Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

Capítulo 311

Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

— Eu não fiz isso. Estava tentando te pegar, e como posso permitir que outra pessoa te mate, se quem deveria te matar sou eu — disse a imperatriz, olhando para ele com um semblante ameaçador que, de uma certa forma, parecia até fofo.

— Ah, então você queria acabar comigo com as próprias mãos e conquistar a vitória, hein? Estamos completamente sozinhos, então por que não tenta de novo? Agora mal posso correr — riu Vritra, inclinando-se para trás.

— Claro, seria um ótimo começo para essa nova aventura — concordou Yennefer, assentindo enquanto se arrastava para frente e se sentava na sua frente, apoiando-se sobre os joelhos dele, inclinada e chegando perigosamente perto.

— Então, como você quer morrer? — ela perguntou, apoiando a mão no ombro dele, em busca de sustentação.

— Por que você não tenta me suffoçar igual fez antes? — ele brincou.

A imperatriz já não usava o véu, e seu rosto, visto de perto, parecia ainda mais bonito. Sua pele de leite, absolutamente deliciosa, e seus lábios cor-de-rosa, que pareciam tão doces e suculentos.

CHAK CHAK

WOOOOOO

— Que tal — mmph?!! —

Justo quando suas lábios se abriram, o trem tremeu violentamente, como se alguém tivesse acionado os freios bruscamente, e a imperatriz caiu para frente, enquanto seus lábios quentinhos e macios pressionaram os de Vritra.

— !!!

Até Vritra ficou surpreso com a sensação amanteigada dos lábios dela. Da última vez que a ajudou com a herança, eles não tinham se beijado, então este foi o primeiro beijo deles.

Mwah~

'Então coisas assim também acontecem fora de anime, hein.'

Vritra pensou, enquanto os dois permaneciam naquela posição por alguns segundos, até que Yennefer, com um som úmido e suave, se afastou lentamente, seus lábios úmidos ainda por um momento mais, antes de se afastar suavemente.

Ela se recostou e ainda podia sentir a impressão dos lábios dele na dela.

— Bem, não me importaria com essa forma de sufocamento também — falou Vritra, levantando-se e estendendo a mão direita em direção a ela.

Yennefer tentou manter sua postura fria, mas sua resistência começava a desmoronar rapidamente.

'Então é assim que um beijo se sente, meu primeiro beijo, mas ele deve ter beijado várias vezes antes disso…'

Depois de pensar nisso, ela afastou sua mão e se levantou, uma sensação desconhecida de ciúmes lentamente crescia dentro dela.

— Parece que o trem vai parar — disse Vritra, segurando a maçaneta da porta e olhando lá fora. A escuridão infinita de ambos os lados lentamente se transformava em terra.

'Devo conferir aquele mapa que recebi o quanto antes. Tenho a sensação de que as duas coisas estão relacionadas — pensou Vritra — mas não consegui acessar meu inventário. Isso me deu uma dor de cabeça.'

Vritra agora estava em sua forma normal, felizmente seu shuffle interno ainda funcionava, permitindo esconder sua aparência demoníaca, caso contrário, a imperatriz poderia realmente tentar matá-lo.

CHAK CHAK

Woooooo Wooooooo

Com sons altos de buzina, o trem lentamente parou e a visão lá fora surpreendeu os dois.

Era uma cidade com mais de trinta casas, que ficavam a cerca de trezentos metros dos trilhos.

Além disso, conseguiam ver várias pessoas conversando e observando o trem, então não eram os únicos presos nessa armadilha.

— Yennefer… — de alguma forma, sempre que ele chamava seu nome, o coração da imperatriz dava um salto de surpresa.

Ela olhou para ele com seu rosto indiferente treinado e falou: — Sim?

— Acho melhor você esconder seu status por enquanto e, enquanto estiver nisso, também cubra o rosto. Não sabemos que tipo de pessoas vivem aqui ou se há alguma anomalia, alguém que ainda possa usar mana… Ei, você está me ouvindo?

Ao ver a expressão de zonza no rosto dela, Vritra deu um toque no ombro dela, fazendo com que a imperatriz retomasse a consciência.

Ela balançou a cabeça, suas olhos e mente focados nos lábios dele, enquanto ela continuava encarando e relembrando a sensação.

— O que você disse?

Vritra suspirou e repetiu.

— Por que eu deveria? — perguntou Yennefer, que não gostava nada de parecer fraca.

— Não é ficar fraca, você realmente está fraca neste momento. Não consegue me superar, então é melhor ser cautelosa no começo — explicou Vritra, às vezes as mulheres podiam ser tão difíceis de conversar.

— …Certo — ela concordou, pegando seu véu do chão. Depois de limpá-lo, colocou-o de volta no rosto.

THUCK

KRRRRRRR

Com barulhos altos, as portas do trem se abriram, e Vritra e Yennefer saíram, enquanto as pessoas lá fora, que pareciam estar só curtindo a paisagem, ficaram surpresas.

— Ah, mais pessoas chegaram de novo. Recentemente, o número de visitantes aqui aumentou — comentou um dos homens.

Haviam cerca de doze homens e mulheres, com idades entre vinte e quarenta anos.

— Olá — Vritra cumprimentou, então perguntou a questão que tinha muita curiosidade: — Onde estamos?

— Ah, lá vem de novo, mas elas são bem mais pacíficas comparadas às de pano vermelho que chegavam aqui recentemente — disse outro garoto, olhando curiosamente para os dois.

— Bem, seria mais rápido se você apenas conhecesse o chefe da cidade. Ele provavelmente já está explicando tudo para as novas chegadas — disse o rapaz loiro.

Os olhos de todos se voltaram para Yennefer, mesmo com seu rosto escondido, ela parecia extraordinariamente atraente.

Enquanto as mulheres observavam Vritra, era sua aparência real, e ele parecia um devorador de desejo encantador, ou um íncubo.

Yennefer franziu ao perceber o olhar de todas as mulheres e pensou irritada: 'Hah, você deveria ser quem escondesse o rosto, as moscas sempre rondam o mel.'

— Então, onde fica o chefe da cidade? — Vritra perguntou, observando ao redor, parecia uma cidade completamente normal.

Não havia nada fora do comum.

— Bem ali na prefeitura — disse uma mulher de cabelo curto preto, andando em direção a Vritra, com um sorriso:

— Vamos levá-los lá. Por agora é normal estar confuso, mas logo vai entender tudo.

Ao falar, o grupo começou a caminhar.

Ao entrarem na cidade, Vritra notou marcas de sangue espalhadas pelo chão em vários pontos, uma das casas estava completamente destruída; janelas e portas quebradas, como se várias feras selvagens tivessem atacado.

Perto da entrada, havia um poço que parecia não estar funcionando, e uma placa foi colocada na entrada, com o nome da cidade escrito em letras grandes e sanguinolentas.

— A Cidade Abandonada… — leu Vritra. Todas essas coisas tornavam a cidade ainda mais misteriosa.

— Ah, não se preocupe, você vai se acostumar com tudo isso — disse a garota de cabelo curto, próxima a ele, sem conseguir tirar os olhos dele.

— Tch — Yennefer fez birra, antes de dizer: — Até que ponto fica a prefeitura?

— Aquele prédio ali é a prefeitura — apontou um dos homens.

Havia um edifício no centro da cidade que parecia uma antiga delegacia, cercado por dezenas de casas de madeira de cada lado.

❖❖❖

Obrigado por ler…

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