tecido feito de luz envolvia seu corpo.

Mesmo com a aparência de um humano, ele não parecia realmente um.

Sua pele brilhava com uma sensação sagrada e ele emanava uma pressão poderosa.

À sua frente, do outro lado de uma mesa, havia uma mulher. Embora tanto ela quanto a mesa fossem apenas imagens, elas não estavam realmente presentes aqui.

O homem olhava para o céu, como se estivesse em um sonho.

Depois de um momento, um sorriso apareceu em seu rosto, ele não conseguiu evitar uma risada suave.

"Você tinha razão." ele falou enquanto seu olhar retornava à mulher de cabelos loiros, cujo corpo estava demasiado borrado.

"…" ela não disse nada, apenas continuou a olhar distraidamente para o céu.

"Só nove anos foram suficientes pra você entendê-lo tão bem? De qualquer forma, agora que venceu outra aposta, vou cumprir a promessa." ele falou.

"Como eu não vou fazer isso, já que ele é meu? Enfim, rápido, estou impaciente." O olhar sem expressão da mulher finalmente voltou ao homem, que dizia numa voz apressada.

"Haha, você já esperou centenas de anos, o que mais alguns anos significam? Mas você realmente tem certeza? Isso pode trazer problemas até pra você." ele perguntou, com um pequeno sorriso no rosto.

"Sim, já que eu nunca me importei com perigos quando se tratava dele." ela falou, seu olhar voltando ao céu.

Por um instante, um olhar de saudade e obsessão passou por seus olhos antes que ela voltasse a ficar sem emoções novamente.

"Isso... é verdade, seja aquela habilidade poderosa do Mutamorphis ou todas as outras, você realmente o cercou de oportunidades, como uma verdadeira mamãe sugar." ele riu.

"Divino, essa será a última coisa que esse seu avatar fará. Você não quer—" ela começou, mas Divine a interrompeu.

"Tudo bem, eu estou sempre perto das minhas irmãs, como poderia deixá-las morrer de novo? Nem eu posso controlar seus destinos, mas já fiz o suficiente." ele disse, seu olhar retornando para a visão de Vritra.

Ele sentiu-se aliviado e feliz, podia confiar totalmente a segurança de suas irmãs a um homem assim.

"Certo então, estou saindo. Essa será uma jornada grande e perigosa pra elas, certifique-se de que estejam bem preparadas." a mulher falou enquanto seu corpo começava a desaparecer.

"Claro, eu não quero que meu cunhado vá despreparado pra um lugar tão perigoso." murmurou Divine.

Em poucos segundos, ele ficou sozinho. Agora que tinha visto o suficiente, finalmente era hora de participar.


De volta ao planeta Zoratian, Vritra era bombardeado por perguntas de suas esposas.

Elas claramente não estavam felizes, todas se preocupavam com Teresa, mas ainda mais com Vritra.

Yasmine ficou ainda mais chateada ao saber que ele nem podia mais se tornar pai.

Ela estava se esforçando ao máximo pra ter o bebê dele, era pela própria irmã, mas mesmo assim, como poderia aceitar algo assim?

"Amor, você precisa encontrar uma solução pra isso imediatamente. Não me importa o que aconteça com o mundo, que queime, que seja destruído, mas eu não posso aceitar isso." Yasmine falou firme.

"Querida, você não devia ter tomado uma decisão tão grande assim, sem pensar nas consequências." Vanessa disse.

"Aff, tudo é culpa dela, eu vou—" Fiona mal começara a aceitar Teresa como família, mas sua antipatia só aumentava.

"Pare, não é culpa dela, foi minha decisão completamente." Vritra interrompeu Fiona, sentindo uma dor na cabeça enquanto suas esposas o cercavam.

Até mesmo as vozes de Maeve e Yennefer ecoavam em sua cabeça.

Ele não sabia mais o que fazer pra acalmá-las. Agora que usou sua única chance de roubar o destino, não podia mais tentar de novo.

Vritra realmente não sabia o que fazer, mas, de repente, uma voz diferente soou em sua mente.

"Ei, como foi a sua vida?"

Era ele mesmo, Divine.

Vritra ficou um pouco surpreso, mas rapidamente disse que precisava conversar com Divine e desapareceu entre elas.

Ao aparecer longe, no céu, ele finalmente se sentiu um pouco melhor.

"Seu idiota, onde você esteve todo esse tempo? Eu te chamei por tanto tempo, seu inseto." Vritra amaldiçoou, toda a sua frustração vindo à tona agora.

"Ah, desculpe, não pude responder. É que estava sem energia. Mas parece que as coisas estão complicadas. Você usou aquela vara de pescar que conseguiu antes?" Divine perguntou de repente.

"Não, ainda não. Mas antes disso, você tem que me ajudar—" Vritra começou a falar, mas Divine o interrompeu.

"Huh, por que não tentou? Vai, tente, só assim a gente conversa. Não perca tempo, minha energia não é lá essas coisas." Divine disse, deixando Vritra ainda mais irritado.

Por ora, ele só seguiu as instruções.

Rapidamente, tirou a vara de pescar e perguntou impacientemente, com o tom irritado: "E agora? O que ela consegue fazer?"

"Faça o que faria com uma vara de pescar, tente pegar o peixe." Divine respondeu, acrescentando rapidamente: "Mas precisa de água pra caçar. Que tal experimentar pescar naquele córrego de água da habilidade Nula?"

"Nula?" Vritra hesitou e pensou um pouco. De fato, quando ativou a Nula, viu um fluxo infinito de água correndo.

[Nula ativada.]

Sem perguntar mais nada, ele ativou a habilidade e instantaneamente se viu no espaço escuro e familiar.

De um lado, havia o rio fluindo, além de outras coisas presentes.

Ignorando o restante, focou no rio, se aproximando e se posicionando.

No começo, era impossível ficar lá, mas agora que era semi-deus e sua compreensão de Nula atingira 100%,

ele não sentia pressão nem dor.

Com pouco conhecimento de pesca, copiou os movimentos que tinha visto antes e lançou a isca à frente.

A isca caiu instantaneamente na corrente infinita, que obviamente não era feita de água.

Esperou um instante e sentiu imediatamente uma puxada poderosa. Sem hesitar, Vritra a puxou com toda força.

WHOOSH

De repente, uma figura foi puxada pela linha, aterrissando rapidamente ao seu lado.

Mas ao ver aquilo, seus olhos se arregalaram de choque.

À sua frente, quem estava parado era literalmente ele mesmo.

"O... o que isso quer dizer?" Vritra ficou perplexo, essa pessoa certamente era ele mesmo.

Porém, ela permanecia lá, silenciosa, sem parecer ter vida.

Antes que Divine respondesse, Vritra sentiu algo estranho.

Seu corpo, órgãos, ossos, cada uma de suas células começou a vibrar de repente, assim como a outra pessoa.

Seus corpos foram puxados um para o outro e, de repente, se fundiram, tornando-se um só.

Depois de um momento, o corpo de Vritra se estabilizou, todos os padrões parecidos com sardas sumiram.

A cegueira desapareceu, os fios do destino que ele acabara de roubar também sumiram, até a energia usada pra manter essa habilidade ativada voltou.

Vritra estava atônito, sem palavras. Era como se tivesse sido recriado do zero.

Até as roupas no seu corpo pareciam novas, a mudança foi simplesmente enorme.

Ele olhou para a vara de pescar comum e depois para si mesmo.

Esse tesouro talvez fosse muito melhor do que esperava; não só pode transformar sua doença e sua forma física, mas até o próprio destino.

"Divino, o que exatamente é essa coisa?"

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Obrigado por ler...

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