
Capítulo 493
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
Por alguma razão, Gunter era quem se sentia mais nervoso ali. Concordando, sentou-se, clareou a garganta e questionou:
— A- Você é meu filho?
Seus punhos estavam cerrados e suor começava a escorrer pela testa; o futuro dependia daquela única resposta.
— N- Não— Vritra balançou a cabeça enquanto respondia, mas hesitou ao ouvir uma voz irritante novamente em sua mente.
— Diga sim, seu filho foi assassinado naquele labirinto há vários anos. Art possuía uma característica especial que era perfeita para o meu plano, por isso preservei sua alma e seu corpo.
E quando você foi reencarnado, precisei usar aquele núcleo e a habilidade ligada à sua alma, por isso conseguiu se tornar um 'Titã', caso contrário, teria sido impossível.
Então, você também os ajudaria, não é? Este casal de pobres marido e mulher... — Divine ficou em silêncio, Vritra realmente queria desligar seu interruptor.
— … — O silêncio se alongou, Vritra agora achando difícil escolher entre as opções enquanto olhava para o olhar esperançoso de Gunter, então ele encolheu os ombros: "Não sei."
— P- Pode me mostrar sua mana? — Gunter perguntou. Art não possuía marcas especiais ou algo do tipo, então a mana era a única coisa que ele ainda se lembrava.
Até o rosto dele parecia borrado de suas memórias, de alguma forma.
Erguendo a mão direita, Vritra canalizou mana, e uma massa de energias coloridas começou a brilhar sobre sua palma.
— Isso…!!! — Gunter se levantou surpreso.
— Art, você realmente é o Art! Meu filho, choro, procurei você o tempo todo, sua mãe... ela ficou doente depois que você desapareceu.
O homem forte não conseguiu segurar as lágrimas; ele vinha agindo como se estivesse indiferente há muito tempo.
Mas tanta coisa tinha acontecido e ele realmente estava no limite, havia problemas externos e até sua própria família dificultava as coisas.
— Uh… espere… — Gunter abraçou Vritra antes que pudesse falar, batendo nas costas dele. Era como se estivesse segurando seu próprio filhinho.
Depois, afastando-se e enxugando as lágrimas, falou apressado: "Vamos, você precisa ver sua mãe. Tenho certeza de que ela ficará muito feliz em te conhecer."
Vritra inicialmente queria ter uma conversa séria, mas foi puxado para o quarto da mãe de Art.
Havia várias criadas ao redor, e também guardas presentes lá.
— Boas-vindas, majestade. — As criadas se curvaram e abriram a porta. Quando seus olhos se fixaram em Vritra, todas ficaram imóveis de choque.
— É… isso…? — Enquanto Vritra e Gunter entravam, todas as criadas tinham expressões de amor doentio, até as casadas.
Ele parecia perfeito demais, até o cabelo preto comprido parecia ficar ótimo nele.
— Querido, olha quem chegou! — Gunter foi até o lado da cama e sentou-se ao lado da mulher que dormia.
Ela parecia fraca, muito fraca. Era uma mulher certamente bonita, mas agora parecia quase sem vida.
Enquanto Gunter injectava mana em seu corpo, suas pálpebras tremeram e ela lentamente abriu os olhos.
— Querido, é ele… — Gunter falou em tom emocionado, ajudando-a a se sentar.
— Ah… Meu… — ela tossiu, mal conseguia olhar ou falar; se continuasse assim, não demoraria muito para falecer.
Suspirando, Vritra se aproximou dela pelo outro lado da cama. Tirou uma poção criada por Diana.
Era uma poção de cura de alto nível, mas isso sozinha não bastaria para curá-la.
Então, Vritra injetou um pouco de sua própria energia na poção, que tinha capacidades de cura extremamente eficazes.
Com uma pequena dose, sua expectativa de vida aumentaria pelo menos um século.
— Aqui, dê isso a ela, ajudará. — Vritra entregou a poção a Gunter, que a aceitou sem hesitação.
Ele nem questionou o que era ou onde havia conseguido; tava desesperado para salvar sua esposa, e a poção vinha do próprio filho.
Depois de remover a tampa, ele suavemente pressionou contra os lábios dela, deixando que bebesse aos poucos.
A poção faria efeito lentamente, pois uma quantidade grande demais de energia poderia sobrecarregar seu corpo.
Depois de alguns momentos, seus olhos se abriram e estavam mais claros.
Em cerca de dez minutos, ela parecia muito melhor, até sua respiração normalizou.
Ela se chama Ava, vinha de uma das famílias mais nobres, mas desde que Art desapareceu, Ava andava extremamente doente.
— Quem… Art?! — Finalmente, o olhar de Ava focou no jovem ao seu lado, e por algum motivo ela sentiu uma familiaridade estranha com ele.
— Sim, querida, é nosso filho, ele voltou!! Nosso Art está de volta, você precisa ficar melhor por ele.
Gunter se sentiu feliz pela primeira vez em muito tempo; sua família estava completa.
— Art… meu bebê, choro, c- venha cá. — Ava começou a chorar, estendendo os braços na sua direção.
Vritra se acomodou na cama, a mulher estava fraca demais para abraçá-lo direito, então apenas colocou o braço ao redor dela.
— Não vou deixar você partir de novo, me perdoe. Não consegui proteger você antes, não deixarei ninguém te machucar novamente, — ela chorou, abraçando seu braço.
Após alguns minutos, Vritra e Gunter finalmente saíram do quarto, deixando Ava descansar.
Com o retorno do filho e a poção, logo ela estaria totalmente recuperada.
— Certifique-se de providenciar uma alimentação adequada a partir de agora. — Gunter ordenou, já que antes Ava tinha até parado de comer, mas agora certamente iria se alimentar.
Os dois partiram. Enquanto caminhavam juntos, Gunter finalmente lembrou das poucas coisas que havia ignorado na sua felicidade.
'Art disse que não lembra de nada, perdeu as memórias? E onde foi que conseguiu essa poção? Onde ele esteve todo esse tempo?' Com questões na cabeça, virou-se para Vritra.
— Vamos conversar. — Vritra falou. Depois de discutir algumas coisas com ele, planejava ir encontrar sua família.
…
Logo, os dois estavam sentados em uma sala vazia, com uma barreira ao redor, impedindo que alguém ouvisse.
— Você não lembra de mais nada? — Gunter questionou.
— Não. — foi a resposta.
— Nem eu nem sua mãe? — questionou novamente.
— Não. — mesma resposta.
— Sério, onde você esteve todo esse tempo? Está bem? Como veio parar naquele labirinto? — continuou Gunter, um pouco triste, esperando que sua esposa não fosse afetada por essas notícias.
— Estou bem, eu… não me lembro bem do que aconteceu antes ou como acabei lá, só lembro de lutar com muitos demônios, ondas e mais ondas. — respondeu Vritra.
— Entendo, deve descansar um pouco. Não precisa se preocupar com nada. — Gunter falou, querendo não exercer muita pressão sobre o filho.
Depois, acrescentou: "Ah, e sobre a família, sei que aqueles bandidos querem tomar seu lugar, mas agora, vou colocá-los no lugar deles."
Depois de pensar um momento, completou: "Não, deixa comigo, eu resolvo isso. Mas me diga, você conhece alguma coisa sobre Yennefer?"
— A ex-imperatriz… Não, após aquela guerra ela desapareceu junto com o corpo daquele menino, pelo que ouvi, talvez você possa descobrir algo com Sir Gigante, ele foi quem a viu por último. — respondeu o monarca.
— Então, vamos encontrá-lo. Isso é urgente e eu não posso explicar por que. — Vritra se levantou. Como o mais forte na Lua de Ouro, Sir Gigante realmente poderia saber de algo.
— Ah, na verdade, eu tinha planejado te levar para conhecer a família Ford por um motivo importante, que se relaciona com seu casamento. — finalizou Gunter.