Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

Capítulo 228

Transformando Minha Habilidade de Lixo em uma Habilidade Apelona de Rank SSS+

"Se você deseja matar o Jin Woo, então use o glifo de maquiagem e vá até o local indicado. Um inimigo daquele demônio. Por — X."

E abaixo dessa linha, foi fornecido um endereço e um horário. O lugar não ficava muito longe do castelo. O jovem príncipe imediatamente ficou empolgado.

O jovem príncipe não sabia de quem era a carta ou se era uma brincadeira, mas após ler aquela única linha, uma onda de excitação e vontade de vingança tomou conta do seu coração. Ele até faria um pacto com o diabo se pudesse matar aquele desgraçado odioso.

'Mas por que preciso mudar minha aparência?' pensou o jovem príncipe, já que nada sobre isso foi mencionado na carta.

Logo, chegou à conclusão de que a pessoa que escreveu provavelmente iria montar uma cilada com assassinos perigosos, então revelar sua identidade poderia ser perigoso.

'Acho que ele tem conexões, mas não tem dinheiro suficiente para concluir a missão. Eu vou pagar, não importa quanto seja necessário para matar aquele safado.' pensou o príncipe mais novo com determinação ao descer da cama.

Era exatamente isso que Vritra queria fazer, e por isso não explicou nada na carta. Quando uma pessoa encontra seu próprio motivo, dificilmente suspeitará de algo.

Porém, se fosse o próprio Vritra a escrever aquilo, o príncipe ficaria desconfiado e duvidaria das intenções.

O príncipe segurou o glifo de maquiagem na mão e ativou-o. No instante seguinte, suas roupas e aparência mudaram completamente. Até sua altura e peso pareciam diferentes.

Ao se olhar num espelho, o príncipe ficou surpreso com sua aparência atual. Ele parecia muito bonito, com um corpo quase perfeito. E o rosto tinha um ar um pouco familiar, embora ele não se lembrasse exatamente de onde tinha visto aquilo.

'Não fica ainda mais chamativo?' pensou o príncipe. Então, pegou um pano preto, o envolveu ao redor de si mesmo, releu o endereço e saiu de seu quarto.

Na porta, mostrou o emblema para os guardas sem revelar seu rosto e passou por eles.

"Suspiro… Sinto uma pontinha de pena do príncipe mais novo, só uma pontinha. Ele não consegue sequer mostrar a cara em lugar algum.

Pffft… aquela cena dele andando como um cachorro foi realmente magnífica…" disse um dos guardas na entrada, rindo enquanto assistia o príncipe se afastar.

"Será que ele vai para algum lugar agora nessa hora da noite? Acha que devemos informar o rei?" perguntou outro guarda.

"…Sim, talvez fosse melhor. Se algo acontecer lá fora, podemos ser nós que vamos pagar o pato por aquele príncipe imbecil," concordou o primeiro guarda.

E assim, um dos guardas foi avisar o rei sobre a saída do príncipe mais novo.

Caminhando pelas ruas escuras, a raiva do jovem príncipe lentamente dava lugar ao medo. Ele não levava guarda alguma consigo e agora se perguntava se tinha feito a escolha certa ou não.

Porém, por causa de seu ódio, continuou andando. Após entrar numa área mais sombria, caminhou até o final e parou diante da maior casa, conforme instruído na carta.

'Quanto tempo terei que ficar aqui agora?' pensou o jovem príncipe, olhando para os lados.

Logo atrás dele, na grande parede, algumas linhas estavam escritas de sangue em letras bem grandes, embora, devido à escuridão, o príncipe não tenha percebido nada.

Porém, em breve, ele sentiu o cheiro de sangue. Com uma expressão de contrariedade, olhou ao redor confuso e, finalmente, seu olhar se fixou na parede atrás dele. Com os olhos semicerrados, começou a ler as linhas.

"Hoje, o emergente Senhor Demônio Vritra, assassino dos seus familiares, estará aqui à noite. Ele está bastante enfraquecido. Se deseja vingar seus entes queridos, mate-o do jeito que preferir."

O príncipe se perguntou quem poderia ter escrito aquilo. Não parecia coisa de criança, mas ele deu de ombros e continuou esperando.

'Senhor Demônio Vritra, Vritra…' repetiu o nome na cabeça algumas vezes, até que algo clicou em sua mente.

"Certo, minha aparência atual é exatamente como a do senhor demônio Vritra. Espera — não me diga!!" sentiu um arrepio percorrer seu corpo ao perceber que tudo aquilo era uma armadilha.

'F- Droga, preciso sair daqui.' exclamou consigo mesmo, prestes a remover o glifo de maquiagem, mas bem naquele momento…

BANG!!

Um objeto pesado caiu do topo do edifício e acertou em cheio sua cabeça. Ao jorrar sangue e sua visão escurecer, ele caiu ao chão.

Sua mente ficou nebulosa, e mais uma vez, ele se arrependeu só de pensar em desafiar aquele diabo. Essa tinha que ser a armadilha dele mesmo.

'E- socorra… alguém, eu não sou Vritra…' o príncipe só conseguiu tentar falar, mas mal sustentava a consciência.

Logo, as portas de todas as casas se abriram e muitas pessoas irritadas saíram às ruas. Muitas choravam, outras gritavam e xingavam, pois finalmente tinham encontrado o assassino dos seus entes queridos.

Vritra havia feito sua pesquisa sobre esse boato, aquele que dizia que ele tinha matado milhares de pessoas inocentes.

Bom, aquilo era uma completa mentira. Mas alguns integrantes dos Nove Pactos e do Culto do Sangue Ósseo viviam duplas vidas.

Esses vagabundos usavam suas identidades comuns para realizar várias tarefas abertamente na sociedade. Isso lhes dava liberdade, e eles realmente não se importavam com essas famílias. Mas, para todos esses, eles haviam perdido entes inocentes, e sua raiva contra Vritra era sem precedentes.

Na verdade, era melhor que esses vagabundos morressem, pois do contrário, todas essas pessoas acabariam apenas se tornando fiéis vivos para eles.

"E- Ele veio aqui!! Como ele é tão fraco? ouvi dizer que ele podia até matar guerreiros da segunda legião. E- Vamos conferir sua aparência primeiro," exclamou alguém.

Vários homens armados avançaram, puxaram o pano preto e, realmente, era Vritra, cuja face estava semi coberta de sangue, diante deles.

"É realmente ele. Talvez tenha sido ferido numa luta. Ouvi dizer que a Lua de Ouro está atrás dele. Seja lá o que for, finalmente temos o safado que tirou meu irmão de mim. Vamos matá-lo antes que a Lua de Ouro ou os guardas cheguem e o prendam."

"Chol… Por que você matou meu marido? Ele nem era guerreiro… por que matou ele? Ele era inocente e só foi lá para ganhar mais para os nossos filhos. Seu monstro, como pôde… chora…" uma mulher chorava, gritando para o príncipe pasmado.

'W- O que está acontecendo? Eu sou inocente, sou príncipe. Eu não sou Vritra!! Alguém me ajude, estou sendo incriminado.' pensou o príncipe, enquanto sentia vários homens arrastando-o em direção a um altar. Tão amarraram suas mãos e pés às madeiras de bambu colocadas ali de antemão.

"Agora, todos!! Este é o criminoso que destruiu nossas famílias. Não podemos entregá-lo para a justiça de outros. Temos que fazer justiça com nossas próprias mãos."

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Obrigado por ler...

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