
Capítulo 416
Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+
Enquanto a demonstração de luxúria acontecia no templo, os três ladrões entraram por rotas diferentes.
— Este vai ser o teste máximo das minhas habilidades. Preciso pegar a estátua em vinte minutos. — pensou Onest, rastejando por um caminho bem estreito.
Observando cuidadosamente o entorno e usando ao máximo suas habilidades de Ladinagem, até mesmo fazendo os guardas adormecerem se eles estivessem no caminho.
Percebeu que, desde que começou a acompanhar Vritra, tinha enfrentado perigos excessivos. Mas tudo era divertido e até lhe dava oportunidade de crescer.
Seu objetivo era tornar-se o melhor ladrão do mundo e, por fim, estabelecer uma dinastia de criminosos famosa.
Seu corpo se movia até por caminhos que pareciam impossíveis para um homem adulto como ele.
Seus ossos e carne se contorciam, quase se transformando em algo como um polvo.
Depois de rastejar por mais de dez minutos por um caminho fino, abriu um círculo na parte inferior, no teto.
Então, pulou para baixo, jogando imediatamente uma agulha na garganta de quatro guardas, que em segundos estavam adormecidos.
— Esses itens são muito caros, mas bastante eficazes. Talvez eu deva conseguir mais deles no futuro. — pensou Onest enquanto retirava as agulhas e observava o entorno com atenção.
Agora, ele estava exatamente atrás do cofre onde a estátua era guardada.
Vritra também tinha orientado mais tarde que não fosse pelo frente, mas pelos fundos, e que deixasse absolutamente nenhuma pista de si mesmo.
Simplesmente entrar pela frente teria sido muito mais fácil do que isso, mas Onest estava sempre pronto para os desafios.
Andando perto da parede, colou o ouvido nela e fechou os olhos. Usando sua habilidade, começou a cortar a parede de uma maneira específica.
Mas, logo após chegar um pouco mais fundo, encontrou um problema.
O recipiente que sustentava a estátua era feito de algum material que Onest não conseguia cortar com suas habilidades ou armas.
— Droga, como vou passar por isso? Preciso desistir? — sentiu-se inquieto; apenas passar pela porta parecia ser a única opção agora.
Foi então que a sombra sob seus pés se moveu. Uma mão apareceu segurando uma faca frágil e antiga.
— Isso aqui não é do Psycho? Ele enviou essa arma para me ajudar? — pensou Onest, mas não perdeu tempo, pegando a faca e voltando ao trabalho com rapidez.
…
Do outro lado, Ziggy ajustava sua roupa preta escorregadia enquanto avançava até o templo.
Ao entrar por uma porta, seu corpo quase ficou preso, mas, felizmente, ele tinha passado óleo nele anteriormente.
— Hah, isso vai ser moleza. — disse, acreditando estar no caminho certo.
Colocando uma máscara no rosto, o demônio porco continuou lançando glifos que faziam os guardas adormecerem, facilitando sua empreitada.
Com um planejamento cuidadoso do subordinado de seu pai, ele entrou pela porta da frente e seguiu direto até o cofre.
…
O terceiro ladrão, nosso grande Dragão Demoníaco Divino, entrou por trás.
Vritra acabou entrando em estado de invisibilidade e passando pelas paredes, mas, ao contrário dos outros dois, seu objetivo não era a estátua.
Ele se dirigia ao cofre de poções do templo; precisavam das poções de alma para Yasmine, afinal.
— Hehe, voltamos ao trabalho. Não conseguimos roubar no Reino Branco, quase esqueci como é divertido. — Yasmine riu, curtindo a missão.
— Não é roubo, estamos apenas transportando estrategicamente algumas poções para um local alternative, ajudando um templo precisado. — Vritra a corrigiu, encontrando facilmente o cofre.
Observando os guardas, teletransportou todo o cofre para dentro do livro dimensional, sem alertar os despreocupados guardas.
— Suspiro, já fazem dias que não visito minha casa; pelo menos o templo forneceu comida suficiente para minha família. — comentou um dos guardas, aparentando preocupação.
— Bem, estou feliz por estar longe de toda aquela chatice. Achei que ia pirar, mas esse toque de recolher veio na hora certa. — falou outro guarda.
Enquanto o grupo de dez guardas conversava, uma figura de repente apareceu na frente deles.
Era um homem gordo, com o rosto e o corpo completamente cobertos.
— Quem é você? — os guardas se alarmaram, mas o gordo lançou um glifo e todos ficaram congelados no lugar.
— Haha, eu sou o grande Ziggy. Agora, apenas assistam enquanto roubo todas as suas poções, haha. — zombou.
Vritra usou a Essência Nebulosa para criar toda essa cena, enquanto já estava dentro do cofre.
— Droga, que inventário gigante! — Vritra olhou ao redor. Entre dezenas de milhares de poções, parecia que nunca ia acabar.
Rapidamente, localizou as poções de alma e voou em direção a elas.
Com um gesto de mão, todas as poções foram para seu inventário.
Depois de observar o local, não encontrou nada de interesse, decidiu sair levando algumas outras poções também.
Assim, tudo voltou à realidade, fora do livro dimensional.
— Foi tão fácil por causa do caos em andamento e do Shitless. — pensou Vritra, voando para fora do templo e desaparecendo. Era hora de assumir seu segundo papel.
…
Ziggy entrou de maneira preguiçosa no cofre. Usando os glifos, passou facilmente por qualquer defesa; nada podia pará-lo.
— Haha, logo poderei me casar com Maeve. Aguarde, seu idiota, vou deixar meu pai te ferver na lava e assistir enquanto você implora pela minha misericórdia. — riu, torturando mentalmente Vritra.
Finalmente, parou diante de uma grande porta metálica, que parecia ser o último obstáculo entre ele e o casamento.
— Hmm, bastante sólida. — falou, tocando na porta. Sabia que não conseguiria quebrá-la sozinho.
Depois, pegou outro glifo, que continha um pouco do poder do pai, e o lançou na porta, fugindo rapidamente.
BOOOM!
Ele já havia preparado toda a área com uma barreira sonora, para que ninguém ouvisse nada.
— Haha, finalmente acabou! — Ziggy entrou correndo, pronto para pegar a estátua, fugir e eliminar Vritra de uma vez por todas, além de se casar com Maeve.
Enquanto pensava em seu plano, se sentia eufórico, acreditando que logo se tornaria o demônio porco mais bem-sucedido.
À medida que a fumaça se dissipava, o demônio porco olhou ao redor da grande sala, mas, além de uma mesa de pedra, não havia nada.
— Huh? Onde está a estátua? O que está acontecendo? — olhou ao redor com atenção, mas realmente não tinha nada.
Até sua cabeça gorda conseguiu entender algo em poucos segundos.
— Fui emboscado! Era uma armadilha! — tremia. Tentou enviar um sinal de volta ao seu pai, mas sem sucesso.
O medo invadiu seu coração enquanto ele se virava para tentar escapar.
— Pare aí! Estou te prendendo por roubar a estátua do verdadeiro Deus e milhares de poções do cofre! — exclamou Daddy V, vindo junto com os guardas.
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Obrigado por ler…